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UM LUGAR ESPECIAL PARA UMA GALERA ALTO ASTRAL! Terça-feira, Janeiro 31, 2006 Amigos, a salada de frutas hoje tem de tudo: desde a fruta mais doce até a mais amarga. Beijocas Yvonne IMPRENSA Amigos, sou assinante do jornal "O Globo". Não sei por quanto tempo manterei essa assinatura porque agora que eu estou morando em outro estado, estou muito distante dos problemas do meu Rio de Janeiro. Além disso, ainda existe o fato que eu não estou mais agüentando só ler desgraças. Não leio quase nada de política, economia e notícias internacionais. Para que? Para saber que algum maluco travestido de homem-bomba matou não sei quantos no Iraque ou Israel? Que os políticos brasileiros não valem porcaria nenhuma e que ainda assim voltarão ao poder carregados pelos braços do povo? Que houve um seqüestro relâmpago seguido de morte no Rio de Janeiro? Ou que um tarado estuprou e matou não sei quantas mulheres em SP? Estou pensando em desistir. Por outro lado, me delicio com o Segundo Caderno, o Prosa e Verso voltado para literatura e qualquer outro que tenha matérias que julgo agradáveis de serem lidas. Resumo da ópera: estou me tornando uma pessoa cultíssima e muito antenada com o mundo das artes e da escrita, por outro lado corro o risco de virar uma idiota no que diz respeito ao que acontece no dia a dia. Será que não existe em lugar algum do mundo uma notícia que seja agradável e que nos faça acreditar que o mundo é bom e que a felicidade até existe???? Cartas para a redação. RIO DE JANEIRO Falando no quarto poder (imprensa), eu fico indignada com as notícias que saem sobre o Rio. Tem um monte de coisas que acontecem lá que são extremamente positivas e que absolutamente ninguém toma conhecimento. É uma cidade problemática sim, como é qualquer outra grande metrópole brasileira e do mundo. São milhões de pessoas que são generosas, querem ser felizes, batalham por uma vida melhor e na medida do possível muito prestativas. Algumas pessoas daqui de Guarapari perguntaram para mim se eu vim morar aqui fugindo da violência urbana e eu sempre respondo que não, eu vim para cá porque eu quero sossego, coisa que não existe no Rio com sua vida agitadíssima. Além disso eu sou bem fatalista e acredito piamente no destino. Se eu tiver que sofrer algum tipo de violência será em qualquer lugar do mundo. Por essa razão, nunca deixei de sair de casa de noite ou proibi a minha filha de se divertir. ESPÍRITO SANTO Gente, alguém já ouviu falar das belezas que existem no ES? Tirando os mineiros que são fiéis e meia dúzia de três ou quatro, acho que mais ninguém. Vocês não têm idéia do quanto aqui é bonito. Conheci uma praia minúscula que só temos acesso por uma pequena trilha. Tão logo eu a vi, eu quase tive um troço. Vocês já viram fotos daquelas praias da Indonésia que foram devoradas pelo tsunami? É por aí. Não sei o que faz a Secretaria de Turismo daqui que não promove o lugar. Tinham que divulgar mais como fazem os baianos que vendem a idéia de que a Bahia é indiscutivelmente o que há de mais belo e melhor no mundo. Para mim as praias mais belas do Brasil se encontram em Maceió e em segundo lugar Florianópolis. Depois de conhecer as praias de Guarapari, coloquei Floripa em terceiro lugar. O único problema é que o mar é muito frio. Mar morninho, só da Bahia para cima. A MARCHA DOS PINGÜINS Recentemente disse que a vida cultural do RJ já não é mais tão importante para mim porque eu estou fugindo de agitação. Descobri que é uma baita mentira. Estou sentindo muita falta de cinema. No ES não passa os filmes que eu tanto gosto e que eu via com bastante freqüência. Na semana passada estive no Rio e mesmo com um calor infernal, eu saí da casa do meu irmão às 12.30 para ver um dos melhores documentários dos últimos tempos: A marcha dos pingüins. Por favor, não percam EM HIPÓTESE ALGUMA. É um filme de amor entre esses animais e sobre a necessidade da continuação da espécie. Senti um enorme aperto no coração porque não sei mais por quantos anos ainda teremos frio no mundo. Talvez os pingüins sejam um dos primeiros animais a serem banidos da face da Terra. Não sei. Ter visto um filme que se passa na Antártida com seus nove meses de inverno estando em uma cidade que insiste nos 40 graus é algo muito preocupante. Esse efeito estufa vai acabar com o planeta e aquele estranho país que fica ao norte da linha do Equador se recusa terminantemente a fazer qualquer coisa para melhorar. Uma vez li na coluna de Ciências do jornal O Globo que aquela pavorosa seca que atingiu a Etiópia matando quase toda a população foi causada pelos EUA. Detalhes técnicos eu não sei dizer. Bom, vejam o documentário e se deliciem da mesma maneira que eu. ESPAÇO UNIBANCO Felicidade é morar em um local tranqüilo, com praias por todos os lados e ter ao lado de casa um Espaço Unibanco para ver os filmes que eu tanto gosto. Não tenho nada contra os filmes blockbusters, mas só ter a oportunidade de ver Harry Porter, King Kong e similares não faz a minha cabeça. Ainda bem que eu tenho Sky que passa toda a programação Telecine e mais os canais da HBO. Tem gente que acha que eu pago muito caro para ter Sky, mas como diriam os Titãs, eu não quero só comida, quero também diversão e arte. HAMAS É o Hamas venceu de goleada e agora vamos ver a tênue possibilidade de um processo de paz no Oriente Médio enterrada por tempo indeterminado. Mais uma vez a barbárie venceu. Sei que os palestinos têm razão de sobra para terem raiva dos israelenses, mas definitivamente o caminho não é por aí. Terrorismo nunca resolveu problemas em lugar algum do mundo. Os israelenses também motivos de sobra para odiarem os palestinos e ficamos combinado assim. Idiotas de um lado, idiotas do outro, cada um gritando as suas verdades sem querer ouvir o que o outro tem a dizer. Homens-bomba matando civis inocentes e o poderoso exército israelense respondendo de maneira truculenta. A única coisa que eu espero é que o Hamas se torne uma espécie de PT que antes de estar no poder gritava para meio mundo que iria fazer e acontecer e que na hora H enfiou o rabo entre as pernas. Espero que acabe se tornando um IRA que finalmente se cansou de matar pessoas inocentes. Mas porque o IRA está comportadinho? Ganha o prêmio quem respondeu que a Irlanda está vivendo uma fase de prosperidade sem fim. Quando alguém ganha bem, come bem e recebe salário que dê para pagar suas despesas, dificilmente vai pensar em atos de bravura. Farinha pouca, meu pirão primeiro, como diria a minha avó. Eu não acredito que os políticos deste mundo ainda não tenham se dado conta que o problema número 1 dos palestinos é falta de emprego e de oportunidade para melhorar de vida. Sorry pela observação cruel e bastante cínica, mas dinheiro na conta bancária faz um bem enorme para o corpo e o espírito. PARA TERMINAR Não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma doença: tenho várias personalidades dentro de mim. Uma delas é a Zorra Yonara que lê mãos e faz previsões. Zorra se esqueceu de dizer o que aconteceria em 2006, mas como ela se incorporou em mim, passo aqui alguns dos fatos que irão acontecer este ano: - choverá torrencialmente no RJ e em SP neste verão e muitas pessoas irão perder as suas vidas soterradas ou levadas por correntezas. O trânsito parará nas duas principais capitais brasileiras e um monte de casas serão invadidas pelas águas. Após essas catástrofes, a Defesa Civil ficará alerta. - pelo menos 10 homens-bomba matarão diversas pessoas dentro de ônibus em Israel ou em supermercado no Iraque. - uma famosa modelo namorará um dos Ronaldinhos e seu cachê se elevará para cifras inimagináveis. - Adriane Galisteu (ou seria a Luciana Gimenez? Zorra não soube precisar) vai arrumar um namorado novo que finalmente será o grande homem de sua vida. A matéria aparecerá na revista Caras. - Depois das gostosonas Tiazinha, Feiticeira, Juliana Paes e tantas outras, em 2006 teremos uma nova musa que será uma moça extremamente tímida, mas que não tem o menor constrangimento de mostrar a perereca ao vivo e a cores para quem quiser se deliciar. Ah! Esqueci de dizer que a nova musa terá seios siliconados e que seu livro predileto é qualquer um do Harry Porter. - Haverá muita nudez nos desfiles de escola de samba do RJ. E viva o carnaval do Rio!!!! - Alexandre Frota fará um filme pornô. - Rita Cadilac também fará um filme pornô. Não sei se necessariamente com o Alexandre Frota. - O carnaval da Bahia lançará uma nova cantora de voz grossa e o grande sucesso será uma música completamente maluca em que as pessoas dançam fingindo estar tendo algum ataque epilético. Será lindo ver o povo tendo convulsões no chão. E viva o carnaval da Bahia!!! - E quanto ao Lula e ao nosso governo ... desculpem, mas Zorra Yonara teve um ataque e saiu do meu corpo. Não sei o que houve com ela. Justamente agora que eu esperava por essa notícia tão importante. Que pena! publicado por: Nós Por Nós às 06:43 Comments: Halo Segunda-feira, Janeiro 30, 2006 Bom dia meus lindos!!! Desculpem a demora..rs... pra vcs, uma homenagem à Cora Coralina, espero que gostem!!! eu adoro o final do poema...observem... um beijo Tatoo Conclusões de Aninha Cora Coralina Estavam ali parados. Marido e mulher. Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça tímida, humilde, sofrida. Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho, e tudo que tinha dentro. Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar novo rancho e comprar suas pobrezinhas. O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula, entregou sem palavra. A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou, se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar E não abriu a bolsa. Qual dos dois ajudou mais? Donde se infere que o homem ajuda sem participar e a mulher participa sem ajudar. Da mesma forma aquela sentença: "A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar." Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada, o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso e ensinar a paciência do pescador. Você faria isso, Leitor? Antes que tudo isso se fizesse o desvalido não morreria de fome? Conclusão: Na prática, a teoria é outra. Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 ¿ 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil. publicado por: Nós Por Nós às 10:51 Comments: Halo Sábado, Janeiro 28, 2006 PROMOÇÃO NPN 16
Perdas & Ganhos
PROMOÇÃO NPN 15: RESULTADO
