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UM LUGAR ESPECIAL PARA UMA GALERA ALTO ASTRAL!
Sexta-feira, Junho 30, 2006 Amigos, Apesar de ser uma toupeira em assuntos futebolísticos, vou me arriscar a tecer alguns pequenos e tolos comentários a respeito da Copa. Vejamos: - Decididamente Deus não é brasileiro, mas deve ser latino. O jogador português Cristiano Ronaldo é uma coisa. O capitão da seleção mexicana então nem se fala. Os dois morenos e lindos. - já sei o que é zagueiro, meio de campo, atacante, córner, etc.Sei até "quem" é a bola, mas acredito que apenas na próxima encarnação eu vou saber o que é impedimento. Não percam tempo em me explicar porque eu nunca percebo quando acontece. - Achava que era brincadeira do Tutty Vasques, mas realmente o Galvão Bueno fez um comentário que me deixou de queixo caído. Segundo ele, o jogo Portugal vs Angola foi um clássico da língua Portuguesa. Como disse o Tutty, Machado de Assis deve ter revirado os ossos. - Saiu na revistinha do jornal O Globo a seguinte frase do Rei Pelé: "Meu pai e minha mãe fecharam a fábrica. Frank Sinatra foi um só e o Pelé também é um só". Quando ele morrer, serão necessários 3 caixões: um para o corpo, outro para a sua auto-estima e o maior de todos para a sua humildade. - Saiu também saiu no jornal que os estrangeiros acham muito estranho que o brasileiro tenha por hábito usar o primeiro nome (ou apelido) dos jogadores, ao invés do sobrenome. E tome de teorias sobre o assunto. Históricas, antropológicas e sociais. Será que é tão difícil de entender que o mundo tem não sei quantos países cada um com hábitos e culturas diferentes? - Atenção, atenção povo carioca!! A Rua Alzira Brandão (carinhosamente chamada de Alzirão) localizada no bairro da Tijuca, começou a partir da Copa de 1974 a reunir torcedores para assistir os jogos tudo regado a cerveja e comidinhas. A coisa foi crescendo de uma forma tal que a festa ficou maior do que se esperava. Pois bem, a partir deste ano, a festa teve patrocínio de um milhão de reais, venda de abadás por 45,00, etc, ou seja, vai virar uma festa de reveillon na Praia de Copacabana que eu tive a grande felicidade de ver o nascimento nos anos 70 com a iniciativa de alguns hotéis em soltar fogos de artifícios. Como sempre acontece, acredito piamente que a prefeitura vai tomar para si a organização do evento a partir da próxima Copa e o que era para ser uma deliciosa bagunça vai acabar virando um desfile de escola de samba do Rio ou o carnaval da Bahia. A sorte é que o povo é sempre mais criativo do que os políticos. - Como estou com inveja de quem está na Alemanha vendo os jogos. Já imaginaram o que deve ser Munique? - A tal loura que entrou no campo quando o Ronaldinho estava jogando, está feliz da vida porque desde o grande "acontecimento", ela não para de dar entrevistas. Aguardem, está arriscado ela posar nua na Playboy e ter os seus quinze minutos de fama para depois desaparecer. - Prá terminar, acabei de ler agora no Globo.com que Pelé Nostradamus está apreensivo com o jogo de amanhã. Confesso que não li do que se trata, mas considerando que suas previsões sempre dão errado, acredito que seja uma boa notícia, rsrsrs. - No mais, é torcer para que amanhã estejamos todos nós felizes da vida com a vitória do Brasil e como disse o pessoal do Casseta o nosso grito de guerra será: "Liberté, Equalité e Vancifudê" Beijocas futebolísticas Yvonne publicado por Nós Por Nós às 07:30
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Quinta-feira, Junho 29, 2006 O fiasco de Jules Verne Fui vítima de gripe e andei afastado dos posts e comentários, mas aproveitando o repouso forçado, não deixei de dar umas lidinhas. Li "Um capitão de quinze anos" de Jules Verne. Porém, uma decepção me aguardava. O autor, que sempre me brindara com bem concatenadas narrativas em outras obras, aqui força seu protagonista a cometer um erro primário, a despeito de sua pouca idade. Levado pelas circunstâncias, Ricardo Sand, de apenas quinze anos, mas com alguma experiência no mar, vê-se comandando um navio-pesqueiro, um baleeiro. O vilão, um escravista português disfarçado de cozinheiro, altera o bom funcionamento da bússola principal (que passa a ser a única), fazendo a agulha apontar para o nordeste, em vez do norte magnético. Isso já seria uma façanha notável, pois uma peça de ferro subposta à bússola, teria a tendência de travar a agulha, e não simplesmente mudar o seu sentido. Pois bem, o estreante capitão, baseado nesta bússola alterada, desvia a rota do navio de leste para sudeste, em 45 graus! Tudo bem para uma ação imediata. Porém temos mais sete dias de tempo bom, e o novato não utiliza o mais primitivo dos métodos de orientação: A direção do sol. Quem deseja ir pro leste e vê o sol nascendo à sua esquerda e pondo-se à sua direita, está definitivamente desorientado. Claro que pequenos desvios são admssíveis: O sol tem uma variação de 23 graus para o norte e outro tanto para o sul, durante o ano. No verão do hemisfério sul, lugar e época onde se passa a ação, um desvio do sol para o sul é o esperado. Mas uma variação de 45 graus é grande e perfeitamente observável, mesmo para um iniciante. Mesmo assim o neófito segue confiante. E desvia-se de seu destino, paralelo 33º, latitude aproximada de Valparaíso, até o paralelo 56º, onde cruza indiferentemente o Cabo Hoene, águas das mais conturbadas, sem complicação nenhuma, sem mesmo sentir a variação de temperatura. Depois de cruzar o Pacífico e o Atlântico, vai naufragar nas costas africanas, pensando que chega ao Chile. Podem dizer que estou muito crítico e é natural não encontrar muita coerência numa obra para deleite juvenil. Mas não tinha lido esse livro e esperava mais consistência, a exemplo dos demais títulos do autor. Francamente, acho que o velho Verne se machucou nessa. Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 00:11
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Quarta-feira, Junho 28, 2006 Bom dia, pessoal! Viva o Brasil!!! Apesar de eu achar um absurdo o país parar por causa do futebol, não posso deixar de admitir que é uma delícia ser brasileiro em dia de jogo da copa!!! Quem dera nosso povo tivesse o mesmo patriotismo para assuntos mais sérios e urgentes do nosso país. Brasil! Brasil! Brasil!
Segue uma listinha que deveria ser obrigatória na vida de todo mundo. Se boa parte das pessoas seguissem essas regrinhas, a vida seria mais leve e, principalmente, mais agradável! DEZ MANDAMENTOS DOMINE sua fala... Diga sempre menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. PENSE ... antes de fazer uma promessa e depois não a quebre, não importa o quanto lhe custe cumpri-la. NUNCA ... deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela. TENHA ... interesse nos outros - em suas ocupações, em seu bem-estar, seus lares e família. Seja sempre alegre com os que riem e lamente com os que choram. Aja de tal maneira que as pessoas com quem se encontrar sintam que você lhes dispensa atenção e lhes dá importância. SEJA alegre... Conserve-se sorrindo. Ria das histórias boas e aprenda a contá-las. CONSERVE... a mente aberta para todas as questões de discussão. Investigue, mas não argumente. É próprio das grandes mentalidades discordar e ainda conservar a amizade do seu oponente. DEIXE ... que suas virtudes falem por si mesmas e recuse a falar das faltas e fraquezas dos outros. Condene murmúrios. Faça uma regra de falar só coisas boas dos outros. TENHA... cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e críticas não valem à pena e freqüentemente magoam quando menos se espera. NÃO ... faça questão das observações más a seu respeito. Viva de modo que ninguém as acredite. "A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda." Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 08:10
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Terça-feira, Junho 27, 2006 MISCELÂNEA Amigos, Um maravilhoso texto que merece o meu aplauso de pé. Pena eu não saber quem foi que escreveu para contatá-lo diretamente e dizer que ele tirou as palavras da minha boca. Sou muito feliz sendo mulher, mas não posso deixar de concordar que minhas semelhantes são de um verdadeiro delírio quando idealizam o homem ideal. Ele disse que o homem seria uma mistura de "Capitão América com cérebro de Einstein". Eu iria além, o homem ideal é um "Tarzan (para ser um furacão na cama) com cérebro de Einstein (para entender sobre tudo) e com uma espiritualidade de Gandhi". Apenas isso. Ah! Esqueci de dizer, tem que ser um lindo básico como Paul Newman e uma carteirinha básica também, tipo Bill Gates. Beijocas Yvonne "Sim, o homem perfeito existe, e provavelmente você já o encontrou, mas não o reconheceu. Sempre vivi rodeado de boas amigas e, como tal, sempre as ouvi reclamarem dos homens (a progressão lógica aqui beira o silogismo). Até hoje estranho como elas vociferam francamente as piores barbaridades contra eles na minha presença, sem se importar se eu levo as ofensas para o lado pessoal. Afinal, na guerra dos sexos posso até flertar com o front feminino, mas no recrutamento biológico meu batalhão está, sem dúvida nenhuma, do outro lado. Quando as mulheres jogam uma bomba do tipo: "todos os homens são uns imbecis", é claro que alguns estilhaços ferem meu orgulho. A vida de agente duplo piora quando minhas amigas estão em crise de solterice. Não só porque o número de reclamações aumenta, mas porque é frustante para mim não entender como essas mulheres encantadoras permanecem sem um namorado. Uma resposta parcial, no entanto, surgiu há algumas semanas, quando uma amiga publicou em seu blog a descrição do homem ideal. A lista