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UM LUGAR ESPECIAL PARA UMA GALERA ALTO ASTRAL! Sexta-feira, Março 31, 2006 MISCELÂNEA A Miscelânea hoje traz pra vocês, mais uma dose de Yvonne. É um continho suave e romântico, do tipo que a gente tem que ler de vez em quando, já que os fatos não são sempre tão simpáticos. Maria Clara e Ricardo por Yvonne Sexta-feira, 17 horas, finalmente o dia estava acabando para Maria Clara. Daqui a pouco ela finalmente estaria em um lugar qualquer com Lúcio. Depois de um tempo imenso dando toques, se insinuando, eis que finalmente ele resolveu convidá- la para jantar fora. Terminou, com muito sacrifício, a pesquisa que Dr. Celso encomendou para ela. Nunca o trabalho foi tão desagradável. É horrível executar alguma tarefa com os minutos se arrastando. Às 18 horas em ponto saiu correndo do escritório planejando tudo antecipadamente, desde a roupa íntima que ela iria usar até o vestido preto que a deixa tão linda. Seu corpo precisava de um bom banho relaxado, iria usar finalmente o creme rinse da Revlon que sua prima trouxe do exterior. Ah! Como a vida é boa quando o homem dos nossos sonhos se chega para nós. Maria Clara estava com muita pressa, não queria se atrasar e ela mais uma vez pensou o quanto um bom banho seria bem vindo em um dia de tanto calor, ela estava cansada e suada demais. Precisava tirar aquele ar de escritório de sua aparência. O trânsito estava começando a ficar engarrafado demais para o seu gosto, a chuva, que de tarde caiu tão fininha, começou a engrossar. Decidiu tomar um táxi ao invés do metrô. Essa sua decisão mudou totalmente o rumo da sua vida. Às 18.30 o carro ainda estava no início do Aterro, na altura do Monumento dos Pracinhas. Lúcio iria apanhá-la às 20 horas e ela não via jeito de estar preparada do modo que tinha planejado. Começou a conversar com o motorista do táxi, seu nervosismo estava evidente demais e ele tentou acalmá-la, mas Maria Clara não conseguiu se concentrar em conversa alguma. Como uma tentativa de contornar o problema, o motorista indagou a ela se poderia passar por cima de um meio fio e tentar pegar a Glória para que ela pudesse ir a pé até o metrô. Maria Clara concordou. No entanto, nada adiantou, estava tudo parado e a cidade alagada. Às 18.50 conseguiu chegar próximo a Lapa e aí o seu coração não agüentou mais, chorou copiosamente. O motorista, chateado com aquela situação, perguntou se ela teria interesse em parar o carro para que ela ligasse para o rapaz e dizer o que estava se passando. Os celulares dos dois não funcionavam em hipótese alguma. Mais uma vez Maria Clara concordou e os dois pararam o carro próximo a um restaurante árabe da Augusto Severo. Agora, além de suada e fedorenta, ela estava com as pernas imundas devido a chuva. "Meu mundo caiu" cantarolou Maria Clara, se sentindo a própria Maisa. O restaurante estava cheio de pessoas que esperavam a chuva melhorar, o ambiente estava alegre demais e ela se sentiu um peixe fora d'água. Somente ela era infeliz, planejou até cortar os pulsos quando chegasse em casa. Com muito custo o motorista arrumou uma mesa próxima ao banheiro e os dois se sentaram após Maria Clara ligar para o Lúcio dizendo o que tinha acontecido e cancelado o encontro. Seus olhos estavam marejados e mais uma vez ela se sentiu muito triste. O motorista muito gentil perguntou se ela gostaria de ficar mais um pouco no restaurante ou se ela iria tentar ir a pé até a Cinelândia tentar pegar o metrô. Ela informou que o encontro tinha sido cancelado e que ela ficaria mais um pouco até o tempo melhorar. Aproveitou para perguntar quanto ela lhe devia. Ele respondeu que a corrida estaria paga se ela tomasse uma bebida com ele. Maria Clara quis dar uma resposta mal educada, mas resolveu ficar calada, estava muito chateada e sem energia para discutir com qualquer pessoa. Sorriu de uma forma triste e pediu uma cerveja, ele um conhaque. Nunca tinha saído com alguém que bebesse conhaque e pela primeira vez observou o homem que estava na sua frente. Sentiu uma espécie de mal estar. Estava acostumada a sair com pessoas do nível dela, homens finos que curtiam as coisas boas da vida. Não era interesseira, mas ter um mínimo de cultura e posição social eram requisitos importantes para ela. Após alguns minutos de um silêncio constrangedor, o motorista resolveu quebrar o gelo e se apresentou. Seu nome era Ricardo. Falou que o expediente estava terminado para ele e qualquer tentativa de fazer mais algumas corridas seria infrutífera. Maria Clara fez algumas observações a respeito da profissão dele e falou um pouco da sua também, mas de uma forma bem superficial para que ele não se sentisse embaraçado com a diferença entre os dois. Acabados a cerveja e o conhaque, Ricardo pediu mais bebida ao garçom e ficou um pouco mais a vontade na companhia daquela mulher tão indiferente. Maria Clara também já estava se sentindo melhor e o papo começou a fluir entre os dois de uma forma bem agradável. Maria Clara começou a analisar Ricardo e constatou que estava na frente de um homem bem interessante. Não era bonito, mas tinha um rosto com traços marcantes, seu corpo não era atlético, mas também não era feio. Sua pequena barriga era até charmosa, ou seja, estava de frente para um Homem. Ricardo não tinha nada em comum com os rapazes que ela estava acostumada a sair, ele era conhaque, enquanto os outros eram vinhos finos. Ele era o suor, ao invés do perfume caro. Maria Clara começou a ficar excitada e pediu mais cervejas. Como que num passe de mágica a sua tristeza foi embora. Decidiu que daria para ele naquela noite. Fez um rápido levantamento da roupa íntima que estava usando e se lembrou que estava de calçola bege e o sutiã rosa que a mãe lhe dera. "Não dá, com essas roupas não há tesão que dê conta", pensou ela. Ainda assim não conseguiu se sentir mais tranqüila, ela que sempre foi uma mulher que nunca perdeu a compostura, começou a se soltar, a rir e até mesmo arriscou uns palavrões, coisa impossível para a educação que ela teve. Ricardo também estava bem alegre e desejou ter aquela mulher mais do que nunca. Daquela noite não passaria, ela seria dele de qualquer maneira. E haja cervejas, conhaques, histórias do passado dos dois e o principal: muitos risos. A chuva já tinha passado, o trânsito já estava melhor e ainda assim os dois ficaram até tarde batendo papo, até que Ricardo a convidou para ir no apartamento dele no Bairro de Fátima. Maria Clara pensou mais uma vez nas roupas íntimas e pensou em desistir, mas a vontade de continuar do lado dele foi maior do que tudo. Aceitou o convite. Para sua surpresa, constatou que o apartamento de Ricardo, apesar de pequeno, era muito aconchegante, limpo e com tudo que é necessário para um lar. Já tinha tomado conhecimento que ele tinha se separado há coisa de um ano e por essa razão imaginou que ele vivesse em um quarto de república. Apesar do fogo que queimava o seu corpo, Maria Clara começou a se sentir embaraçada. Por um momento ficou calada e não sabia o que fazer com seus braços e pernas e pela primeira vez na noite, desviou os olhos quando Ricardo a encarou. Ela se sentiu com uma mocinha que tem o seu primeiro encontro. Ricardo indagou se havia algum problema e ela não soube o que responder. Ao mesmo tempo que queria se atirar nos seus braços, sentiu uma certa vergonha de estar ali com aquele homem tão homem. Antes que qualquer situação desagradável pudesse acontecer, Ricardo beijou-a com paixão e finalmente ela cedeu com um desejo tal que não conseguiu reconhecer a si própria, nunca tinha sentido nada parecido antes. Quando mencionou para ele a necessidade de tomar um banho, Ricardo calou a sua boca com um beijo mais apaixonado ainda e começou a vasculhar o corpo de Maria Clara com mãos e língua. Eram dois animais se entregando com uma sofreguidão tal, que nem ele e nem ela sabiam mais onde terminava um corpo e começava o outro. Nunca ninguém a tinha amado daquela maneira. Agradeceu aos céus pela chuva e pelo engarrafamento. Lúcio estaria para sempre morto e sepultado em seu coração. Maria Clara queria Ricardo e ele, naquela noite, fez por merecer ganhar o coração dela. Estirada no chão, corpo mais suado ainda, Maria Clara olhou para os olhos e a boca de Ricardo e sentiu uma enorme alegria, ele era perfeito e ela faria de tudo para tê-lo só para si. Ela que sempre tinha sido contra as paixões desenfreadas, percebeu o quanto é bom um momento de loucura. Caberia a ela prolongar aquela situação, não queria ser apenas mais uma trepada na vida de Ricardo, ele seria só dela. Se aconchegou em seus braços e fechou os olhos. Amanhã seria um outro dia de paixão, amanhã seria o início de uma nova fase em sua vida.
