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PERFIL DOS POSTADORES

ATUAIS



TATOO
Não sei o que dzer sobre mim
Sou muitas! Baiana morando
em Brasília há séculos,
muito bem humorada
(até que pisem no meu calo -
aí, viro uma FERA!).
Odeio preconceitos de qq
espécie, falsidade, hipocrisia
e mediocridade! Adoro rir e
tenho uma gargalhada
inconfundível. Praticamente
sou um ponto de referência
por isso!! Amo minha família,
meus amigos e a VIDA!!!
Adoro poesias, livros, cinema
e teatro...ah! e fotografia tb!
Gosto de gente leve e
engraçada...e com inteligência,
é claro! Ah! Sou de 1967!

Tatoo posta às SEGUNDAS.




YVONNE
yvonneparadatz@hotmail.com
Brasileira, carioca, aposentada,
ariana nascida em abril de 1954,
casada, mãe de uma linda moça,
madrasta de um belo rapaz.
Gosto de artes em geral, de ler,
de trocar idéias, de praia,
de cinema, de tomar cerveja
e de soltar gargalhadas.

Yvonne posta às TERÇAS.




ANNA
annapaula_a@hotmail.com
Curitibana de 1981, nascida na
época errada! Escorpiana cuja
vida tem trilha sonora.
Apaixonada por engenharia,
leitura e teatro, no palco ou
na platéia. Troca tudo por uma
cerveja com amigos! Mas sua
bebida favorita é vinho branco,
gelado. Odeia discussões...
acaba sempre chorando.
É simples, mas intensa!
Se fosse flor, seria uma rosa;
Se fosse estação... outono;
Se fosse cor, bem, aí seria
“furta-cor” porque ela não
consegue se definir tão
especificamente assim.

Anna posta às QUARTAS.




tesco
ydantol@yahoo.com.br
Pernambucano da safra de 1953,
geólogo, casado, quatro filhos,
mora em Aracaju - SE.
Depois de uma ginástica de
leitura, relaxa lendo um pouco.
Come bastante leitura enquanto
beberica uma leiturazinha.
Nos intervalos está lendo.

tesco posta às QUINTAS.


Ás SEXTAS tem MISCELÂNEA


EVENTUAIS





LIZE
lizemoura@yahoo.com.br
Brasileira, cearense, aquariana,
nascida em janeiro de 1975.
Gosta de artes, de ler
e de uma boa caminhada
na praia à tarde.




VIVA
viva_exepes@hotmail.com
Carioca de corpo e alma,
canceriana de 1958, viúva,
um casal de filhos que são
grandes companheiros (14 e 17).
Gosta de gente, vinho, cerveja,
chocolate, de dançar e de cantar,
não necessariamente
nessa ordem.
Acha que a vida é feita
de escolhas, por isto entre o mar
e a montanha fica com os dois.
Dá a vida por seus amigos,
desde que não tenha que
escolher entre o amigo e a piada.



PERFIL DO BLOG


Nascido em 21/02/2005,
o NOS POR NÓS é uma
reencarnação do ExEPEs.

Nós freqüentávamos o blog
Elas Por Elas
criado pelas jornalistas
Carla Rodrigues e
Martha Mendonça,
e nos sentimos órfãos,
quando o blog foi extinto.

Para não nos dispersarmos,
Lize iniciou o ExEpes,
sendo logo auxiliada por
nossa querida Tatoo.

Ao mudarmos de hospedeiro
(Blig para Weblogger),
decidimos mudar também o
nome, optando pela sugestão
do Clark Kent também em
homenagem ao Elas Por Elas

Estamos no Blogger Brasil
agora, mas sempre dispostos
a novas mudanças.

Diretrizes e objetivos de
nosso blog estão expressos
na declaração de nascimento
do ExEPEs:

Ex EPES
Nascimento:
Dia 27/08/2004 às 16:35.
Descrição:
Da necessidade de um
ponto de encontro de uma
galera alto-astral para um
papo pra lá de informal.
Porque Ex EPES:
Uma homenagem ao extinto
EPE, que viabilizou,
entre tantas coisas boas,
a nossa amizade virtual.
Quem pode participar:
Adultos, sem IMP
(Idade Máxima Permitida).
Se você se encaixa no
perfil, seja bem vindo!
Conteúdo:
Contos, poesias, musicas,
protestos, declarações,
depoimentos, etc.
Animados, divertidos,
polêmicos, eróticos,
questionadores,
contestadores, etc.
Vale tudo!
Procedência dos integrantes:
Planeta Terra
(exceto um ou outro).