de pré-requisitos era imensa e eu não consegui imaginar uma única pessoa que pudesse cumpri-las. Resumidamente, tratava-se de um "Capitão América com cérebro de Einstein", como diria Sandra Bullock em "A Rede". E com mais uma porção de detalhezinhos tênues, como ser um cavalheiro que abre a porta do carro, sem deixar de ser um macho viril que, sei lá, adora massacrar os camaradas numa partidinha de rúgbi. Eu espero, sinceramente, que todas as mulheres que procuram esse modelo de homem estejam dispostas a barganhar. Ou vão passar muito tempo encalhadas, acreditando também na existência do Papai Noel, do Coelhinho da Páscoa ou de Duendes (veja o caso daXuxa!!). Não sou um conselheiro sentimental de primeira, mas, como sou bacana, estou disposto a correr o risco de ser preso por exercício ilegal da profissão. Eis aqui uma descoberta pessoal (e que acredito que minhas amigas comprometidas endossam): o homem perfeito existem sim... Mas só depois que você se envolve com ele. O homem perfeito é você quem ajuda a criar. Todo relacionamento é uma troca: se o príncipe dos seus sonhos existisse mesmo, prontinho e sem nenhuma falha, qual seria a graça de se envolver com ele? Você não poderia contribuir em nada. Procure por homens reais e não os descarte por qualquer besteira. O cara não sabe se vestir? Não se iluda: nenhum sabe. Nada como um toque feminino para revolucionar o visual dele. O cara ainda não tem grana o suficiente? Acompanhe-o escada acima. É mais emocionante do que simplesmente encontrá-lo no topo. O cara não é um Rodrigo Santoro? Minha querida, você não é a Luana Piovanni. E, mesmo com a verdadeira, o namoro não deu certo... No fim, você vai perceber que transformar seu namorado no homem ideal nem é tão somente um ato voluntário, afinal, por mais que você se esforce, ele continuará com seus defeitos, como qualquer outro ser humano. Mas aí a paixão faz o resto. Seu coração,adoravelmente míope, vai te dizer que seu namorado é perfeito simplesmente porque vocês são perfeitos um para o outro. Então, anônima amiga blogueira e outras leitoras, em prol dos homens que nunca atingem seus requisitos, aconselho: parem de procurar por um homem perfeito que desperte sua paixão. A felicidade está em fazer justamente o contrário." UPDATE: O querido Tesco pesquisou na Internet e descobriu que o autor do texto é Marcel Nadale. publicado por Nós Por Nós às 08:06
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Segunda-feira, Junho 26, 2006 Bom dia meus lindos!!! pra vcs, um texto da Ana Flores, espero que gostem!!! um beijo Tatoo Queixas Ana Flores Ele mesmo dissera que se ela não estivesse satisfeita que fosse se queixar ao bispo. E ela foi. Contou tudo o que havia se passado entre eles: a acusação de ser ela a culpada dos pesadelos dele, os encontros só em dias sorteados no calendário, e não deixou de mencionar que ele não a queria com as unhas dos pés pintadas de vermelho, como ela sempre usara até conhecê-lo. Quando ela terminou, o bispo apenas disse, com a voz baixa e calma de quem passou a vida a ouvir queixas: "Volte hoje à noite, às dez. E venha com as unhas dos pés pintadas de vermelho." publicado por Nós Por Nós às 10:41
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Domingo, Junho 25, 2006 PROMOÇÃO NPN 33: RESULTADO
publicado por Nós Por Nós às 17:30
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Sexta-feira, Junho 23, 2006 MISCELÂNEA VOCÊ ACREDITA? O universo físico é vasto, mas o universo imaginativo é muito maior. E ainda tem blogueiro que reclama não ter assunto para um post! Na verdade, são tantos os assuntos que podem ser abordados, que a dificuldade real é ESCOLHER um assunto. Apenas a temática da CRENÇA humana, dá para preencher um ano inteiro, mesmo excluindo as crenças religiosas, filosóficas ou científicas (sim, a ciência está abarrotada de crenças, pois não se tem a palavra final em quase nada), sem esgotar o assunto. - E excluindo-se estas classes de crença, quais restariam? Ora, quase todas! Místicas, esotéricas, pseudo-científicas, superstições, verdades "mais-que-provadas" encobertas pela "ciência oficial"... "Tem de tudo, meu freguês!". A maioria das pessoas não tem a mínima necessidade do que é apregoado no lema de Fox Mulder (Arquivo X): "I want to believe" (Quero acreditar): Acreditam mesmo sem querer. Mesmo os céticos acreditam muito. Dizem-se céticos e arrotam dúvida sobre tudo, mas o ser humano tem a necessidade inata de acreditar em alguma coisa. Dentre os milhares de assuntos no tema crença, podemos destacar: OVNIs; Atlântida; criaturas misteriosas; vida extraterrestre; conspirações; poderes paranormais; alquimia; astrologia; homeopatia; bruxaria; feitiços; vudu; macumba; poderes dos cristais, das velas, das pirâmides; cromoterapia... A lista parece interminável! E não necessariamente, são crenças não fundamentadas. Poderíamos, na medida do possível, lançar aqui, em futuros posts, alguns destes assuntos para um salutar debate. Minha opinião nestes casos, serviria como forma de iniciar o debate. Que pensam vocês a respeito? Em caso de concordância, o que sugerem para começar a série? Você acredita? Eu acredito! Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 08:37
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Quinta-feira, Junho 22, 2006 Tem gente que vai me matar, mas hoje, em homenagem à seleção e aos milhares de dólares que são pagos aos nossos jogadores-estrelas, vou publicar um post que, no mínimo faz contraste com esse abuso...Não briguem, mas realmente eu fico de mau-humor com esse estrelismo de copa do mundo.. beijos Tatoo Carta ao Papai Noel Bernardo Rodrigues Querido Papai Noel, Desculpa eu escrever tão devagar é que eu tenho nove anos mas ainda não sei escrever dereito nem meu nome que é muito complicado. Você sabe como é que é aqui agente não temos escola pra todo mundo e fica todo mundo quinem eu. Eu sei que o senhor tem muita carta pra ler e que todo mundo escreve carta pro senhor aí eu resolvi escrever de uma vez pro senhor não ter desculpa depois que tá muito ocupado quinem meu pai todo ano fala. Mais eu queria era fazer essa carta pra falar com o senhor o que eu quero ganhar de Natal. Se não for muinto defício pro senhor eu queria quatro presentes deferentes. O primeiro é um papagaio. Uma vez falei com meu pai que queria um papagaio e ele me deu um, só que o que ele me deu era de papel igual pipa. Eu quero é um daquele verde que paresse uma maritaca e fala um monte de coisa. O Esquerdinha amigo meu ele faz muinta coisa errada mais é do bem e é bom de bola. Aí ele falou que eu não poço ganhar papagaio porque eu sou gago esqueci de falar isso com o senhor mas ele falou que eu sou gago e que gago não pode ter papagaio sinão o papagaio gageja também. Eu acho bobice do Esquerdinha porque o papagaio custa caro e deve ter estudado em escola particular e menino de escola particular não gageja. E si ele vier com defeito aí eu peço pra trocar. Mais como o senhor é que vai trazer eu confio no senhor. O senhor já ta velhinho mas é de confiança deferente dos político daqui. Intão eu queria ganhar um papagaio e uma chutera nova. Agora a chutera eu queria o pé direito número 34 e o esquerdo numero 30 porque eu quero devidir com o Isquerdinha meu amigo porque ele não tem chutera e ainda joga bem pra caramba. Ele chuta de perna isquerda aí pode ser asim. Um papagaio uma chutera e uma camionete. Eu quiria dar uma caminonete pra minha mãe pra ela poder carrega as roupa que ela lava sem ficar com dor nas costa. Mina mãe tem poblema sério de coluna aí eu queria mesmo é que ela sarace mas eu sei que o sinhor não é médico nem pai de santo e que o problema da minha mãe é sério. Mas a caminhonete eu acho que ajuda ela um pouco. O outro presente eu queria sarar da minha gagera. Eu vi na televisão que tem um médico que sara gago. Eu queria ganhar um médico desse de presente. Não cei se o senhor dá médico de presenti mas acho que pode ser um presente ispessial. Nem precisa imbrulhar porque senão o médico morre asfiquiciado quinem o policial falou do meu irmão quando mataram ele. Eu quero sarar da gagera pra todo mundo parar de rir de mim e o papagaio não ficar gago mas eu acho que não tem nada a ver é coisa do Esquerdinha que ta com inveja eu acho. E também eu poço falar bonito pra minha professora gostar de mim. Ela é nova e é bonita pra caramba e eu queria cazar com ela pra ela poder me ensenar escrever dereito e mas depressa. Obrigado pela atensão espero que o senhor esteje bem sua mãe es seus parentes. Manda um abraço pros viadinho que carrega sua carroça. Um ispecial praquele que ta gripado. Ele já sarou? Um abraço. Maicodiéquisso dos Santos da Silva PROMOÇÃO NPN 33: RESULTADO
publicado por Nós Por Nós às 10:49
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Quarta-feira, Junho 21, 2006 Oi pessoal! Desculpem-me por não trazer nada novo para vocês hoje, mas é que passei muito mal ontem, fiquei de cama, então não consegui escrever nada de proveitoso. Portanto, segue uma parábola que vocês já devem conhecer, mas que eu acho muito bonita e que vale a pena ser relida e, por vezes, praticada. Beijo grande, Anna Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. Sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela. O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Arvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte. Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena. Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela... Que dava, afinal, para uma parede de tijolo! O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...". Moral da História: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar. "O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente". Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 08:30
