|
Nós por Nós
|
AUTO-CONHECIMENTO PARA DESATAR OS NóS |
||||||
|
- PERFIS -
PERFIL DO BLOG
- BLOGS AMIGOS -
- BLOGS IN MEMORIAM -
PROMOÇÃO NPN
|
UM LUGAR ESPECIAL PARA UMA GALERA ALTO ASTRAL! Terça-feira, Fevereiro 28, 2006 publicado por Nós Por Nós às 18:15 Comments: Halo Bom dia, todos! Seguinte, enquanto vocês estão aí curtindo o carnaval, cá estou eu (uma pobre e reles mortal) trabalhando! Ééééééé torcida do Flamengo, estou trabalhando sim! E tenho até reunião marcada com cliente para a parte da tarde (de fato, ninguém em sã consciência marca reunião para uma tarde de terça-feira quando esta é uma terça-feira de carnaval, apenas a minha cliente, e eu só vou atendê-la porque ela é uma pessoa muito simpática). Mas vejam pelo lado bom, assim poderemos ter post nessa terça-feira, porque vocês não acham que se eu não tivesse que trabalhar eu iria lembrar de ligar o computador enquanto estivesse na beira da praia, tomando uma cerveja gelada (ou uma água de coco) enquanto lia um bom livro e me divertia sob o sol de fevereiro, acham? Bem, mas seria até falta de consideração com minha amiga Yvonne, que mesmo contundida deixou um texto ótemo para ser postado hoje. Beijo grande a todos e curtam o resto do carnaval. Anna Com vocês, nossa amada Yvonne: A FUNCIONÁRIA - Olha, meu chapa, o negócio é o seguinte: não vou poder trabalhar no sábado a noite porque estarei menstruada - disse Rosilene ao seu cafetão. - O que?!? Que mané menstruada é esse? Donde já se viu puta recusar cliente? respondeu Geraldão. - É isso mesmo que você ouviu: m-e-n-s-t-r-u-a-d-a - retrucou Rosilene. E tem mais, a próxima vez que você me encher a cara de porrada eu tomarei providências. Irei primeiramente na Delegacia das Mulheres e darei entrada em um processo. Além de você responder criminalmente pelos seus atos, eu darei entrada em uma licença no Ministério do Trabalho, você terá que arcar com as minhas despesas e eu ficarei em casa descansando - disse Rosilene. - Como é que é? - perguntou Geraldão perplexo. Você nem carteira de trabalho tem. - Não tenho do verbo quero ter e é agora. Já estou com ela na mão para você assinar tudo direitinho. - disse Rosilene. E tem mais: se me perturbar muito vou processar você pelos 6 anos que trabalhei sem os meus direitos. Ah! E tem mais: se quiser me comer, vai ter que pagar que nem os outros clientes porque também processarei você por assédio sexual. Já assinou a carteira? Anda logo porque tenho que ir ao banco abrir uma conta-salário. - Conta-salário? Que merda é essa? - indagou Geraldão. - Se você não sabe, eu vou explicar direitinho: conta-salário é onde você depositará os meus proventos. Quero ganhar um fixo de R$ 500,00 e mais comissão de 50% sobre cada cliente. As minhas férias serão em dezembro e mensalmente quero receber um auxílio-doença para poder fazer exames ginecológicos. O exame da AIDS é gratuito, você não gastará nada, mas por outro lado, quero receber também uma verba-insalubridade para os dias de muito frio e chuva - disse Rosilene cheia de dignidade. - Mas eu nem sei o que é proventos e insalu o quê. Como é que eu vou poder fazer isso tudo se nem eu mesmo tenho carteira ou, nesse caso, uma firma - respondeu Geraldão, já perdendo a paciência. - Como você vai fazer eu não sei, mas quero os meus direitos e é agora. Chega de exploração. Acho bom você resolver esse assunto agora porque eu sou capaz de fazer uma verdadeira revolução. Eu e as demais meninas faremos greve e piquetes. Vai ser tão bom, finalmente eu vou poder participar de passeatas gritando palavras de ordens: "Piranhas unidas, jamais serão vencidas", "Não fique aí parada, você é explorada." - respondeu Rosilene com um certo ar de CUT. Já conversei com a companheira Heloisa Helena e ela ficou de vir à inauguração do SPGPEA. O Fernando Gabeira, nosso anjo protetor, também virá para dar uma força. - Mas o que é isso? - perguntou Geraldão já sem ar. - Sindicato das Putas, Garotas de Programas e Afins - respondeu Rosilene, cheia de moral. - Quem é afins? - quis saber Geraldão. - Ah! o "afins" abrange muita gente: ex-BBBs, modelos que engravidam de jogadores de futebol e pagodeiros, ex-namoradas de ex-BBBs, ou seja, as putas que deram certo na vida. As famosas que saem nas revistas. Com a contribuição delas, nosso sindicato será muito forte, tenho fé em Deus - respondeu a nossa revolucionária. - Bom, você realmente não quer que eu seja feliz. Deixa isso para lá, neguinha. Pode deixar, a partir de hoje você está livre de mim, vou vender paçoca nas barcas Rio-Niterói. Eu não entendo nada dessas coisas e não serei eu que resolverá o seu problema. Vou ser autônomo agora, só eu e São Jorge, mas me diz uma coisa, de vez em quando posso dar umazinha em nome da nossa velha amizade? Texto by Yvonne publicado por Nós Por Nós às 09:52 Comments: Halo Domingo, Fevereiro 26, 2006 PROMOÇÃO NPN 20
publicado por Nós Por Nós às 23:30 Comments: Halo PROMOÇÃO NPN 18: RESULTADO
publicado por Nós Por Nós às 22:45 Comments: Halo Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006 BUNDAS DE FORA Neste espaço semanal estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós. O nome refere-se a alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando. Amigos, o texto abaixo foi escrito por um grande amigo meu há algum tempo. Seu apelido é Bigm@n. Ele é um leitor eventual do Nós Por Nós, mas não faz comentários. Bigm@n viveu a sua adolescência no final dos anos 50 e teve experiências que são muito interessantes para os padrões de hoje. Curtam um pouco essa história que eu considerei muito romântica. É legal ver que em todas as épocas os jovens sempre tiveram dificuldade de começar a vida sexual. Hoje é um pouco mais fácil, mas igualmente complicado. Queridos, temos apenas mais uma contribuição do Mário Oliveira que sairá na próxima sexta. Ainda não sabemos ao certo se o Bundas irá continuar. Estamos conversando e tão logo a gente decida sobre o assunto, manteremos vocês informados. Um bom final de semana para todos. Beijocas Yvonne LANTERNAS VERMELHAS Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Adelino Moreira. Embora não disponha dos números -- e talvez ninguém os tenha -- esses foram os autores mais cantados nas "zonas" desse nosso Brasil. As vozes? Certamente as de Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Anísio Silva e outros fantásticos intérpretes de músicas cujos temas eram dramalhões e dores de cotovelo, tão em voga no século passado, anos 50 e 60, principalmente. Zonas, para quem ainda não sabe -- ou