publicado por: Nós Por Nós às 21:06 Comments: Halo Sexta-feira, Janeiro 27, 2006 BUNDAS DE FORA Neste espaço semanal estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós. O nome refere-se a alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando. Amigos, hoje o "Bundas de Fora" tem a grande honra de publicar um texto do Manoel Carlos . Eu adoro os "causos" que o Manoel conta e solicitei a ele que nos enviasse algum para deleite de todos os leitores do Nós Por Nós. Ele gentilmente nos enviou material suficiente para um ano inteiro. Era tanta coisa legal que fiquei sem saber o que escolher, tarefa esta que deleguei para o Tesco que optou pela deliciosa história abaixo. Manoel, muito obrigada pela confiança de ter nos enviado tanta coisa bonita. Espero que curtam bastante. Como de hábito, volto a informar que o Bundas é voltado para qualquer pessoa publicar seus textos. Basta enviar uma mensagem para exepes2004@yahoo.com.br, com cópia para yvonneparadatz@hotmail.com e mencionar no campo assunto "Bundas de Fora". Tivemos problemas com uma contribuição da Luma que ela nos enviou, mas que, por razões que desconhecemos, nunca chegou. Logo, se vocês encaminharem qualquer texto e a gente não acusar recebimento e informar o dia que será publicado é porque não chegou. Beijocas Yvonne Qüiproquó Manoel Carlos Pinheiro - Você não se enxerga? - Como?! - Como o quê? Não seja cínico! - Mas... - Nem mais, nem menos! Pensou que eu não estava ouvindo? - Ouvindo o quê? - Ainda quer negar? Você é um doente! - Negar o quê? - Você vai insistir? Eu ouvi tudo! - Querida... - Nem vem com esta falsa calma! Isto me irrita mais ainda! - Pára com isto. O que eu fiz? - Pára você! Um marmanjo de quarenta anos, dando em cima de uma garota de dezessete! - Eu?! Como assim? - Chamando de filhinha o tempo todo! - Não é nada disto... - Pedindo para ela ficar de perfil. Cadê o desenho? ela levou, aquela sonsa! - Não é nada disto... - Mostrou seus dotes artísticos, quando vai exibir os dotes físicos!? - Não é nada disto... - Ainda pediu para ela falar baixo! - Pera lá! - Pera lá, o quê?! - Você que pediu para eu dar aula a ela. - Aula sim! Assédio não! - Que assédio... - Não se faça de besta! Seu tarado! Sem-vergonha! - Pára com isto. E vê se me ouve! - Não tem o que ouvir! Você não presta! - Eu posso falar? - Não quero ouvir nada, acabou! - Leia aqui! - Ler o quê?! - A aula! Geometria Descritiva! - E o que tem isto? - Perfil é um plano, olhe aqui! - !?!? - Não disse para ela falar baixo, foi um corte, planta baixa! - ?? - Aqui, na reta, há o ponto f (efe) e o f´ (efe linha), tenho culpa do quase cacófato!? - Calma, também não precisa ficar nervoso... Em noite de reconciliação, melhor não esticar a corda, até porque, se briga tem pé, livrara-se de uma centopéia; no mais, seria humilhação. Para ela, antes tivesse sido humilhada, encerraria o assunto, desde então, em reuniões familiares, quando alguém usa um termo de arquitetura ou desenho, todos olhares se voltam na direção dela publicado por: Nós Por Nós às 07:45 Comments: Halo Quinta-feira, Janeiro 26, 2006 MAIS UM Encerrando esta primeira fase de enigmas... - Ufa, tesco, ainda bem! O pessoal já não aguenta mais esses seus problemas. - Ora, mas é uma brincadeira tão interessante! - É que já temos muitos enigmas pra resolver todo dia: Como pagar as contas com o salário, comprar o material escolar das crianças, IPTU, IPVA... - Tá bom, tá bom, não vou mais azucrinar nossos amigos com os enigmas, só mais este. Aliás, eles não estão ligando não, só a Sandra se interessou em resolver o anterior. E, por sinal, foi uma bela perseguição. Vamos lá com o ENIGMA 3 Numa manhã, logo cedo, um homem é encontrado morto no pátio interno de um edifício. Próximo a ele estava um chapéu, mordido, arranhado e amassado. No último andar do edifício é encontrado morto, em seu apartamento, um joalheiro. No alto deste edifício, uma clarabóia está quebrada. Como se sucederam os fatos? Conte-me a história. Porém, antes, perguntem. Abraço do tesco publicado por: Nós Por Nós às 08:51 Comments: Halo Quarta-feira, Janeiro 25, 2006 Queridos amigos, Acho que já contei aqui que entrei na blogosfera através do Elas por Elas, onde comentava desde 2004. Quando o Nós por Nós foi criado, foi um grande prazer poder continuar a interagir com vocês. Mais feliz ainda fiquei de ter sido convidada pela Yvonne a postar semanalmente. Foi uma experiência enriquecedora. Além de estreitar os laços com a família NpN, conheci muitos outros blogueiros, primeiro pela net e, depois, pessoalmente. Nem preciso repetir aqui, vocês acompanharam cada encontro. Agora preciso dar um tempo na blogagem para me dedicar à vida real. Volto, portanto, à posição de comentadora e de colaboradora eventual. Este será meu último post como colaboradora oficial. do Nós por Nós mas estarei sempre por aqui acompanhando e comentando. Obrigada Yvonne, Tesco, Lize, Tatoo e Anna. Boa sorte e longa vida ao Nós por Nós. Viva --------------------------------------------------------------------------------- Li essa notícia bastante curiosa no Globo Online. Embora eu ache que algumas destas pesquisas são verdadeiras maluquices, essa me pareceu fazer algum sentido. Leiam e opinem. Vocês são apreciadores de cerveja ou vinho? E com que tipo de alimento acompanham cada bebida? Eu, por exemplo, com petiscos ou churrasco gosto de beber cerveja ( gordura! gordura!). Mas pra acompanhar uma refeição mais requintada, prefiro o vinho. Apreciadores de vinho tendem a consumir alimentos mais saudáveis Reuters Apreciadores de vinho costumam ter uma alimentação mais saudável que os amantes de cerveja, de acordo com um novo estudo conduzido por cientistas dinamarqueses e divulgado nesta sexta-feira. Segundo a pesquisa, quem costuma beber vinho normalmente compra mais frutas, vegetais e azeite de oliva extravirgem e menos queijos gordurosos e óleos saturados, em comparação a quem prefere beber cerveja - grupo que tende a consumir mais carne vermelha, açúcar, lingüiça, manteiga e margarina, além de refrigerantes. - Este estudo indica que pessoas que compram vinho adquirem também um maior número de alimentos saudáveis, diferentemente de quem compra cerveja - disse o professor Morten Gronbaek, do National Institute of Public Health, em Copenhagen. Gronbaek e sua equipe de pesquisadores analisaram o que compram nos supermercados da Dinamarca os consumidores de cerveja, vinho, ambas as bebidas, e apenas bebidas não-alcoólicas. Para o estudo, que foi publicado no "British Medical Journal", foram observadas mais de 3.5 milhões de compras. Embora a pesquisa tenha se restringido aos consumidores dinamarqueses, Gronbaek disse estudos nos Estados Unidos e na França obtiveram resultados semelhantes. Gronbaek afirmou, ainda, que os amantes de vinho tendem a ser mais saudáveis, magros e educados, ou são mulheres de meia-idade que bebem moderadamente. Já os bebedores de cerveja, segundo o pesquisador, são jovens que costumam ingerir doses muito elevadas de álcool. postado por Viva publicado por: Nós Por Nós às 00:25 Comments: Halo Terça-feira, Janeiro 24, 2006 Amigos, de volta à salada de frutas. BOLINHA Hoje o meu post é dedicado ao cachorro mais lindo do mundo - Bolinha - que está fazendo aniversário nesta data. Kith, me desculpa, a Bia é lindinha, mas nem chega aos pés do meu fofinho, ou melhor, às patinhas. Uma grande salva de palmas para os canídeos que indiscutivelmente são os melhores amigos que se poderia ter na vida. Se quiserem saber de lindas histórias, comprem a Revista Seleções deste mês que conta tocantes episódios sobre animais (gato, bezerro, cavalo e cachorro) que salvaram as vidas de seus donos com atos de uma nobreza tal que chega a nos deixar com os olhos marejados. AINDA SOBRE ANIMAIS Quando solteira tive uma cocker spaniel cujo nome era Xana (igualzinha a da Kith). Quem conhece o assunto, sabe que essa raça não é de guarda e sim de caça. Pois bem, Xaninha nunca gostou de crianças, era uma cadela um tanto ou quanto metida a besta. Nasce minha filha e um belo dia fui para a casa da minha mãe e, de brincadeira, disse para ela que tomasse conta da Yasmin que estava dormindo na cama de minha mãe. Xaninha não saiu do quarto. Assim que minha tia chegou, ela foi ver a neném quase recém nascida. Quando ela fez menção de se sentar na beira da cama, a Xaninha imediatamente pulou em cima da minha tia. Não mordeu, não atacou, não fez nada, mas não deixou a minha tia chegar perto. Só depois que eu a liberei da incumbência é que ela foi tratar da vida dela e deixou a minha filha de lado. DESNUDA Amigos, tive a oportunidade de conhecer uma senhora, D. Maria, que era uma espécie de governanta em uma pensão localizada em uma aprazível rua de Botafogo. Lá viviam atores em início de carreira, alguns deles conhecidos de vocês. Aliás, D. Maria foi empregada da Irene Ravache antes que ela se mudasse em definitivo para São Paulo e ela conseguiu esse emprego graças à Irene. Pois bem, lá vivia uma moça que tinha uma enorme dificuldade de usar roupas. Ela só queria viver nua em pelo. Era goiana, recebia uma boa mesada dos pais, mas não trabalhava e nem estudava por esse problema. Não saía de casa também e muito menos se relacionava com os demais jovens da pensão. Ela só andava nua. Era uma moça retraída, não era sexy ou bela e, salvo algum engano de minha parte, parecia ser virgem. Uma vez, tive oportunidade de conversar com ela e soube que o motivo de ela ter ido para o Rio é que seus pais morriam de vergonha de sua postura. Ela gostava de passear pela fazenda dos pais totalmente pelada e logicamente fazia a delícia da peãozada que lá vivia. Alguns anos depois desse papo, ela se matou. Não suportou mais viver em quase total solidão devido à sua grande incapacidade de usar sequer uma calcinha. Nunca mais me esqueci dessa moça cujo nome não me recordo mais. Hoje em dia eu fico pensando que ela poderia ter encontrado a sua felicidade morando em uma pequena comunidade localizada no Rio Grande do Sul em que todos, sem exceção, andam pelados. Sei que vivemos tempos tenebrosos, mas uma coisa eu tenho que admitir: hoje em dia tem comunidade para toda pessoa encontrar gente que tem o mesmo tipo de característica. O Orkut está aí para provar isso, ainda que de maneira meio estranha para o meu gosto. BÁRBAROS Li no jornal O Globo que a mais alta corte do estado de Massachusetts autorizou a morte de uma menina de 11 anos desligando os aparelhos que a mantêm viva. Para surpresa de todos, ela voltou a respirar. A menina chegou ao hospital há