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Terça-feira, Junho 20, 2006 APELIDOS Se existe uma coisa que deveria ser objeto de grandes estudos é o surgimento de alguns apelidos. Minha família tem mania por diminutivos. O interessante é que esses diminutivos são reservados apenas aos nossos. Os de fora não merecem essa "homenagem". A única exceção sou eu que adoro diminuir os nomes. No Rio, tenho dois amigos de praia que se chamam João. Um é imenso e outro bem pequeno. Comecei a chamar o menor de Janjão e não é que pegou? A Mônica virou Moniquita. Leila, Lúcia e Léa viraram Lelê, Lulu e Lelé - o trio sertanejo. Minha família me chama de Voninha, mas eu tive um apelido que por pouco não me causou um estrago na adolescência: Lili. É um nome bonitinho, mas o meu medo era que algum desavisado indagasse o motivo de uma Yvonne ter Lili como apelido na escola. A razão foi o seriado "A Família Monstro". A atriz que fazia a matriarca da família (Lili Monstro) era Yvonne de Carlo que era extremamente branca com cabelos pretos, lisos e compridos (como os meus na época). Isso foi o suficiente para os colegas me chamarem de Lili. Tive que sorrir muito para disfarçar o mal estar, mas nunca ninguém percebeu que eu ficava contrariada. O apelido ficou e os motivos acabaram sendo esquecidos. Aqui em casa chamamos o Felipe de Fê e a Yasmin de Neném. No entanto, os amigos da Yasmin a chamam de Teca. A razão é a dupla "Tico e Teco". O Tico tem o focinho preto e o Teco vermelho. Eu e ela quando choramos ficamos com o nariz completamente vermelho, daí foi um pulo para ela se tornar Teca. Os amigos já nem se lembram mais dessa história e o apelido ficou. Um amigo do meu marido tinha como apelido "Veadinho". Não, ele não era gay e nem sei por qual motivo os amigos o chamavam desse jeito. Um belo dia, estavam os amigos jogando futebol em um determinado espaço que tinha sido alugado pela Petrobrás para uma confraternização dos funcionários. Lá pelas tantas, o Veadinho fez uma besteira e os caras que estavam jogando no time dele gritaram alguma coisa envolvendo o seu apelido. O "juíz" zeloso do ambiente familiar quis acabar com o jogo porque o local estava cheio de esposas e crianças. Foi patético. O Veadinho defendendo os amigos dizendo a seguinte frase: "Mas eu sou o Veadinho". Conheço algumas pessoas que eu ignoro quais são os seus verdadeiros nomes. Logicamente elas não gozam da minha intimidade. Existem casos que eu considero graves como o sobrenome da minha avó. Meu trisavô tinha um determinado sobrenome que confesso que não sei qual é. Ele era bem branquinho, de cabelo vermelho e de olhos amarelos (segundo minha mãe, parecia um irlandês). Por causa do seu tipo, tinha como apelido Guará (que é um lobo brasileiro de pelo vermelho). Pois bem, ele abriu mão de seu sobrenome de origem portuguesa e adotou o Guará e daí começou uma nova "linhagem". Decididamente o ser humano é muito criativo. E vocês têm ou já tiveram algum apelido? Beijocas Yvonne publicado por Nós Por Nós às 08:06
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Segunda-feira, Junho 19, 2006 Bom dia meus lindos!! em homenagem a Yvonne, um texto sobre o Rio de Janeiro muito bonitinho...espero que gostem!! um beijo Tatoo A carta Adriana Falcão Prezada Nena, Espero que esta lhe encontre gozando de muita saúde, assim como todos os seus. Nem três meses faz que a gente chegou aqui e já deu pra reparar que as diferenças daí são muitas, porém são muitas também as parecenças. Este Rio de Janeiro é tão amostrado, Nena, que parece até que a gente tá na França de tanto canto lindo que aparece. Por outro lado, tem hora que dá pra jurar que aqui é aí, tamanha a desgraceira. O povo daqui, sendo rico ou sendo pobre, fala igualmente alto. Só não sei o motivo de tanta gritaria, se é falta de alegria ou se é falta de tristeza. O Maracanã é grande mesmo, e se a pessoa for arrodear ele a pé leva bem meia hora, Nena. A Lagoa por fora é uma beleza, infelizmente é estragada por dentro. O que você não ia acreditar era em cada túnel, não sei quantos, devido ao fato de aqui ter muita pedra. O Cristo Redentor, quando acende lá em cima, é todinho o Cristo Redentor, exato como ele aparece nas novelas. Já o Pão de Açúcar, esse de fato são dois, o maior e o menor, mesmo tendo nome de um apenas. Se Nossa Senhora me der um tantinho assim mais de coragem, juro que ainda tomo aquele bonde. O céu daqui fica muito mais perto do chão do que o daí. É só olhar pro topo dos prédios e lá está ele, parado, logo ali em cima, diariamente. Dia que tem nuvem só se enxerga o pé do morro. Noite que tem chuva só se escuta a choradeira. A gente vai levando como Deus quer e consente, ora é uma coisa, ora outra, ora nem uma coisa nem outra, e é aí que o negócio pega. De trabalho mesmo só me apareceu uma faxina, dia de quarta, na casa de uma mulher que mora em Copacabana. Ela não paga muito não, em compensação tem tanta prata que dá até gosto limpar tudo e depois empilhar bem direitinho. Avise a Neto que, quando as coisas melhorarem, eu começo a juntar dinheiro pra comprar o celular dele. Quem sabe até o fim do ano eu deposito uns duzentos. Mande dizer o número da conta, mas copie com cuidado, que de outra vez o algarismo veio errado e foi uma agonia de vai no banco e volta não sei quantas vezes, isso que você não avalia o tamanho da fila. Não fosse a perna de mãe que não desincha nem com antibiótico nem com rezadeira, de resto tudo tá mais ou menos nos conformes. Só não sei dizer o que é pior, se é o custo de vida ou a saudade, pois aqui não tem cheiro de cana, Nena, e até hoje não vi um único pé de algaroba pra chorar mais eu, portanto tenho que chorar sozinha. Eu continuo procurando um quarto grande que dê nós quatro dentro, pois morar de favor na casa dos outros, além de ser bastante desagradável, ainda por cima é ruim demais. Por mais que se ajude na despesa e no serviço, pensa que resolve? Olhe que se tem coisa que eu não sou é desagradecida, mas tia Carminha vive de cara feia, e as meninas reclamam de tudo, é um aperto danado, imagine só o desmantelo. Tem dia que eu me dano a andar cidade afora somente pra não escutar queixa por queixa. Esquecendo as desavenças, vai se indo. Para o mês, Mariinha completa quinze anos. Na ausência de festa, faz-se um bolo. Ela está namorando um rapaz muito direito que toma conta de carro em rua de rico, embora eu pense que ela ainda não esqueceu Zé Geraldo aí do posto. Júnior arrumou emprego, mas desarrumou em seguida, e tá parado no momento. Eu mesma já repeti mais de mil vezes pra ele largar de ser desleixado e tratar logo de aprender a mexer em computador, pois hoje em dia quem não se entende com o dito não arranja nada decente nessa vida. Pelo visto ele puxou mesmo ao pai, inclusive na leseira. Por falar no desinfeliz do pai dele, já bati a cidade inteira e ainda não encontrei o homem. Também, como é que eu ia adivinhar que o Rio de Janeiro era tão grande? Tenho pra mim que ele tava era me enganando o tempo todo com essa conversa de mandar buscar a gente no Natal, ou então não teria escrito o endereço errado, que essa tal rua que ele falou nem existe, Nena. Se eu encontrar o triste, ligo a cobrar avisando. Dia de domingo é mais barato. Mesmo não encontrando, ligo de todo modo, uma vez que, com homem ou sem ele, a vida segue. Nena, não se esqueça de aguar minhas plantas nem de dar de comer à Duquesa. Deus lhe pague em dobro tudo que você fez por mim, por mãe e pelos meninos. A sorte ajudando, dia desses eu tiro na raspadinha e mando passagem de leito pra você mais Neto virem conhecer o Rio. Reze daí que eu rezo de cá. Dê lembranças minhas a todos e aceite todo o carinho da sua eterna amiga, Doris. Adriana Falcão nasceu no Rio de Janeiro. Seu primeiro livro, voltado para o público infantil, "Mania de Explicação", teve duas indicações para o Prêmio Jabuti/2001 e recebeu o Prêmio Ofélia Fontes ¿ "O Melhor para a Criança"/2001, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Em 2002, publicou "Luna Clara & Apolo Onze", seu primeiro romance juvenil. Seu romance "A Máquina" foi levado aos palcos por João Falcão. Na televisão, Adriana colaborou em vários episódios de "A Comédia da Vida Privada", "Brasil Legal" e "A grande família", todos da Rede Globo. Adaptou, com Guel Arraes, "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna, para a TV, posteriormente levado ao cinema. Outros livros da escritora:¿Pequeno dicionário de palavras ao vento¿ (2003); ¿A tampa do céu¿ (2005)-ilustrações de Ivan Zigg e, em conjunto com outros escritores,¿Histórias dos tempos de escola: Memória e aprendizado¿ (2002); ¿Contos de estimação¿ (2003); ¿A comédia dos anjos¿ (2004); ¿PS Beijei¿ (2004); ¿Contos de escola¿ (2005); ¿O Zodíaco ¿ Doze signos, doze histórias¿ (2005); ¿Tarja preta¿ (2005). O texto acima foi extraído do livro "O doido da garrafa", Editora Planeta do Brasil ¿ São Paulo, 2003, pág. 119. publicado por Nós Por Nós às 11:01
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Domingo, Junho 18, 2006 PROMOÇÃO NPN 33: RESULTADO
publicado por Nós Por Nós às 10:03