já se esqueceu, pois parece não existirem mais -- eram determinadas áreas ou bairros de uma cidade onde as casas de tolerância eram, conforme se pode depreender da própria definição, toleradas. Eram ocupadas pelas mulheres de vida mais difícil desse nosso mundo e que nossa hipócrita sociedade insiste em rotular como de vida fácil. Quando os ouço hoje, aqueles autores e intérpretes, não consigo evitar o inevitável: as imagens que minha lembrança revive de casas com varanda iluminadas com luzes vermelhas ou azuis. Seus silêncios e murmúrios, a penumbra, os cheiros misteriosos de talcos e colônias femininos, as músicas na vitrola Sonata e a famosa frase "me paga uma bebida, meu bem?" Não fui freqüentador de zona, como cliente. Minha pouca idade, a dureza de grana -- natural para todo adolescente da classe média em minha época -- e minha timidez não me permitiam. Mas, como também quase todo adolescente da classe média -- nesse caso, creio que nem só os de classe média -- fui um "voyeur". E assim, calçado com meu tênis silencioso, dirigia-me para a zona de minha cidade lá pelo horário das 19h00, quando as "meninas" se arrumavam para a noitada profissional e, pulando e escalando muros e cercas, infiltrava meus olhos ávidos pela proibida nudez nas frestas que janelas, persianas e vitrôs me permitiam. Aquilo tudo me conduzia aos céus, embalado pelas sensações mais incrivelmente sentidas e desejadas, curtidas até onde meus extremos permitiam. Era um menino deslumbrado pelo que aquela parte do mundo feminino podia oferecer. Difícil entender, mas não conseguia deixar de ver uma beleza especial naquilo tudo. Aos quinze anos, com o dinheiro recebido de meu pai como presente de aniversário, debutei na vida sexual, conduzido pelas mãos e outras magníficas partes do corpo da veterana iniciadora de adolescentes de minha cidade, a meretriz Edith. Desde o momento em que, da área da casa onde trabalhava, num domingo pela tarde, levou-me para a sua alcova, tive por ela, como ainda tenho até hoje -- embora nem mais esteja viva -- o maior respeito e a mais profunda consideração. Quem sabe seja por tudo isso que hoje me desmancho em saudades reconfortantes e outras fortes e agradáveis emoções quando ouço os autores e intérpretes aqui mencionados. Certamente que sim! Bigm@n publicado por Nós Por Nós às 07:45 Comments: Halo Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006 Orgasmo feminino Orgasmo femino é um tema polêmico, que até já rendeu bate-boca aqui no Nós Por Nós (ou foi no Exepes?), e eu não tenho bagagem cultural pra me alongar nele. Porém, os fatos que me circundam, ou pelo menos, os que eu tenho aptidão de perceber, contradizem um rumor que andam dizendo por aí, que as mulheres têm dificuldade em conseguir o orgasmo. Não é que eu ande fiscalizando os orgasmos das minhas amigas ou colegas de trabalho, longe disso. É que não me chegam aos ouvidos queixas desse tipo. Nunca ouvi ninguém afirmar que perseguiu um orgasmo, mas não conseguiu garrá-lo. Pelo contrário, á ouvi muita gente )mulheres, naturalmente) entusiasmada, e até revirando os olhinhos com as lembranças. Sei que isso não é assunto para ouvidos masculinos mas, sabem como é, confidências vazam e, afinal, segredos existem para serem contados, não é? Deduziria que, a maioria esmagadora das mulheres obtém o seu orgasmozinho com relativa facilidade, e mais um mito rola, rola, perdura e se perpetua na sociedade. Ou seria o contrário e o mito é justamente o orgasmo propalado pelas "felizes e realizadas" mulheres? Seria esse o famoso "orgasmo fingido" de que tanto se tem falado? Li outro dia que os homens são facilmente enganados por gemidos e orgasmos simulados. Mas a quem as mulheres estariam enganando? Um homem que não se esforça em propiciar prazer à mulher, com preliminares adequadas e prolongadas, abundância de carinhos, afagos, sussurros, beijos, elogios, mimos e que tais, pouco (pouquíssimo ou nada mesmo) está se importando que a parceira tenha ou não orgasmos. É verdade que, para minhas conclusões, não consultei nem o DataYvonne nem o IVP (Instituto Viva de Pesquisas). Estou apenas emitindo uma OPT (opinião pessoal do tesco). Bem, queridas leitoras ((opiniões dos leitores também são preciosas), ajudem-me e instruam-me. Nessa escola - igual ao Erasmo - jamais tirei um dez! Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 09:15 Comments: Halo Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006 Amizade incondicional??? Meu irmão sempre me disse que uma mulher nunca tem um amigo homem cuja amizade seja pura e simples, sem que alguém tenha algum interesse além da amizade. Eu sempre contestei! Até porque, desde o segundo grau, quando iniciei um curso técnico na área de construção civil, eu convivo diariamente com muito mais homens do que mulheres. Hoje, terminando o curso de Engenharia então, a grande maioria de amigos são homens. Acho que uma mulher e um homem podem sim ser amigos sem interesses "carnais", digamos assim. Lógico que isso nem sempre acontece... É perfeitamente possível, mas eu tenho começado a mudar um pouco a minha teoria. Lógico que não vai acontecer com todos os amigos(as) que você tem, mas é muito provável que com algum(a) venha a acontecer um envolvimento. Talvez seja pela intimidade que uma amizade cria, ou então pela natureza do ser humano. Há anos atrás eu tinha um amigo no qual eu vivia grudada. Não estudávamos na mesma turma, mas nos momentos em que não estávamos na aula, passávamos sempre muito próximos. Eu namorava um de seus melhores amigos, ele namorava uma amiga minha. Depois de terminados esses namoros nós ficamos ainda mais próximos. Ele se lamentava pela perda da namorada, mas ao mesmo tempo fomos descobrindo que um sentia ciúmes do outro. Tivemos um envolvimento rápido, nada sério. Porque, convenhamos, é difícil ter um relacionamento sério com alguém cujos pensamentos você sabe de cor... Hoje ainda somos amigos, quase não nos vemos, mas um sempre sabe como o outro está. Ele está casado. Há alguns meses almoçamos juntos, puxa, quanta saudade daquela amizade. Na semana seguinte ele me convidou para jantar... Claro que eu não fui, conheço meu amigo, pela sua cabeça passava algo do tipo "Vou levá-la para jantá-la". Recusei e expliquei o porquê. Sua reação: "Intimidade é mesmo uma merda!". Esse amigo em questão é o mesmo que em uma mesa de bar, junto comigo e com meu irmão, defendia com unhas e dentes a idéia de que um homem e uma mulher podem ser amigos sem demais interesses. Ele e meu irmão estavam numa batalha de idéias fervorosa quando ele vira para mim e diz: "Veja eu e a sua irmã! Somos amigos há anos e APENAS amigos!". Tenho quase certeza de que meu irmão entendeu porque eu me afoguei com a cerveja... O problema é que o ser humano é muito versátil, podendo passar de amigo a amante em menos de dois minutos!!! Mais ou menos como esse, eu poderia citar, pelo menos, mais 3 exemplos que aconteceram só comigo. Assim como eu posso citar, no mínimo, 7 casos de amizade com homens que foram, e ainda são, puramente amizade. A mais sincera e pura amizade. E onde não há a mínima possibilidade de acontecer algum envolvimento. Talvez meu irmão estivesse certo. Mas não totalmente! Fazendo o balanço, a minha idéia de que uma mulher pode sim ter amizade incondicional com um homem ainda sai na frente. E vocês? O que pensam a respeito? Defendam suas teorias. Tenham um bom dia! Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 10:26 Comments: Halo Terça-feira, Fevereiro 14, 2006 FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO 30/11/1984 Não sei o que acontece comigo mas estou sofrendo de uma angústia que não sei explicar o que é. No próximo sábado será a festa de formatura do Segundo Grau. Convidei a Marcela para irmos juntos e eu percebo que ela está a fim de mim. Nossa mãe! Ela é linda, mas não tenho o menor interesse por ela. Eu só tenho olhos para os garotos, será que sou bicha? 27/08/1985 A ansiedade é grande, meu chefe vai escolher qual o estagiário que vai ser efetivado na empresa em que trabalho. Estou morrendo de medo de alguém ter percebido que não sou muito normal. Eu tento disfarçar, mas morro de medo de alguém descobrir que eu não gosto de mulheres. Eu tenho certeza de que, apesar de não gostar de mulheres, eu não sou bicha, mas será que esse pessoal percebe alguma coisa? 02/09/1985 Deus é pai, Seu Milton me escolheu para ser auxiliar de escritório. Eu acho que ninguém percebeu que eu não gosto de mulheres. Eu estou até interessado em Sandrinha, uma menina linda que trabalha aqui e é uma simpatia só. A vida é boa, vai dar tudo certo para mim. 02/06/1986 Conheci um rapaz incrível. Ele é irmão do namorado de minha irmã e é evangélico. Não gosto de crentes, mas ele é muito legal e eu acho que de repente eu posso encontrar o meu caminho em Jesus. 01/12/1986 Nossa, não vejo a hora de chegar a festa de Natal da nossa igreja. Minha mãe queria que eu ficasse com ela para juntos irmos à missa do Galo na Igreja de São João Batista, mas não quero saber de nada disso. Católico é muito estranho. 07/04/1987 Bispo Fernando me convidou para ser o seu auxiliar no culto. Nunca tive tanta honra na minha vida. O que seria de mim se não fosse Jesus? 02/01/1988 Merda, merda, merda, merda! O diabo vive me perseguindo. Para que dei ouvidos à minha irmã e fui assistir à passagem de Ano Novo na Praia de Copacabana? O mundo está infestado de viados. 04/03/1988 Bispo Fernando está com uma conversa que está me deixando meio aflito. Ele quer que eu conheça Maria Cristina, sua filha. Não pára de falar na menina. Diz que ela é muito especial e tem me observado há algum tempo. Ela é linda, a única coisa que estraga é aquela bunda grande. Se fosse um pouco mais esbelta... 22/07/1989 Estou há algum tempo sem escrever nada, mas é que na próxima semana será o meu noivado e eu tenho que agitar as coisas. Papai morreu e eu tenho que ajudar a minha mãe. Na próxima semana sairemos juntos para ver um presente para Maria Cristina, a mulher da minha vida. Nunca poderia imaginar que alguém pudesse ser tão feliz como eu. Ela fez um regime e está bem magrinha do jeito que eu gosto. 14/05/1990 Estou morrendo de medo. O filho da mãe do Collor confiscou todo o dinheiro do pessoal e eu não sei se as pessoas conseguirão dar os presentes que nós colocamos na lista. Além disso, os gastos são imensos. Ainda bem que os dízimos que o Bispo recebe são em dinheiro porque, caso contrário, não iria haver casamento. Amanhã o alfaiate vem aqui e ainda não escolhi o meu terno. Estou um pouco nervoso, mas muito feliz. 22/07/1990 Maria Cristina se revelou uma mulher sem nenhum escrúpulo. Quer sexo toda a hora. Sei lá, mas existem momentos que eu tenho nojo dela. Vou tentar ser um marido mais assíduo, mas tá difícil. 01/08/1991 Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Nasceu Juliana, a coisa mais linda do mundo. Agora já posso morrer em paz, sou pai. Nosso Senhor Jesus Cristo me abençoou com uma família e eu agora sou bispo de uma unidade só minha. Acredito que aquele vazio que sinto na alma vai acabar. 02/02/1992 Não estou entendendo o que está se passando. A Polícia Federal chegou na igreja para vasculhar tudo. O que será que o Bispo Fernando aprontou? Eu não tenho nada a temer, mas não paro de pensar como é que ele tem tantos bens. Bom, se ele tem é porque merece. 04/05/1992 Finalmente as coisas esfriaram um pouco. Graças ao nosso salvador Jesus, o Bispo Fernando encontrou um deputado que aliviou a nossa barra. Sangue de Jesus tem poder. 01/01/1993 Tive a melhor passagem de ano da minha vida. Nasceu Pedro, o meu garoto. Espero que Maria Cristina fique mais compenetrada no seu papel de mãe e dona de casa e pare de pedir sexo a toda hora. Se ela não fosse filha do Bispo Fernando, eu iria achar que ela tem parte com o diabo. 20/12/1993 Estou chateado. Por causa do Natal não pude acompanhar a família numa viagem de verão. Vou ficar sozinho. Maria Cristina não demonstrou nenhuma insatisfação com esse fato. Muito pelo contrário, comprou um monte de roupas e parece estar muito satisfeita. Sei lá, às vezes eu penso que seria melhor ela ter um amante. 01/01/1994 Fiquei triste de estar longe do Pedrinho no seu primeiro aniversário. Foram cultos demais e eu não pude me afastar da igreja. Quando todo mundo foi embora, eu decidi ficar um pouco para ver os fogos da Praia de Copacabana. Bispo Fernando acha que essa festa é coisa do diabo, mas eu vi tantas pessoas felizes que eu fico na dúvida se isso é verdade ou não. Como tem gay no Rio de Janeiro. 10/01/1994 Hoje o meu sermão foi maravilhoso. Casais que estavam quase se separando vieram me agradecer. A palavra de Jesus que sai da minha boca é muito forte. Foi tudo maravilhoso, mas não pude deixar de observar um rapaz que estava sozinho. Ele não parou de me olhar. 20/01/1994 Meu Senhor Jesus, amanhã chega a família e eu estou na cama de Adalberto. Eu quero me sentir infeliz, eu quero morrer, mas não consigo deixar de ter o coração acelerado de felicidade. Sou um monstro, uma aberração, mas estou feliz. 