quatro meses com sérios danos cerebrais, contusões, queimaduras, cortes e dentes quebrados. Ela levou uma surra de taco de basebol. Quem espancou? A tia que era a sua mãe adotiva e o marido dela. Por favor, me desculpem por ter trazido esse assunto hoje. Eu estou muito feliz com um monte de coisas boas que estão acontecendo na minha vida, mas poderia ser muito mais se vivesse em um mundo em que fatos como esse não poderiam acontecer em hipótese alguma. Como é que alguém tem coragem? FINALIZANDO Quero deixar um gostoso abraço para a doce Lize que está afastada de nós por tempo indeterminado, mas que continua morando em nossos corações. Beijocas Yvonne publicado por: Nós Por Nós às 07:48 Comments: Halo Segunda-feira, Janeiro 23, 2006 Meus lindos!! desculpem a demora para postar... pra vcs, breves frases do Shaw...vamos refletir?? quem concorda com o quê?? um grande beijo Tatoo Pequeno Breviário Shawiano Bernard Shaw Não há amor mais sincero que o da comida. Cabe à mulher casar-se o mais cedo possível e ao homem ficar solteiro o mais tempo que pode. A minha especialidade é ter razão quando os outros não a têm. Quando um tolo pratica um ato de que se envergonha, declara sempre que fez o seu dever. Quem nunca esperou não pode desesperar nunca. Uma vida inteira de felicidade? Ninguém agüentaria: seria o inferno na terra. O pior crime para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas demonstrar-lhes indiferença: é a essência da desumanidade. Há duas tragédias na vida: uma, a de não alcançarmos o que o nosso coração deseja; a outra, de alcançá-lo. Os ingleses nunca hão de ser escravos: eles são livres de fazer tudo o que o Governo e a opinião pública lhes permitem fazer. (Jogo de xadrez) É um expediente tolo para fazer com que pessoas preguiçosas acreditem que estão fazendo algo muito inteligente, quando estão apenas perdendo tempo. O lar é a prisão da moça e o hospício da mulher. O martírio... é a única maneira de ganhar fama sem ter competência. Quem deseja uma vida feliz com uma mulher bonita assemelha-se a quem quisesse saborear o gosto do vinho tendo a boca sempre cheia dele. Não faças aos outros o que queres que te façam; os gostos deles podem ser diferentes dos teus. Neste mundo sempre há perigo para aqueles que o temem. Há apenas uma única religião, embora dela exista uma centena de versões. Nunca espero nada de um soldado que pensa. Sou abstêmio apenas de cerveja, não de champanha. Não gosto de sentir-me em casa quando estou no estrangeiro. George Bernard Shaw (1856-1950), polemista e dramaturgo, nasceu em Dublin e iniciou sua carreira como crítico de artes. Exercitou a ficção e o ensaio, mostrando o poder de fogo da ironia cortante e a visão do mundo peculiar em que vivia. Consagrou-se no teatro, deixando clássicos como "A profissão da sra. Warren" (1902) e "Pigmalião" (1913), esta última, sua peça mais popular, e que, em 1964, deu origem ao filme "My fair Lady". O autor foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1925. publicado por: Nós Por Nós às 10:03 Comments: Halo Domingo, Janeiro 22, 2006 PROMOÇÃO NPN 15
publicado por: Nós Por Nós às 22:17 Comments: Halo Sexta-feira, Janeiro 20, 2006 BUNDAS DE FORA Neste espaço semanal estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós. O nome refere-se a alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando. Amigos, hoje teremos o grande prazer de publicar um lindo texto da Calliope. Eu me identifiquei muito com o que ela escreveu. Quem de nós não já passou por uma fase semelhante? Bom, como de hábito volto a lembrar que o Bundas é voltado para qualquer pessoa blogueira ou não publicar os seus textos que podem ser inéditos ou não. Basta enviar um e-mail para o endereço exepes2004@yahoo.com.br e mencionar no campo assunto "Bundas de Fora". Um lindo final de semana para todos. Beijocas Yvonne No vão da porta Quando um relacionamento amoroso acaba, uma das piores coisas que pode acontecer a meu ver é deixar uma porta entreaberta. Não falo da porta deixada aberta de propósito, por aquele que levou o fora, que não acredita no fim, numa tentativa quase desesperada de reconciliação, dolorosamente unilateral. Falo daquela porta entreaberta de comum acordo, quando o final parece ter sido levado por circunstâncias ruins, pelos fatos, não pela condição em si do sentimento. Quando tudo parece desculpa e o sol se esconde por trás da peneira. Uma porta entreaberta dizendo que não acabou, que nunca subiremos os degraus da separação por completo, que estaremos presos aos ciclos infindáveis de recomeços e fins temporários. Não, ninguém merece viver nesta angústia de estar entre ser e não ser, ter e não ter! Sem uma porta definitivamente trancada, como podemos procurar outras saídas, olhar para outras pessoas, encontrar um novo rumo? Como reconstruir os sonhos, se o vento frio que passa pelo vão da porta não nos deixa em paz, fazendo com que os fantasmas da relação anterior bailem sarcasticamente à nossa frente? Como lidar com a confiança abalada? Eu queria ter forças pra trancar a porta, jogar a chave fora, queimar a ponte de vez, mas não tenho. Queria que em minha cabeça os motivos da separação fossem maiores e mais fortes do que a saudade, ao menos mais significativos... e não sei nem mesmo dizer o quanto eu realmente quero isso. A única certeza que tenho é de que preciso resolver isso logo. Dar uma nova chance ou acabar com a esperança de vez. O meio termo é quase insuportável, sufocante, cheio de angústia e de medo. Se acabou uma vez, o que faria não acabar de novo? O que teria de ser reescrito para termos um final feliz? Saberá ele o poder que tem sobre mim, ainda? De duas, uma: ou aprendo a lidar com a forma dele me amar, aceitando a diferença no modo de enxergar as coisas, e luto por este amor como jamais o fiz, ou então me convenço de que ele simplesmente não me ama, e nenhuma circunstância é capaz de mudar isso. De posse de qualquer uma destas certezas eu poderia enfim sair desta angústia, acabar com o vão deixado pela porta entreaberta. A mesma porta que julguei ter trancado há algum tempo atrás e que denuncia a fragilidade desta separação. Diante da qual eu sentei e chorei até a última gota. No vão desta porta ficou o meu coração inconformado, cercado por meus sonhos e medos mais profundos. Nele ficarei sentada, até ter forças para levantar e achar a outra porta: a da saída. Escrito por Calliope publicado por: Nós Por Nós às 06:20 Comments: Halo Quinta-feira, Janeiro 19, 2006 Queridos leitores: Apesar do pouco interesse levantado pelo enigma da semana passada, desvendado pelo Edu, e explicado pela Kith, tenho gosto por enigmas, e não me renderei tão cedo. Esclarecendo o processo: Posso responder às perguntas de vocês, apenas de três modos: "Sim", "Não", ou, em caso de a questão perguntada não influir na solução do caso, responderei com "Irrelevante". Quem quiser participar da elucidação do caso, deve fazer perguntas que possam ser respondidas com sim ou não. Os que perguntarem de um modo "ou isso ou aquilo", serão convidados a reformularem a pergunta. De preferência, numerem as perguntas, para que não tenhamos que repetí-las. Vamos ao Enigma 2: Uma caravana de beduínos encontra, em meio do deserto, um homem morto, vestido com roupas de frio e tendo um palito na mão. Conte-me a história. O que aconteceu? Abraço do tesco publicado por: Nós Por Nós às 08:51 Comments: Halo Quarta-feira, Janeiro 18, 2006 2006 PROMETE! Eu poderia desfiar aqui todos os chavões sobre amizade. Desde aqueles que recebemos em .ppt como "A amizade é como a sopa. Não se pode deixá-la esfriar" (sic) até os literários como "Você é responsável por aqueles que cativa". Mas acho que mesmo que consultasse todas as enciclopédias de citações só seria compreendida por aqueles que, algum dia, já vivenciaram a experiência de saber que têm amigos que amam e por eles são amados. Simples assim. Piegas assim. 2006 é um ano que promete. E eu espero que cumpra! Já no primeiro dia do ano uma surpresa maravilhosa me esperava: reencontrar um casal de grandes amigos gaúchos (como vocês sabem, gaúchos são tutti buona gente ) que eu não via há 5 anos. Entre muitas risadas e lágrimas, fiquei feliz em poder ajudá-los em uma questão delicada. Cumprida esta etapa, hora de botar o pé na estrada em busca de mais prazer (como estou hedonista!). Horas de conversas no MSN e no telefone me deram a certeza de que eu TINHA QUE ESTAR PRESENTE ao aniversário do Doni. Sabia que não me arrependeria. Afinal, teria de uma só tacada algumas das coisas de que mais gosto na vida: encontrar amigos, ouvir boa música, dançar, dançar, dançar.
Sandra, Doni, Gabi e eu Pois então, no Darta Jones, uma casa feita sob medida para caber os amigos mais seletos do Donizetti, muita música dos anos 80, numa mistura que ia do Smiths ao Balão Mágico. Parêntesis: gente, qual é a graça que esse povo vê nesse tal de trance, house, techno, whatever. É tudo um tuntz, tuntz, tuntz que parece uma música só o tempo todo. Eu, hein. Viva o rock de todas as décadas!
Eu, Bia e Sandra, suando as camisas No sábado, mais chamego. Desta vez sem trilha sonora e com a ilustre presença do adorável Inagaki. Como vocês podem ver na foto abaixo, a timidez do japaraguaio contaminou a todos.
Na frente: Doni, Gabi e Inagaki. Atrás: Luninha e eu. A noitinha mais uma parada para que conhecêssemos o famoso Leonardo Macaulay Culkin Pontes. Infelizmente sua mãe e empresária, a blogueira Sandra Pontes, disse que só liberaria imagens para a blogosfera mediante pagamento de cachê acima das minhas possibilidades. No domingo mais um encontro delicioso me esperava. Família no carro, tomamos a Bandeirantes rumo à pacata Santa Bárbara D'Oeste a fim de conhecer a residência de verão da família Jones. Ouvimos com atenção as instruções passadas no melhor country accent : Fica espeRta que tem uma cuRvinha à esqueRda. Sim! Estamos na região onde o pinto faz piR e a galinha coro-có-cóR ! No ponto de encontro ficamos atentos aguardando um certo Fiat 88 batido à álcool mas eis que aparece o Bia a pé e nos conta em primeira mão como o maledeto tinha enguiçado na estrada na madrugada anterior. Karen nos recebe com mil sorrisos e partimos para a degustação do famoso peixe no tambor, na Rua do Porto, em Piracicaba. Embora o restaurante fique às margens do rio, desconfio que o peixe tenha sido pescado em Itu. Onde mais uma única posta de um peixe chamado Filhote pesa quase um quilo, mede uns 20 cm de diâmetro? Se isto é o filhote, imagina o pai dele!