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Quarta-feira, Junho 14, 2006 Sobre amigos Um dia, Guilherme e Carla encontraram-se num desses bares da vida. Resolveram marcar um almoço com a turma do segundo grau. Aqueles amigos que o tempo e a distância nunca vão apagar. Aquelas amizades que a gente sabe que vai ter para o resto da vida. Eram, praticamente, amigos de infância. Conheciam-se desde a adolescência, na verdade. Era uma turma grande, mas os que compareciam sempre, sem falta, às festas e encontros eram apenas quatro. Carla, Guilherme, Julia e Fred. Eram inseparáveis na época do segundo grau. Depois cada um foi para um lado, para faculdades diferentes, para trabalhos diferentes. Mas uma vez por ano, pelo menos, encontravam-se os quatro. As duas moças viam-se sempre, os dois rapazes também se viam com freqüência, mas encontro dos quatro juntos tinha se tornado mais raro, principalmente por causa de ciúmes dos namorados e namoradas. Julia e Carla faziam estágio juntas enquanto cursavam o segundo grau. Quando concluíram o curso cada uma foi para um lado. Carla fazia curso preparatório na mesma época em que foi chamada para trabalhar na mesma empresa que Guilherme. Desde aquela época, Carla e Guilherme viviam brincando que um dia iriam se casar. Suas vidas já eram quase uma só, estudavam juntos, trabalhavam juntos, almoçavam juntos, iam a muitas festas sempre juntos, e então, entraram para mesma faculdade, brincavam que só não era um casamento porque não moravam na mesma casa... E nunca houve nada entre eles além de amizade. Julia e Fred cursavam a mesma faculdade quando Julia largou o curso e foi trabalhar numa empresa no ramo de eventos. Esse trabalho de Julia rendeu muito bailes de formaturas e festas na faixa para o quarteto. Carla saiu da empresa onde trabalhava com Guilherme e entrou para outra empresa. Guilherme está na mesma empresa até hoje. Julia saiu da empresa de eventos onde trabalhava e abriu sua própria empresa de eventos, conquistando a sua tão sonhada liberdade. Guilherme saiu da faculdade, por causa dos horários que não se ajustavam ao trabalho. Fred sossegou enquanto fazia faculdade e foi o primeiro a se formar, 7 anos atrás. Carla havia se formado há cinco anos. Julia e Guilherme até hoje prometem voltar para a faculdade. Hoje eles beiravam os trinta anos e estavam os quatro solteiros, todos bem sucedidos profissionalmente, mas com uma coisa em comum... todos tinham tido relacionamentos longos que os afastaram dos colegas... (no caso do Guilherme não foi um relacionamento longo, mas uma cadeia de relacionamentos curtos, um emendado no outro). Relacionamentos longos (ou muitos relacionamentos curtos) que não tinham dado certo. E agora eles haviam resolvido retomar a vida de solteiros assumidos. E o quarteto era perfeito para isso. Aliás, muitos dos namorados e namoradas não entendiam a amizade forte que existia entre eles, e sempre pintava ciúmes. Mas agora eram apenas os quatro novamente. Eles sabiam que a amizade que existia entre eles seria sempre um elo e que seria sempre um amor antigo, amor de amigo mesmo, nada mais. No dia e local marcado para o almoço, lá estavam os quatro, impreterivelmente. Contaram oficialmente as principais novidades, que na verdade todo mundo já sabia, pois não viviam tão distantes assim. Guilherme virou-se para Carla e perguntou: - E você, já marcou o casório? - Outro casório? Você enlouqueceu? - disse ela pensando no quanto havia sido frustrado seu casamento que durou apenas dois anos. - Não, estou falando do nosso casório! - Ah, tá... - disse Carla entrando na brincadeira - Vai ter que ser meio logo, então. - Tranqüilo, pode ser hoje mesmo. - Está ótimo, a Ju e o Fred podem ser os padrinhos, a gente chama um garçom para se fazer de padre... - Isso. Carla remexeu na bolsa como se procurasse alguma coisa, virou-se para Ju e perguntou: - Você não teria um vestidinho branco básico na sua bolsa para me emprestar? Ainda usamos o mesmo manequim... Julia abriu a bolsa... despejou todo o conteúdo da mesma sobre a mesa do restaurante e foi enunciando tudo o que encontrou... - Batom, isqueiro, espelho, chicletes... Minutos depois... - Celular, carteira, chave do carro... Não, Carla, nenhum vestidinho branco báááásico. Sinto muito. Carla fez cara de desolada e virou-se para Guilherme: - Eu vou ter que casar de preto, não tem problema para você? É que eu não trouxe nenhum vestidinho branco básico na bolsa, saí só com o uniforme do trabalho. - Sem problemas. - disse ele - O mais importante vai ser a lua-de-mel, a cerimônia pode ser simplesinha. - Eu acho que ele quer casar com você só por causa da lua-de-mel... - disse Julia fingindo alertar a amiga e fazendo cara de indignada. Ao que Fred prontamente respondeu: - Você acha??? Esse cara é o maior pilantra... Eu, ao contrário, sou um cara sério. Carla e Julia riram, cúmplices, lembrando certamente das desculpas que elas tinham que inventar para as namoradas do Fred quando ele desaparecia dizendo que ia encontrar o grande quarteto e sumia do mapa. Ele dava o número de Julia, Carla e Guilherme para as namoradas ligarem caso ele atrasasse muito (o que era rotina), porque o Fred nunca teve um celular, e recusa-se até hoje a comprar um. Já chegou a ganhar um de presente dos 3 amigos num aniversário, mas usa o aparelho apenas para o trabalho e para falar com os 3. Diz ele que na sua privacidade ninguém mexe. Guilherme com a maior cara de ofendido protestou: - Claro que não! - Não... eu sei. - disse Carla assentindo com a cabeça. - Vou casar para sermos felizes para sempre. - Ahãm! - responderam os três em uníssono, eles sabiam que o para sempre do Guilherme era, no máximo, dois meses, esse era o tempo mais longo de namoro no seu curriculum. - E a felicidade começa forte já na lua-de-mel! - Ta bom... Mas, você trouxe as algemas, ops, as alianças? - Putz, eu não sabia que a gente ia casar hoje, mas posso ir ali à joalheria na quadra de baixo comprar as alianças. As algemas eu providencio depois, para a lua-de-mel. Que tipo você quer? - As alianças ou as algemas? - A duas. Julia interferiu meio que em segredo: - Amiga, não esquece que a aliança deve ser bem discreta, bem fininha. Fred, atento, sacudiu a cabeça como se estivesse atordoado e disse: - Ué, toda mulher quer aliança beeeem grossa... eu nunca vou entender vocês duas. Sempre do contra! - Não, não, definitivamente, não. Tem que ser fina mesmo para eu poder disfarçar com um anel quando quiser sair sozinha. - disse Carla dando uma piscada cúmplice para Julia. - Ahhh... sua safada! Vou ter que conversar com o pessoal da máfia italiana. - Mas o que a máfia tem a ver com minha aliança? - Com a aliança nada, mas você já está me traindo antes mesmo da gente casar. - Não estou nada! - Vou encomendar à máfia que matem você. Crime passional, sabe, por amor. - Por amor à sua dignidade né, não por amor a mim! - Nada, por amor mesmo! Se não pode ser só minha não será de mais ninguém. - Palhaço! - disse Carla virando-se para a amiga e entrando em assunto totalmente diferente, o tipo de habilidade que só as mulheres têm, de mudar de assunto sem nem colocar um ponto final no outro. Deixaram a brincadeira de lado, conversaram sobre vários outros assuntos, almoçaram e, de repente, Guilherme volta ao assunto do casamento: - Então, vamos casar ou não? - Vamos, mas primeiro temos que acertar alguns detalhes. - e pegou uma caneta da bolsa, abriu sua agenda e fingiu que anotava o que ia dizendo... - Ai, meu pai, lá vem ela com os seus detalhes!!! - disse ele olhando para o alto como se estivesse mesmo conversando com o cara lá de cima. - Ô mulherzinha detalhista!!! - Meu caro, eu já fui casada, sei bem o que me aguarda. Meu primeiro marido fez tudo que eu não queria que ele fizesse no mês seguinte ao casamento... Fred, curioso e parecendo atrasado, como sempre, questionou: - Como assim, seu primeiro marido... você casou alguma vez mais e não me convidou? Julia deu uma risada dizendo: - Como se fosse possível ela casar sem a gente saber... - Ô Fred... Eu falo ¿meu primeiro marido¿ só para parecer uma mulher mais vivida quando me convém... Mas como eu ia dizendo, Guilherme, teremos que fazer um contrato. Você não vai poder deixar essa barriga crescer, aliás, é bom fazer essa barriguinha aí sumir antes que ela comece a crescer assustadoramente... Não vai poder ficar assistindo programas de comentários sobre futebol no domingo à noite... Não vai poder apertar o tubo de pasta de dentes no meio... Não vai poder deixar a tampa do vaso sanitário levantada... - Tá, mas e a lua-de-mel, para onde vamos? - Calma aí, estou estabelecendo as condições ainda... Você não vai poder ser tão ciumento como você é com as suas namoradas... - Chega de estabelecer condições, definir detalhes... É mais fácil você dizer o que eu vou poder fazer, quero saber dos benefícios. - Bem... Você vai poder sair para beber com os amigos uma vez por semana e também vai poder jogar futebol no sábado à tarde, enquanto eu vou ao salão de beleza... Ah sim, enquanto você sair para beber com seus amigos eu vou sair com as minhas amigas, e só porque você quer ficar em casa na noite livre para os amigos não quer dizer que eu tenha que ficar também! - Oh, céus! O que mais eu posso? - Você não poderia voltar muito bêbado para casa, mas caso isso aconteça, e nós bem sabemos que vai acontecer - disse ela olhando para Fred e Julia - vai poder dormir no sofá, e não poderá passar da porta do quarto. - Ahãm... O que mais? - Você vai poder desfrutar da minha doce companhia, vai poder ter ao seu lado uma mulher ma-ra-vi-lho-sa, linda, inteligente, querida... - Modesta! - isso, modesta também! Você gosta de sanduíches? - Gosto, você sabe que eu gosto... - Então, olha que maravilha, você vai poder comer sanduíches toda noite, almoçar cada dia num lugar diferente... - Já vi que nada de cozinhar em casa, não? - Não mesmo, mas veja só... Você vai ter milhões de benefícios ao meu lado... Se quiser bem, se não quiser, eu passo bem sem um marido. - Ta bom... Mas isso não é um casamento, é um contrato de negócio... - Todo