publicado por Nós Por Nós às 11:48 Comments: Halo Quinta-feira, Março 30, 2006 VERSÕES As versões brasileiras para as letras de música estrangeiras são muito boas. Notadamente as das línguas irmãs, filhas do latim, francês, italiano e espanhol. Versões das letras em inglês apresentam uma dificuldade maior e nem sempre são bem sucedidas. Além da dificuldade para se encontrar o vocabulário adequado para a mais apropriada tradução, mostra um segundo obstáculo que é o de encaixar a nova letra na melodia. Tivemos grandes versadores, muito hábeis em superar essas barreiras, como Osmar Navarro, Fred Jorge, Nazareno de Brito e Rossini Pinto entre outros. Porém ocore um fenômeno curioso nas versões brasileiras: Uma irresistível atração para forjarem letras românticas! Para exemplo clássico dessa transposição, pode se tomar o caso da música "Philosopher", composta por Papini e Schwartz e cantada por Yellowstone & Voice, por volta de 1970. A letra é o questionamento do que poderia ser uma doutrina filosófica ou religiosa e seus autores ou pregadores. Uma tradução poderia ser essa: "Todas as crianças no parque procuram na estátua pra achar você. Todos os cegos, na escuridão, seguem-no. Você sabe pra onde vai? Todos os viajantes nas estradas depõem as bagagens pra ver onde você vai Todos os mortais, com suas perdas, seguem-no em todo lugar. Seguem-no. Você sabe pra onde vai? O filósofo: Se ele virar a cabeça pra olhar, ele verá que estão todos atentos. Toda essa gente está caindo na sua doutrina. Filósofo, vvocê pode sobreviver ao mundo que você ensina? E podemos viver o mundo que você prega? Essa gente toda não entende". Numa das versões brasileiras, o falecido maestro Erlon Chaves, não mexeu com a letra e só utilizou uma parte do refrão da letra, justamente a que intitula a música. Na outra versão, originalmente gravado por "The Fevers", o versador (Mazola é o nome dele) desistiu da temática original e tascou um "Diga pra mim" "Nem uma carta pra lembrar / E nem um anjo pra me ajudar Será que já me esqueceu, / Eu não sei, eu preciso só saber Meu grande amor / Diga pra mim, aonde estás Diga pra mim, qual razão / Dessa triste solidão Eu não podia imaginar, / Que você pudesse me deixar Foram sonhos tão bonitos, / Que sonhei em seu colo E apertava o teu corpo sem cansar.". Bisonho, não? Abraço do tesco. publicado por Nós Por Nós às 09:57 Comments: Halo PROMOÇÃO NPN 22: RESULTADO
publicado por Nós Por Nós às 08:04 Comments: Halo Quarta-feira, Março 29, 2006 Bom dia! O texto hoje é do Luís Fernando Veríssimo e fala sobre um assunto tanto quanto delicado: Negar fogo Negar fogo é humano. Antes de pensar em atirar-se pela janela, examine a situação. Certifique-se de que não existe uma causa psicossomática para o seu fracasso, como a política econômica do governo ou o fato de sua mulher ou namorada ter aderido ao halterofilismo. Pode não ser culpa sua, ou do seu tecido eréctil. Lembre-se de que existem várias situações em que negar fogo não só é aceitável como até recomendável. Eis algumas: - Vocês namoram a pouco tempo. É a primeira vez que vão para a cama. Você acaba de tirar a calcinha dela. Descobre que ela tem "Wando" tatuado numa nádega. - Ela convidou você para o seu apartamento e o recebe completamente nua mas com um quepe da Gestapo na cabeça e uma coqueteleira numa mão. Depois você descobre que não é uma coqueteleira, é um triturador portátil. - Você introduziu sua mão sob a blusa dela e sente o mamilo quente crescer contra sua palma. Ela beija seu pescoço, depois lambe atrás da sua orelha, finalmente encosta os lábios úmidos na sua orelha e diz: "Gostas do Paulo Coelho?" - A porta do quarto se abre e uma senhora gorda de chambre entra arrastando os chinelos e diz: "Não parem, não parem, eu só vim pegar uma lixa no banheiro.". - Quando chega ao orgasmo, ela começa a bater nos seus rins com os calcanhares e a gritar os nomes dos faraós do Antigo Egito. - Vocês decidiram transar num lugar diferente: na praia, sob as estrelas. Tiraram toda a roupa, correram pela beira do mar de mãos dadas sentindo a brisa salgada no corpo todo. Agora rolam às gargalhadas pela areia até caírem numa trincheira cheia de soldados camulflados e serem informados de que estão no meio de uma manobra militar, e é para não fazerem barulho senão vão denunciar sua posição ao inimigo, que observa tudo o que se passa na praia com binóculos infravermelhos. Às vezes negar fogo tem as mesmas causas do motor afogado. Do motor que não funciona não por falta de combustível, mas por excesso. Isto é: você está tão a fim, tão a fim que não consegue. É um motivo perfeitamente respeitável que não deve afligir ninguém, embora seja o mais frustrante. Sua causa é o perfeccionismo. Você finalmente vai fazer amor com a mulher dos seus sonhos. Um ideal que você persegue há anos, ou alguma beldade famosa que por umas dessas dádivas da providência cruzou olhar com o seu e disse com o olhar que sim. E agora você está prestes a possuí-la. Tudo tem que ser perfeito. Esta é a transa com que você se consolará nos anos do seu declínio, quando sua única zona erógena será a memória. É a transa que você contará para os netos. A mulher dos seus sonhos já está na cama. A cama é prefeita. A iluminação é perfeita. A temperatura é perfeita. A umidade relativa do ar, os índices médios da bolsa, a colocação do Botafogo no campeonato, tudo. Só falta uma coisa. Seu tecido eréctil está fazendo que não é com ele. A mulher da cama pergunta por que você está assoviando. Você diz que é de contente. Ela pergunta por que você não vai para a cama. Você diz "você notou a vista daqui?", e dirige-se para a janela. Você se atira pela janela, para ganhar tempo. Então, Fica a pergunta para homens e mulheres: O que te faz negar fogo? Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 08:23 Comments: Halo Terça-feira, Março 28, 2006 Amigos de volta à salada de frutas. FUTEBOL - Não sei se existe coisa pior do que torcer para qualquer grande time carioca. Estou pensando seriamente em cortar os pulsos. Se algum dia eu parar de aparecer por aqui ou nos blogs estejam certos de que a culpa é do Flamengo. Vou pedir à Viva que dê notícias a respeito do meu velório. Como último pedido, não digam para a seguradora que foi suicídio e sim que algum cartola bem malvado resolveu fazer hora com a minha cara e me matou. AINDA SOBRE FUTEBOL - Apesar do desabafo acima, não acompanho os jogos do meu time, mas depois de quase 5 anos de um fracasso atrás do outro, vez por outra eu presto atenção no placar. Vou fazer uma campanha para o Flamengo ir para a Segunda Divisão. Existem momentos que só mesmo uma grande desgraça para que a gente tome providências para melhorar. Como diz o povo, "quando a gente cai no poço tem que ir até o fundo e encostar os pés nas lacraias. Quando não der para ficar pior, sobe e repensa toda a vida" MAIS FUTEBOL - Fui criança em uma época que este país era um celeiro de craques. Ainda hoje é, mas nada se compara com antigamente e não venham me dizer que estou sendo saudosista. Eu e meus amigos de infância tivemos o grande prazer de ir ao Maracanã para ver Garrincha jogar. Éramos botafoguenses, vascaínos, fluminenses e flamenguistas, TODOS deslumbrados com aquela figura histórica. Vi também todos os jogos da Copa de 70, o Pelé jogando pelo Santos e um monte de preciosidades. Tive o prazer de conhecer o Júnior que, flamenguista de coração, nunca jogou em qualquer outro time no Brasil. Sei que estou tendo delírios poéticos, mas como pode um jogador corintiano jogar no São Paulo? Eu morro, mas não entendo. Pegando carona nos Titãs, "futebol não é só dinheiro, mas também amor e arte". DIFERENÇAS ENTRE OS JOVENS BRASILEIROS E OS FRANCESES - O primeiro-ministro francês - Dominique de Villepin - colocou em vigor uma lei que se chama "Contrato de Primeiro Emprego" com o objetivo de favorecer a contratação de jovens, mas que não lhes assegura nenhuma segurança e ainda permite que sejam demitidos sem quaisquer outros esclarecimentos e benefícios. Por esse motivo, está havendo uma manifestação a cada dois dias com a participação maciça da sociedade. Um milhão e meio de pessoas vão para as ruas por esse motivo. É um país antigo que fez a Revolução Francesa que serve de modelo até os dias de hoje. Aqui no Brasil, que vive uma situação completamente diferente, temos um povo que só consegue colocar um milhão e meio de pessoas rua em um show dos Rolling Stones. Nos últimos tempos, tirando o "Diretas Já" e "Os caras pintadas", não me recordo de ver tamanha manifestação popular. Minha filha está sendo objeto de inveja de seus amigos porque faz estágio de jornalismo ganhando 450 reais e mais vale-transporte pelo período de 6 horas de segunda a sexta. Ela é considerada, digamos assim, uma "estagiária nobre" por duas razões: pelo salário que recebe e porque realmente trabalha com jornalismo. E lamba os beiços. Em julho termina o seu estágio e ela vai ser mais uma jovem desempregada que não poderá participar de manifestação alguma, porque se ela perder esse salário, existem milhões de outras pessoas que gostariam de estar no lugar dela. E viva a diferença! GERUNDISMO - Gostaria sinceramente de pedir desculpas pelos meus gerúndios. Muito antes dessa novidade trazida ao país por empresas de telemarketing, eu já era fã dessa forma de escrever. Só que agora existe uma verdadeira guerra contra o "eu vou estar enviando tão logo eu esteja recebendo a sua mercadoria". Realmente, não há ouvido que agüente isso. Faço tudo para evitar, mas quando vejo já escrevi um gerúndio. RIO DE JANEIRO - Passei 6 dias no Rio, lambendo as crias, saindo com amigos e curtindo as maravilhas da Cidade Maravilhosa. Não me irritei com absolutamente nada e até mesmo senti felicidade ao entrar no Túnel Santa Bárbara e pegar um pequeno engarrafamento. É uma delícia ser turista da sua cidade natal. Vi um monte de filmes que não passam aqui em Guarapari, tomei todos os chopes que a decência me permitiu e cantei a música " Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro. Estou morrendo de saudades ...". Foi tudo lindo, mas decididamente a melhor coisa foi a volta. Neste momento, segunda dia 27, estou sentada no meu computador com um vento que não para de soprar, ouvindo o barulho das ondas e tendo a certeza absoluta que aqui é o meu lugar. PRÁ TERMINAR - Se você é homofóbico, vá ver "O Segredo de Brokeback Mountain". Se não for ou se quer ver uma linda história de amor ou se quiser entender que o ser humano é muito maior do que rótulos, vá ver também. Eu vi, chorei, me encantei e saí do cinema muito satisfeita. Lembre-se que o homossexualismo não é contagioso. O fato de ser heterossexual convicta e ter tido a oportunidade de ver dois homens se amando, só me fez acreditar que, apesar de tudo de ruim que acontece no mundo, é uma delícia saber que eu faço parte da Humanidade com todas essas cores e matizes. Beijocas Yvonne publicado por Nós Por Nós às 06:43 Comments: Halo Segunda-feira, Março 27, 2006 Caros amigos, nessa segunda-feira tumultuada, nada como refletir sobre o anonimato....afinal, e se vc fosse celebridade somente no momento da morte?? beijos Tattoo O Anônimo Ignácio de Loyola Brandão Presença da tragédia Se alguém me matasse. Se eu fosse abatido a tiros por uma amante, pelo marido de uma de minhas amantes, por um neurótico pela fama, por um serial killer americano que tivesse vindo ao Brasil, pelo engano de um traficante, por um assaltante num cruzamento, por uma das milhares de balas perdidas que cruzam a cidade, por uma dessas motos enraivecidas que alucinam o transito, por um colega de profissão inconformado com a minha fama. Se morresse em uma inundação, atingido por um raio ou por um arvore derrubada por um vendaval. Por um remédio com data vencida, por uma comida estragada. Uma tragédia noticiada por toda a mídia, alimentada e realimentada, provocando manchetes vorazes, devoradas com prazer pelo publico e construindo a minha legenda. Melhor que fosse algo misterioso. O noticiário duraria mais tempo, o caso seria revisto por curiosos dispostos a desvendar enigmas. Provocar a necessidade de uma autopsia, de exumação. Ser o enigma do século seria a minha gloria. Se eu tivesse essa certeza, não me incomodaria de estar morto. (9.10.2000) publicado por Nós Por Nós às 10:51 Comments: Halo Sábado, Março 25, 2006 PROMOÇÃO NPN 22