Eu, Karen, Bia e Ilan às margens do rio Piracicaba Muitas cervas, risadas, papos-cabeça que variavam de política a cuidados com a gravidez de Karen, abobrinhas. Era como se nos conhecêssemos desde sempre. O tempo corre depressa demais! Precisávamos voltar à estrada, desta vez rumo a Brotas. Mas aí é um outro capítulo que este post já ficou longo demais. Pra finalizar, a frase que o Bia cunhou sobre este fim de semana diz tudo o que é preciso: "Quando as pessoas inventam suas próprias leis, quando sabem ter razão; quando se tem um prazer especial em existir e ter amigos e quando sabemos que a vida é mais do que aquilo que nossos olhos vêem, o prazer é tão absoluto que é insubstituível e nunca pode ser maior." Viva publicado por: Nós Por Nós às 02:01 Comments: Halo Terça-feira, Janeiro 17, 2006 Amigos, hoje só vou falar sobre dois assuntos. Um sério e o outro nem tanto. AS INVASÕES BÁRBARAS De acordo com o dicionário Aurélio, um dos significados da palavra bárbaro é "qualquer povo estrangeiro para os gregos e romanos". Bom, isso mudou com o tempo e hoje a empregamos mais como sinônimo de cruel, desumano. Se fôssemos levar ao pé da letra, para nós os americanos, iranianos, chilenos e suíços seriam povos bárbaros já que somos brasileiros. Nem vou discutir o que é o povo brasileiro, uma gostosa mistura de diversas etnias de países distintos. Na realidade, todo e qualquer povo é bárbaro (no sentido mais recente da palavra) porque todos nós somos capazes de cometer as maiores crueldades não só contra nós mesmos, como também contra outros povos. Ninguém é bonzinho. Os assírios foram terríveis na época em que eram um império. Os mongóis foram tão sanguinolentos que quando atacavam uma cidade não livravam a cara nem dos animais domésticos, eram todos dizimados. Desconheço o grau de ferocidade dos nativos da Polinésia Francesa, mas posso colocar a minha mão no fogo que alguma eles já aprontaram. Pois bem, li há algum tempo um romance sobre o Rei Artur. É uma trilogia que no total tem quase 1.600 páginas. Não vou perder o meu tempo em discorrer sobre um rei que, até os dias de hoje, não sabemos se existiu mesmo ou se foi apenas uma lenda, mas uma coisa me deixou de cabelos em pé: o Reino Unido é formado por um monte de povos que nasceram para guerrear e matar. É cobra engolindo cobra. Sim, foi apenas um romance e o autor pode contar o que bem entender, mas já sabemos desse fato desde a mais tenra infância. No excelente filme "As invasões bárbaras" que vi duas vezes no cinema e agora recentemente na televisão, o personagem principal vira-se para uma freira e diz mais ou menos o seguinte: " ... por ocasião dos conflitos existentes no mundo no período da Segunda Guerra, morreram 150 milhões de pessoas por fome, bombardeio, câmara de gás, torturas, etc. Proeza maior foi a dos portugueses e espanhóis que mataram 150 milhões de nativos a machadadas quando vieram colonizar a América do Sul". Se levarmos em conta fatos como esse, como também outros tão ou mais terríveis como, por exemplo, a colonização européia na África e no Oriente, eu chego a seguinte conclusão: independentemente de achar que nenhum povo está imune ao instinto de matar, o grande câncer da humanidade atende pelo nome de Europa. Os europeus levaram o horror ao mundo. Destruiram antigas civilizações, incentivaram guerras entre povos africanos, destruiram plantações de tâmaras na Argélia para que ali fossem cultivadas uvas para fabricação de vinhos franceses (os muçulmanos não tomam de bebidas alcoólicas) e outras tantas desgraças que não caberiam em um livro de 5.000 páginas. Recentemente um brasileiro de pele e olhos claros (catarinense) foi espancado por uma gangue de jovens australianos, pelo simples fato de ser brasileiro, ou seja, fazer parte de um povo bárbaro. Quando penso que George Bush poderia ser descendente de um dos personagens do livro que eu li, eu fico arrepiada. Nós, civilizados (?!?), achamos que os novos bárbaros são os habitantes dos países do Oriente Médio. Realmente, todos os dias lemos notícias tenebrosas, mas porque tanto ódio contra os ocidentais? Ganha um doce quem disser que tudo começou com as Cruzadas quando cristãos europeus quiseram impor a palavra de Jesus Cristo nem que fosse na base da porrada. Amigos, pensem bem no assunto. Não vou fazer um abaixo assinado pedindo para os europeus serem banidos da face da terra porque eles deram um imensa contribuição para a humanidade, mas a supremacia econômica e tecnológica deles e dos americanos, descendentes deles, trouxeram muito problemas para todo mundo. Bom, fica aqui o meu desabafo. O MEU, O SEU, O NOSSO CAFEZINHO Quando criança detestava café. Uma vez a minha temperatura baixou para 34,5º e a pediatra instruiu a minha mãe a me dar uma xícara de café para que o corpo voltasse ao normal. Foram necessários não sei quantos adultos para me agarrar e enfiar o café goela abaixo. Eu tinha verdadeiro horror, não deveria existir bebida no mundo mais intragável. Acredito que o meu primeiro cafezinho eu devo ter tomado com uns 23 anos quando estava no trabalho. Era uma maneira de me levantar e relaxar por alguns minutinhos. Assim, de inimiga mais ferrenha passei a ser uma grande admiradora do nosso café. Pensava que estava feliz tomando sempre um nos restaurantes após uma deliciosa refeição, quando comecei a perceber que poucos locais no Rio de Janeiro servem um puro e simples café conforme a preferência nacional. Agora a moda é o tal "expresso". Gente, quem foi que trouxe essa invenção para o Brasil? Eu não tolero. Nas poucas vezes que já tive oportunidade de conversar com alguém, percebi que as demais pessoas também não gostam. Elas tomam mais por vício mas não gostam. Há coisa de um ano o jornal O Globo fez uma matéria sobre o assunto e entrevistou alguns donos de restaurantes indagando o motivo de eles não servirem mais um simples cafezinho considerando que a grande maioria dos clientes não gosta do expresso. Em resposta unânime, eles falaram que a Vigilância Sanitária impõe tantas restrições que é impossível trabalhar dessa forma. Precisaria ter um funcionário exclusivo para essa finalidade. Não estou muito segura do que estou falando mas tenho quase certeza que é isso. Também não sei porque fazer um expresso é mais fácil. A única coisa que eu sei que isso é mais modismo estrangeiro, só pode ser. Eu fico pensando que um restaurante não encontra problemas para fazer carne de porco, camarão, maionese, frutos do mar e outras coisas que podem até matar, mas o café é um grande problema. Alguém conhece alguém que tenha morrido por tomar café? Eu nunca ouvi falar. Amigos, se vocês pensam como eu, façam um motim, organizem passeatas, coloquem dois milhões de pessoas nas ruas, mas vamos boicotar essa porcaria do café expresso! Eu não estou de brincadeira, juro por Deus. Quero o meu gostoso cafezinho de volta! Beijocas de uma descendente de europeus e fã número 1 do cafezinho brasileiro. Yvonne publicado por: Nós Por Nós às 06:35 Comments: Halo Segunda-feira, Janeiro 16, 2006 Bom dia, meus lindos!!!! como primeiro dia de blog depois de um longo e temeroso afastamento..rs...lá vou eu de novo!! e vamos comemorar o AMOR!! Pra vcs, um texto do Caio Fernando Abreu, espero que gostem! chama-se: Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos de 'minha vida' um graaaaaaaaande beijo Tatoo Há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal - não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos. Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas. Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece. De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou - descuidado, também - em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia. Era isso - aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria. Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome. (Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", 22/04/1986 publicado por: Nós Por Nós às 10:06 Comments: Halo Domingo, Janeiro 15, 2006 PROMOÇÃO NPN 14: RESULTADO
publicado por: Nós Por Nós às 00:08 Comments: Halo Sexta-feira, Janeiro 13, 2006 BUNDAS DE FORA Neste espaço semanal estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós. O nome refere-se a alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando. Amigos, hoje o Bundas de Fora tem o prazer de ter a colaboração de nossa querida Simy. Lembrem-se que o Nós Por Nós está aberto para qualquer pessoa publicar os seus textos que podem ser inéditos ou não. As colaborações deverão ser encaminhadas para o endereço exepes2004@yahoo.com.br . Beijocas Yvonne UMA LIGEIRA SUBMISSÃO CAI BEM Não uma liberdade dissimulada pelo sucesso ou pelo dinheiro. Cargos de confiança às mulheres, salários igualitários, ser a comandante do lar. Não, eu não quero isso. Quero a liberdade de ser feliz, de ter sensações até muito desconhecidas, quero deixar de ser puritana e sê-lo e esquecer os conservadores, e esquecer os liberais. Eu quero extravasar e quero me conter. Feministas sem inteligência e tediosas. Querem divórcios, e filhos sem pai, responsabilidades e responsabilidades. Querem pagar o aluguel de casa e pensar na conta de telefone. Usam terninhos, calça comprida e apertada. Usam macacões e se esquecem dos vestidos floridos, da maquiagem ligeiramente sensual e da sandália delicada. Não admitem servir os homens. Ora, que mal há em servir nossos homens? Isso não é liberdade, não é mesmo? Eu quero trabalhar, quero me superar, mas quero cozinhar para meu homem nas noites de sexta-feira e depois lhe servir deliciosos manjares em nossa cama. Eu quero sim dar-lhe prazer e descobrirmos juntos onde fica o que todos chamam paraíso. Eu quero uma casa azul e um jardim cor de rosa onde possa nas manhãs de sábado apalpar a terra e sentir o aroma das flores. Quero dispensar a empregada no domingo de manhã e tomar café na cama com um homem que me ame e me encha de ilusões. Doces ilusões do amor. E que se danem as viagens de trabalho durante os invernos, que se danem as convenções. Que se danem as promoções. Eu quero o suficiente para ficar sempre bela e perfumada, o suficiente para que o amor resista ao maior tempo possível. Modernistas tediosas, não vêem prazer em cuidar dos filhos e dançar na chuva, não choram durante um beijo romântico e lá se vai correndo a timidez. Vivem carrancudas e sérias, omitem seus ciúmes e suas desconfianças e fingem não amar. Eu não, eu quero amar