casamento é um contrato, meu caro! Mas e eu, quais serão meus benefícios? - Você me ganha... Todinho para você! - Só isso? - Ahñ... Agora eu lembrei porque eu não me casei com você... Você é sincera demais, independente demais... Isso me assusta... Vamos tomar um café? E lá foram os quatro amigos tomar um café enquanto marcavam qual seria a festa daquela noite... Carla pegou carona com Julia de volta ao seu trabalho e, ao entrar no carro, sorriu para a amiga e lhe deu um abraço forte, pensando nos anos de amizade incondicional que eles tinham, lembrando do seu frustrado casamento, em que seu marido se mostrara possessivo e machista demais, lembrou de quantas vezes naqueles dois terríveis anos de casamento ela tinha ido se encontrar com os três para contar o quanto estava infeliz, lembrou-se dos conselhos que recebera, ou simplesmente das vezes em que ela era abraçada por eles e se deixava chorar sem ter que pronunciar uma única palavra para explicar o que estava acontecendo, lembrou-se da noite anterior ao dia do seu casamento, quando os três foram até sua casa perguntar se ela tinha certeza do que estava fazendo, pois eles bem sabiam que ela estava insegura até o último momento, lembrou-se da promessa dos três de que, caso ela desistisse no último minuto antes de dizer o "sim", eles estariam com um carro a postos para levá-la para bem longe da igreja, e que não importava o que ela decidisse, os três estariam sempre ao seu lado, fosse para rir, para chorar, ou simplesmente para dar aquele abraço sem dizer uam única palavra, e lembrou-se de como eles estavam cumprindo sua promessa, de como haviam apoiado ela quando resolveu se separar e em todos os momentos difíceis que se seguiram. Julia perguntou se estava tudo bem e afastou a amiga de si para poder olhar seu rosto... E com as lágrimas começando a rolar pelo seu rosto Carla disse: - Vão-se os maridos, mas ficam os amigos... Julia enxugou as lágrimas da amiga com a manga da blusa como ela já havia feito inúmeras vezes e disse: - E isso não é o mais importante? - Certamente que é, amiga, certamente! Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 08:26
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Terça-feira, Junho 13, 2006 KATE E EURICO Tenho uma amiga bastante elegante, ela está sempre bem arrumada, com um frescor danado no rosto, mesmo às 8h da noite após um dia cansativo de trabalho. Suas unhas estão sempre bem feitas, a roupa nunca amassa, seu apartamento é um primor. Parece uma feliz dona de casa dos filmes americanos dos anos 50. Minha amiga é bem novinha, mas tem uma sapiência para certas situações da vida que me deixa pasma. Para piorar e deixar as moças da sua idade com mais inveja ainda, minha amiga é bastante magra, daquelas magrezas que todas as mulheres almejam, os ossos pulam. Não é bonita, mas tem um rosto muito interessante e com traços que marcam. Chamarei essa moça de Kate (peguei carona na manequim Kate Moss, uma das mulheres mais esqueléticas que já vi na vida). Kate se apaixonou por um rapaz por quem eu tenho um imenso carinho. Feio, ligeiramente casca grossa, vascaíno e com um mínimo de requinte necessário apenas para não envergonhar os amigos na presença de suas namoradas ou senhoras. Chamarei esse rapaz de Eurico, em homenagem a vocês sabem quem. Kate e Eurico, o casal mais improvável do mundo. Pois bem, Kate deu em cima de Eurico, até ele começar a prestar atenção nela, o que levou algum tempo porque ele só gosta de moças carnudas, aliás, põe carnudas nisso. No entanto, decidiu descobrir que encantos teria aquela moça tão insistente em sua paquera, tão segura de si, tão elegante e tão cara de pau para se fingir de desentendida quando ele saía pela tangente. Kate venceu a parada, Eurico a convidou para sair e naquela noite começou o romance. Só que a excessiva magreza e elegância de Kate não agradavam Eurico. Ele queria uma mulher gordinha e com cara de simples mortal. Ele tinha um finíssimo prato francês, mas sentia falta de um leitão a pururuca acompanhado de um gostoso feijão com arroz, tudo bem brasileiro, bem cafona. Eurico começou a esmorecer e pensou em acabar com aquele romance. Um belo dia, ele estava na casa dela, com ares de fastio e ela percebeu o distanciamento que havia entre os dois. Eurico foi claro, disse que tinha perdido o interesse e que seria melhor eles darem um tempo para ver o que ia acontecer. Kate perdeu a linha, com direito a "caralho", "puta que pariu" e outras pérolas da língua portuguesa. Para piorar, se abaixou para pegar alguma coisa no chão e ... soltou um sonoro peido. Não satisfeita com essa baixaria toda, ficou enfurecida e avançou para cima dele dando-lhe uns tapas. Eurico, perplexo, quando viu aquele show, se apaixonou perdidamente por Kate e estão juntos até hoje. Aliás, vão se casar no início do próximo ano. Kate continua magra, unhas perfeitas, cabelos de propaganda da l'Oreal, elegantérrima, finíssima, educadíssima, mas na hora certa perde a compostura como ninguém. Os dois estão felizes um com outro. Vê-se nos olhos dele a grande admiração que ele sente por ela. Admiração e uma paixão arrebatadora. Ela também só tem olhos para ele. Vejam só amigos, um pum na hora certa acompanhado de palavrões e tapas pode ser a solução dos problemas amorosos de muitas pessoas. Está um pouco cedo para dizer que essa história de amor deu certo, eles ainda não se casaram e o caminho a percorrer de ambos é muito grande, mas achei legal essa reviravolta. Torço para que os dois sejam felizes para sempre. Beijocas Yvonne P.S.1: Escrevi essa mensagem no início de 2004 e foi a minha primeira contribuição no nosso blog Exepes. P.S.2: Kate e Eurico se casaram no início de 2005 e ela agora está grávida. Com 1.71 de altura e com 6 meses de gravidez está pesando 60 quilos. P.S.3: Kate está fazendo "vestibular" para se tornar uma mulher insuportável. Eurico está fazendo o possível para ser um maridão de primeira, mas está difícil. Todo mundo está percebendo que o casamento está por um fio, mas ainda assim ela não se manca. P.S.4: Semana passada quando estive no Rio, percebi o olhar de deslumbramento dele quando viu uma mulher bem gordinha entrando no restaurante onde estávamos. P.S.5: Prá terminar, lá vai uma frase que eu sempre uso: "casar é fácil, difícil é viver junto" publicado por Nós Por Nós às 07:33
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Segunda-feira, Junho 12, 2006 Bom dia, pessoal!!! estou de volta!!!! meu pé continua ROXO mas já estou aki na labuta!! Como o nosso querido tesco já postou, segunda-feira estarei na ativa de novo!! e por falar em tesco: OBRIGADA!!! os livros chegaram e o do Drumond eu já li na mesma hora!! Adorei! Nossa...quantas exclamações...rs um beijão a todos e muito obrigada pelos votos de melhoras! Tatoo publicado por Nós Por Nós às 09:46
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Tendo em vista o recesso forçado da TATOO, venho apor algumas ADVERTÊNCIAS Cerca de 30% dos trabalhadores estressados estão em estado crítico "Cerca de 70% dos brasileiros que trabalham sofrem de estresse. Destes, 30% estão em estado crítico e apresentam transtornos mentais agravados pelo estresse como, ansiedade, síndrome do pânico ou depressão. Os especialistas definem o estresse como uma reação do corpo diante de sensação de ameaça interna ou externa. Profissões submetidas a pressão constante também podem desencadear o estresse agudo ou crônico. Entre as profissões citadas como as mais estressantes estão, controladores de vôo, aviadores, médicos, policiais civis e militares, jornalistas, enfermeiros, advogados, operadores de telemarketing, bancários e gerentes de produção." Fonte: CIPANET "Morreram 2801 trabalhadores, 12563 ficaram inválidos e 458.495 se acidentaram no trabalho em 2004, de acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social. Os números mostram aumento de 15% em relação a 2003." Fonte: Ministério da Previdência Social Como se vê, está cada dia mais perigoso exercer uma atividade laboral. E isso também se reflete no erário: Gasta-se cerca de 2% do PIB (cerca de 30 bilhões) por ano com acidentados. Baseado nestes números e tendo em vista o enorme perigo decorrente destas atividades, o Ministério da Saúde deveria lançar uma advertência: "O Ministério da Saúde adverte: Trabalhar, com certeza, prejudica a saúde! Previna-se: NÃO TRABALHE!": Vamos parar com essa atividade tão funesta! A VINGANÇA DAS GALINHAS Hoje é sabido: a origem da gripe não provém de galinhas criadas ao ar livre, mas das práticas avícolas industriais e pela utilização de "subprodutos" da criação avícola como ração industrial: Fonte: ADITAL Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 08:55
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Domingo, Junho 11, 2006 PROMOÇÃO NPN 32: RESULTADO
PROMOÇÃO NPN 33
NA TERRA DOS ROBÔS
O RIO INVISÍVEL
INSCREVA-SE ASSIM:
publicado por Nós Por Nós às 13:13