O SEGREDO DE
O RETORNO
O LIVRO DA SABEDORIA
publicado por Nós Por Nós às 22:33 Comments: Halo Sexta-feira, Março 24, 2006 MISCELÂNEA A Miscelânea de hoje apresenta o BUNDAS DE FORA, um espaço onde estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós. O nome refere-se à alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando. Com uma colaboração da Luciana Rayol de Uma Garota Apenas, Sem Desperdício. Com o dedo em riste bem na sua cara Luciana Rayol Voltando pra casa de minha última viagem, estou aos prantos de saudade, quando me deparo com um cara proferindo uma das frases que mais abomino na vida, pro funcionário do aeroporto que não tinha culpa de nada e estava tentando se justificar mesmo assim: "- Cale a boca, porque eu que pago o seu salário!" Lembrei dos meus alunos. Nenhum
deles jamais me mandou calar a boca porque pagava meu salário. Aí, você pode dizer: "Ah, mas seus alunos são de escola pública, não podem reclamar nada mesmo". Discordo totalmente, mas nem vou argumentar com isso. Prefiro lembrar da aluna que fui. Aluna do colégio marista, um dos colégios mais caros e elitistas da cidade. Um dos melhores colégios também. E jamais falei um absurdo desse para professor algum, mesmo sabendo da grande fatia que era destinada do salário da minha mãe para o colégio. Pelo contrário, sempre me indignei com os colegas cretinos que disseram isso alguma vez na vida. Além de humilhante, não é verdade. Porque minha mãe estava pagando por um serviço chamado educação, fornecido por um estabelecimento chamado colégio, que contrata profissionais chamados professores. Se alguém pagava os salários ali, era o colégio, o mesmo colégio que os escolhia para ali trabalhar. E não acho que nem mesmo o colégio tem o direito de falar isso para empregado algum. É uma ignorância sem fim, do mesmo naipe da que faz com que deixemos as mesas dos shoppings repletas de lixo, "para que a servente não perca seu emprego, ora", ao invés de jogá-lo na lata de vai e vem que foi projetada pra isso; do mesmo jeito da que faz com que pensemos que "nossos pais têm obrigação de nos dar isso ou aquilo". Minha mãe poderia ter nos colocado em uma escola pública, coisa que todos têm direito a partir dos impostos que pagam. Contudo, ela preferiu nos colocar em um colégio particular, com todos os recursos e o conforto possíveis. Ela abriu mão de muita coisa em prol disso e em nenhum momento eu posso ou consigo enxergar esse ato dela como uma obrigação. Pra mim, o nome disso é dádiva. Como tantas outras que ela deu ao meu irmão e a mim. Porque sabemos nadar por causa dela, coisa que ela mesma não sabe; temos um curso de inglês por causa dela, coisa que ela também não tem; temos uma casa nossa desde sempre, coisa que ela só foi ter aos 16 anos; temos carro desde a maternidade, coisa que ela só teve depois de casada; temos esse computador de onde estou escrevendo, o quarto depois daquele primeiro que ela comprou em 1996, no inicinho da Internet doméstica por aqui. Dizer para alguém "- Cale a boca porque eu que pago o seu salário", pra mim, é o mesmo que dizer para minha mãe "- Você não fez ou faz mais do que a sua obrigação em me fazer feliz". Não dá! publicado por Nós Por Nós às 07:50 Comments: Halo Quinta-feira, Março 23, 2006 Bom dia, meus lindos!! Um dos poemas mais conhecidos é "Se...", de Rudyard Kipling, em que um pai diz a um filho o que é necessário para ele se tornar um homem. Mas isso foi em 1910. Como seria hoje o homem de Kipling? Tatoo SE Max Nunes Meu filho: Se és capaz de usar uma peruca De caracóis dourados sobre a cuca E manter a aparência dos esnobes Ao dormir com uma touca sobre os bobs; Se és capaz de rodar uma bolsinha, Segurando-a com charme, pela alça, Em lugar de levar a carteirinha E o dinheiro guardados em tua calça; Se és capaz de levar sobre o pescoço Colares e medalhas como adornos Usar calças bem justa e bordadas, Que acentuem por trás os teus contornos; Se és capaz de vestir essas camisas Com frases pelas costas e abdômen E, corajoso, nem te ruborizas, Então, sim, filho meu, Serás um homem! Max Nunes nasceu no Rio de Janeiro, em 1922. Médico, acabou se tornando um dos maiores humoristas brasileiros. Criador do famoso programa Balança, mas não cai, da década de 50, na Rádio Nacional, passou pelo Diário da Noite e Tribuna da Imprensa, sendo hoje um dos produtores do programa de tv Jô Soares Onze e meia. publicado por Nós Por Nós às 11:14 Comments: Halo Quarta-feira, Março 22, 2006 PROMOÇÃO NPN 21: RESULTADO
Bom dia, pessoas! Há anos que eu convivo muito mais com homens do que com mulheres, não é para menos, na engenharia a maioria esmagadora é de homens! Tenho vários amigos, alguns mais amigos que os outros. Com alguns deles converso abertamente sobre tudo, na maioria das vezes percebo que eles me compreendem de verdade, assim como eu também os compreendo, sinceramente. É lógico que eu adoro muito os meus amigos, mas volta e meia sinto falta das minhas amigas, aquelas com quem eu passei toda a infância e/ou toda a adolescência. Aí quando bate essa saudade eu corro para marcar um "café" num sábado a tarde com elas... Os "cafés" tem de tudo, menos café! A gente fala muuuito, aliás, vira uma balbúrdia só! Todas falam ao mesmo tempo e se entendem perfeitamente! Maridos, namorados, noivos são proibidos nesses encontros, eles não seriam capazes de nos entender... Nem suportariam ficar mais que 10 minutos no meio de seis ou sete mulheres falando sem parar... A gente sabe que os homens não têm esse dom de ouvir o que uma pessoa está falando à 3 metros de onde ele conversa com outra pessoa, por isso, eles não estam aptos a participar desses encontros, teríamos que ficar repetindo tudo o que falássemos. Mas tudo isso a parte, a amizade entre mulheres, quando sincera (porque às vezes não é mesmo!), é uma verdadeira delícia! A cumplicidade que temos, os problemas são os mesmos, os medos são os mesmos, os sonhos, muitas vezes tão diferentes, acabam se revelando tudo a mesma coisa. É por isso que eu defendo e incentivo que os homens devem sim sair para tomar um chopp com os amigos, ou jogar um futebol, ou pescar... desde que eles não reclamem que nós, mulheres, tenhamos um tempo dedicado às amigas. É necessário e faz um bem imenso!!! O texto abaixo eu recebi por e-mail há bastante tempo e cada vez que eu releio-o vou lembrando, a cada desrição, de uma amiga diferente, todas especiais, cada uma por um aspecto ou por um detalhe específico. "O Ministério da Saúde adverte: ter amigas faz muito bem à saúde!" Agora vocês me dêem licença que eu vou lá marcar um "café" com as minhas amigas queridas... Beijo grande Anna AMIGAS Há quem diga que mulheres, quando são amigas, ficam insuportáveis, porque concordam sempre uma com a outra e não se desgrudam. Há quem diga que as mulheres são falsas e fofoqueiras (na minha modesta opinião, boa parte delas é mesmo). Há quem diga que as mulheres brigam, discutem, se desentendem, mas nunca deixam de ser amigas. A verdade é que é muito bom ter amigas. A cumplicidade, o carinho e a compreensão que pode acontecer entre duas mulheres é das coisas mais lindas que somos capazes de alcançar. A vida nos apresenta milhares de pessoas. E cada uma delas vem cumprir um papel conosco. Todas elas ficam na nossa memória, nos nossos hábitos, nas nossas fotos, nos nossos guardados... E no meio de tudo que se sente de dor, ou de prazer. Eu tenho saudade de todas as amigas que já tive na vida, mesmo aquelas que me machucaram. E tenho saudades de mim mesma quando lembro de alguma amiga que perdi. Tem aquela amiga de infância, que brinca de casinha e de escolinha com você. Tem as amigas da família, as primas, irmãs e tias, que sempre estão indo e vindo da sua vida, provando que o tempo passa, mas certas coisas nunca mudam. Tem aquelas amigas de escola, com quem você briga, brinca, faz trabalho, apronta com a professora, escreve no caderno de recordação, troca papel de carta. E geralmente são essas as que lhe oferecem as primeiras oportunidades de dormir fora de casa, longe dos seus pais, e mostram outras possibilidades e estilos de vida. Aquela amiga pra quem você empresta sua boneca preferida. E aquela que cresceu com você e que você vê até hoje. Tem aquela amiga mais velha, que deu o primeiro toque de que você precisava usar sutiã. Aquela amiga desbocada que só fala palavrão e se mete em encrenca, mas faz você rir muito. Tem aquela outra que é chorona, aquela que critica você a cada cinco minutos, aquela nerd / cdf que sabe de tudo e aquela melosa, que gosta de abraçar e mandar recadinhos de amor. Tem aquela com quem você anda de braços dados pra todo canto. Aquela pra quem você ligou quando veio sua primeira menstruação. Aquela pra quem você contou sobre o primeiro garoto que você gostou. Aquela com quem você saiu no braço, mas depois perdoou. Aquela com quem você partilha o código secreto do seu diário. Aquela que te dá toques sobre roupas, pessoas, corte de cabelo e comportamento. E aquela com quem você dividiu a cama naquela viagem que foi o maior programa de índio da sua vida. Tem também aquelas que vêm e somem, mas parecem sempre as mesmas. Aquela pra quem você conta absolutamente tudo, e sente que foi entendida, e sai aliviada. Aquela que te dá broncas e manda você parar de roer as unhas. Aquela que não tem vergonha de dizer que te ama. Aquela que apresenta os melhores caras. Aquela que passa com você o momento mais difícil da sua vida. Aquela que liga todo dia. Aquela intelectual, que te ensina milhares de coisas. Aquela que desistiu de um cara porque sabia que você estava afim. E aquela que roubou seu namorado. Aquela que abraçou em silêncio e sentiu você chorar, e aquela que virou as costas quando você mais precisou. Aquela que faz tudo que você pede e aquela egoísta. Aquela que ouve quando você está apaixonada e passa horas falando do mesmo assunto. E aquela que entende quando