e me deixar levar, quero dizer pro meu amor todo o tempo que eu te amo, te amo e te amo. Em que lugar no mundo viveríamos sem seus prazeres e eles sem os nossos? Como conseguiríamos sobreviver sem as doces ilusões que nos dizem? Por isso sempre acreditamos. Sejamos como um Don Juan feminino e nos apropriemos do prazer que nos é de direito. Lutemos feministas, pelo amor dos amantes e dos maridos. Lutemos para que nos abram a porta do carro e nos sirvam um vinho no jantar. Suas mesquinhas que por dentro choram e pagam pelas suas bestialidades. Por que omitir quando se tem prazer? Como seria Adão e Eva no paraíso se desfazendo em amores sem pudor nem culpa. Nítida e linda liberdade. Deliciosa liberdade de amar. Não conseguiremos chegar onde chegou Apollinarie, mas eu quero sim amar sem pudor com meu amor. Chega de onanismo e práticas do gênero, eu quero ser feliz a dois. Parem de tentar serem independentes demais. Eu quero ser comandada por alguém quando disso precisar. Quero alguém que me ensine, quero homens superiores a mim. Eu não quero ser chefe, não quero fazer parte da sua revolução, mulher infeliz. Não me faça como você. Não me obrigue a ficar sozinha nas tardes de domingo. Eu me recuso a evoluir, me recuso a comandar. Quero gritar pro mundo sim que sou sexo frágil e preciso de proteção. Onde quer que vá quero que me olhem e vejam uma prazerosa fragilidade. Quero que os homens voltem a ser como antes e me tratem com delicadeza, porque eu sou singela como uma flor e posso me machucar. Recuso-me a mudar. Eu quero voltar ao séc. dos poetas e ouvir versos de Camões ao pé do ouvido. Quero acreditar nas palavras de Olavo Bilac. Eu quero voltar a fazer amor. Não quero ser moderna, quero voltar a fazer amor. Não quero transar, não quero sexo, quero fazer amor nem que seja por um minuto. Quero que diga que sou linda e quero ficar vermelha quando me olhar. Tediosas mulheres que insistem em serem fortes, não cansam de ser carrancudas e adoram ser autoritárias. Vou dizer viva à liberdade de ser ligeiramente presa pelo amor e pela alegria. A liberdade de ser um pouco parecida com minhas avós e gostar muito disso. Ligeira liberdade de querer ser dominada. Quero não me parecer com os homens. Quero voltar e ser feminina. Voltar a ser mulher. SIMY publicado por: Nós Por Nós às 06:35 Comments: Halo Quinta-feira, Janeiro 12, 2006 Ufa!!! bom dia pessoal!! após tentativas e tentativas e tentativas, consegui finalmente entrar na 'área proibida'!!!! rsrs Isso aqui não é um post, ok? só pra esclarecer: estive afastada um tempããããão e agora tô pedindo licença pra voltar... segunda-feira provavelmente, será meu dia, com a devida permissão da Anna e Yvonne, claro! tesco, as meninas me mandaram o 'burrinho' e parece que deu certo! obrigada!! vc é mesmo um gênio! um beijo a todos e com muita saudade! Tatoo publicado por: Nós Por Nós às 10:36 Comments: Halo ENIGMAS Queridos leitores: Quero lançar aqui uma pequena série de enigmas, que deverão ser solucionados por vocês mesmos. Diferentemente de outros casos, vocês não precisarão fazer muitas conjecturas antes de obter respostas para algumas dúvidas que tenham, podem fazer perguntas. Considerem-me onisciente: Eu sei toda a história e posso responder a vocês. Porém, só posso responder de três modos: "Sim", "Não", ou, em caso de a questão perguntada não influir na solução do caso, responderei com "Irrelevante". Quem quiser participar do desvendamento do caso, tem que fazer perguntas que possam ser respondidas com sim ou não. Os que perguntarem de um modo "ou isso ou aquilo", serão convidados a reformularem a pergunta. Não pretendo explicar o caso antes que alguém descubra o que e como aconteceu, e espero que isso não torre a paciência de vocês. A quem já sabe da história, peço não contar o "final do filme", pois esses problemas são ótimos exercícios mentais, e não convém privar os amigos dessa diversão. Para facilitar o seguimento da brincadeira, os perguntadores devem numerar suas perguntas, tornando assim mais prática o processo de respondê-las. O primeiro enigma é uma história simples, elaborada para nos acostumar ao sistema. Não deve demorar nem dois dias pra ser desvendado. Vejamo-la: "Teresa chega em casa e, ao abrir a porta, vê João e Maria mortos numa poça d'agua. Ao mesmo tempo, um vulto se esgueira, saindo da sala.' Conte-me a história! Qual a relação de Teresa com João e Maria? O quê ou quem matou João e Maria? De quem é o vulto saindo da sala? Estas e outras questões, serão respondidas... POR VOCÊS! Abraço do tesco publicado por: Nós Por Nós às 02:08 Comments: Halo Quarta-feira, Janeiro 11, 2006 O VERÃO DA COBRA Não sei se o restante do Brasil sabe, mas aqui no Rio a mídia tem mania de dar títulos a cada verão. Assim foi com o Verão da Lata (em 1987, quando o navio Solana Star despejou toneladas de maconha enlatada em alto mar que vieram dar nas areias em várias praias do Rio). Pois há coisa de três semanas, após as típicas tempestades de verão, não é que me aparece uma cobra em plena praia de Ipanema? A cobra sabe das coisas e foi pegar um bronze no posto 9, o point da galera antenada. Esta estória em torno de cobras me lembrou um episódio marcante da minha viagem a Bonito (MS). Pausa para falar (só um pouquinho) de Bonito. Quem ainda não conhece pode já começar a fazer planos, pois é um dos lugares mais lindos do planeta. Na minha lista de lugares visitados ocupa um honroso 2º lugar perdendo apenas para Fernando de Noronha. Boa parte da programação lá é feita dentro d'água: flutuações e mergulhos. É um dos lugares do Brasil onde ainda há um cuidado com a preservação da natureza. Todos os passeios são feitos através de agências para que haja um controle do número de visitantes e, também, para que estes sejam corretamente orientados sobre como se portar nos locais. Os passeios de flutuação consistem em descer um rio ao sabor da correnteza equipado com roupa de neoprene, colete salva-vidas, máscara, pés de pato e snorkel. É um passeio super seguro, pois os rios são rasos e a correnteza suave. O colete cumpre perfeitamente a função de não nos deixar afundar. Assim, podemos flutuar despreocupadamente e nos maravilhar com dezenas de espécies de plantas e peixes que nos recebem sem preocupação, dando-nos a sensação de estar em um aquário gigante. O que torna os rios de Bonito tão especiais para a observação de peixes é a limpidez e visibilidade de suas águas, graças ao solo rico em calcário, que funciona como um filtro para impurezas. Em nosso último passeio em Bonito, uma flutuação pelo rio da Prata, nosso grupo de 7 pessoas recebeu mais uma vez as orientações de praxe da guia: - não colocar os pés no chão (leito do rio) em hipótese alguma. Quando isto acontece, a areia fina sobe e fica em suspensão, atrapalhando a visibilidade de todo o grupo por um bom tempo. - caso aviste uma cobra dentro da água, não faça nada, continue a flutuar, pois não há perigo de ataque. As cobras aqui têm alimento abundante e não atacam os humanos a não ser que se sintam ameaçadas. Portanto, caso vejam alguma, não façam alarde. - caso necessário, tenho comigo uma faca. (e mostrou um facão rambo acintado na perna). Descíamos tranquilamente o rio já fazia meia hora, eu de mãos dadas com a minha filha, quando ela avistou algo que parecia um tronco de madeira de uns 15 cm de diâmetro. De comprimento dava pra ver um metro, mas certamente o restante do "tronco" se escondia debaixo da vegetação. Sabe aquela sensação de algo que se passa em câmera lenta? Acho que ali um segundo durou dez horas até que conseguíssemos gritar: A COBRA! A COBRA! E a tentar dar marcha a ré, de nadadeiras, para não cruzar o caminho da maldita. Resultado: levantamos toda a areia do fundo do rio, atrapalhando todos que vinham depois. E a cobra, coitada, se assustou e fugiu. Como vocês devem estar imaginando tratava-se de uma imensa sucuri. Pensando agora, deve ter sido muito engraçado pois gritávamos sem nos dar conta de que estávamos com os snorkels na boca. A guia, que estava lá na frente do grupo, voltou furiosa e não queria acreditar em nós. Ficou fazendo perguntas detalhadas sobre a aparência do réptil até que se convenceu de que falávamos a verdade. Ainda bem que aquele seria o nosso último passeio em Bonito. Não sei se teria coragem para flutuar novamente no dia seguinte... Postado por Viva publicado por: Nós Por Nós às 07:07 Comments: Halo Terça-feira, Janeiro 10, 2006 Amigos, é com grande prazer que volto a postar nesse nosso gostoso espaço. Bom, quero contar minhas novidades. Beijocas Yvonne VÉSPERA DE NATAL Depois de 20 anos comemorando o Natal na minha casa, eis que em 2005 quem ficou encarregado da "tarefa" foi o meu filho Felipe. Foi tudo estranho, afinal de contas as rabanadas, o peru, a salada, o presunto defumado, o restante das comidas, como também a arrumação da casa ficava a nosso cargo. Dessa vez, viramos visita e não éramos mais os "chefes do clã". Tal qual o filme "O Rei Leão", deixamos de ser os líderes e passamos a ser liderados. Surgiu um novo "macho" do pedaço. NATAL Foi um dia agradabilíssimo, mas a alma estava meio complicada. Dormimos na casa do Felipe e depois voltamos para o nosso apartamento no Flamengo e eu senti um enorme vazio. Não riam, mas cheguei a dar um beijo em um das paredes. Por 20 anos fui feliz, triste, amargurada, de bem com a vida, extremamente alegre, quase depressiva, ou seja, uma série de sentimentos dentro daquelas quatro paredes. Fui para lá no sétimo mês de gravidez da Yasmin (em julho de 1985) , ela nasceu e se tornou uma mulher de 20 anos de idade. E os porteiros que eu sempre gostei? E as minhas queridas vizinhas? Três dias antes, eu e Antonio fizemos uma verdadeira peregrinação e nos despedimos dos comerciantes que sempre nos atenderam com o maior carinho do mundo. Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas. Como é que poderia viver sem o Sr. Américo, o português casca grossa dono do boteco? Mais lágrimas, mais lágrimas e mais lágrimas. 