10/05/1994 Jesus ouviu as minhas preces. Maria Cristina nunca mais quis sexo e isso não parece incomodá-la porque ela está muito linda, parece que floresceu, tá mais mulher. Eu prefiro quando ela era bem magra, não gosto de mulher carnuda. Sei lá, parece vulgar. 03/02/1995 Meu mundo desmoronou. Minha casa foi invadida por Bispo Fernando e mais 3 bispos do Conselho para exigir o meu afastamento da unidade. Maria Cristina entrou com um pedido de divórcio amigável que pode se tornar litigioso, caso eu insista em não aceitar o que ela quer. Ela tem fotos minhas com Adalberto e ameaçou levar à empresa em que trabalho. Perdi tudo: nossos bens, a família, a igreja e o respeito da sociedade. Só poderei ver meus filhos acompanhado de uma pessoa. Concordei com todas as exigências. 23/11/1996 Adalberto me largou. Não suportou mais essa nossa vida de segredos e esconderijos. Como posso assumir um homem na minha vida? É errado, eu sei o que faço, mas sei que é errado. Jesus me abandonou. Não vejo as crianças tem mais de um mês. Não sei o que fazer da minha vida. 02/01/1998 As coisas parecem estar melhorando para mim. Meu apartamento é bonitinho, fui promovido no meu trabalho e Maria Cristina não está mais tão zangada comigo. Já saio com as crianças sozinho e elas têm passado os finais de semana comigo. Só queria encontrar uma nova mulher. Homem não, é errado. Finalmente estou curado. O ano de 1998 vai ser muito bom para mim, eu sinto isso. 03/09/1998 Amanhã é o grande dia. Vou ser diretor-adjunto. É uma pena que tenha que sair desse departamento que trabalhei por toda a minha vida. Amanhã vai ter uma festa e eu já estou com vontade de chorar. Os amigos que fiz aqui são muito bons. Nunca souberam de nada da minha vida e eu prefiro que as coisas sejam assim. Estou feliz. 06/09/1998 Quando eu penso que tudo poderia estar tomando um rumo diferente, eis que aparece um novo homem na minha vida. João se declarou para mim em plena festa. Fiquei confuso, nunca poderia imaginar. Pensei que fosse efeito da bebida, mas não, ele sustentou a história na manhã seguinte. Eu dormi com ele. Até agora não consigo acreditar, mas eu não pude resistir. Eu dormi com ele, passamos a noite inteira fazendo amor. Eu quero João na minha vida e na minha cama para sempre. 10/10/1998 Dessa vez as coisas serão diferentes. João jamais virá na minha casa. Não quero contrariar Maria Cristina e o Bispo Fernando. Em termos legais as exigências são as mesmas do divórcio, mas não quero perder a oportunidade de ter os meus filhos ao meu lado nos momentos que eu quiser vê-los. Vou fazer tudo como manda o figurino. 26/12/1999 O Natal foi maravilhoso. Depois de todo esse tempo pude comemorar com Maria Cristina e as crianças. O marido dela é muito simpático e todos nós nos sentimos bem a vontade. Levei Lucinha, uma amiga minha e do João e a apresentei como namorada. João também foi junto como amigo dela. A noite foi legal e eu aproveitei para dar os presentes de aniversário do Pedrinho. Amanhã eu e João iremos viajar para Fortaleza. Serão 15 dias só nossos, sem nenhum complexo de culpa. Ainda bem que João pensa da mesma maneira que eu, ele não quer que ninguém saiba de nada. 04/09/2003 Cinco anos. Parece que foi ontem. Cinco anos com o amor da minha vida. Cinco anos de paixão que nunca termina. Cinco anos do melhor sexo que alguém poderia ter. Cinco anos de felicidade. ... Amigos, essa história foi escrita no dia 16.11.2004 e eu tenho muito carinho por esse meu texto. Já até mandei para o Beco dos Bytes uma vez como contribuição. Quando comecei, eu estava pensando em alguma coisa bem catastrófica que justificasse a vontade do personagem em procurar a cura de sua homossexualidade através de um projeto do deputado evangélico e fluminense que promete, às custas do erário público, transformar um gay em heterossexual. Eu não sei no que foi que deu essa loucura. Logicamente seria um grande fiasco. No entanto, optei por dar um final feliz, não por romantismo, mas sim por acreditar que as pessoas podem se sentir felizes do jeito que for melhor, ainda que o personagem não tenha assumido o que ele é completamente. Cada um sabe de si e aquela fórmula de satisfação pessoal que foi feita no início da nossa civilização se perdeu há muito tempo. Todos nós resolvemos procurar a nossa por conta própria e de acordo com o nosso livre arbítrio. Esse meu diário é uma homenagem a todos os homossexuais que se acham dignos e felizes com as suas vidas. Beijocas Yvonne publicado por Nós Por Nós às 08:06 Comments: Halo Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006 Boa tarde, meus lindos!!! desculpem a demora de postar, mas tive problemas hoje... Enfim: para vcs, um texto do Orígenes Lessa - espero que gostem - mas antes, me digam: e vc, querido leitor, faria qualquer coisa por amor?? um grande beijo Tatoo O homem nas mãos Orígenes Lessa Sim, realmente eu matei. Era a prova de amor. a suprema prova que exigira de mim. Eu dera-lhe um carro. Não gostara. Dera-lhe um apartamento. Apenas o aceitou. Dei-lhe um iate. Não se convenceu. Já me atirara a seus pés, muitas vezes, sem êxito algum. E antes de me ajoelhar e antes do automóvel, do apartamento e do iate, já lançara mão de todos os recursos ao alcance de um apaixonado em pleno delírio. Nada a comovera. Só acreditaria, só aceitaria um grande, um infinito. um amor sobre-humano. Assim julgava eu o meu amor. Ela não se convencia. porém. E eu sofria e escrevia poemas e chorava ao luar. Era a inatingível. Ofereci-lhe a minha vida. Recusou. Jurei que me mataria em seguida, se ela cedesse. Ela sorriu. "Pede-me o impossível", dizia eu. E ela sorria. Para os grandes amores não existe o impossível. Estava. toda inteira, nessa minha proposta, a prova definitiva de inexistência do amor em meu coração. E eu continuava me multiplicando em humildade e entregas desvairadas. Um dia, olhei para a minha vida. Estava arruinado. Nada mais tinha de meu. Se ela quisesse um automóvel novo. um iate mais recente, um apartamento maior, já não os poderia dar. Meu desespero foi, então, sem nome. Perdera a última esperança. Mas conservava ainda a capacidade de argumentar, estranho poder de raciocinar friamente. Atirei-me de novo a seus pés. Se não era o dinheiro, se não eram tributos materiais de amor o que esperava, mas a prova apenas de um grande amor, a prova ali estava, na minha miséria. Que exigia agora ? Que podia esperar ? - Enriqueça de novo. E dentro em pouco - somente eu, ninguém mais, pode falar do que é capaz um grande