você a deixou pra ficar com seu namorado. E aquela outra que exige a sua atenção. Tem também aquela que apóia as suas loucuras. E a outra que reprime você em quase tudo. Tem aquela idealista, com quem você discute horas os problemas existenciais da humanidade. Aquela que só liga no dia do seu aniversário, e que mesmo assim você adora. Aquela que te indica ginecologista. Aquela que parece sua mãe, e vive pra te dar conselho. A mãe da sua afilhada. A madrinha da sua filha. Aquela de quem você sente muito ciúme. Aquela que você invejou secretamente. Tem também aquela por quem você sente um carinho enorme desde a primeira vez que viu. Aquela que você odiou no começo, mas depois passou a amar, e aquela que decepcionou horrores. Aquela que escreve e manda poesias, e sempre na hora certa, na hora em que você mais precisava. Aquela que te empresta apartamento pra você passar o feriadão. Aquela que pede a Deus por você quando ora. Aquela que você conheceu pela Internet e que se tornou uma amigona do coração, e com quem você fica horas digitando. Aquela que você magoou porque trocou ela por outra que não valia nada. Aquela que te deu o conselho certo, que você não ouviu. E aquela que você conheceu no ônibus, ou na fila de cinema. Aquela que voltava com você da faculdade. Aquela que abraçou no velório de alguém querido seu. Aquela que trabalha com você todos os dias, com quem você divide trabalho e confidências. Aquela que te avisa cochichando que a sua calça está manchada ou que o botão da sua blusa está aberto, ou que tem batom no seu dente. Aquela que presenciou o maior mico, que segura seu braço quando você tropeça ou quando vai atravessar a rua sem olhar. Aquela que leu o trabalho que você precisava entregar e deu dicas pra melhorá-lo. Aquela que irrita, mas que você não imagina a vida sem ela. Aquela de quem você sente saudades, mas por alguma razão obscura, nunca arruma tempo pra ligar. Aquela que organiza uma festa surpresa pra você. Aquela que defende você de tudo e de todos. Aquela que paga coisas pra você quando você está sem grana. Aquela que sempre traz um presentinho. Aquela que liga pra casa do seu namorado pra saber se ele está vivo quando ele acha de sumir e você quase enlouquece. Aquela que chora a sua dor. Aquela que te deu a dica que te fez mudar de emprego e, por conseqüência, mudar a sua vida. Aquela que tem uma mãe boazinha que você às vezes queria que fosse sua. Aquela problemática, ou aquela esnobe. Aquela de quem você arrumou o véu antes de ela entrar na igreja pra se casar. Aquela que era a mais chegada, mas sumiu e você nunca mais soube. E aquela que é uma irmã pra você. E tem também a melhor amiga. Aquela que é simplesmente aquela. Claro, os homens também sabem ser bons amigos. Também deixam ótimas lembranças. Mas nada é igual à amizade entre duas mulheres. Um grande beijo pras amigas que vierem a ler isso, para aquelas que estão perto e longe de mim, para aquelas que eu lembro a todo minuto e, inclusive, para aquelas que eu esqueci. Digo sem piscar que a vida vale a pena por causa da amizade. Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 08:44 Comments: Halo Terça-feira, Março 21, 2006 AS TRIBOS Amigos, eu tenho um monte de coisas escritas ainda da época que eu desconhecia totalmente o que era um blog. Dividia os meus textos com amigos de grupos do Yahoo, que por sinal também escreviam suas coisas. A mensagem abaixo foi escrita há muito tempo e agora que reli vi que continua sendo super atual para mim. Ela foi destinada a uma amiga paulistana que me enviou um delicioso texto explicando as tribos lá da terra da garoa. Segue agora parte do e-mail que eu encaminhei para ela e mais alguma coisa nova que escrevi depois. Amiga, morri de rir e como não ia deixar barato, vou contar para você também algumas das tribos cariocas, como segue: a) AGENTEFAMO -Corruptela de "A gente fomos" - Eu botei esse apelido em um colega meu de banco, um negão grandalhão, magro e com a coluna torta de tão alto que é. Esse cara namorou uma loura maravilhosa e gostosérrima, também colega minha. Ninguém entendia o que ela via nele que não é nem de longe um negro bonito Ele se achava o máximo porque conquistou a potranca que por sinal tinha um marido também negão e uma delícia de homem e de ser humano. O cara (amante) é um imbecil que a gente aqui no Rio chama de "malandro-agulha", metido a malando mas que só toma no .... A partir daí, quando eu quero dizer para o maridão que a pessoa é idiota, eu digo que ela é AGENTEFAMO. b) COMPANHEIRO -É aquela pessoa que ainda vive nos anos 60 e 70 gritando palavras de ordem. Não sei como é aí em São Paulo, mas aqui no Rio só tem dragão, umas mulheres horrorosas de cabelos esquisitos, usando calça jeans, lembra da Elba Ramalho quando começou a carreira? É por aí. Sinônimo: A LUTA CONTINUA. Você quando quer dizer que alguém é companheiro, você tem que falar assim: Heloísa Helena é COMPANHEIRO! Tem que dar um berro quando fala a palavra companheiro. c) LUMIAR - Conhece a música Lumiar do Beto Guedes? Ele fala das maravilhas de um distrito aqui do Rio que tem esse nome e que é um dos redutos dos hippies dos anos 60. São pessoas que ODEIAM comidas enlatadas, comem arroz integral, mas fumam maconha. Os filhos estudam em algumas escolas específicas como a CEAT (Centro Educacional Anísio Teixeira) que realmente é uma maravilha de colégio, mas as crianças são quase todas filhas de pais pouco ortodoxos. Muitos filhos de artistas famosos estudam lá e quase todos em sua grande maioria não gostam das ciências exatas, mas adoram uma polêmica envolvendo o Parque Nacional do Xingu. O filho da Cássia Eller estuda lá. d) ENQUANTO CIDADÃO - A pessoa enquanto cidadão é aquela que tem verdadeiro horror ao jornal O GLOBO, só lê o JB porque os jornalistas não são compromissados com ... (escolha o resto da frase) .... São menos chatos que os COMPANHEIROS, mas vivem preocupados com a cidadania, sentados na mesa de um bar enchendo a cara de cerveja. Eu tive o desprazer de conhecer várias pessoas ENQUANTO CIDADÃS, eram os pais dos colegas da escola da Yasmin (primário) que faziam verdadeiros discursos a respeito dos ... direitos e deveres das crianças ENQUANTO CIDADÃS. Era uma senhora conversa fiada. Uma vez eu fui falar que dava uns tapas na Yasmin quando ela passava dos limites e me senti uma verdadeira nazista, com todos aqueles olhos me recriminando. Sinônimo: COLOCAÇÃO. Essas pessoas numa reunião sempre falam a frase: "Eu gostaria de fazer uma colocação". Ninguém mais diz aqui no Rio que gostaria de falar ou tecer algum comentário. O Veríssimo disse uma vez em sua coluna que estava de mal com os cariocas por causa desse crime cometido contra a Língua Portuguesa. Ele não sabe de onde nós tiramos essa pérola dentre outras. Ah! Esqueci de dizer, a frase completa é: "Eu, Yvonne, enquanto cidadã acho que ..." Esse enquanto dá um ar nobre ao meu discurso e as pessoas respeitam mais a minha opinião, entendeu? Ah! Esqueci de dizer (de novo), no final das festas do Dia das Mães, a diretora da escola da Yasmin fazia a gente cantar a música Maria, Maria do Milton Nascimento ( ... uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta ...). Era uma singela homenagem para nós mulheres enquanto cidadãs que batalhamos pelo pão nosso de cada dia. Não preciso dizer que todas as vezes que eu ouço essa música caio na gargalhada. e) MENAS -As pessoas menas têm a minha simpatia por que são as desvalidas e infelizmente não tiveram a chance de ter educação. Não entendem as crises que os COMPANHEIROS têm e muito menos pensam nos direitos dos ENQUANTO CIDADÃOS porque estão seriamente comprometidas com a necessidade de sobreviver. O pior é que já tem gente muito boa falando essa palavra. Sinônimo: DE MENOR. Não há nada mais carioca do que a frase "fulano é de menor" ou POBREMA. f) ESPAÇO UNIBANCO - Antes de mais nada quero dizer que eu adoro o Espaço Unibanco que só passa filmes muito interessantes, mas tem uma tribo que vai lá que é simplesmente fantástica. São moças e rapazes sozinhos com umas roupas esquisitíssimas, extremamente brancos e com piercings. Um dia desses eu vi uma menina com uma saia que parecia uma anágua, bem delicada, com tênis all star cano alto, camiseta listrada e o cabelo todo espetado. O olhar de quem é inteligente e que adora aqueles filmes iranianos que eu simplesmente abomino. Não sorriem, andam em dupla, lêem livros enquanto o filme não começa e depois tomam um cafezinho no final da sessão. E vocês conhecem alguma tribo interessante em suas cidades ou comunidades? Conte para a gente. Beijocas Yvonne publicado por Nós Por Nós às 00:29 Comments: Halo Segunda-feira, Março 20, 2006 Creio que a Tatoo não pôde postar hoje. Então aproveito a oportunidade para expressar meu espanto e minha indignação. NÃO TEM PREÇO? Eu soube agora, mas a história é de setembbro do ano passado. O Mastercard deflagrou uma campanha em que assegurava: "NÃO TER NENHUM AMIGO VEGETARIANO: NÃO TEM PREÇO!" Imaginem, caros amigos, o que vocês estão perdendo, se acaso me considerarem como amigo! Não sei o que pode ser, mas deve ser algo muito bom. Sou vegetariano (ou quase: lacto-vegetariano é o que sou) há 33 anos, e nunca desrespeitei alguma pessoa por comer a carne dos animais. No entanto, pelo conceito emitido pelo Mastercard, devo ser uma pessoa extremamente desagradável e indesejável para ter como amigo. Foi (acredito que tenha acabado, nunca a vi) uma campanha discriminatória e difamatória, e as pessoas e associações vegetarianas sentiram-se agredidas com toda a razão. Não adianta a agência de propaganda (no caso, a McCann Erickson) ter alegado que "não houve a intenção de segregar, ridicularizar ou ofender...", o fato é que houve a ofensa. Imaginem alguém dizer: "Nao ter amigo gay, não tem preço", ou "Não ter amigo negro, não tem preço". Que significaria uma frase dessa? Não sei que final teve essa reclamação dos vegeetarianos, mas não devem ter obtido nenhum lucro. Porém não ter amigo vegetariano tem preço sim. Um dos objetivos da campanha era uma promoção de 03 a 06 de outubro de 2005 em alguns restaurantes, com 50% de desconto no prato principal, desde que acompanhado de uma pessoa pagante. Na propaganda de 29/09/2005, de página inteira, no jornal "O Estado de São Paulo", está escrito como sugestão: "Carré de cordeiro R$32,00". Então fica bem quantificado o preço da defenestração de um vegetariano: "30 dinheiros". Abraço do tesco (se ainda aceitarem). publicado por Nós Por Nós às 13:21 Comments: Halo Sábado, Março 18, 2006 PROMOÇÃO NPN 21: RESULTADO