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Biajoni
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Claire Insone
Cláudio Costa: Pras Cabeças
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Mônica: Monicômio
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terragel: Complexo Gel
tiagón: Bereteando

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Vânia V.: Viagens Filosóficas
Vânia V.: Vitória Luz


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Elas Por Elas
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July: NPN Receitas





PROMOÇÃO NPN
REGULAMENTO


Ao comentar, faça sua opção
pela dezena ou grupo de dezenas disponíveis, conforme
especificado no post.
A dezena vencedora será a do
5º prêmio da Loteria Federal
do dia determinado no post.
Se a dezena vencedora
não tiver sido escolhida,
valerá a do 4º prêmio, e assim,
se necessário, até ao 1º prêmio.
Caso as dezenas sorteadas
não tenham sido requisitadas,
o sorteio será prorrogado para
a próxima extração da Loteria.
Serão aceitas inscrições de
leitores que publicam
e-mail válido ou sua
home-page.
O vencedor enviará endereço
(no Brasil) para recebimento
do brinde, em e-mail para
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Casos omissos serão decididos
pela coordenação do blog.




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UM LUGAR ESPECIAL PARA UMA GALERA ALTO ASTRAL!



Segunda-feira, Julho 31, 2006


Bom dia meus amores!!

ontem assisti akele especial na Band sobre o Chico Buarque (lá vem polêmica...rs) mas resolvi publicar hoje uma música que eu simplesmente amo!!!

Um beijo

Tatoo



Tatuagem
Chico Buarque


Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava

Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço

Quero pesar feito cruz nas tuas coisas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Quer ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva

Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes



E como ele falou muito do Vinícius, eu, que assisti ao filme e tb adorei, pra vcs: o mestre: Vinícius de Moraes...eterno....

Nossa, tô tão romântica hoje...

Boa semana a todos!!!


Ternura

Vinicius de Moraes


Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
[ extático da aurora.




publicado no NPN às 11:10              Comments:                 Halo


Sábado, Julho 29, 2006


PROMOÇÃO NPN 36
(REGULAMENTO NA COLUNA AO LADO, ABAIXO DOS PERFIS E DOS LINKS)
SORTEIO DOS LIVROS


CONTOS DA MEIA-NOITE
de MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA
Contos que pretendem ser de suspense, com uma pitada de
sobrenatural, mas têm o tempero de uma ótima contadora de causos,
mineira que é.
Adiciona um toque de nostalgia sem faltar uma boa dose de humor.



A PENA E A LEI
de ARIANO SUASSUNA
Deliciosa sátira de costumes no peculiar estilo do autor,
que mescla a cultura popular com um pouco da cultura
erudita, que aparece sob a forma de filosofia improvisada.



VOCÊ É INSUBSTITUÍVEL
de AUGUSTO CURY
Auto-ajuda com os tradicionais apelos ao valor da pessoa humana,
mas com o toque dinâmico do autor, que é um grande entusiasta
de viver com alegria e sucesso.


INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo de dezenas, de 1 a 25.
As dezenas já estão determinadas para cada grupo.
Escolha um grupo que ainda esteja disponível!
A dezena vencedora será a do 5º prêmio da Loteria Federal de 05/08/2006,
Escolha, ATÉ às 18 h do dia 05/08,
e BOA SORTE!

publicado no NPN às 21:13              Comments:                 Halo


Sexta-feira, Julho 28, 2006


MISCELÂNEA


VOCÊ ACREDITA? (2)
SUDÁRIO DE TURIM

Este é um assunto em que os céticos asseguram que a ciência já deu o seu
veredito, e que o objeto da polêmica é uma falsa relíquia, mas não lhes faltam
objeções.


É conhecido como sudário de Turim, por estar guardado naquela cidade desde 1578.
Também é denominado de Santo Sudário. Trata-se de uma peça de linho,
medindo 4,34m por 1,10m, que suporta a imagem, de frente e de costas, de um homem que foi
submetido à tortura e crucifixão, e este é o fato inegável. Não há dúvida também que
o personagem retratado é Jesus de Nazaré.

A partir daí é que surgem duas facções: Uns crêem que o sudário é o lençol que envolveu o corpo de Jesus no seu sepultamento, no século 1, enquanto outros afirmam que, no máximo, é uma pintura, e que foi forjada na Idade Média.