amor - estava rico outra vez. Novo automóvel ? Dela. Viagem à volta do mundo ? Teve. Jóias? Colares? Todo dia. Festas? Jantares? Boates? Uma eu construí exclusivamente para ela e seus amigos. Três semanas depois, entediada, me dizia: - Pode fechar a boate. E eu fechei. Abri e fechei em vão. Como em vão fora tudo. Era tédio e ceticismo. Certa noite, alucinado, eu a levava de automóvel por uma estrada maravilhosa. - Você quer a lua ? Ela sorriu. - Não. Mate aquele homem. A luz clara do luar, caminhava um pobre vulto à nossa frente, cem metros além. Pisei o acelerador. Teve a duração de um relâmpago. - Vamos ver se morreu, disse ela. Voltamos. Sim, valeu a pena. Ela foi minha. Foi minha, afinal. E a vida se iluminou. Vivi alguns dias ou anos ou séculos -até hoje não sei - na mais total felicidade. A natureza cantava, os pássaros cantavam, o mar cantava, as ruas cantavam, as casas cantavam, cantavam os homens anônimos nas ruas. Até que ela começou a não acreditar outra vez. E eu voltei a dobrar-me a seus pés. E a suplicar, a pedir, como um doido. Desci a todos os extremos. Ate cantei boleros. Inutilmente. Foi quando, depois de novos boleros e jóias, ela me pediu outra vida. Apressei o carro - o luar era lindo - e tive-a novamente em meus braços. E daí por diante esse foi o preço. A sorte me ajudava de maneira espantosa no jogo. Do produto de uma noitada ofereci-lhe um colar de um milhão. Ela olhou o colar, abandonou-o displicente no sofá. - Eu quero é sangue. Levantei-me, com a chave do automóvel na mão. - A tiro, disse ela. Voei para casa, apanhei o revólver, ela ao meu lado. - Eu quero ver. Viu. Tive-a de novo. Passou tempo, depois disso. Confesso, agora, confesso humildemente, que o amor também passou. Não sei como. Não sei quando. Foi de repente, foi aos poucos, não sei. Acabou. Hoje eu mato, mato quando ela me pede, quase por constrangimento, por hábito talvez. Porque ela pede. Talvez para não desapontá-la. Talvez para não me desapontar. Talvez querendo iludir-me. Talvez por displicência, por preguiça mental, preguiça de reagir . Mato sem vontade, mato sem paixão, quase uma questão de rotina. Pediu, eu mato. Adquiri o hábito de obedecer. Ficou em mim, entrou no meu sangue, esse automatismo. Uma jóia ? Eu compro. Um carro ? Eu dou. Um homem ? Eu mato. Eu não tenho é meio de recusar. Não me interessa mais, não quero mais, mas faço. Faço, obedeço. Negar não sei. O pior é que, pelo jeito. ela anda querendo que eu me apresente à polícia... Orígenes Lessa nasceu em Lençóis Paulista, a 12 de julho de 1903. Colaborou e trabalhou em diversos veículos de comunicação, tendo feito sua estréia nos jornaizinhos escolares, com 12 ou 13 anos. Tentou, sem continuidade, diversos cursos superiores. Ingressou como tradutor no Departamento de Propaganda da General Motors, que teria grande influência na sua vida profissional: tornar-se-ia um dos publicitários de maior renome do País. Tomou parte ativa na Revolução Constitucionalista em 1932. Em 42, fixou-se em Nova York trabalhando no Coordinator of Inter-American Affairs, tendo sido redator da NBC em programas irradiados para o Brasil. Regressou ao Rio de Janeiro em meados de 43. Escritor, com uma obra bastante extensa, publicou, entre outros: Rua do Sal (Prêmio Carmen Dolores Barbosa ¿ romance); O Escritor proibido (contos); Garçon, Garçonette, Garçonnière (menção honrosa da Academia Brasileira de Letras); O Feijão e o Sonho (romance ¿ Prêmio António de Alcântara Machado, 15 edições com mais de 200.000 exemplares vendidos); 9 Mulheres (contos ¿ Prêmio Fernando Chinaglia); O Evangelho de Lázaro (romance ¿ Prêmio Luíza Cláudia de Souza do Pen Club do Brasil, 1972); e Beco da Fome. Incursionou pela literatura infanto-juvenil com muito sucesso, publicando oito ou dez volumes, um dos quais, Memórias de um Cabo de Vassoura, bateu a vendagem de O Feijão e o Sonho. Seus contos têm sido traduzidos para o inglês, espanhol, romeno, tcheco, alemão, árabe, hebraico, e várias vezes radiofonizados, não só no Brasil, mas também na Polônia. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13 de julho de 1986. Foi eleito em 9 de julho de 1981 para a Cadeira n. 10 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Osvaldo Orico. Casado com Elsie Lessa, jornalista, é pai do escritor Ivan Lessa. Texto extraído do livro ¿Balbino, homem do mar¿, Livraria José Olympio Editora ¿ Rio de Janeiro, 1960, pág. 184, mais uma colaboração do ¿rato de sebo¿ José Antônio Bührer. Com este texto, homenageamos Orígenes Lessa pelo seu centenário de nascimento. publicado por Nós Por Nós às 13:19 Comments: Halo Domingo, Fevereiro 12, 2006 PROMOÇÃO NPN 17: RESULTADO
PROMOÇÃO NPN 18
Mulheres que Amam
publicado por Nós Por Nós às 00:35 Comments: Halo Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006 BUNDAS DE FORA Neste espaço semanal estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós. O nome refere-se a alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando. Amigos, hoje a contribuição é do Ivan Lembramos mais uma vez que o Bundas é aberto a todos. Beijocas carinhosas para todos e desejando um ótimo fim de semana Yvonne Escrito em 11 de abril, este texto fala das minhas primeiras sensações obtidas com os blogs. É que estou revisitando os textos que já escrevi, já que pretendo republicá-los no Vertentes de Mim. Este, creio, tem a cara do Nós Por Nós. E, se for me dada a honra, gostaria de vê-lo transcrito, no Nós Por Nós! ... Um Comentário Inspirou Uma pessoa, que assinou apenas como Shalaia, fez o seguinte comentário: "entao vc acha q há vida inteligente nos blogs e, julgando-se inteligentíssimo, resolve montar o seu. Muito bem, a modéstia nunca foi mesmo uma das maiores virtudes." ´Não deixou e-mail ou Blog, apenas o nome. Tudo isso porque confessei meu anterior preconceito em relação aos Blogs. É que eu conheço pessoas que têm Blogs, todos vazios de idéias, na minha opinião. O que elas escrevem deve fazer algum sentido...para elas, não para mim. Quando, tempos depois, descobri que há gente escrevendo idéias com conteúdo- dos mais diversos- motivei-me a criar o meu espaço. Não porque me julgo inteligente, ou dono da verdade, mas porque vi a oportunidade de aprender com este recurso que, para mim, é novo. Ninguém pode contestar o fato de que a tecnologia está cada dia mais avançada. Estende-se ao infinito e nem nos damos conta muitas vezes.. Sem ir longe, basta um pequeno retrospecto de nossa história a partir do século 19, e a análise nos mostrará evidências claras desse