publicado por Nós Por Nós às 22:03 Comments: Halo Sexta-feira, Março 17, 2006 MISCELÂNEA Queridos leitores, venho encher a paciência de vocês outra vez. A seção ainda está sendo estrurada e não tínhamos uma programação elaborada. Por isso eestou postando a crônica de hoje. Mas não desanimem, dias melhores virão! tesco. ONTEM Ontem seria aniversário de uma figura que, certamente, não é nem foi tão querida: Joseph Mengele, médico nazista no campo de concentração de Auschwitz. Essa efeméride nem deveria ser lembrada, mas outros dois fatos me levam a citá-la. Um é que em 16 de março de 1998, o Vaticano, como disse o The New York Times, "expressou remorso pela covardia de alguns cristãos durante o Holocausto, mas defendeu as ações do papa Pio XII". Ora, o principal líder formal dos cristãos na Europa calou-se e aquietou-se durante o Holocausto, e a Igreja expressa remorso por "alguns cristãos"? Sei não... Eu poderia dizer, como no poema do Rev. Martin Niemöller: "Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. [...]". Mas faço parte da família humana, e se meu irmão nazista mata meu irmão judeu, e meu irmão carólico assiste impassível, eu não posso me calar. Ou as pedras gritaão. O outro fato é que no mês passado, um historiador inglês, residente na Suíça, foi condenado à prisão por ter defendido, em duas palestras proferidas em 1998, que os nazistas não executaram muitos dos judeus, que teriam morrido de tifo. Pode ser. Pode ser também, ajunto eu, que muitos podem ter morrido de pneumonia, tuberculose, leptospirose, "o-diabo-a-quatrose", o que não exime os nazistas de terem impingido aos judeus o confinamento, a falta de higiene, a insalubridade, a fome,a desnutrição, os maus tratos, as torturas, as pressões psicológicas. Mas a decisão dos tribunais suíços é um grande atentado à livre expressão da opinião, porque no caso, parece não ter havido apologia ao crime. Também num 16 de março, dessa vez em 1968, durante a guerra do Vietnam, ocorreu o "massacre de My Lai", em que uma tropa norte-americana executou 567 civis, com maiioria de mulheres e crianças. Ainda num 16 de março, agora em 2003, a norte-americana Rachel Corrie, de 23 anos, universitária em Gaza para protestar contra as operações de Israel, foi atropelada e morta (intencionalmente) por um "bull-dozer", quando tentava bloquear tropas de demolição de casas de palestinos. Tristes memórias para os dias 16 de março! Mas ontem também foi aniversário do grande ator comediante JERRY LEWIS, que completou 80 anos. Lewis alegrou a infância e adolescência de muitos de nós, nos anos 50 e 60, nos cinemas, e na TV dos anos 70, na indefectível "Sessão da tarde". Nos anos 60, aos domingos, eu ia satisfeito pro cinema, ao lado de meus irmãos, quando a matinê programava filme de Lewis. "Hoje tem Jérri Lévis!", dizia eu, e invariavelmente voltava também satisfeito, por ter visto mais um bom filme. Filmes irresistíveis para as crianças daquele tempo, como os de Mr. Bean são para as crianças de hoje. Agora, com o peso da idade lhe vergando os ombros, a doença (distrofia muscular) dando-lhe castigos, e o dinheiro lhe faltando, não gera gargalhadas de ninguém. Porém, em dois cantinhos pelo menos, Jerry continua jovem, saudável e engraçado, muito engraçado: Na minha recordação e no meu coração. A existência de um só Jerry Lewis, redime os dias 16 de março perante a humanidade.
Uma informação adicional: Jerry, descendente de judeus ortodoxos, se chama Joseph Levitch. Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 09:49 Comments: Halo Quinta-feira, Março 16, 2006 INVERSÕES Nossa querida KITH publica normalmente em seu FOTOLOG, letras de músicas consagradas pelo gosto popular e/ou notáveis por algum aspecto. Um dia desses, a escolhida foi "Como vai você", do saudoso Antônio Marcos. Gosto muito das composições do Antônio Marcos e do seu repertório, mas, como confessei no comentário daquele post, essa música é um daqueles clássicos brasileiros que não vai com a minha cara. É normal que não gostemos de uma ou outra coisa, que seja do agrado de outrem. Aqui mesmo no NPN, a Yvonne escreveu num post, que não gostava de algo, não lembro agora o que foi, embora todo mundo gostasse. Tudo bem. Mas o que será que passa pela nossas cabeças. por nossas almas ou por nossos corações, quando temos esta sensação "invertida", quando somos "nós contra o mundo"? Por que isso acontece? Claro que não temos todos igualmente os mesmos gostos, mas em alguns casos, nossa sensação é de irritação, mal-estar, e até de ojeriza? Cito alguns exemplos, além do já citado, de músicas que, no meu caso, flutuam entre a zona da neutralidade e a do desagrado: A volta do boêmio; Detalhes; Ela disse-me assim; Feelings; Matriz ou filial; My way. Note-se que não é nada contra os intérpretes ou contra o estilo de música. Acho linda "She's my girl" do Morris Albert e adoro "Strangers in the night", "All the way" e "Free again", com Sinatra. Óbvio que "inversões" contrárias também acontecem: aquelas que muita gente odeia, mas eu gosto. "Egüinha pocotó" é o caso mais notável, considero-a a melhor música infantil dos últimos tempos. Isso tem cura, amável leitor? Abraço do tesco. publicado por Nós Por Nós às 07:58 Comments: Halo Quarta-feira, Março 15, 2006 O texto de hoje já foi publicado no exEPE, mas tomo a liberdade de postá-lo novamente hoje, aproveitando que o meu tempo está curtíssimo e que não consegui escrever algo à altura do nosso blog para hoje. Fala sério, às vezes dá mesmo vontade de voltar a ser Amélia... Que raio de sociedade é essa que nos impôs a luta pelos direitos iguais, mas esqueceu de impor a luta por obrigações e deveres iguais, também? Claro que eu não abriria mão da minha independência, da minha profissão só para ficar em casa lavando, passando e cozinhando. Não teria paciência para isso! Preciso de ATIVIDADE, nada me deixa mais louca do que não ter o que fazer, acabo sempre inventando alguma coisa. Mas, sinceramente, quando paro para pensar que, profissionalmente, fazemos o mesmo que ELES, e ainda temos que cuidar de casa, cachorro, filhos, marido, compras, etc., e não recebemos nem um adicional por isso.... Pior, recebemos menos que eles ainda!!! E quantas vezes chegamos a superá-los no trabalho e ainda assim, nosso salário no fim do mês é menor?!?!?! ... Fico pensando... Será que é a nossa sociedade que é tão retrógrada, ou será que não estamos fazendo tudo que podemos para melhorar essa situação? Fica aí a proposta de reflexão para ambos os sexos! Logo abaixo do texto da Ana Kessler vocês verão um texto de Maria Helena Oliveira Cardoso, autora do livro "Canto de mulher" que fala exatamente sobre a luta pelos direitos iguais e a sobrecarga de deveres que advieram da conquista dos mesmos... Tenham um excelente dia!!! Pensamentos rebeldes Por Ana Kessler São 7h. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou TÃO acabada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até. Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas. Aquário? Olhando os peixinhos nadarem. Espaço? Fazendo alongamento. Leite condensado? Brigadeiro. Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar. Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher e por quê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela. Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária. Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã tampouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço". Que espaço, minha filha? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo a seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer? Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz. Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard e, se duvidar, nem vôlei. Por quê, me digam por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo. Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com o meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas. Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações. Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles. Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço? Chega, eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela - ai, meu Deus, 7h30, tenho que levantar!, e tem mais, que chegue do trabalho, sente no sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?", descobri que nasci pra servir. Cês pensam que eu tô ironizando? Tô falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna... Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita? SONHO DE CINDERELA Por Maria Helena Oliveria Cardoso Lutei pelos meus direitos e concederam-me. Calcei meu sapatinho de cristal da nova realidade, embarquei na carruagem de meus novos sonhos, pus-me a produzir, comandar, ocupar espaços. Após um tempo percebi que o sapatinho não era de cristal, pois apertava o pé. A carruagem não era encantada, já que ao final do dia voltava a ser abóbora e eu me via novamente na realidade anterior, com as mesmas obrigações, fora as que advieram dos novos direitos. Agora já não estou à procura de um príncipe, mas de um companheiro que queria dividir o seu reino pessoal e assuma comigo as responsabilidades do lar, para que eu possa desfrutar os direitos adquiridos sem sucumbir com o peso dos deveres e o sonho se transforme em pesadelo: em vez de Cinderela uma bruxa cansada, em vez de príncipe um sapo mal humorado. Despi minha fantasia e me descobri mulher real em busca de um homem real. Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 08:57 Comments: Halo Terça-feira, Março 14, 2006 Amigos, de volta à salada de frutas. QUEBRA DA CABEÇA DO RÁDIO - Inadvertidamente eu comentei com as pessoas que eu tinha quebrado o meu cotovelo. Ignorante da ossatura humana, eu coloquei tudo no mesmo saco. Na realidade eu quebrei foi o rádio na altura entre o braço e o antebraço. O meu marido me chamou atenção para o fato, mas como estava muito chato para datilografar, deixei o assunto de lado. Estávamos caminhando e eu fui mostrar a ele um falcão que todos os dias fica tomando sol em um terreno baldio daqui de Guarapari. Não me dei conta da lombada na rua quando estava procurando o meu "amiguinho" e comecei a cair de quatro. Quando vi que ia bater com a cara no chão, joguei todo o meu peso em cima do braço direito e me esparramei. Não consegui levantar porque os dois joelhos estavam em péssimo estado (não quebraram, mas ficaram bastante machucados) e era impossível apoiar a mão direita no chão. Foram necessários dois homens para me levantar. Quando voltei para casa, ainda mexia com o braço. Depois que botei gelo, não deu mais e fui para um hospital. O problema, nada grave, é que foi justamente em uma articulação. O organismo humano cria mecanismos de defesa para proteger o osso contundido. No meu caso específico, endureceu totalmente a musculatura local e eu perdi aquele líquido que é uma espécie de óleo lubrificante. Estou fazendo fisioterapia depois que tirei o gesso para voltar a fazer os movimentos e conseguir segurar peso. Pegar uma garrafa pet de refrigerante tornou-se uma tarefa hercúlea para mim. Colocar um singelo brinco na minha orelha direita é impossível. Mas tudo bem, poderia ser pior. FALTA DE ÁRVORES - Gente Guarapari é uma linda cidade, mas o ser humano fez um estrago por aqui. As ruas não têm árvores. Com esse calor de 453 graus que anda assolando o país, fazer qualquer percurso é um horror. Estou parecendo uma nordestina que vive na região seca do Brasil pois todos os dias eu acordo e olho para o céu para ver sinal de chuva que vem muito pouco. Tudo bem, vou à praia e curto bons momentos, mas às vezes um toró se faz necessário. Eu já aprendi a identificar o vento que traz chuva. Quando vem do Nordeste, é calor na certa, mas quando vem do Sul do país, existe a possibilidade de uma frente fria. É tiro e queda. Quem me deu essa dica foi um dono de quiosque. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL - Falando sobre ventos e fenômenos da natureza, me lembrei de um dia em que estava fazendo uma viagem e tive vontade de passear de saveiro para ir a uma determinada ilha um pouco mais distante do local onde eu estava. Conversando com o dono da embarcação, ele disse que não iria porque o tempo não estava bom. Eu olhei para o céu lindo sem uma nuvem, o mar azul clarinho bem tranqüilo e não entendi nada. Ele se prontificou a fazer um passeio nas imediações por um preço bem mais em conta e lá fomos nós felizes da vida. Não demorou cinco horas, o céu ficou cinza e o mar agitado. Nós já estávamos no hotel, mas ficamos eu e Vilhena pensando no homem que acertou em cheio. O que ele teria visto que nós não vimos? Só Deus e outras pessoas que vivem do mar é que podem saber. Lembrei-me também de outra história. Conheci um senhor dono de uma construtora que me disse a seguinte frase: "Eu posso despedir todos os engenheiros da minha firma, mas não consigo me imaginar sem o meu mestre de obras e o meu carpinteiro". É gente, experiência profissional é tudo de bom na vida. CAMARÃO COM CATUPIRI OU CHURRASCO DE PICANHA? - Bom, eu não saberia o que escolher porque eu gosto dos dois pratos. Um dia faço a opção por um deles e em outra oportunidade por outro. Porque toquei nesse assunto? Por causa da celeuma que rolou na mídia e com alguns conhecidos meus com relação aos Rolling Stones e o U2. Sim, o assunto é velho e já perdeu a graça, mas como eu estava contundida não pude expressar o meu desagrado. Eu adoro os dois conjuntos e acho que cada um deles tem o seu espaço. Vocês já viram uma estrela colidir com outra no céu? Aqui em casa tanto os RS como o U2 são muito bem vindos, como também são as antigas e atuais bandas de rock. Como posso não me sensibilizar com "Sunday, bloody sunday" que deveria ser considerado um hino pelos irlandeses? Como fazer pouco do disco "Flowers" dos RS que juntamente com o "Sgt. Pepper's" dos Beatles (lançados na mesma época) foi um dos divisores de água da história do rock? Quando eu vejo aquelas caras horrorosas e envelhecidas dos integrantes dos RS, eu penso que eles já deveriam ter pendurado as chuteiras há muito tempo. No entanto, o que dizer da jovialidade de um senhor de 62 anos que ainda dá um verdadeiro show de alegria? Não dá para desrespeitar um grupo que está junto há mais de 40 anos. Nesse meio tempo, um monte de gente já fez sucesso, já morreu ou caiu em desgraça, já foi ao fundo do poço, já voltou e os velhinhos estão lá como se tivessem 18 anos. Alguém mais jovem já ouviu falar em "Monkeys", "Herman Hermits", "Classics Four", "The Fifth Dimention", Diana Ross ou "Slade"? Pois é, todos ficaram lá atrás e nunca mais ouvimos nada. Algumas pessoas são cometas que têm direito aos seus 15 minutos de fama e fica por isso mesmo. Outras são verdadeiras estrelas. Acredito piamente que o U2 pode também ficar para sempre porque eles merecem e MUITO. O que não falta é gente que nasceu para ser Vanderley Cardoso, difícil mesmo é ser Roberto Carlos que, quer gostemos ou não, ainda faz sucesso depois de 42 anos de carreira. PRÁ TERMINAR - Gostaria de dividir duas frases que eu ouvi no programa da Marília Gabriela. Ela sempre solicita aos seus entrevistados uma frase ou poema que tenha marcado. A da Patrícia Pillar foi "roubada" de uma aluninha da irmã dela: "Tia, quem é mais velho? Deus, os dinossauros ou a minha avó?". A outra pelo Stepan Nercessian: "No fundo, no fundo, eu prefiro o raso". PRÁ TERMINAR (DE NOVO) - Meu computador novinho em folha está meio esquisito. Acredito que a fonte está para dar um problema. Logo, se por acaso eu der uma sumida, não estranhem é porque o dito cujo está no conserto. Beijocas Yvonne publicado por Nós Por Nós às 07:29 Comments: Halo Sábado, Março 11, 2006 PROMOÇÃO NPN 21
O DOCE VENENO
publicado por Nós Por Nós às 11:39 Comments: Halo Sexta-feira, Março 10, 2006 MISCELÂNEA Queridos e pacientes leitores: Hoje iniciamos a nova seção das sextas-feiras. O "Bundas de fora" fica extinto como seção semanal, passando a aparecer eventualmente dentro da Miscelânea. Haverá alternância de postadores, e cada um será o responsável pela assunto e tratamento de cada post. Para estrear a seção, em meio às deprimentes notícias de "acordão", general mandando parar avião, exército ocupando ruas, além dos crimes "de sempre", não queremos estressar os nossos queridos amigos mais do que a cota de cada dia. Por isso, trago-lhes este comentário do Daniel César, ilustre desconhecido, baseado na letra da conhecida e aclamada música "What a wonderful world". Considero-a uma excelente crônica de advertência para vivermos em meio a corrupção, sem, no entanto, nos corrompermos. Acrescentaria apenas a frase do imortal (sem ir para a ABL) Mahatma Gandhi: "Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo". Abraço do tesco.
Tradução de "What a Wonderful World" Eu vejo o verde das árvores, o vermelho das rosas também, Eu as vejo florescer para mim e para você. E eu penso, comigo: "que mundo maravilhoso!" Eu vejo o azul do céu, e o branco das nuvens, O claro dia abençoado, a escura noite sagrada. E eu penso, comigo: "wue mundo maravilhoso!" As cores do arco-íris, tão belas no céu, Estão também nas faces das pessoas. Eu vejo amigos se cumprimentando, dizendo "e aí, tudo bem?" Eles estão, na verdade, dizendo: "eu amo você". Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer; Eles aprenderão muito mais do que eu jamais saberei. E eu penso, comigo: "que mundo maravilhoso!" Sim, eu penso comigo: "que mundo maravilhoso!" George David Weiss e Bob Thiele compuseram letra e música desta canção, bastante conhecida na voz de Louis Armstrong, no final da década de 1960. Enquanto um manifesto a favor da paz, marcou época ao registrar o pensamento de muitos contra a guerra do Vietnã, (bem como contra qualquer outra). Enquanto uma obra poética de louvor à vida e à beleza do mundo - por pior que possam ser algumas das ações humanas - dispensa qualquer referência histórica, pois se faz reflexo do sentimento atemporal de amor que liga o homem a Deus, a criatura ao Criador. Cansados de ouvir sobre acidentes, guerras, tragédias e desastres naturais, sobre a necessidade de capacitação profissional e a competitividade do mercado, sobre conflitos de todos os tipos entre pessoas, muitas vezes esquecemos que, embora venda menos e dê menos audiência, existe a amizade sincera, a natureza irretocavelmente bela, a dedicação incansável ao trabalho, o aprendizado através das experiências de vida, e o eterno suceder de dia e noite, sempre gerando o ensejo de evolução, no caminho da luz. Muitos de nós estão tristemente acostumados ao cinismo. Entretanto, existem sorrisos sinceros, intenções verdadeiras, casos de convívio pacífico entre pessoas diferentes. E as crianças talvez realmente aprendam muito mais do que nós hoje sabemos. Nós mesmos, numa vida futura, talvez aprendamos muito mais... É necessário, apenas, que nós não abdiquemos do dever de lhes dar boa orientação, enquanto materialmente dependem de nós e estão psiquicamente mais suscetíveis a influências. Sabemos todos (espero que sim) que, se nada for feito para planejar e implementar melhorias e mudanças de paradigma em todas as formas através das quais o homem intervém na natureza,logo o meio-ambiente não terá "árvores tão verdes", "rosas tão vermelhas", "céus tão azuis" e "nuvens tão brancas"... O lema "pense globalmente, aja localmente", das organizações ambientalistas, pode ser abordado tanto no ambiente natural, quanto no social (familiar, profissional, etc.) e no nosso próprio ambiente mental! O que podemos fazer para diminuir a agressão humana ao meio-ambiente? O que podemos fazer para melhorar nossas relações interpessoais? O que podemos fazer para melhorar nossos pensamentos e ações?... A Terra ainda é um planeta de provas e expiações; mas, desde muito antes e até muito depois desta fase, é um mundo entregue por Deus aos nossos cuidados, cheio de maravilhas e de poesia diante dos olhos mais atentos, embora abrigue também, naturalmente, os elementos constituintes de nossas provas e de nossas expiações. É preciso usar a "visão do bom senso", como acabou descobrindo o personagem principal do livro "A Luneta Mágica", de Joaquim Manuel de Macedo. Lia-se lá, na voz de um outro personagem: "No mundo há o bem e o mal, como há na vida o prazer e a dor. ... O bem absoluto é Deus; mal absoluto não existe...". Lembremo-nos, portanto, de identificar o mal, a fim de evitá-lo ou vencê-lo (no sentido mais profundo); mas também de nunca deixar de reparar no que há de bom e de belo no mundo, a fim de alimentarmos o que há de bom e de belo em nós mesmos. Maravilhosas vidas a todos! Daniel César publicado por Nós Por Nós às 00:29 Comments: Halo Quinta-feira, Março 09, 2006 OBRIGADO MULHER! Parabéns a todas as mulheres, representadas aqui nesse cantinho, pelas queridas leitoras e postadoras do NPN! Admiro as mulheres, não só as mais conspícuas do gênero, as que têm o seu nome lembrado pelos feitos notáveis de coragem e abnegação, como também as anônimas, que cotidianamente, diuturnamente, conjugam o verbo amar na prática da vida. As mulheres são admiradas pelos homens, sobretudo pela beleza física, que exerce um fascínio irresistível. Porém, já estou na fase de poder admirar a beleza que emana de suas atitudes, de seu comportamento, do seu modo de ser, mais até que da beleza exterior. Como expoentes de mulheres notáveis pela beleza íntima, nem sempre em detrimento da beleza externa e sem excluir a globalidade das mulheres, destaco minhas heroínas: A russa Valentina Tereshkova, primeira mulher a ir ao espaço sideral, despregando-se da superfície terrestre, com todas as limitações técnicas de 1963. A natural da Macedônia Agnes Gonxha Bojaxhiu, Madre Teresa de Calcutá, que dedicou sua vida inteiramente a cuidar de excluídos da sociedade. A japonesa Junko Tabei, primeira mulher a alcançar o topo do Everest, em 1975. A americana Amelia Earhart, primeira mulher a cruzar o Atlântico em vôo solo, em 1928. A brasileira Irmã Dulce, responsável pela fundação de um hospital a partir de um galinheiro de um convento. Paro a citação, pois são inumeráveis as mulheres que se destacam pela grandeza , nesta humanidade sofredora. Não incluo a figura de Maria de Nazaré, porque não lhe vejo nem o pioneirismo nem a exclusividade no propalado sofrimento de mãe. Milhões de mães já sofreram e ainda sofrem pelos filhos, seus e de outras. Em homenagem a todas as mulheres,
dedico-lhes esta foto, da qual inadvertidamente, não coletei a informação de autoria, mas acrescentei-lhe uma legenda. Neste mundo de "machos dominantes" que subestimam o valor da mulher e, freqüentemente, usurpam também seus direitos e oportunidades de serem felizes, mais do que parabéns, quero expressar meu agradecimento às mulheres, pela sua insistência em embelezar nossas vidas.