26/12/2005 Meu Deus! Chegou o dia de ir embora da cidade em que eu nasci e vivi por todo o meu tempo de vida. Tive gripe emocional e acordei com a garganta inflamada. Estou amando Guarapari, caí de quatro, mas jamais gostarei daqui da mesma maneira que ADORO o Rio de Janeiro. Meus olhos inchadíssimos de tanto que eu chorei. Não, eu NÃO estou sofrendo, mas como uma boa dramática que sou, não poderia deixar de me sentir um personagem de novela mexicana em um momento tão especial da minha vida. Não me despedi de nenhum parente, só do meu irmão e ainda assim com muito sacrifício. No carro, devo ter ficado umas duas horas sem abrir a boca. Quando comecei a falar, disse para o meu marido que quando eu morrer, quero ter o corpo cremado e as cinzas jogadas na Praia de Botafogo em frente ao Pão de Açúcar. Mais dramalhão impossível. Chegamos e eu já estava me sentindo melhor e mais animada, só que o estrago já estava feito. Por causa da gripe, fiquei de cama com febre alta. O Antonio ficou sozinho para receber o caminhão de mudança e fazer as primeiras arrumações. 28/12/2005 A partir deste dia, me recuperei, a febre acabou e eu finalmente comecei a me sentir feliz. Animada com a decoração da casa, indo a praia e fazendo alguns passeios. MINHAS IMPRESSÕES A cidade é muito bonita. O mar da Praia das Virtudes é de água verde esmeralda. Vale a pena vir aqui e conhecer o que a cidade tem a oferecer. Essa época não é muito boa para quem quer sossego porque tem gente demais. Muitos capixabas e mineiros. Cariocas e paulistas em quantidade bem menor. Uma coisa que não consigo entender é o motivo dos moradores de Vitória e Vila Velha só virem para cá nas férias escolares. Guarapari faz parte da Grande Vitória e é praticamente quintal dessas duas principais cidades. Gente, outra coisa, Vitória e Vila Velha são lindíssimas. É de tirar o fôlego. TELEMAR Gente, tudo saiu a contento, com exceção da minha, da sua, da nossa Telemar. Para transferir o Velox do Flamengo para Botafogo levou mais tempo do que adquirir um novo para aqui. Quando liguei para lá para cancelar as duas linhas que eu tinha no Rio, fui informada que, como eu era cliente VIP (?!?), eu poderia ter bônus extra que poderia ser cedido aos novos donos das linhas, caso eu quisesse. Agradeci e solicitei que esses tais bônus me fossem dados para cá e para a linha que solicitei para a minha filha. Não foi possível, só poderia dá-los (os bônus) para estranhos. Interessante, não? CÉU E NUVENS Amigos, lembram que quando a gente era pequeno costumava ver figuras nos formatos das nuvens? De vez em quando, lá no Rio eu tinha vontade de fazer essa brincadeira quando estava em algum lugar descampado, mas nunca conseguia. Aqui descobri o motivo: o céu não tem poluição e não tem aquela discreta névoa. De manhã, quando o sol nasce, parece que está saindo de dentro d'água e tudo em volta fica laranja. Um dia desses, o dia amanheceu nublado e o céu ficou completamente arroxeado. Pareceu até foto retocada pelo Photoshop de tão lindo que ficou. MAR Como já disse anteriormente o mar em frente ao meu apartamento é verde esmeralda. Existem duas tartarugas que ainda não tive oportunidade de conhecer porque a mineirada curte a praia até mais tarde e por esse motivo elas devem ficar "inibidas", mas com uma certa freqüência elas aparecem por aqui por volta das 16h. E os cardumes de peixinhos? Da primeira vez que eu vi, fiquei aflita achando que a praia estava poluída. Depois é que eu fui me dar conta que era um cardume. NO STRESS Uma das razões que me fizeram sair do Rio era a vida estressante de uma grande cidade. Ainda não consegui me desintoxicar. Tudo aqui é feito de forma lenta. Enquanto que no Rio, uma manicure faz as mãos e os pés em uma hora, aqui leva-se uma hora e meia. Vocês acreditam que os restaurantes fecham na hora do almoço? Apenas pouquíssimos ficam abertos. Eu, que sempre vivi com pressa, estou tendo muita dificuldade para aceitar esse ritmo, mas vou chegar lá. BR 101 Vocês não imaginam o que vem a ser essa estrada. Existem certos percursos que só podem ser feitos a uns 30km/h. É impressionante o pouco caso com que o governo federal tem para com a população. Os jornais do Rio têm dado um tremendo destaque a esse assunto. Se a Saúde e a Educação não têm o mínimo valor, que dirá uma rodovia? Aliás, para onde vai o nosso imposto? Façam uma viagem do Rio para o Espírito Santo e vocês vão ter a oportunidade de participar de um rali. Verão também um expressivo número de carros parados no acostamento e seus donos trocando os pneus. FINALIZANDO Gostaria de dizer que vir para cá foi uma das melhores coisas que já fiz na vida. Estou muito feliz. Beijocas Yvonne publicado por: Nós Por Nós às 06:56 Comments: Halo Segunda-feira, Janeiro 09, 2006 Sobre a traição feminina Estava conversando com uma amiga, há alguns dias, a respeito de traição. Mais especificamente a traição feminina, pois para nós a traição masculina é muito simples, traduz-se basicamente em "desejo", "necessidade" e "vontade". Porém a traição feminina é algo muito mais complexo, e põe complexo nisso!!! Mas não deveria ser, a mulher também tem o direito de sentir "desejo, necessidade e vontade", não digo que tenha o direito de trair, pois acho que nem homens nem mulheres têm esse direito. Mas o fato é que a vontade às vezes acontece e na esmagadora maioria das vezes não nos permitimos sentir vontade, apenas. Esses três itens (desejo, necessidade e vontade) não são suficientes para explicar uma traição (ia usar a palavra "justificar", mas acho que nada justifica uma traição). Na nossa modesta opinião, o que levaria a uma traição seria, basicamente, carência afetiva. Se mesmo com um relacionamento sério a mulher sente-se carente de atenção, amor, companheirismo e carinho e se nesse período de carência aparecer alguém que a elogie, alguém que dê a ela carinho e atenção e, pior, que saiba que ela está carente, sinto muito meu caro, é bem provável que você seja traído! Resolvi ler a respeito da traição feminina para ver o que os "profissionais da área" (não as traidoras, mas os psicólogos e detetives, por exemplo) pensam a respeito. Li muita coisa que não acrescentou nada, parece que tem gente tentando explicar um universo desconhecido, é como se falassem das cores sem nunca tê-las visto! Mas alguma coisa pôde ser aproveitada, algumas pessoas conseguem captar os sentimentos e pensamentos femininos. Citarei aqui alguns trechos de artigos escritos por psicólogos a respeito da traição feminina, os quais eu acho bastante plausíveis: 1. A traição máxima surge do desânimo de estar com alguém. 2. A traição feminina tem a finalidade de pôr fim a determinado relacionamento que há muito tempo está falido. 3. A traição feminina encerra, não apenas um componente de vingança frente ao que o homem resistiu em proporcionar a mulher, mas, também guarda uma memória afetiva e sexual extremamente elevada sobre todas as situações vividas. 4. O interessante é que o sofrimento feminino perante a traição remete a falta de amor de seu parceiro; já no caso masculino, a primeira leitura é sobre o desempenho sexual, ou se outra pessoa consegue ir além de suas capacidades. 5. A mulher, por mais ferida que esteja ainda tenta entender o que aconteceu no relacionamento que acarretou tão trágico episódio; o homem faz a leitura de que a traição feminina sempre fez parte de um desvio de caráter da mulher, tentando se eximir de qualquer responsabilidade pessoal. 6. A traição é a exposição da carência ou bloqueio afetivo de todas as partes envolvidas. 7. Geralmente, a mulher quando chega a trair o parceiro é um caso irreversível, pois quando ocorre a traição feminina, na maioria das vezes ela já está envolvida sentimentalmente com o amante. 8. Poucos são os casos em que a mulher se diz arrependida de ter traído, elas sempre procuram um motivo para justificar a sua traição. 9. A falta de sexo no relacionamento não é motivo relevante para a mulher trair, mas a falta de amor, carinho, atenção e afeto dentro do relacionamento contribuem para a traição. Abaixo transcrevo alguns trechos do texto de um detetive a respeito da traição feminina, preparem-se, e depois não digam que eu não avisei! 1. Um dos maiores incentivos à traição feminina são as famosas amiguinhas. Elas passam a incentivar de forma direta. Geralmente começa assim: "Nossa, amiga, saí ontem com fulano de tal e ele é maravilhoso, faz loucuras na cama" e aí vai. Perguntas do tipo: "Ele é bom de cama, faz sexo oral com você?", são constantes. 2. A verdade é uma só. Mulheres casadas que têm amigas solteiras estão mais propícias a ingressar na vida da traição. 3. Obviamente que cada pessoa deve saber discernir o que é certo e errado. Mas neste caso, o incentivo acaba por despertar a curiosidade em conhecer outro homem e quase sempre acaba em traição. 4. Muitos maridos proíbem as suas esposas de se relacionarem com outras mulheres que não são casadas. Achando estes que elas podem colocar as suas esposas no caminho da perdição. Estão com toda razão. (e se ela trair o tal marido também estará com toda razão!!!) 5. As amigas de sua esposa não são casadas, não possuem um relacionamento estável, são do tipo mulher guerreira, que pegam tudo que vêem pela frente? Estas são as mais perigosas. Às vezes ficam com inveja da sua esposa, noiva ou namorada por estar feliz com o relacionamento. Começam a criar situações no intuito de atrapalhar o seu relacionamento, colocam milhares de defeitos na sua pessoa. Chegam até a fazer comentários do tipo. "Fulana, lembra de sicrano? Ele perguntou por você hoje, ele é bem melhor que o seu atual". Aí começa a tentativa de corromper a sua parceira. (e como toda mulher é uma ameba disfarçada de ser humano ela vai te trair SÓ porque a amiga acha que você não presta! Meu caro, o buraco é bem mais embaixo!) 