Mas há outro fato, igualmente inegável: A imagem é semelhante a um negativo
fotográfico! Isto só foi descoberto em 1898, quando foi obtida a primeira fotografia
do sudário, executada pelo advogado italiano Secondo Pia.

Imagens em negativo eram desconhecidas até 1841, primórdios do processo fotográfico, e uma pintura em negativo, com a enormidade de detalhes como tem a imagem do sudário, é coisa totalmente impensável, sobretudo se originada nos séculos 14 ou 15. Ademais, não foi encontrado nenhum indício do trabalho de pincéis.

Além disso, o que é detalhado no sudário é não só concordante com o suplício de Jesus, como descrito nos evangelhos, como vai além dessa descrição, em vários pontos.

Eis alguns deles:

--- As feridas causadas pelos cravos que o sustentavam na cruz pelos braços, não
estão nas palmas das mãos, e sim, corretamente (do ponto de vista da física
estática e da fisiologia), nos pulsos.
--- A coroa de espinhos que foi posta em sua cabeça, não se restringe a uma
circunferência, assemelhando-se antes a um capacete, o que causou numerosas
feridas no topo da cabeça.
--- No episódio do açoite ordenado por Pilatos, os evangelhos não especificam nada
mais que isso: que foi ordenado por Pilatos. No sudário vê-se marcas de
açoitamento por flagellum, um chicote composto por duas ou três tiras de
couro providas de bolinhas de chumbo nas extremidades, tanto nas costas, como
nas coxas e pernas do supliciado. Estima-se para mais de cem chibatadas, o que
denuncia não terem sido aplicadas pelos judeus, cuja lei só permitia 39 golpes, sim
pelos romanos que não tinham essa limitação.

Na análise das marcas de sangue, o químico Walter McCrone e sua equipe,
asseveram ter encontrado apenas vestígios de uma tinta muito utilizada na Idade
Média. A maioria dos pesquisadores, entretanto, concluiu ser mesmo marcas de
sangue, identificando alguns de seus elementos constitutivos. Seria sangue do
tipo AB, muito comum entre os semitas.

Existe ainda outra evidência a favor de uma origem palestina para o sudário. Não é
uma evidência polêmica e sim polínica. Vários grãos de pólen foram identificados no
sudário, cerca de 38 típicos da vegetação palestina, sendo 13 deles exclusivos da
região o Mar Morto e do Neguev.

Aventura-se a possibilidade de a impressão ter-se dado por contato, o que
possibilita ter ocorrido em qualquer época, não somente no século 1. Mas as
diversas experiências efetuadas não obtiveram a precisão e a não distorção,
observadas no sudário.


O espantoso porém ocorreu quando, na grande pesquisa feita em 1988, submeteram uma foto do sudário ao computador VP8, utilizado pela NASA para processar as fotos por satélite. Verificou-se então que o sudário fornece uma reconstituição
tridimensional da imagem! As partes escuras associadas a um maior distanciamento, e as partes claras a uma distância menor, tornam possível ver o relevo de um corpo humano. Nenhuma foto comum permite tal coisa.

Diversas outras evidências a favor do sudário permanecem, como:
- moedas sob as pálpebras do morto;

- tipo da trama usada na confecção do tecido (que não era a adotada na Europa medieval);
- fios de algodão entremeados no linho (um tipo não cultivado na Europa);
- presença de sangue venoso misturado com sangue arterial (conhecimento não
disponível na era medieval).


A maior evidência de não autenticidade do sudário, e acenado como o grande trunfo
dos céticos, é a datação do tecido pelo método do isótopo do carbono C-14.
O experimento de 1988 fixou os anos de 1260 e 1390 como os limites para a
confecção do tecido.

Essa datação foi contestada por diversos argumentos, tais como a imprecisão do
próprio método, uma capa de bactérias alterando os resultados, a impregnação de
carbono provido pelos vários incêndios a que o sudário esteve exposto, e mais
recentemente, a constatação de que a datação foi feita com amostra de remendo
feito após um incêndio erm 1532, e não com o tecido original.

A literatura sobre o sudário, o Santo Sudário, ou o sudário de Turim, é enorme, e
os sites na Internet também são numerosíssimos.

Dadas as dificuldades para se acreditar que o sudário seja uma pintura medieval,
o que parece milagroso é haver quem acredite nisso.
Não por fé, mas pelas evidências e comprovações científicas favoráveis, eu acredito
na autenticidade do sudário de Turim.