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Sábado, Junho 10, 2006 Sábado!!! Aí que nessa semana vai ter feriado. Aí que é na quinta-feira. Aí que todo ser humano aparentemente normal e saudável quer emendar a sexta-feira. Aí que resolveram colocar a gente para trabalhar no sábado para compensar a próxima sexta. Aí que ontem eu fui comemorar, com as amigas, o recente retorno de uma delas do Texas. Aí que eu cheguei em casa às 4 da manhã. Aí, impreterivelmente, às 6h50 eu estava em pé, animada (juro, animada mesmo) para um dia cheio de trabalho! Aí eu cheguei ao escritório e tentei ligar para um fornecedor. O telefone tocou, tocou e tocou e eu fiquei aqui do outro lado da linha torcendo para que ele atendesse. Não atendeu. Não está trabalhando hoje! Aí eu resolvi ligar para uma cliente para resolver algumas pendências com relação à finalização do apartamento dela, o telefone tocou e alguém atendeu no segundo toque, era a filha dela, com uma tremenda voz de sono (Xiiii, acordei a moçoila). - Não, ela não está, viajou e volta apenas no próximo final de semana. - Ok, muito obrigada, sim? Desculpe o incômodo. Tenha um bom dia Ela nem me desculpou e nem me desejou um bom dia, sequer disse "tchau". Pensei: "Tudo bem, eu também costumo ser mal humorada pela manhã, e depois eu acordei a coitada... E além disso ela deve estar fula da vida porque a mãe viajou e ela não pôde ir junto, provavelmente por causa de um emprego ou uma faculdade, ou ambos - posso entender a moça". Aí que eu vim trabalhar empolgada para resolver determinadas pendências que não consigo resolver durante a semana porque o telefone nunca pára de tocar, às vezes chega ao cúmulo de ter três telefones tocando sobre a minha mesa ao mesmo tempo. O fixo, o celular da empresa e o celular particular, cujo número foi doado - sem querer, segundo a secretária (vai ver ela foi ameaçada, por isso foi sem querer) - para alguns dos clientes mais insistentes. Aí que eu tinha certeza que conseguiria resolver tudo hoje por que, conforme o previsto, nenhum dos telefones tocou até agora, nenhum, nem o da central do escritório, nem o fax, nem nada, e já passa das onze (quase não acredito nisso)!!! Mas, para resolver essas pendências, eu precisava ter recebido um fax, dois e-mails, dado uns três telefonemas e feito uma reunião de projeto e uma de previsão de custos com meu digníssimo diretor. Aí que - adivinhem - o fax será enviado no primeiro horário de segunda-feira, os e-mails eu não recebi, provavelmente porque o fornecedor e o arquiteto também só retornarão ao escritório na segunda, os telefonemas foram todos frustrados, ninguém está disponível e, melhor, meu diretor não deve ter prestado atenção que, quando eu disse "Reunião de projeto e previsão de custos amanhã, às 10h, pode ser?", eu estava me referindo de fato ao dia de hoje, SÁBADO! Porque ele, obviamente, não vem trabalhar no sábado para compensar a sexta-feira!!! Claro... Ele é um dos donos da empresa! Talvez agora ele esteja caminhando no parque Barigüi, cuidando de sua saúde e aproveitando com a família o lindo sábado de sol que há tempos não nos dava o ar da graça. Fazer o quê... Ele pode, né? Aí que, depois de organizar a minha mesa, arrumar as gavetas, desenroscar os clipes que estavam no meu porta-clipes e que algum engraçadinho-que-não-tem-o-que-fazer ficou engatando, pacientemente, um a um, até formar uma longa e bela corrente de clipes... Aí que eu resolvi escrever alguma coisa para postar no blog, só para não passar a manhã em branco. Por que à tarde (e eu posso sentir que isso vai acontecer, basta que eu peça com muita fé), o diretor técnico vai ficar entediado de curtir o sábado de sol com a família e vai se lembrar que tinha uma reunião comigo, que é claro, ficarei aqui, fazendo pensamento positivo para que ele lembre! Não sei por que a gente insiste em vir trabalhar aos sábados para compensar os feriados emendados... A empresa parece deserta, o telefone não dá sinal de vida - eu até chego a pegar o fone só para conferir que ele não está mudo - os clientes, em sua maioria, estão viajando ou têm alguma programação mais interessante que aprovar projetos e assinar orçamentos, a maioria dos fornecedores não trabalha no sábado. Gente, nem e-mails chegam!!! Nem aqueles enviados por amigos... Justo hoje que eu estava com a corda toda para trabalhar!!! Bom final de semana a todos! Aproveitem esse lindo sábado, que é o que eu vou fazer daqui a pouco se não aparecer ninguém.... Beijo, Anna publicado por Nós Por Nós às 11:48
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Sexta-feira, Junho 09, 2006 MISCELÂNEA Vejam vocês, eu deveria publicar este texto, informativo e um tanto humorístico - divulgado pela Yvonne, e que a Viva sugeriu que publicássemos - sem cortes ou acréscimos. Mas, como discordo de alguns dos pontos de vista expressados aí, meti-me a fazer algumas contestações, e publico minhas interpretações conjuntamente. Concordo que as expressões citadas, tomadas separadamente do contexto, são pleonásticas, mas a maioria, lidas e ouvidas com intenção, de entender são perfeitamente coerentes. Fiquem à vontade para criticar, e discordar, se for o caso. PLEONASMOS Veja como falamos errado tantas vezes e nem percebemos. Já acostumamos. 01) Planos ou projetos para o futuro Você conhece alguém que faz planos para o passado? Só se for o Michael Fox no filme "De volta para o Futuro". Refutação: Muitos projetos ou planos já estão em execução, ou já estão numa data em que deveriam ter iniciado. Estes não são planos para o futuro, e convém diferenciá-los de outros que porventura se tracem. 02) Criar novos empregos Ora bolas, alguém consegue criar algo velho? Refutação: Está duvidando da capacidade do político brasileiro! Se inauguram obras que já foram inauguradas várias vezes, por que não criar empregos que já foram criados e rotulá-los de 'novo'? Mas novos empregos podem ser criados sim. Uma nova estrada é aberta, mas um emprego novo fica melhor sendo criado. E uma carreira nova, uma nova função, será o que, se não for criada? Inventada? Executada? Na verdade se quer dizer 'novas vagas', mas é que isso soa um tanto vago. Obviamente existem vagas velhas, que só necessitam serem preenchidas. 03) Hábitat natural Todo hábitat é natural; consulte um dicionário. Refutação: Infelizmente, na atualidade,não só muitos dos animais vivem em cativeiro, algumas vezes procurando-se reproduzir o seu hábitat natural, como os humanos vivem num hábitat completamente artificial. Sem falarmos em reflorestamento, recondicionamento, readaptação, reciclagem, e coisas parecidas. 04) Prefeitura Municipal No Brasil só existem prefeituras nos municípios. Aliás, ainda bem! Refutação: É um grande engano. Cidades universitárias têm prefeitos e não são municípios. Comunidades diversas podem ter prefeituras sem ser municípios. Algumas sedes de empresas, que se estendem por mais de um edifício, podem ter um encarregado informalmente chamado de prefeito, portanto, chefe de uma prefeitura não municipal. 05) Conviver junto É possível conviver separadamente? Sem refutação: 06) Sua autobiografia Se é autobiografia, já é sua. Refutação: Ora, fora do contexto fica redundante, mas se estivermos falando de uma pessoa, como nos referirmos a autobiografia 'dela', se não usarmos o 'sua'? Não é o correto? Podemos falar tanto de sua biografia, quanto de sua autobiografia, que é a biografia dela, escrita ou narrada pela pessoa em questão. 07) Sorriso nos lábios Já viu sorriso no umbigo? Refutação: No umbigo, pode não se ver, mas nos olhos é comum. Toda a expressão facial é alterada pelo sorriso. Anna e Kith, que fizeram teatro, podem opinar ex-cathedra. A voz também expressa o sorriso, vejam o post da Anna, na quarta-feira passada. 08) Goteira no teto No chão é impossível! Refutação: A goteira e de onde caem gotas. Pode estar num teto, como pode estar em qualquer outra estrutura elevada. 09) Estrelas do céu Paramos à noite para contemplar o lindo brilho das estrelas do mar? Refutação: Vêem? É como eu digo, tirou-se a expressão do contexto. Existem, além das estrelas-do-mar, os sentidos figurados de estrelas da TV, do cinema, do rádio (essas não mais, né?) e - por que não levar em conta?.- 'as estrelas de teus olhos, meu amor'. 10) General do Exército Só existem generais no Exército. Brigadeiro da Aeronáutica. Só existem brigadeiros na Aeronáutica. Almirante da Marinha. Só existem almirantes na Marinha. Refutação: O docinho brigadeiro é bem conhecido (e apreciado), mas os usos para almirante não o são tanto. Almirante é também nome de uma borboleta diurna, de uma concha univalve, de uma variedade de pêra e de uma espécie de papoula. Mas, como no caso de general, o que se quer enfatizar é a 'generalidade' em relação às respectivas corporações, pois o Exército tem três níveis para general, a Marinha, três postos utilizando o termo Almirante, e a Aeronáutica conta com três postos usando o termo Brigadeiro. Além disso, o Exército de Portugal tem um posto de Brigadeiro, o que também acontecia no Brasil colonial e no Império. 11) Manter o mesmo time Pode-se manter outro time? Nem o Felipão consegue! Refutação: Perfeitamente viável manter-se o mesmo time que jogou a partida anterior. Por simplificação, exclui-se parte da frase, o que não dificulta o entendimento da idéia. 12) Labaredas de fogo De que mais as labaredas poderiam ser? De água? Refutação: Sim, é pleonástico. Mas labareda tem também o sentido figurado de ardor, impetuosidade, vivacidade, além de ser usada na expressão 'labaredas da paixão'. Então, deve ser por ênfase, que acontece dizer-se 'labaredas de fogo'. 13) Pequenos detalhes Se é detalhe, então já é pequeno. Existem grandes detalhes? Refutação: Detalhes são pequenos em comparação com o todo do qual se fala. Mas podem ser grandes ou pequenos vistos isoladamente. Ou não existiriam graus de detalhamento. Veja-se o zoom: Mais zoom, menos zoom... Quer dizer, mais detalhes, menos detalhes. Portanto, maiores detalhes, menores detalhes, por que não, se assim são visualizados? Detalhes são menores ou maiores, uns em relação aos outros. 14) Erário público O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta! Refutação: Tem razão. É pleonasmo mesmo. Mas do jeito que andam metendo a mão, sempre é bom reafirmar que o erário é público! 15) Despesas com gastos Despesas e gastos são sinônimos! Sem refutação 16) Encarar de frente Você conhece alguém que encara de costas ou de lado? Sem refutação 17) Monopólio exclusivo Ora, pílulas, se é monopólio, já é total ou exclusivo. Sem refutação 18) Ganhar grátis Alguém ganha pagando? Sem refutação 19) Países do mundo E de onde mais podem ser os países? Refutação: Podem ser de uma comunidade econômica, ou política, ou religiosa, ou lingüística, podem ser de um continente, podem ser países que adotam determinadas regras, determinados costumes, ou que prefiram determinados esportes. Uma expressão generalizante não precisa ser descartada, apenas porque os outros adjetivos são fatores restritivos aos termos generalizados. E demos asas à imaginação: Não podem ser países de outros mundos? 20) Viúva do falecido Até prova em contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido. Refutação: Também retirado do contexto. Com certeza é a viúva desse determinado falecido, e não de outro qualquer ou de todos os falecidos. Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 00:28