6. Às vezes as amigas conseguem corrompê-la, portanto é melhor prevenir. Tente conhecer as amizades de sua parceira. Se possível faça uma seleção das quais ela poderá se relacionar. Isso pode ajudar de alguma forma a evitar uma possível traição. Entretanto, não devemos culpar apenas as amigas, a sua parceira tem uma parcela de culpa. Sendo ela casada, noiva ou namorada, deveria sim, ela mesma saber escolher as suas amizades. (eu realmente acho que ela tem uma parcela de culpa por trair um homem que a proíba de se relacionar com certas amigas, a principal culpa é por ter escolhido um cara como esse!!!) Pelamordedeus!!! É possível acreditar que ainda existam pessoas com essa mentalidade? A traição feminina deveria ser tratada pura e simplesmente como a masculina, um erro cometido por impulso... mas sei que isso ainda está bem longe de acontecer, visto que as próprias mulheres não conseguem aceitar o simples "desejo" pelo sexo, há sempre uma busca pelos mais variados motivos e razões. Muitas vezes as mulheres até tentam encarar o sexo como "sexo e nada mais", vejam que isso abrange um campo bem mais amplo que o da traição... Aí já começamos a falar de relacionamentos em geral. "Tudo combinado, dedos cruzados... Pra essa noite só uma noite durar!" Mas por mais que a mulher se faça de resolvida, decidida e desencanada é bem provável que ela não consiga encarar como sexo e nada mais, porque a maioria das mulheres só deixaria chegar ao ponto de consumar o sexo quando já estivesse envolvida emocionalmente com o "outro". Ou então, se ela não se envolveu emocionalmente antes do sexo, se este for bom, é bem provável que ela vá se envolver depois! E voltando ao assunto da traição, se ela, de fato, se envolver emocionalmente, é porque não ama mais o seu parceiro, talvez nem ela saiba disso no momento, mas é certo, pois não há espaço para dois no coração. Por isso acho muito válida a afirmação do psicólogo de que a traição feminina é como um ponto final para um relacionamento há muito falido. A mulher é um ser bem mais complexo que o homem, ela é muito mais "coração" em todas as coisas que faz, ela pode até tentar ser mais "razão", mas instintivamente somos um poço de emoções! Essa é a minha opinião pessoal, que pode estar totalmente equivocada, mas é o que penso! Gostaria de saber a opinião de vcs sobre esse assunto, debatam, discutam, critiquem à vontade! Por favor, que fique bem claro que eu não sou a favor da traição, nem feminina e nem masculina! Apenas gostaria de propor uma discussão a respeito de um tema que ainda é tratado de forma tão diferenciada quando "o réu" é a mulher. Postado por ANNA publicado por: Nós Por Nós às 08:07 Comments: Halo Sábado, Janeiro 07, 2006 PROMOÇÃO NPN 14
publicado por: Nós Por Nós às 19:46 Comments: Halo Sexta-feira, Janeiro 06, 2006 UMA ESTÓRIA INACREDITÁVEL Vocês devem ter estranhado a coluna Bundas de Fora ter mudado de dia... Mas agora finalmente posso dar uma explicação decente. É que dia desses aconteceu uma coisa incrível com um amigão meu. Tão incrível que eu queria ter um tempinho a mais pra postar a respeito. Então vou contar desde o princípio. Esse rapaz a que me refiro mora numa pacata cidade próxima a São Paulo chamada Embu das Artes. Só conheço o lugar de fotos, lindas. Uma cidade com esse nome me dá a impressão de ser algo próximo do paraíso. Lá em Embu ele é bastante conhecido no bairro por ser o genro que toda mãe gostaria de ter. Nascido e criado em boa família, simpático, educado, carinhoso, correto, culto, uma lista interminável de atributos (não, ele não é gay!). Então esse menino de ouro estava cumprindo sua tarefa semanal de visitar os velhinhos do bairro. Esta semana era a vez da D. Neném, uma simpática senhora de 94 anos que vivia com seus 7 gatos, viúva há 30 anos do General Almeida e que, diziam, perdera seu único filho quando este não tinha completado nem 20. Na última visita que meu amigo fizera à D. Neném, ela lhe dera um envelope lacrado com ordens de só abri-lo caso ela viesse a falecer. Ele educadamente desconversou dizendo que ela viveria até os 120. Agora, um mês depois, ele nem se lembrava mais do envelope. Pensava apenas no bolo de milho com café fresquinho que estariam esperando por ele enquanto batia palmas cada vez mais frenéticas na porta de D. Neném. Silêncio total. Corpo de Bombeiros. Médico Legal. Mal súbito. Rabecão. Velório. Enterro. Gatos enviados para o abrigo da SUIPA. O envelope. O ENVELOPE!!!! Trancado em seu quarto meu amigo abre o envelope com cuidado apesar da tremedeira. Uma cartinha manuscrita: "Querido Marquinhos, Quando você abrir este envelope eu já estarei te olhando aqui de cima. Não se preocupe comigo, estarei bem. Já vivi o suficiente. Leia com atenção o que vou narrar aqui. Espero que entenda que não pude contar antes. Quando eu tinha 14 anos tive um vizinho por quem fui perdidamente apaixonada. Tanto que me perdi. Desse relacionamento nasceu uma linda menina que, embora gerada com muito amor, não foi bem aceita pela sociedade. Precisei mandá-la para ser criada por uma tia minha no interior. Nunca pude vê-la mas sempre mandei dinheiro para que nada lhe faltasse. Ela cresceu feliz sem desconfiar de quem era sua verdadeira mãe. Casou e teve filhos. Um deles é seu pai. Sim, Marquinhos, EU SOU SUA BISAVÓ! Nosso encontro foi totalmente fortuito, mas não dizem que nada acontece por acaso? Quando você me contou sobre sua família fui ligando os fatos e percebi que nossa afinidade não era casual. Foi o Senhor que colocou você no meu caminho agora, no final desta minha existência, para que eu pudesse conhecê-lo e me arrepender de ter deixado que levassem minha filha. Ah, com eu queria ter visto crescer toda a família! Junto a esta carta você encontrará um bilhete premiado da Loteria Federal. Há uma semana eu tive um sonho onde um anjo me mostrava o número de minha sepultura. Embora pareça macabro, eu estava com o semblante feliz. Acordei e resolvi comprar o bilhete com aquele milhar. Descobri que você era o meu bisneto no dia seguinte ao sorteio. Aí o meu sonho fez sentido. Percebi que minha missão na Terra havia terminado. Meu filho, esse dinheiro é todo seu. O único pedido que faço é que o use para ser feliz e para fazer felizes as pessoas à sua volta. Que o Senhor te abençoe. Da sua bisa, Maria Otelinda Borges de Almeida (Neném)" Enquanto vocês estão aqui lendo esta incrível estória, estou indo pra São Paulo comemorar o 30º aniversário e a herança do meu querido amigo Marcos Donizetti no Darta Jones, a partir de 22h30 Vejam como as notícias se espalham rapidamente na internet. Apesar de o Doni ser super discreto, já tem uma porção de blogs anunciando o novo milionário. Mas, como quem conta um conto aumenta um ponto, algumas versões não correspondem exatamente à realidade. Leiam os blogs abaixo e tirem suas próprias conclusões. Escritos em Letra de Forma Flog da Luninha Nababu Esquizofrenia Viral Biajoni Marmota, Mais dos Mesmos Monicômio Participação Especial Fiquei super feliz com o convite da Roberta Febran para colaborar na reinauguração do seu blog Alma em Punho. Tem texto meu, da Yvonne e um monte de gente bacana. Apareçam por lá! Postado por Viva publicado por: Nós Por Nós às 09:13 Comments: Halo Quinta-feira, Janeiro 05, 2006 MULHER QUER! A revista Viva Mais!, na edição de 07/10/2005, exibiu uma pequena enquete sobre "solteiras x comprometidas". Com um universo de pesquisa minimamente mínimo, apenas três mulheres solteiras e três comprometidas, a revista, ou mais propriamente, a colunista Isabel Malzoni (coluna 'Amor e Sexo") faz uma afirmação temerária: "... não mudariam por nada!". Ora, no corpo da entrevista - apenas quatro perguntas a cada uma delas - não aparece nenhum indício de que alguma delas pense algo parecido. Até, pelo contrário, uma das solteiras responde à pergunta "O mais gostoso da solterice é...", com as seguintes palavras: "A expectativa de encontrar o cara ideal". Afinal, encontrar o cara ideal pra quê? Está implicito na resposta, que é para se "comprometer", ou mais popularmente, se "compromissar". É óbvio que as solteiras, por diversos motivos, AINDA não encontraram um homem que lhes interessasse tanto, ou mesmo, um que se interessasse tanto por elas, mas, encontrando-o, o compromisso será quase imediato. Isto pode ser deduzido pelas respostas à pergunta "O que é mais chato?" em relação à solteirice. Vejam o que dizem as três solteiras: "Não ter um gatinho com quem dividir aqueles dias chuvosos [...]" "Sentir falta de um companheiro [...]" "Passar as tardes de domingo sozinha". Acredito que a colunista, com a intenção de colocar o assunto naquela zona de perpétua indefinição, tenha, conscientemente ou não, interpretado erradamente as intenções das pesquisadas. É patente que a maioria das pessoas anseia por um compromisso emocional e, no caso das mulheres, a esmagadora maioria. Estarei sendo parcial? Idealista? Exageradamente romântico? Nada disso, mulher quer é compromisso! Mesmo as adepras do sexo casual, não são tão fanáticas assim, para desprezar um envolvimento emocional. E não sou radical quando afirmo: Os homens também querem compromisso! Não falo de jovens recém saídos da adolescência, ainda procurando se afirmar como adulto, ou mesmo (nossas condições sociais são terríveis, como pode ser notado no texto de ontem, da Sandra) querendo uma brecha para se afirmar como ser humano. Falo de homem plenamente adulto, muitas vezes já estável financeiramente, que procura uma companheira que lhe propicie estabilidade emocional, lhe dê carinho, lhe preste solidariedade, que concorra para sua felicidade. Evidência disso é a imensa porcentagem de homens descasados que procura não só um novo relacionamento, mas um novo compromisso formal. Acho até que o que anda afastando o homem de uma maior persistência nesta busca de compromisso, seja a aura de atualidade dada às mulheres descompromissadas, como se fosse a derradeira vocação de todas as mulheres. Será que se fará necessário lançar um manifesto conclamando a união destas "classes", que tanto se procuram, e que não estão se encontrando? Se for o caso, o lema poderia ser: ""Mulheres e homens de todo o mundo, unamo-nos!" Abraço do tesco publicado por: Nós Por Nós às 04:25 Comments: Halo Quarta-feira, Janeiro 04, 2006 BUNDAS DE FORA "Neste espaço semanal estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós. O nome refere-se a alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando". Excepcionalmente nesta semana publicaremos a coluna Bundas de Fora hoje, quarta-feira, no lugar do meu post habitual, com a devida autorização da nossa convidada Sandra Pontes. Estou verificando a veracidade de uma estória bastante interessante que pretendo postar nesta sexta. Não percam! Viva Amigos, hoje o Bundas de Fora tem uma contribuição da Sandra Pontes. É um lindo texto de uma pessoa muito linda. Segundo a Sandra, este texto foi o que inaugurou o seu blog e hoje ela vai inaugurar o Bundas de Fora em 2006. Ainda estou fora e mais uma vez lembro que esta seção do Nós Por Nós está aberta para qualquer pessoa publicar seus textos, que podem ser inéditos ou não. Basta enviar a sua colaboração para o endereço exepes2004@yahoo.com.br . Beijocas carinhosas, Yvonne MOLEQUE DE RUA Paro o carro num farol. À minha frente, um moleque com seus malabares, tentando ganhar um punhado de moedas. Fecho o vidro do carro. Desvio o olhar. Tiro a bolsa do banco