E você? Acredita?

Abraço do tesco

publicado no NPN às 08:19              Comments:                 Halo


Quinta-feira, Julho 27, 2006


Já recebi esse texto de várias formas: como documento, como exibição de
slides, ou como html. Acho que sempre o vi atribuído a Shakespeare (coitado!),
que provavelmente, nunca pensou em fazer um texto desses.

O fato é que se acha verdade nele. É uma expressão da realidade.
O porém é que é uma visão egoística. As pessoas são grandes quando ME
dão atenção, quando se importam COMIGO, quando ME favorecem.
Parece que é o guia dos políticos (antes da eleição, claro), sempre dispostos
a ouvir e tratar bem o eleitor.
Na verdade, tamanho e beleza são valores muito relativos.

É provável que você também já o tenha recebido e, portanto, lido.
Mas aí vai ele de novo, não fique chateado.

Abraço do tesco


O TAMANHO DAS PESSOAS


Os Tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata
você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta
de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em
que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
A amizade, o respeito, o carinho, o zelo, e até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando
busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.

E pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca
no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas
de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um
relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se
encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de
centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente,
se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa
grande, é a sua sensibilidade sem tamanho.




PROMOÇÃO NPN 35 RESULTADO
Na extração de ontem, 26/07, da Loteria Federal,
a dezena do 4º prêmio foi 59, do grupo 15, escolhido pela
FAITH, que mantém o FAITH GIRL!
NOSSOS PARABÉNS!

publicado no NPN às 02:16              Comments:                 Halo


Quarta-feira, Julho 26, 2006


Eu perco a fé no ser humano quando...

... Quando vejo pessoas jogando lixo pela janela dos carros;
... Quando, mesmo em época de racionamento de água, vejo pessoas desperdiçando milhares de litros de água para lavar os carros, as calçadas, com muito mais água do que seria necessário;
... Quando vejo pessoas discriminando outras por causa da cor, religião ou opção sexual;
... Quando vejo pessoas mentindo descaradamente para tentar jogar a culpa em cima de outra pessoa ao invés de assumir o seu erro, o seu descuido;

Eu perco totalmente a fé no ser humano quando...

... Quando ouço histórias de adultos que abusaram de crianças indefesas;
... Quando sei de histórias de filhos que mataram os pais, ou que mandaram matar;
... Quando vejo irmãos destruindo laços fraternos por causa da herança de uma mãe ou um pai cujo corpo ainda nem esfriou, ou que muitas vezes ainda nem a vida perdeu;
... Quando vejo mães abandonando seus filhos de forma brutal, sem lhes dar uma chance de ter uma mãe, um pai, mesmo que não sejam os biológicos, sem lhes dar uma chance de viver;
... Quando vejo os noticiários que mostram todos os dias cenas e mais cenas de guerra...

Eu também perco a esperança quando olho para os nossos governantes, e perco muuuuito a esperança quando assisto aos horários eleitorais!
Mas aí já é outra história...

Porém...
... Em cada vida nova que surge...
... Em cada flor que brota...
... Em cada nascer do Sol...
... Em cada sorriso de criança...
... Em cada gesto sincero de amor...
Eu tenho uma pontinha de esperança de que o mundo ainda tem jeito.
De que ainda tem uma "Força Maior" em algum lugar lá em cima que acredita no ser humano e que é capaz de ajudar na recuperação dessa espécie que se diz evoluída...

Mudando de assunto:
Como hoje o sol nasceu radiando felicidade por essas bandas de cá, vou falar de outra coisa:

Há aquela música do Tom Jobim que todos devem conhecer:

Wave
Vou te contar os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho

O resto é mar, é tudo que eu não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz que é impossível ser feliz sozinho

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais a eternidade,
Agora eu já sei,
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver


E tem também aquela da Marisa Monte com o Carlinhos Brown:

Satisfeito
Você me deixou satisfeito
Nunca vi deixar alguém assim
Você me livrou do preconceito de partir
Agora me sinto feliz aqui

Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho
Vivo tranqüilo, a liberdade é quem me faz carinho
No meu caminho não tem pedras nem espinhos

Eu durmo sereno e acordo
Com o canto dos passarinhos
Eu durmo sereno e acordo
Com o canto dos passarinhos