Beijos do tesco publicado por Nós Por Nós às 09:47 Comments: Halo Quarta-feira, Março 08, 2006 Para começar o dia: PARABÉNS A TODAS AS MULHERES!!! .................................................................................................. Olhando para trás... Estava revendo agendas antigas, separando coisas para jogar fora, outras para guardar, quando vi a seguinte frase escrita em uma das agendas: "Ex-namorado é que nem roupa de moda: você vê em foto antiga e não acredita que um dia teve coragem de sair com aquilo!" No momento quase discordei... "Não tenho nenhum ex-namorado do qual eu me arrependa amargamente de ter saído um dia com ele." "Está bem, está bem... talvez uns dois... ou três... Ok! A frase é verdadeira!" Sim... já fui apaixonada por umas criaturas abomináveis que quando lembro fico me perguntando "onde eu estava com a cabeça para gostar daquela criatura???" Mas comecei a pensar que a frase é mais verdadeira ainda no que diz respeito à roupas de moda. Principalmente depois de ler o post (Uma questão de estilo) da Ju Geve do "Respira pela Barriga" - http://respirapelabarriga.blogspot.com - Vale conferir! Aliás, a Ju lembrou de tantas coisas que se usava na época que me trouxe uma enxurrada de lembranças da minha infância. Vou compartilhá-las com vocês, desde que me prometam não atirar pedras, pois como diz a própria Ju: "Não há mulher nesse mundo que não tenha um arrependimentozinho fashion!" Bem... lá vai... Eu já usei: Saia balonê: Para quem não conhece esse ícone da moda brega vou explicar o que é... Imagine uma saia franzida, beeeem rodada, num comprimento razoável. Imaginaram? Ok, agora pegue a barra dessa saia, puxe por baixo da própria saia (como se você fosse prendê-la no cós da própria), ah... quase me esqueço de um detalhe importantíssimo, agora pegue uma bomba de encher pneu de bicicleta e injete ar na saia, até que ela fique com um aspecto de balão... Pronto! Acho que você conseguiu imaginar uma saia balonê. Pois é, moçada, eu já usei esse "trem", e não contente em usar uma saia balonê a minha não era de qualquer tecido não... era de tafetá chamalote rosa, um tecido que armava mais que qualquer coisa imaginável. Lógico, esse tecido deixava a saia balonê mais "abalonada" ainda! Não contente com a "armação", o chamalote tinha como característica básica ondas cintilantes (o cúmulo do brega, podem falar, eu sei que é). Esse tecido não podia entrar em contato com a água de forma alguma, porque caso fosse molhado perdia toda a cintilância e as ondas, é claro. Calça baggy ou semi-baggy: Calça cujo cós começava uns quatro dedos abaixo do peito, aí, abaixo da cintura elas começavam a se alargar, alargar, alargar (até parecer quase um balão), aí, abaixo do joelho elas começavam a afunilar, afunilar, afunilar, até ficarem quase justas nas canelas... oh céus... e isso era moda! Camisetão com nó do lado: Não sei quem teve a infeliz idéia, mas era um tal de comprar camisetas 35 números acima do seu... Não se usava camiseta com tamanho adequado, e mesmo as de tamanho adequado tinha um comprimento duas vezes maior que o normal. Aí a moda era dar um nozinho do lado da camiseta, que (coitadas) ficavam totalmente tortas e repuxadas no local do nó. Mini-jaqueta jeans: Ok, nada contra as mini-jaquetas, elas até eram bonitinhas. A forma como eram usadas é que não era lá muito coerente. Imagine um maravilhoso conjunto composto por uma calça jeans baggy (ou semi-baggy) cujo cós começava uns quatro dedos abaixo do peito, e uma mini-jaqueta jeans que terminava uns quatro dedos acima do umbigo... ótimo, não parece tão mal, não é? Ok, agora junte à esse conjunto um dos camisetões apresentados anteriormente (sem o nó dessa vez). Que visão horrenda... Vestido trapézio: Esse era um ícone da moda dos 60's que voltou nos 80's... Um vestido normal da gola até mais ou menos... abaixo do braço, daí em diante ele se abria num leque imenso (dava para fazer uns três vestidos normais de cada vestido trapézio). Eu não cheguei a usar os tais trapézios como vestidos, mas usava-os com legging e tênis keds brancos (outra coqueluche). Ah, sim... e os trapézios costumavam ser beeeeem discretos... eu tinha um branco de bolas azuis e um branco com enormes bolas rosa-choque. Um primor! Botas brancas de couro com cano alto: Essa eu acho que começou por causa da Xuxa. E como toda menina da minha idade tinha o sonho de ser Paquita... Sim, eu ttambém tinha! E usava bota branca de cano alto com tudo que vocês puderem imaginar... Saia, shorts, calça, vestido (argh! parecia que os pés estavam engessados!)... Rabo de cavalo de lado: Consistia num rabo-de-cavalo quase comum, mas o hit da época era puxar todo o cabelo para um dos lados da cabeça ao invés de puxá-los para trás... Ficava claro que a pessoa tinha um desvio cerebral! Coisas fosforescentes: Houve uma época em que tudo era fosforescente, e nem se ouvia falar de rave ainda. Então, era tudo tão "luminoso" que parecia que dentro iam, pelo menos, umas 4 pilhas... Eu tinha uma mochila rosa fosforescente, que era discretíssima... à quilômetros de distância era possível me identificar. Sim, eu era praticamente um ponto de referência na escola! Outra coisa que fosforescia eram "chuquinhas" e tiaras da Pakalolo, aliás, a loja da Pakalolo inteira fosforescia!!! Rayito de Sol: Vocês lembram desse bronzeador? Nossa, era o "must"! Eu ficava torrando sob o sol ao lado da minha tia só para ela me deixar passar um pouco do tal do rayito. Só de passá-lo eu já me sentia bronzeadíssima, afinal aquele negócio era praticamente um tintura misturada com um creme de boa consistência (algo como aqueles cremes nívea para as mãos que vinham em latinhas). Sem contar que o tal ainda manchava meu biquíni verde fosforescente! De fato... "você vê em foto antiga e não acredita que um dia teve coragem de sair com aquilo!" Bem, na maioria das vezes eu era ainda uma criança, será que isso conta ponto a favor? Mas vamos lá, confessem... Quem já não usou um desses ícones da moda? Ou teve uma irmã, prima, namorada que usava? Bom dia a todos! Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 08:34 Comments: Halo Terça-feira, Março 07, 2006 Amigos, Antes de ontem estava na rua quando ouvi o papo de duas mulheres que estavam atrás de mim. Uma delas falou que "o amor é lindo". A outra respondeu: - É, o amor é lindo. O difícil é aguentar a falsidade. As duas começaram a rir e eu me virei para trás e ri também. Esse episódio foi excelente porque nesse dia mesmo, eu me vi na ingrata função de ser conselheira matrimonial de duas jovens que vieram solicitar o meu auxílio tendo em vista que estão tendo graves problemas em seus respectivos casamentos. Gostaria de dividir com vocês suas histórias. JAQUELINE Jaque é uma moça muito bonita. Ariana de primeira linha, uma guerreira para ninguém botar defeito. Se pudesse escolher um arquétipo para exemplificar o que a Jaque é, eu citaria as valquírias. Falta pouco para ela sair por aí com uma espada na mão decepando cabeças, lutando pelos seus direitos e pelos desvalidos. Ela nasceu para liderar. Casou-se com um rapaz que disse desde os primeiros tempos de namoro que ele não iria fazer nenhum serviço doméstico. Ele teve uma criação machista. Além disso, odeia animais e crianças. Ele foi bem claro com relação a estes assuntos, não a enganou. Só que Jaque estava apaixonada e não deu ouvidos aos meus discretíssimos conselhos de que não se casasse. Sua mãe, nada discreta, fez todo tipo de chantagem, entrou em desespero, chorou, fez promessas mil, ou seja, fez de tudo para que ela não se casasse e nada adiantou. Pois bem, em setembro do ano passado os dois se casaram e tudo deu errado. Aquela garota que parecia ter 5 metros de altura tamanha a sua grandiosidade se tornou uma coisinha insignificante. É gerente de uma grande loja, com um horário puxado (trabalha aos sábados das 10 às 22h) e quando chega em casa ainda tem que fazer TODO tipo de serviço, até mesmo levar o lixo para a calçada. Seu marido sequer pega a furadeira para fazer um buraco na parede, tarefa esta que sempre fica a cargo dos homens. Ele não quer empregada porque lugar de mulher é dentro de casa. Ele, por sua vez, apesar de ter sido claro desde o início, sempre foi apaixonado por ela ao ponto de fazer coisas consideradas ridículas. Só que um mês após o casamento passou a ter um comportamento meio esquisito, como se estivesse cagando e andando para ela. Eu e a mãe dela estamos desconfiadas que ele está batendo nela. Apesar do pouco tempo, já está claro que esse casamento acabou e que a melhor coisa a fazer é separar e partir para outra. Eu, que sempre fui fã desse rapaz, fiquei tremendamente chateada porque ele está se tornando um monstro. MÁRCIA Marcita, como eu a chamo, foi minha empregada no Rio. É uma moça feia que se casou com um homem lindo. Seu marido é um homão para ninguém botar defeito, descendente de alemães (pai e mãe) só que não é um louro desbotado e sim moreno de olhos castanhos. Como filho de europeus, seu marido não tem bons hábitos de higiene. Ele aprendeu com a Marcita a tomar banho todos os dias, se tornou uma pessoa limpa com o próprio corpo. Só que, com relação a casa, ele é um porco de marca maior. Ela, por sua vez, é igualzinha a minha mãe, tem mania de limpeza e uma verdadeira paranóia com prazos de validade. Ela chega a impressionar com relação a esse assunto, vivia arrumando o armário de remédios, com medo de que algum de nós tomemos algum vencido. Ela não livra a cara nem dos cosméticos. Estou vendo essa moça caminhando a passos largos para sofrer de TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo, doença que minha mãe tinha. Eu e o marido dela até pesquisamos algum lugar em que ela possa fazer um tratamento psiquiátrico gratuito. Nossa família não tinha nenhum problema com relação a ela porque ela é fantástica e uma empregada de primeira linha. Se tivesse de dar uma nota para ela, com certeza seria 10. Ela, por outro lado, só trabalhava conosco porque sabe que temos excelentes hábitos de limpeza. Além disso, eu a tratava como filha e ela se sentia protegida ao meu lado. Marcita e Henrique quando se casaram sabiam