avanço. Muitos inventos alterararam (e alteram ainda) para melhor a vida social, sem contar as idéias que iluminaram o pensamento humano, refazendo conceitos enraizados na cegueira ética e moral; e extinguindo outros que não são mais compatíveis com o momento, onde se clama por novas exigências. Homens audaciosos como Darwin, Gandhi, Madre Teresa, Allan Kardec, Karl Marx, Einstein, Paulo Freire e muitos outros produziram uma revolução tal nos conceitos e costumes dos homens, que até hoje temos de nos adaptar a "esse novo mundo" por eles descobertos. Cada vez mais amplos, os horizontes do pensamento alçam dimensões anates jamais imaginadas, desenvolvendo férteis e imcomparáveis recursos para o crescimento do indivíduo e o seu progresso nos mais diversos campos do saber. Todas as áreas experimentam avanços. No entanto, mesmo diante desses valores enriquecedores, as guerras ainda ocorrem entre as fronteiras terrestres (menos que antes, é verdade), a fome ataca milhares de irmãos indefesos, os vícios ainda campeiam em desordem, as deéndências- químicas e sexuais- alucinam a todos numa voragem assustadora, promovendo o desequilíbrio louco que anula a consciência dos seres que descamabam por tais portas largas da perdição, como já nos alertava Jesus! Há aqueles que, sem dúvida, já se preocupam com os desafios do momento. A vida sempre nos surpreende com suas potências inesgotáveis, convidando-nos a reflexões muito profundas. Recursos tecnológicos existem e nos servem, facilitando a nossa vida. O que fazemos deles é onde mora a questão problemática!! Talvez, por tudo isso, é que Joanna de Ângelis afirma que estes são dias gloriosos!!!! publicado por Nós Por Nós às 08:59 Comments: Halo Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006 Violência nos relacionamentos Do "Livro de Bolsa - Minutos de Ignorância", do grupo humorístico Grelo Falante, composto por Carmmen Frenzel, Cláudia Ventura, Lucília de Assis e Suzana Abranches, podemos extrair um pensamento que resume o dilema da mulher de hoje: "Se para ter alguém pegando nos meus peitos, pegando na minha bunda, eu preciso ter alguém pegando no meu pé, eu prefiro ficar na mão". Isso é porque ainda predomina entre os homens, aquele conceito expresso numa das frases do Max Nunes, postada na segunda-feira passada: "O casamento é como a pessoa que quer tomar um copo de leite e compra uma vaca". Ora, se vai casar, vai adquirir a vaca, digo, a mulher, vai tornar-se proprietário dela e, portanto, ter direitos de vida e morte sobre o "bem" adquirido . (por isso mesmo, a chama de "meu bem"). Tal conceito não é de hoje, já Abraão o seguia e, depois de engravidar a empregada Agar (assédio sexual no trabalho), gerando nela o filho Ismael, violentou ainda mais as leis trabalhistas, demitindo os dois (e nem pagou o valor correto do FGTS). Um fato inadmissível para Luciana Gimenez, por exemplo (e ela nem tinha vínculo empregatício com os Stones). A mulher de hoje quer uma relação estável, com "sexo bom" (e existe sexo ruim? Sexo ruim é ausência de sexo), companheirismo, compreensão e confiança. Não cabe aí machismo, intolerância, ciúme, violência e controle descalibrado, conseqüências do pensamento possessivo. No entanto, infelizmente, esses monstros do relacionamento insalubre, convivem conosco e, mais infelizmente ainda, não se restringem à relação homem-mulher: A relação pais-filhos tem se destacado nos noticiários de maneira trágica. A televisão mostra menos novidades que um desfile gigantesco de anomalias desse relacionamento. Descartar filhos como sacos de lixo já está se tornando moda e mães queimando e espancando filhos, é rotina. Quem dera que a televisão mostrasse também as conseqüências negativas desses atos criminosos. Quando são presos, os responsáveis pelos crimes permanecem ocultos, e não se divulga a idéia de que a carga penal imposta é pesada o suficiente para desincentivar crimes por parte de outras pessoas. Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 10:18 Comments: Halo Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006 Despedindo-se de um amigo Eis que ela percebeu algo diferente. Fingiu que não era verdade, tentou não pensar. Trabalhavam juntos há quatro anos, eram muito amigos, mas nunca estiveram tão próximos quanto agora. Passaram a conversar pelo "msn", mesmo estando a uns três metros um do outro. Essas conversas eram animadíssimas, com elas adquiriram uma intimidade e cumplicidade muito grande. Ela vivia reclamando do seu cigarro, pedia sempre para que ele parasse de fumar, ele sempre prometia tentar, mas nunca conseguira ficar longe do cigarro por mais de uma semana. Saíam para beber alguma coisa após o expediente, pelo menos, três vezes por semana, mais especificamente na terça, quinta e sexta. Mas nada além de longas conversas acontecia entre eles. E eles não queriam que acontecesse, pois sabiam que poderiam perder aquela amizade gostosa que tinham construído. Ambos sabiam do desejo que havia dentro de si, apesar de um não desconfiar que o outro também o desejava. A respiração dela era subitamente interrompida quando ouvia os passos, e mesmo sem olhar ela sabia que era ele que se aproximava. Talvez pelo cheiro, talvez pelo compasso, ou quem sabe pela vibração energética que emanava do corpo dele. A temperatura do seu corpo aumentava proporcionalmente à proximidade daquele homem, e ela tentava fugir daquele desejo, afinal ele era apenas seu amigo, nada mais. Mal sabia ela que o desejo era mútuo. Ele daria tudo para ficar olhando aqueles olhos por algum tempo, sem ter que desviá-los para não ser apanhado em flagrante. O cheiro dela estava presente mesmo quando ela não estava mais por perto, ele havia ficado registrado em seu cérebro e a cada pouco parecia exalar de um "não sei onde". Aquele sorriso espontâneo e sincero dela encantava-o cada dia mais. Ele, que sempre foi uma pessoa muito transparente, em uma de suas conversas resolveu contar a ela que havia algo de diferente acontecendo entre eles, ao que ela não pôde deixar de confirmar. Combinaram que deixariam as coisas acontecerem no momento em que tivessem que acontecer. Mas ali ela soube que o desejo transformara-se numa bomba, prestes a explodir a qualquer momento. Sabia que não seria capaz de resistir a qualquer toque seu. Num dos vários happy-hours que faziam, após conseguir arrancar dela um daqueles sorrisos espontâneos e estonteantes ele parou, olhou fixamente para ela, cujos olhos tentaram desviar em vão, ela estava praticamente hipnotizada por aqueles