da frente e coloco lá atrás, escondida. Ele nem percebe. Está preocupado em não deixar cair os malabares no chão, pois o chão não garante moedas. Ele termina o show e corre para o vidro... Não olho mas aceno que não com o dedo cheio de anéis de ouro. Será que ele percebe através do insulfim o brilho das jóias? Não me preocupo muito pois o carro é blindado e as portas estão trancadas. Saio apressada e me esqueço dele na próxima troca de marcha. E ele continua lá... Dia após dia. E se fosse meu filho? Não. Meu filho, nesta hora, ou está com amigos ou no colégio particular, com seu jeans importado, mochila de grife, marcando encontros para hoje, conversando sobre viagens, discutindo sobre o clip irado do CPM 22, seus novo I-POD ou seus tênis maneiros. Anoitece, esfria, chove e o moleque no aguardo de um novo farol vermelho. E se fosse meu filho? Não. Meu filho está em casa, aguardando o jantar e meu carro para mais uma balada. É noite. Na guia da calçada, o moleque conta as moedas do dia. Não é muito, mas pode ajudar a calar um pouco a fome. Dobra o olhar para os pés... Sandálias usadas, velhas... Está frio e os rasgos nas roupas somente evidenciam sua condição. Vê os carros que passam e sonha ter um desses... Lembra que precisa ir para casa, ainda há a lição da escola de periferia que precisa fazer e dormir. E meu filho? Pronto para mais uma festa com amigos. Nem me preocupo, apesar de achar seus amigos meio "estranhos", principalmente quando se trancam no quarto, com som alto e um "incenso" com cheiro diferente... O moleque de rua já está em casa. Entrega a féria do dia para a mãe, faz a lição e corre para a janela do vizinho, para ver se consegue pegar o finalzinho do jornal. Vizinho rico, tem televisão. Meu filho? Não se interessa pelas notícias corriqueiras. Também, tão novo, para que se preocupar com coisas que não vão afetar seu imenso futuro? O moleque de rua vai dormir. Escola cedo e novamente os faróis. Meu filho? Não chegou. Nem nunca chegará. Acabo de desligar o telefone. Cocaína, disse o policial. Acidente de carro. Sem sobreviventes. E me pergunto, agora, sem meu filho e sozinha na sala imensa, cheia de obras de arte: Quem É O Moleque De Rua??? Sandra publicado por: Nós Por Nós às 00:20 Comments: Halo Terça-feira, Janeiro 03, 2006 CHOREI Amigos, Conversando com uma amiga sobre filmes clássicos, me lembrei de um fato bastante engraçado da minha adolescência. Em Botafogo tinha um cinema poeira que era realmente o fim da picada, o nome não me lembro, ele ficava na esquina da Rua da Passagem com a Praia de Botafogo. Foi demolido há muitos anos para dar lugar a um prédio. Muitas pessoas amavam aquele cinema porque ele era especialista em passar filmes antigos. Por incrível que pareça estava sempre cheio. Eu, desde garota, sempre gostei de ver velharias dos anos 30/40. Minha mãe, que era expert em filmes dessa época, era a minha companhia mais constante. Até que teve um dia que passou um filme chamado "Em cada coração uma saudade", um dramalhão inimaginável. Mamãe e minhas tias fizeram muita propaganda desse filme e foi a família quase inteira para vê-lo, sem contar com as amigas de rua. Meu Deus do Céu!! Era a história de uma família que perdeu o pai e a mãe, os seis filhos ficaram órfãos e tem uma cena que o(a) irmão(ã) mais velho(a) (não me lembro mais) saiu distribuindo os irmãos na casa das pessoas numa noite de muita neve. Cada irmão ficou em um lar. Quando o drama começou, eu estava apenas com lágrimas nos olhos. Na entrega do primeiro irmão, eu comecei a soluçar. Quando chegou no último, eu já estava quase que aos berros dentro do cinema. O pior é que eu contagiei todas as minhas primas e amigas e a mulherada que estava no cinema. Foi um dramalhão na tela e outro na platéia, até que pararam o filme, acenderam as luzes e o gerente veio ver o que estava acontecendo. Todos os olhos se viraram para mim e eu de cara vermelha e inchada, sem contar que estava com os braços doendo de tanto beliscão que eu levei da minha mãe. O mico só não foi maior porque estava todo mundo igual. Minha mãe jurou que nunca mais ia ver drama comigo. O tempo passou, ela se esqueceu do juramento e lá fomos nós ver um outro filme chamado "Imitação da vida". De novo, MEU DEUS DO CÉU ao cubo !!!!!!!!!. É a história de uma mulher negra que teve uma filha branca que rejeitou a mãe por toda a vida por causa da cor da pele. Até que essa mãe morre, teve um enterro magnífico e a filha volta. A moça entre em desespero enquanto a trilha sonora toca um "spiritual" ou coisa parecida. Eu que estava apenas chorando baixinho, comecei a chorar alto feito uma maluca e mais uma vez a platéia me acompanhou. Só que dessa vez as luzes não se acenderam, mas em compensação aconteceu algo pior: minha mãe começou a me dar tapas nos braços tão fortes que todo mundo deve ter ouvido. Saímos correndo antes do filme acabar para evitar um vexame maior. Vários anos se passaram, o poeira acabou e um belo dia fui ver "O Homem Elefante" no Cinema Veneza, adivinhem com quem? Ela mesma, minha mãe. Logo no começo do filme, ela se virou para mim e me pediu para eu começar a chorar logo bem baixinho para ir esvaziando o aperto no coração. Foi o que eu fiz, mas a medida que as humilhações do homem elefante aumentavam, o meu choro também ficava mais forte. Até que ela se levantou da poltrona, disse que ia sentar em outro lugar e que se encontraria comigo no ponto de ônibus. Foi o suficiente para eu ficar mais equilibrada, mas ainda assim chorei até o final do filme. Tivemos que voltar para casa de táxi e eu não conseguia parar de chorar. Fiquei tão perturbada que o chororô durou até de madrugada. Finalmente consegui dormir, mas tive que faltar ao trabalho no dia seguinte porque estourou uma veia na pálpebra e eu fiquei com um olho roxo (bem pouquinho). Qual o ser humano que iria acreditar na minha história? Foi preferível faltar. Estou mais civilizadinha, mas continuo a mesma, choro até em propaganda de cigarro, se duvidar, só que agora estou mais light, mas já paguei muitos micos. Beijocas Yvonne publicado por: Nós Por Nós às 08:10 Comments: Halo Segunda-feira, Janeiro 02, 2006 Vejam, amigos, como o improviso e o não-planejamento do NPN são produtivos. Encerramos o ano anterior com um texto classe A, A de Afonso. Iniciaremos o novo ano com outro texto classe a, desta vez, A de Anna. Para lidar com a ausência temporária de Lize, que, esperamos,retorne logo ao nosso dia-a-dia, convidamos a Anna para postar conosco, e ela concordou em nos dar a honra do seu concurso. Agora o Nós por Nós se alegra e se renova, com a entrada em campo de uma jogadora habilidosa, que sabe tratar bem a pelot, digo, as palavras, autora de excelentes crônicas. com um olhar crítico aguçado, mas que não deixa de ser suave por isso. Anna, que aderiu ao ExEpes na primeira hora, e já colaborou naquele blog, certamente nos brindará com belos textos. Com vocês: ANNA! ANO NOVO, VIDA NOVA! Quem separou o tempo em anos deveria receber o prêmio Nobel da paz! Um ano, ou doze meses, como quiserem, é o tempo exato para atingirmos o máximo nível de stress tolerável. No décimo segundo mês já estão todos enlouquecidos, a ponto de estourar com a correria dos mais de 335 dias que já se passaram, estamos todos cansados, preocupados, estressados. Nessa época nossas faces aparentam ter muito mais rugas do que o tempo se encarregou de produzi-las. Nas festas de comemoração do Natal é possível observar o cansaço generalizado, mas à espera de uma força renovadora que sabemos que virá com a virada do ano. Doze meses é o tempo certo para extinguirmos todas as nossas forças, mas é impressionante como ao final do décimo segundo mês já começa a brotar a esperança de que o próximo ano seja melhor, seja mais feliz, com mais trabalho, menos violência, com mais dinheiro, menos miséria, mais amores, menos desilusões. A pessoa que inventou o reveillon também deveria receber um prêmio significativo. Nada mais revigorante que a virada de ano! Fogos de artifício, roupas novas e brancas, promessas para o ano vindouro, uvas, champagne, folha de louro, lentilha, semente de romã, pular sete ondas, usar calcinha nova, branca para a paz, amarela para o dinheiro, rosa para o amor, vermelha para a paixão, ou ainda amarrar fitas nessas cores para garantir paz, amor, dinheiro e paixão sem ter de usar quatro calcinhas. São tantos os rituais que temos para garantir um bom ano... Se funcionam ... bom, mal não fazem! Então o que custa tentar, não? Melhor prevenir! Esse ano tive que pular 14 ondas ao invés das tradicionais 7. Não, não é um caso de dupla personalidade! As outras 7 ondas foram para uma amiga que está fazendo intercâmbio e iria passar o reveillon em New York. Imagina só arriscar estragar o ano por falta das 7 ondas? Um ano inteirinho, 365 dias, por causa de 7 ondinhas? Nem pensar... Amiga é pra essas coisas! Acho que a intenção vale, não? Bem, depois de todos esses rituais, depois da paz que toma nossos corações à meia noite, começa um novo ano. Milagrosa ou magicamente estamos renovados, prontos para mais um ano de batalha. Sei que esse ano terá de ser decisivo. A insatisfação que me toma, sem que eu saiba o motivo, terá de ser dissipada. Talvez falte-me coragem para desmanchar um mundinho cor-de-rosa que todos julgam perfeito mas que não mais me satisfaz e, então, poder ir em busca de um mundo novo, com mais emoções. Ou talvez não seja nada disso, talvez seja apenas medo da nova fase que tem data, horário e local marcado para acontecer em 2007. Sei que é 2006 que está começando e que 2007 ainda está longe, mas é uma decisão para o resto da vida... Por que é que nós adultos pensamos tanto? Às vezes isso atrapalha. Em 2006 vou procurar ser mais criança. É isso mesmo, ser criança para pensar menos. Pois criança pensa, é claro que pensa. Mas criança faz algo muito mais importante do que pensar: criança É! E em 2006 eu preciso "ser" mais do que "pensar". Talvez isso exija e gere uma tranformação, mas... "Viver deveria ser - até o último pensamento e derradeiro olhar - transformar-se!" (Lya Luft) Espero, de coração, que todos tenham aproveitado essa incrível capacidade que nós, seres humanos, temos de recomeçar e tenham renovado suas forças para viver 2006 com mais intensidade, com mais garra para buscar o nosso eterno objetivo... ser feliz! Feliz 2006 a todos vocês!!! ANNA publicado por: Nós Por Nós às 08:39 Comments: | ||