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Quinta-feira, Junho 08, 2006 DRUMMONDIANDO Eis uma brincadeira de Drummond, numa forma muito correta, parodiando o Gil Vicente. Apesar de engraçado, não deixa de ser uma crítica mordaz a alguns anseios (muito) humanos. TODO MNDO E NINGUÉM Auto da Lusitânia de Gil Vicente (Carlos Drummond de Andrade) Ninguém Tu estás a fim de que? Todo Mundo A fim de coisas buscar Que não consigo topar. Mas não desisto, porque O cara tem de teimar. Ninguém Me diz teu nome primeiro. Todo Mundo Eu me chamo Todo Mundo e passo o dia e o ano inteiro correndo atrás de dinheiro, seja limpo ou seja imundo. Belzebu Vale a pena dar ciência e anotar isto bem, por ser fato verdadeiro: Que Ninguém tem conscência e Todo Mundo tem dinheiro. Ninguém E que você procura, hem? Todo Mundo Procuro poder e glória. Ninguém Eu cá não vou nessa história. Procuro virtude... Amém. Belzebu Mas o Papa não se ilude e traça: Livro Segundo. Busca o poder Todo Mundo e Ninguém busca a virtude. Ninguém Que desejas mais, sabido? Todo Mundo Minha ação elogiada em todo e qualquer sentido. Ninguém Prefiro ser repreendido quando der uma mancada. Belzebu Aqui deixo por escrito o que querem lado a lado: Todo Mundo ser louvado e Ninguém levar um pito. Ninguém E que mais, amigo meu? Todo Mundo Mais a vida. A vida, olé! Ninguém A vida? Não sei o que é. A morte conheço eu. Belzebu Esta agora é muito forte e guardo para ser lida: Todo Mundo busca a vida e Ninguém conhece a morte. Todo Mundo Também quero o paraíso, mas sem ter que me chatear. Ninguém E eu, suando pra pagar minhas faltas de juízo. Belzebu Para que sirva de aviso, mais uma trama se escreve: Todo Mundo quer paraíso, e Ninguém paga o que deve. Todo Mundo Eu sou vidrado em tapear e mentir nasceu comigo. Ninguém A verdade eu sempre digo sem nunca chantagear. Belzebu Boto anúncio na cidade, deste troço curioso: Todo Mundo é mentiroso e Ninguém fala a verdade. Ninguém Que mais, bicho? Todo Mundo Bajular! Ninguém Eu cá não jogo confete. Belzebu Três mais quatro igual a sete. O programa sai do ar. Lero, lero, lero, lero. Curro paco, paco, paco. Todo Mundo é puxa-saco e Ninguém quer ser sincero! (Discurso de Primavera e Algumas Sombras) Assim é o poeta: Sabe sentir com a poesia em todas as modalidades. Sofre e goza, ri e chora, se entristece e se enraivece na poesia. Se lhe dão papel e pena (essa nunca lhe falta), desce aos infernos ou se eleva ao mais alto sos céus. E, seja como for, ainda diz: "Ô trem bão, sô!". Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 00:36
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Quarta-feira, Junho 07, 2006 Sobre a busca pela perfeição Quando eu era mais nova queria ser a perfeição em pessoa, na verdade eu queria mesmo era superar os elogios que eu ouvia da família inteira, elogios sempre endereçados ao meu irmão mais velho. "Ele é muito inteligente!", "Como ele é organizado!", "Ele está tão lindo", "Como ele é responsável!".... E assim por diante... Era uma lista infindável de elogios ao meu irmão. O máximo que eu ouvia sobre mim era "Como ela cresceu!", "Como está bonita!"... E eu queria mais, eu queria que as pessoas dissessem que eu era mais inteligente que o meu irmão, ser tanto quanto ele era bom, mas eu queria ser mais!!! Queria que admirassem minha responsabilidade, minha organização... E eu tinha não mais que 6 anos se bem me lembro! Enquanto meu irmão tinha 12. Então eu me cobrava muito. Principalmente na escola. Era sempre a melhor aluna da classe, isso me garantia bons elogios. Na organização eu não tinha muito sucesso... com meus brinquedos eu conseguia ser organizada, mas com minhas roupas... como meu armário era desorganizado ¿ é que eu trocava de roupa o tempo inteiro, sabe, até achar uma que ficasse realmente boa naquele dia (até hoje faço isso)! Então desse lado meu irmão sempre saía ganhando... Saía!!! Depois de muito tempo eu consegui me tornar uma pessoa extremamente organizada. Hoje ele mesmo acha que eu sou organizada demais. Mas voltando à perfeição... Eu e minhas primas chamávamos meu irmão de "modelinho de perfeição" e eu sempre fingia que não dava a mínima para o fato de ele ser "mais um-monte-de-coisa" do que eu. Mas a verdade era outra... Hoje eu vejo como essa competição foi boa para mim. Eu tentava sempre superá-lo em tudo... Não cheguei à perfeição, e nem pretendo. Mas tenho certeza que essa competição me direcionou positivamente. Há tempos que eu não tento superá-lo, mas temos caminhado lado a lado, para que juntos possamos descobrir novas formas de superar metas, objetivos, problemas. E nós formamos uma dupla e tanto, viu?! Acho que preciso agradecer-lhe por isso tudo, mas com cuidado para ele não se achar o "gás da coca-cola"... Agradecer-lhe por ter servido de exemplo para mim em tudo. E é claro, por ter sido um BOM exemplo! Sobre sorrisos Quando eu era mais nova, beeem mais nova, sempre que conhecia melhor alguma colega da escola e acabava me tornando sua amiga ela sempre vinha com a história: "Nossa, você parecia ser tão metida! E na verdade não é nada disso." A verdade é que eu era sempre muito séria, era muito tímida também, e isso fazia as pessoas acharem que eu era metida. Minha mãe sempre dizia que eu iria ficar velha cedo, cedo de tão carrancuda que eu era... Claro que ela exagerava, eu era uma criança muito feliz, não se preocupem... Mas frente a estranhos eu era mesmo muito séria. As pessoas sempre tinham que me conquistar para conseguir arrancar um sorriso. Então a minha fama era de "muito séria". Acho que eu ouvi isso tantas vezes que me doutrinei a estar sempre sorrindo. Hoje, normalmente, as pessoas me encontram com um grande sorriso no rosto... E nem sempre eu estou tão feliz como demonstra o meu sorriso. Eu só acho que ninguém tem culpa pelos meus problemas e frustrações, portanto, evito mostrar qualquer sinal de problema. Procuro ser simpática o tempo inteiro. Procuro conquistar as pessoas antes de conversar com elas. Sorrio sempre por que não há nada mais chato do que ter que conversar com uma pessoa carrancuda... Sorrio por educação... Sorrio porque sorrir não custa nada, e só tem me feito bem. Sorrio ao atender ao telefone, porque é horrível quando alguém atende ao telefone com um "Alô" no tom de quem diz "Que saco!". E eu tenho me policiado cada vez mais para não fazer cara feia diante de qualquer situação, muitas vezes bobas, mas que por vezes nos tiram do sério. Estou fazendo uma campanha pessoal pelo sorriso... Não sou uma boba que fica rindo a toa, não é isso, ok? Só estou tentando ser uma pessoa melhor. Mas sabe aqueles dias em que você precisa que alguém lhe retribua um sorriso sincero? Pois é... Eu cansei de sorrir... Hoje eu preciso receber um sorriso sincero para voltar a levantar a bandeira da campanha. E você, Já sorriu para alguém hoje? Tenham um bom dia! Beijo Anna publicado por Nós Por Nós às 08:12
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Terça-feira, Junho 06, 2006 OTIMISMO E PESSIMISMO Recentemente li um romance que contou em um determinado momento uma história que eu já conhecia a respeito de pessoas otimistas e pessimistas. É mais ou menos assim: Um pai tinha dois filhos: um otimista e outro pessimista. No intuito de ensinar aos dois a serem pessoas melhores e a verem como os outros pensam, tranca o pessimista em um quarto abarrotado de brinquedos novos e diz: "Quero lhe ensinar uma lição. Você pode brincar à vontade com todos esses brinquedos. Voltarei daqui a uma hora e depois conversaremos". Então, tranca o otimista em outro quarto cheio de bosta de cavalo e diz: "Fique por aqui por uma hora e nós conversaremos. Quero que você pense sobre o que está vendo." Uma hora se passa. Ele abre a porta do quarto de brinquedos. O pessimista está aos prantos. O pai pergunta: "O que aconteceu?". O garoto respondeu: "Eu sei que se eu tocar em algum desses brinquedos, ele vai se quebrar." Aí o pai abre a porta de onde se encontra o otimista. O filho está pulando de alegria no meio da bosta de cavalo. O pai pergunta: "O que há de errado com você? Você está num quarto cheio de bosta de cavalo! Como pode estar feliz?". E o menino responde: "Pai, eu sei que tem um pônei por aqui." Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O ideal é o caminho do meio. Não conheço pessoas que são otimistas ou pessimistas em tempo integral. Há sempre um momento que o pessimista acredita que alguma coisa boa vai acontecer, como também existem situações em que o otimista se sente derrotado e não acredita em mais nada. Diariamente somos testados para ver até que ponto vai a nossa sanidade mental. É doloroso ler um jornal porque só aparecem notícias que nos fazem ficar entristecidos. No entanto, quando tomamos conhecimento de que existem pessoas que, apesar de tudo, fazem o mundo ser especial, isso nos enche de alegrias. Quando leio sobre os "Médicos sem fronteiras", eu fico pensando cá com os meus botões o que leva alguém a abrir mão de sua vida por um período de um ou dois anos, ganhando um salário simbólico para ajudar pessoas que vivem em situação de risco em áreas tão problemáticas que nem a Cruz Vermelha tem coragem de chegar lá. Só pode ser um grande amor pela humanidade. Com certeza alguns desses médicos são pessoas pessimistas que deixaram de lado o que pensam sobre a vida e resolveram fazer alguma coisa para ver um mundo melhor. Da mesma forma, os otimistas tomaram para si a tarefa de também fazer um mundo melhor para alguém que vive o que há de pior nesta vida que é a guerra. Para cada Suzane que surge na vida, existem milhões de jovens que entram em desespero só de pensar na possibilidade de matar os seus pais, apesar dos conflitos de relacionamento. É por essa razão que eu continuo acreditando nos seres humanos. Sei que é difícil e não sei até quando, mas não posso abrir mão dessa crença. Beijocas Yvonne P.S.: Hoje vou ao Rio curtir familiares, amigos e a cidade também. Volto no domingo com parentes que passarão uns dias aqui em Guarapari por conta do feriadão. Dessa forma, não estranhem o meu provável sumiço. publicado por Nós Por Nós às 06:56
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Segunda-feira, Junho 05, 2006 Oi pessoas, Boa tarde!!! A nossa Tatoo está com o pé machucado, aí não pôde ir trabalhar e, por isso, ficou afastada do computador... Ai que inveja de você, Tatoo... mas só de ficar em casa, não do pé! Curitiba está com um tempo tããããão feio, que eu não me importaria de ter que ficar em casa hoje... Então, para a segunda não passar em branco, vou postar um texto do Veríssimo novamente. Espero que curtam. Tatoo, Melhoras para você, ok? Beijos a todos, Anna No bar... Torpedo, não. Foi um exocet. "Te beijo toda." A Manon ainda tentou esconder o papel antes que o Hamilton visse, mas tarde demais. Ele pegou o papel, leu, depois olhou em volta, tentando identificar o autor. - Não liga, amor. - Não liga, não. Estão pensando o quê? O Hamilton se fixou num cara encostado no bar que olhava fixo para a mesa deles, com um sorriso nos lábios. - É aquele. - Deixa pra lá. Mas o Hamilton não era homem de deixar para lá. Levantou-se. A Manon ainda tentou segurar o seu braço mas não conseguiu. Ele dirigiu-se para o cara do bar. Que, quando viu o Hamilton se aproximando, expandiu o sorriso e disse "Olá!". O Hamilton hesitou. Eu conheço esse cara? - Como é que vamos? - Muito bem. E tu? - Bem. Vem cá. - O quê? - Nos nos conhecemos? O outro apertou os olhos e examinou a cara do Hamilton. - Por quê? - perguntou. - Nos conhecemos ou não nos conhecemos? O outro ficou sério. - Olha aqui ó... - Olha aqui não senhor. Olha aqui digo eu. - Qualé cara? - Ta me achando com cara de quê? - Iiih... - Ta olhando pra minha guria pra quê? - E eu sei lá quem é tua guria? - Sabe sim. Não tira os olhos dela. Vê lá heim? Alguém se aproximou e sugeriu, discretamente: "Baixem a bola." - Antes de voltar para a mesa o Hamilton ameaçou: "Continua olhando com essa cara de bobo pra tu vê só." Depois que o Hamilton se afastou, o cara do bar ficou pensando, eu tenho que acabar com essa vaidade cretina e começar a usar óculos. Essa miopia ainda me destrói. Antes de o Hamilton chegar na mesa, a Manon escondeu, depressa, o segundo bilhete que recebera. "Aproveita que ele saiu da mesa e foge comigo, vai." Postado por Anna publicado por Nós Por Nós às 15:17
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Domingo, Junho 04, 2006 PROMOÇÃO NPN 32
SALA DE ARMAS
SALÃO DE SINUCA
INSCREVA-SE ASSIM:
publicado por Nós Por Nós às 17:29
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Sábado, Junho 03, 2006 PROMOÇÃO NPN 31: RESULTADO
publicado por Nós Por Nós às 20:53
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Sexta-feira, Junho 02, 2006 MISCELÂNEA A Miscelânea de hoje apresenta o BUNDAS DE FORA: Um espaço onde estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós. O nome refere-se à alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando. A colaboração de hoje veio da LUMA, e sempre é proveitoso visitar seu blogue. "Essa crônica do Millôr é muito boa pra dar risadas das bizarrices que ouvimos por aí. Essa foi a melhor depois daquela terapia do xixi... Beijus". ORGASMO TRIFÁSICO por Millôr Fernandes Orgasmo feminino é coisa da qual as mulheres entendem muito pouco e os homens, muito menos. Pelo fato de ser uma reação endócrina que se dá sem expelir nada, não apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu ou se foi simulado. Orgasmo masculino não! É aquela coisa que todo mundo vê. Deixa o maior flagrante por onde passa. Diante desse mistério, as investigações continuam e muitas pesquisas são feitas e centenas de livros escritos para esclarecer este gostoso e excitante assunto. Acompanho de perto, aliás, juntinho, este latejante tema. Vi, outro dia, no programa do Jô Soares, uma sexóloga sergipana dando uma entrevista sobre orgasmo feminino. A mulher, que mais parecia a gerente comercial da Walita, falava do corpo como quem apresenta o desempenho de uma nova cafeteira doméstica. Apresentou uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos para medir a descarga elétrica emitida pela "Periquita" na hora do orgasmo, e chegou à incrível conclusão de que, na hora "H", a "perseguida" dispara uma descarga de 250.000 microvolts. Ou seja, cinco "pererecas" juntas ligadas na hora do "aimeudeus!" seriam suficientes para acender uma lâmpada. Uma dúzia, então, é capaz de dar partida num Fusca com a bateria arriada. Uma amiga me contou que está treinando para carregar a bateria do telefone celular. Disse que gozou e, tcham, carregou. É preciso ter cuidado porque isso não é mais "xibiu", é torradeira elétrica! E se der um curto circuito na hora de "virar o zoinho", além de vesgo, a gente sai com mal de Parkinson e com a lingüiça torrada. Pensei: camisinha agora é pouco, tem de mandar encapar na Pirelli ou enrolar com fita isolante. E na hora "H", não tire o tênis nem pise no chão molhado... Pode ser pior! É recomendável, meu amigo, na hora que você for molhar o seu "biscoito" lá na canequinha de sua namorada, perguntar: "É 110 ou 220 volts?". Se não, meu xará, depois do que essa moça falou lá no Jô, pode dar "ovo frito no café da manhã." Esse país não melhora por absoluta falta de criatividade... São as mulheres, a solução contra o apagão. publicado por Nós Por Nós às 08:10
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Quinta-feira, Junho 01, 2006 ENGAJADO Alguns artistas, sejam cantores, compositores, poetas, atores, etc., que têm alguma obra comprometida com causas sociais, são rotulados como 'engajados'. Dentre os poetas, os mais conhecidos como engajados são Bertold Brecht, que já foi focalizado aqui no NPN, e Vladimir Maiakovski. Entre nós, Pablo Neruda, cujo nome registrado era o singelo Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, não é tão reconhecido como um poeta engajado, mas atuou decididamente em prol das melhorias sociais, inclusive tendo participado ativamente na eleição e no governo do seu amigo Salvador Allende, na presidência do Chile. Desde a juventude, Neruda escrevia visando os movimentos sociais, como pode ser visto nesta crônica-poema, já em 1921, aos 17 anos. Empregado Não o sabes, é claro, mas eu conheço a tua vida, inteira. Assim, sem que se me ocultem as alegrias extraordinárias ou os desgostos de todos os dias. Conheço a tua vida febril: da cama para a rua, daí para o trabalho. O trabalho é sombrio, torpe, matador. Depois o almoço, rápido. E outra vez o trabalho. Depois o jantar, o corpo extenuado e a noite que te faz dormir. Ontem, amanhã, passado, sucedeu e sucederá o mesmo. A mesma vida, isto é, o que chamas vida. Agora alimentas a mãe, amanhã, será a mulher, os filhos. E passarás sobre a terra como um cão sem dono; ao cão, mata-lo-á um veneno; a ti, também: o trabalho. E é porque não sabes que és explorado. Que te roubaram as alegrias, que pelo dinheiro sujo que te dão, tu deste a porção de beleza que caiu sobre a tua alma. O caixa que te paga o soldo é um braço do patrão. O patrão é também um braço de um corpo brutal, que vai matando, como a ti, outros homens. E agora, não castigues o caixa, não. Mas o outro, o corpo, o assassino corpo. Nós o chamamos exploração, capital, abuso. O jornal que lês no bonde, angustiado, o chama ordem, direito, pátria, etc. Talvez te aches fraco. Não. Aqui estamos nós, nós que já não estamos sós; que somos iguais a ti; e como tu, explorados e doridos, porém rebeldes. E não creias que necessitas ler Marx para isto. Basta que saibas que não és livre, que queres sê-lo, que romperás - por força ou por amor, que importa? - os freios que te sujeitam e te envilecem. E, ademais, há que dizê-lo, não? Há muitos como tu, como todos. Há que dizê-lo. Porque não é apenas o que não age como pensa que pensa incompletamente. Também quem não o diz... Pablo Neruda (Publicado na revista Claridad, em 13 de agosto de 1921). El Río Invisible. 1980 (O Rio Invisível, 1998, 5ª edição, Editora Record, 1998, tradução de Rolando Roque da Silva). ~XXX ~ Algumas coisas, algumas pessoas, desde cedo começam a mostrar pra que se apresentam no mundo. A maioria a gente não nota, muitos são pungentes, alguns são pujantes . Abraço do tesco publicado por Nós Por Nós às 00:39
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