olhos azuis que há tanto tempo conhecia, mas que nunca surtira nela um efeito tão avassalador. Após passado o encanto do momento eles decidiram que era hora de ir para casa, mesmo para uma sexta-feira já estava bastante tarde, até mesmo porque ele viajaria no dia seguinte por uma semana, a trabalho. Ele a deixou em casa como de costume, mas não ousou perguntar se poderia subir com ela. Ela entrou em casa e sentiu-se decepcionada por ele não ter pedido para subir. Não resistiu e mandou uma mensagem para o celular dele: "Achei que você iria subir comigo! Mas..." Mal terminou de mandar a mensagem e a campainha tocou. Assustada correu para abrir a porta, era ele... - Achei que você não ia me convidar! Ele havia subido e ficado parado na porta do apartamento dela tentando decidir se tocava a campainha ou se ia embora. Ela lhe deu um longo abraço, como quem se despedisse do amigo, e em seguida o beijou. A bomba de desejos explodira, e eles curtiram intensamente cada segundo daquela explosão. Já era madrugada quando, depois da explosão consumada, os ânimos se acalmaram e ele acendeu um cigarro, deu uma tragada e estava preparado para ouvir a reclamação dela que apenas beijou-o novamente. Ela o acompanhou até o aeroporto despediu-se e preparou-se para passar uma semana inteira sem ele. Durante essa semana ele resolveu parar de fumar por causa dela. E ela, que há mais de quatro anos deixara de fumar, sentia extrema necessidade de um cigarro. Precisava sentir novamente o gosto, só não sabia dizer se do cigarro ou do beijo. Tenham um bom dia! Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 09:23 Comments: Halo Terça-feira, Fevereiro 07, 2006 O FUNDO DO POÇO Acordei em um quarto que não era o meu com uma mulher ao lado que decididamente não era a minha. Fiquei sem saber de nada que tinha acontecido no dia anterior. A cabeça era um vazio total. Já era dia claro e eu completamente perdido. Com muito custo consegui que a mulher acordasse e perguntei a ela o que tinha ocorrido. Ela, entre um murmúrio e outro, disse que estávamos juntos há dois dias e que bebemos e cheiramos todas. Dois dias! Meu Deus do Céu, como estaria Fatinha? Entrei em desespero e o meu corpo precisava com urgência de uma carreirinha. Vasculhei o quarto e nada encontrei. Com muito custo, entrei no banheiro imundo e tomei um banho com um chuveiro que caia pouca água. Vi o meu terno atrás da porta e mais uma vez me desesperei. Eu estava fora de casa desde sexta-feira. Hoje devia ser domingo. Justamente hoje que tem o aniversário da filha do Carlos que estava sendo aguardado com bastante sofreguidão por Fatinha e Helena, minha filha. Tinha que ir logo para casa e explicar o inexplicável. Andando pelas ruas me dei conta que elas estavam cheias de crianças com uniforme escolar. Senti um aperto no estômago ao constatar que era dia útil. Parei na banca de jornal para ver a data e nem foi preciso comprar nenhum porque o JB estampou em sua primeira página que o Vasco tinha sido campeão. Eu sabia que o jogo contra o Flamengo seria no domingo. Como é que eu posso ter ficado fora de casa de sexta a segunda? Perdi o dia trabalho e o principal: devo ter perdido a mulher e a filha. Precisava cheirar, não podia ir para casa de cara limpa. Apenas pela última vez só para ter coragem de falar com Fatinha. Olhei a carteira e vi que não tinha um único centavo. Também não tinha relógio. Devo ter vendido para comprar cocaína. Para ser sincero, somente algum tempo depois é que fui me dar conta que estava no Méier. Como é que eu poderia ir do Méier até Botafogo sem dinheiro e sem dignidade? Ainda que envergonhado, liguei para minha mulher que demonstrou alívio ao saber que eu estava vivo. Perguntou onde eu estava e disse que logo chegaria para me apanhar. Meia hora depois, vejo o carro dela com o meu pai ao seu lado e meu sogro atrás. Fui recebido com frieza o que para mim foi bom porque eu não suportaria ouvir nenhum sermão. Ao chegar em casa, Helena correu para mim e me deu o abraço mais afetuoso de minha vida. Ela estava feliz em me ver e contou muito chateada que a mãe não quis levá-la na festinha de aniversário. Fatinha entrou no quarto chorando e algum tempo depois trouxe duas sacolas de viagem com pertences meus. Meu pai falou que ela decidiu se separar e que ele me levaria para a casa dele. Falou que ligou para o meu trabalho e disse que eu não tinha ido por estar adoentado. Queria falar com minha mulher, mas ela não se deu ao trabalho de olhar nos meus olhos. Como é que eu poderia ser tão canalha ao ponto de magoar a única mulher que eu verdadeiramente amei? Fui embora e prometi a Helena que eu iria vê-la com freqüência. Este foi o único momento em que senti algum carinho por parte de Fatinha porque ela fez questão de frisar para a nossa filha que o papai gostava muito dela e que estaria sempre ao seu lado quando ela quisesse. Já hospedado na casa do meu pai, me tranquei no quarto e tomei uma atitude radical: iria solicitar ao meu chefe uma licença sem vencimentos para fazer um tratamento. Falei do meu propósito com o meu pai e ele me deu todo o apoio possível. Disse que poderia arcar com as minhas despesas por pelo menos uns seis meses, mas não poderia pagar o meu tratamento. Decidimos que eu ficaria em casa até que acabasse a crise de abstinência e que depois veríamos o que poderia ser feito. Felizmente o meu chefe me deu o tempo necessário para eu resolver o meu problema e falou com o meu pai que a sua única exigência era que eu não tivesse acesso à minha conta bancária o que meu pai concordou prontamente. Meu pai tirou todos os móveis da sua suíte e deixou apenas o colchão no chão. Era um quarto nu com uma janela que felizmente tinha grade. E eu fiquei trancado neste quarto por três semanas. No começo foi horrível, não estava mais acostumado a ficar a sós comigo mesmo e meus problemas. Tive que encará-los de frente. Pensei em matar meu pai, pensei em matar o Luís que me apresentou a esse mundo de "felicidade química". No começo eu ficava realmente muito feliz e conseguia driblar como ninguém o meu vício. Ninguém sabia de nada. Era fácil. Saía do trabalho, tomava umas cervejinhas e logo depois ia para a casa do Luís que ficava pertinho para cheirar uma carreirinha. Voltava para casa cheio de animação e quase sempre fazia um sexo gostoso com Fatinha. Sempre rendi bem no trabalho e era uma pessoa quase que imprescindível. Um tempo depois eu queria mais, muito mais. Já não dava mais para esperar os dias da semana. Eu queria cheirar também no