muito bem com quem estavam lidando, só que estavam apaixonados e acharam que o amor deles, o maior do mundo, iria modificar a pessoa amada. Agora, o casamento está em crise: ela arrumando e limpando constantemente a sua casa e ele saindo para beber porque não se sente a vontade dentro do próprio lar. Já andaram trocando uns tapas. CONCLUSÃO Casar é uma delícia, o difícil é morar junto. Tem um texto muito interessante que li na Internet a respeito dos sentimentos que conta uma determinada história que finaliza assim " ... e é por isso que a paixão é cega". Os jovens têm mais é que se apaixonar mesmo. Eu acho que todo mundo deveria ter uma paixão enlouquecedora na vida, dessas que a gente pensa em até se matar, mas, como dizia uma amiga do meu irmão, "ele é maluco, só que até a página 30. Não teve coragem de ir adiante". Quem pensa em se casar com alguém que sabe que dará problemas, está pensando em chegar até o final do livro. Todos que estão em volta do casal sabem que o relacionamento não dará certo, só os apaixonados que não se dão conta. Não existe fórmula mágica para um casamento feliz. O que funciona para um pode não servir para o outro, mas, no meu entender, as pessoas só devem morar junto quando esgota a paixão e começa o amor. O casamento é um exercício constante de paciência abarrotado de coisas desagradáveis. Hoje cede um, amanhã o outro. Além disso tudo, tem que haver aquela espécie de amor que sentimos apenas pelos nossos pais e filhos, acima de qualquer coisa, inesgotável, a prova de qualquer contratempo ou desgraça. No entanto, devo admitir que é difícil ter um sentimento assim quando se é jovem, é uma pena. Beijocas Yvonne publicado por Nós Por Nós às 07:57 Comments: Halo Segunda-feira, Março 06, 2006 Este texto - que eu acho muito interessante - fala do término de uma relação e a maneira que o Nassar escreve é bastante ácida. Muito bom, mesmo. Um grande beijo a todos. Tatoo O ventre seco
1. Começo te dizendo que não tenho nada contra manipular, assim como não tenho nada contra ser manipulado; ser instrumento da vontade de terceiros é condição da existência, ninguém escapa a isso, e acho que as coisas, quando se passam desse jeito, se passam como não poderiam deixar de passar (a falta de recato não é minha, é da vida). Mas te advirto, Paula: a partir de agora, não conte mais comigo como tua ferramenta. 2. Você me deu muitas coisas, me cumulou de atenções (excedendo-se, por sinal), me ofereceu presentes, me entregou perdulariamente o teu corpo, tentou me arrastar pra lugares a que acabei não indo, e, não fosse minha feroz resistência, até pessoas das tuas relações você teria dividido comigo. Não quero discutir os motivos da tua generosidade, me limito a um formal agradecimento, recusando contudo, a todo risco, te fazer a credora que pode ainda chegar e me cobrar: "você não tem o direito de fazer isso". Fazer isso ou aquilo é problema meu, e não te devo explicações. 3. Nem foi preciso fazer um voto de pobreza, mas fiz há muito o voto de ignorância, e hoje, beirando os quarenta, estou fazendo também o meu voto de castidade. Você tem razão, Paula: não chego sequer a conservador, sou simplesmente um obscurantista. Mas deixe este obscurantista em paz, afinal, ele nunca se preocupou em fazer proselitismo. 4. E já que falo em proselitismo, devo te dizer também que não tenho nada contra esse feixe de reivindicações que você carrega, a tua questão feminista, essa outra do divórcio, e mais aquela do aborto, essas questões todas que "estão varrendo as bestas do caminho". E quando digo que não tenho nada contra, entenda bem, Paula, quero dizer simplesmente que não tenho nada a ver com tudo isso. Quer saber mais? Acho graça no ruído de jovens como você. Que tanto falam em liberdade? É preciso saber ouvir os gemidos da juventude: em geral, vocês reclamam é pela ausência de uma autoridade forte, mas eu, que nada tenho a impor, entenda isso, Paula, decididamente não quero te governar. 5. Sem suspeitar da tua precária superioridade, mais de uma vez você me atirou um desdenhoso "velho" na cara. Nunca te disse, te digo porém agora: me causa enjôo a juventude, me causa muito enjôo a tua juventude, será que preciso fazer um trejeito com a boca pra te dar a idéia clara do que estou dizendo? É bastante tranqüilo este depoimento, é sossegado, ao fazê-lo, me acredite, Paula, não me doem os cotovelos. Está muito certa aquela tua amiga frenética quando te diz que sou "incapaz de curtir gentes maravilhosas". Sou incapaz mesmo, não gosto de "gentes maravilhosas", não gosto de gente, para abreviar minhas preferências. 6. Você me levava a supor às vezes que o amor em nossos dias, a exemplo do bom senso em outros tempos, é a coisa mais bem dividida deste mundo. Aliás, só mesmo uma perfeita distribuição de afeto poderia explicar o arroubo corriqueiro a que todos se entregam com a simples menção deste sentimento. Um tanto constrangido por turvar a transparência dessa água, há muito que queria te dizer: vá que seja inquestionável, mas tenho todas as medidas cheias dos teus frívolos elogios do amor. 7. Farto também estou das tuas idéias claras e distintas a respeito de muitas outras coisas, e é só pra contrabalançar tua lucidez que confesso aqui minha confusão, mas não conclua daí qualquer sugestão de equilíbrio, menos ainda que eu esteja traindo uma suposta fé na "ordem", afinal, vai longe o tempo em que eu mesmo acreditava no propalado arranjo universal (que uns colocam no começo da história, e outros, como você, colocam no fim dela), e hoje, se ponho o olho fora da janela, além do incontido arroto, ainda fico espantado com este mundo simulado que não perde essa mania de fingir que está de pé. 8. Você pode continuar falando em nome da razão, Paula, embora até o obscurantista, que arranja (ironia!) essas idéias, saiba que a razão é muito mais humilde que certos racionalistas; você pode continuar carreando areia, pedra e tantas barras de ferro, Paula, embora qualquer criança também saiba que é sobre um chão movediço que você há de erguer teu edifício. 9. Pense uma vez sequer, Paula, na tua estranha atração por este "velho obscurantista", nos frêmitos roxos da tua carne, nessa tua obsessão pelo meu corpo, e, depois, nas prateleiras onde você arrumou com criterioso zelo todos os teus conceitos, encontre um lugar também para esta tua paixão, rejeitada na vida. 10. Sabe, Paula, ainda que sempre atenta à dobra mínima da minha língua, assim como ao movimento mais ínfimo do meu polegar, fazendo deste meu canto o ateliê do desenhista que ia no dia-a-dia emendando traço com traço, compondo, sem ser solicitada, o meu contorno, me mostrando no final o perfil de um moralista (que eu nunca soube se era agravo ou elogio), você deixou escapar a linha mestra que daria caráter ao teu rabisco. Estou falando de um risco tosco feito uma corda e que, embora invisível, é facilmente apreensível pelo lápis de alguns raros retratistas; estou falando da cicatriz sempre presente como estigma no rosto dos grandes indiferentes. 11. Não tente mais me contaminar com a tua febre, me inserir no teu contexto, me pregar tuas certezas, tuas convicções e outros remoinhos virulentos que te agitam a cabeça. Pouco se me dá, Paula, se mudam a mão de trânsito, as pedras do calçamento ou o nome da minha rua, afinal, já cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho, dou-lhe o meu silêncio. 12. No pardieiro que é este mundo, onde a sensibilidade, como de resto a consciência, não passa de uma insuspeitada degenerescência, certos espíritos só podiam mesmo se dar muito mal na vida; mas encontrei, Paula, esquivo, o meu abrigo: coração duro, homem maduro. 13. Não me telefone, não estacione mais o carro na porta do meu prédio, não mande terceiros me revelarem que você ainda existe, e nem tudo o mais que você faz de costume, pois recorrendo a esses expedientes você só consegue me aporrinhar. Versátil como você é, desempenhe mais este papel: o de mulher resignada que sai de vez do meu caminho. 14.. Entenda, Paula: estou cansado, estou muito cansado, Paula, estou muito, mas muito, mas muito cansado, Paula. (Teu baby-doll, teus chinelos, tua escova de dentes, e outros apetrechos da tua toalete, deixei tudo numa sacola lá embaixo, é só mandar alguém pegar na portaria com o zelador.) 15. Ainda: "a velha aí do lado", a quem você se referia também como "a carcaça ressabiada", "o pacote de ossos", "a semente senil" e outras expressões exuberantes que o teu talento verbal sempre é capaz de forjar mesmo para falar das coisas mirradas da vida, nunca te revelei, Paula, te revelo agora: "aquele ventre seco" é minha mãe, faz anos que vivemos em kitchenettes separadas, ainda que ao lado uma da outra. Não seja tola, Paula, não estou te recriminando nada, sempre assisti com indiferença aos arremedos que você fazia da "bruxa velha, preparando a poção pra envenenar nossas relações". Te digo mais: você talvez tivesse razão, é provável que ela vivesse a espreitar minha porta das sombras da escadaria, é provável que ela do fundo dos corredores te olhasse "de um jeito maligno", é provável ainda que ela, matreira dentro do seu cubículo, te alcançasse todas as vezes que você saía através do olho mágico da sua porta. Mas contenha, Paula, a tua gula: você que, além de liberada e praticada, é também versada nas ciências ocultas dos tempos modernos, não vá lambuzar apressadamente o dedo na consciência das coisas; não fiz a revelação como quem te serve à mesa, não é um convite fecundo a interpretações que te faço, nem minha vida está pedindo esse desperdício. Quero antes lembrar o que minha mãe te dizia quando você, ao cruzar com ela, e "só pra tirar um sarro", perguntava maliciosamente por mim, te sugerindo eu agora a mesma prudência, se acaso amanhã teus amigos quiserem saber a meu respeito. Você pode dispensar "a ridícula solenidade da velha", mas não dispense o seu irrepreensível comedimento, responda como ela invariavelmente te respondia: "não conheço esse senhor". publicado por Nós Por Nós às 08:45 Comments: Halo Sábado, Março 04, 2006 PROMOÇÃO NPN 20: RESULTADO
publicado por Nós Por Nós às 20:48 Comments: Halo Sexta-feira, Ma | |||