sábado e domingo e sempre inventava uma desculpa ou outra para comprar algumas graminhas com o Luís. O dinheiro de nossa poupança só não acabou porque Fatinha ao ver que o dinheiro estava evaporando decidiu limpar tudo e transferir nossas reservas para outro banco que ela não me disse qual. Sem me dar conta fui caindo em um poço sem fundo. Meu pai sabiamente só entrava no quarto com a presença de um dos empregados do prédio. Ele tinha medo que eu o agredisse para fugir de casa. Vivi um inferno sem fim, até que um dia pedi ao meu pai que me ajudasse a tomar um banho. Sim, eu fiquei por todo esse tempo com a mesma roupa, inclusive a cueca. Ele entrou no quarto com o Seu Francisco e o Robson. Enquanto o Seu Francisco me vigiava no banheiro, o Robson fez uma rápida faxina no quarto que estava imundo inclusive com vômito seco. Trocados os lençóis e o quarto cheirando gostoso, deitei-me na cama e finalmente dormi um sono pesado por quase 24 horas. Acordei com muita fome e a cabeça bem mais leve. Pedi ao meu pai um rádio e a televisão também. Dois dias depois falei para ele que não precisava mais trancar o quarto e que eu queria transitar pelo apartamento. Ainda não estava preparado para sair sozinho. Passei uma maravilhosa semana com o meu pai. Só nós dois em casa. Conversamos sobre a grande falta que a mamãe nos fez ao ter morrido com apenas 53 anos. Perguntei por Fatinha e Helena e soube que elas estavam bem e torcendo para que tudo desse certo comigo. Soube também que por todo esse tempo Fatinha foi ao apartamento saber como eu estava. Quando senti que já estava no eixo, pedi ao meu pai que averiguasse em que locais haviam reuniões dos Narcóticos Anônimos. Para minha surpresa era bem perto de casa e passei a freqüentar diariamente. Ainda sentia falta da bebida e da cocaína. Não podia me dar ao luxo de faltar nenhuma reunião. Voltei para o trabalho e fui recebido com muito afeto. Foram dois meses de ausência. O primeiro dia foi muito doloroso porque eu teria que passar pela porta do bar para ir até a garagem. Ainda assim, a duras penas, dei um até logo para a turma que estava lá dentro e segui o meu caminho. SÓ POR HOJE. Minha relação com Fatinha começou a melhorar sensivelmente. Combinamos que reservaríamos o dia de sexta-feira para sairmos juntos. Foi um pouco difícil porque costumava ir somente a bares, coisa que não pode ser possível no momento atual. Logo, passei a ir em restaurantes mais fechados, teatros, cinemas, casas de chá e outros lugares interessantes. Já tinha esquecido de muitas coisas boas que existem nessa vida. Voltamos a fazer sexo de uma maneira mais diferente e muito intensa. Não era mais aquela coisa agoniada movida a cocaína. Menos de um ano depois, voltei para a minha casa. Continuo freqüentando o NA, mas já não sinto mais necessidade de ir quase que diariamente. O sol voltou a brilhar na minha vida e eu agradeço a Deus todos os dias pelo carinho que recebi da minha família para sair daquele inferno. Finalmente estou vivendo no paraíso. SÓ POR HOJE. P.S.: Dedicado ao P. que ganhou um prêmio dos Narcóticos Anônimos por estar há 15 anos sem beber e cheirar cocaína. O "só por hoje" faz parte do compromisso que o viciado assume de não procurar a droga quando a vontade apertar. Postado por Yvonne publicado por Nós Por Nós às 07:36 Comments: Halo Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006 Bom dia meus lindos!!! (tudo bem..quase boa tarde...mas vamos lá...rs) Pra começar a semana rindo, escolhi pra vcs algumas frases do Max Nunes, espero que se divirtam!!! um graaaaaaaaande beijo Tatoo Uma pulga na camisola Max Nunes Era tão azarado que, se quisesse achar uma agulha no palheiro, era só sentar-se nele. A prova de que o balé dá sono na platéia é que os artistas entram sempre na ponta dos pés. Não é que as moças de hoje sejam mais bonitas. É que as de ontem já deixaram de ser. O caqui não passa de um tomate diabético. Quem pede a palavra nem sempre a devolve em condições. No Nordeste, a seca é tão braba que são as árvores que correm atrás dos cachorros. O jipe é o maior esforço feito pelo homem para chegar à mula mecanizada. O casamento é como a pessoa que quer tomar um copo de leite e compra uma vaca. O casamento é o único jogo que acaba mal sem que ninguém ponha a culpa no juiz. Os homens casados se dividem em três categorias: os polígamos, os bígamos e os chateados. Com as ruas esburacadas desse jeito, é preciso ser muito virtuoso para não dar um mau passo. O difícil de confundir alhos com bugalhos é que ninguém sabe o que são bugalhos. O motivo pelo qual o povo não consegue mais comer de garfo e faca é que há muita gente comendo de colher... Já tinha oito anos e não bebia uísque, não dançava rock e não fumava maconha. Era um retardado mental. Democracia é aquele regime pelo qual qualquer cidadão pode ser presidente da República, menos eu e você, naturalmente. Duplicata é uma coisa que sempre vence. Nunca empata. Houve um tempo no Brasil em que ninguém tinha dinheiro. É hoje. Há casais que se detestam tanto que não se separam só pra um não dar esse prazer ao outro. O eleitor, obrigatoriamente, tem que ser qualificado. O candidato, não. Personalidade é aquilo que uma pessoa tem quando não está precisando do emprego. Algumas mulheres são tão feias que deviam processar a natureza por perdas e danos. Quando a mãe informou aos filhos que ia conferir um prêmio ao mais obediente da casa, todos gritaram ao mesmo tempo: "É o papai!". Ah, o que seria do governo se o povo pudesse falar pela boca do estômago! Já foi o tempo em que a união fazia a força. Hoje a União cobra os impostos e quem faz a força é você. A prova de que tudo subiu de preço é que até uma coroa já é cara. Uma camisa nova tem sempre um alfinete além daqueles que você já tirou. Opinião é uma coisa que a gente dá e, às vezes, apanha. Na praia é que a gente nota que esse negócio de vacina pega mesmo. Max Nunes nasceu no Rio de Janeiro, em 1922. Médico, acabou se tornando um dos maiores humoristas brasileiros. Criador do famoso programa Balança, mas não cai, da década de 50, na Rádio Nacional, passou pelo Diário da Noite e Tribuna da Imprensa, sendo hoje um dos produtores do Jô Soares Onze e meia. As pérolas acima foram extraídas de "Uma pulga na camisola - O máximo de Max Nunes", Companhia das Letras - São Paulo, 1996, págs. diversas, seleção e organização de Ruy Castro. publicado por Nós Por Nós às 12:02 Comments: Halo Sábado, Fevereiro 04, 2006 PROMOÇÃO NPN 17
RAÇA DA NOITE
PROMOÇÃO NPN 16: RESULTADO
| ||