A própria Marisa contou no show de estréia do cd cujo repertório inclui essa música, que eles fizeram a letra em contraposição à letra da canção de Jobim... Não para provar o contrário... apenas para ter um segundo ponto de vista!
Porque nem todos os dias a gente quer ficar sozinha e não é sempre também que alguém grudado na gente faz a alegria total...
Mas sei não, Marisa e Carlinhos, acho que o Tom tinha razão... Ouso dizer ainda que, quando falava do fundamentalismo do amor, não se referia somente ao amor conjugal... Esse amor aí para mim pode ser conjugal, fraternal, maternal, paternal, entre amigos, etc.
Porque é impossível ser feliz sem ao menos ter amigos...
Desculpem-me os autores da música "Satisfeito", mas eu vou na "Wave" de Jobim:
"É impossível ser feliz sozinho!"

Um lindo dia para vocês!
Beijo,
Anna

publicado no NPN às 08:27              Comments:                 Halo


Terça-feira, Julho 25, 2006




Amigos, o episódio da senhora que contou ter tido orgasmo pela primeira vez ao ouvir a música do Roberto Carlos rendeu muito na mídia. Segundo eu soube, o depoimento saiu às 22h quando o capítulo acabou e por esse motivo já não é mais hora das crianças estarem na sala. Eu vi o vídeo e confesso que levei um susto pela coragem dessa mulher ter contado uma coisa tão íntima.
No entanto, causou-me perplexidade o fato de muitas pessoas terem se sentido profundamente ofendidas. Sim, eu sei que televisão não é o local ideal para se fazer confidências do tipo, mas, cá entre nós, também não é legal ver toda hora sangue jorrando para todos os lados. Nós temos todo o tipo de violência sendo mostrada em qualquer minuto, a começar pelos desenhos animados, entretanto quando alguém fala do prazer que sentiu com o próprio corpo, o assunto pega fogo.
Se eu fizesse parte da direção da TV Globo, eu não sei se autorizaria o depoimento, mas por outro lado, não permitiria que certos filmes fossem passados de tarde. Se eu fosse dona de canais de televisão, já teria banido há muito tempo esses programas da tarde que são rigorosamente iguais com seus debates sobre assuntos "palpitantes". Não haveria Luciana Gimenez, Ratinho e muitos outros. E o que dizer desses programas policiais que só servem para mostrar circo dos horrores e deixar a população em pânico?
Eu acho isso bem pior do que a masturbação da mulher. O que eu acho interessante também é que em tempos de evasão de privacidade, o que não falta é gente que conta em detalhes o que gosta ou não com relação ao sexo. A exibição chegou a um ponto tal que Paris Hilton e Pamela Anderson já filmaram relações sexuais delas e mostraram para quem quiser ver.
Se fosse alguma gostosinha da vez a fazer uma confissão dessa, acredito que o impacto teria sido bem menor, mas como foi uma senhora negra, pobre, velha e sem nenhum atributo físico, as pessoas se chocaram. Como bem disse Caetano Veloso, "Narciso acha feio tudo que não é espelho". Concordo com ele em parte, entretanto existem momentos em que nós não gostamos da nossa imagem. Doeu muito ver alguém confessando que nunca sentiu prazer na vida com o marido. Talvez um dos motivos é que todos nós temos problemas sexuais, em menor ou maior intensidade. Todos nós temos um ladinho que ninguém conhece. Todos nós temos desejos e taras inconfessáveis. Como diria Nelson Rodrigues, "se todo mundo soubesse o que o outro gosta ou faz na cama, ninguém falava com ninguém".`
Pegou mal? Então vamos mudar tudo. Faço até uma lista de coisas que poderiam ser proibidas a partir de hoje:
- mostrar bunda de mulher
- mostrar desfile de escola de samba
- mostrar dança da garrafa
- mostrar louras e morenas do Tchan com aquela coreografia.
- o Big Brother Brasil
e um monte de barbaridades mais.
Não sou uma pessoa avançada ao ponto de achar que aquele depoimento foi bonito. Todavia, penso que ele faz parte de um só pacote: o da exibição a qualquer custo e me desculpem amigos, nesse quesito a população brasileira está com tudo e não está prosa. Só existe gente que conta coisas íntimas porque existe público que quer ouvir as confidências.
Beijocas
Yvonne

P.S.: Amanhã à noite viajarei para o Rio porque tenho um monte de assuntos familiares para serem resolvidos. Não estranhem minha ausência nos comentários dos blogs de vocês porque estarei sem computador. Finalmente minha filha virá morar aqui.

publicado no NPN às 07:36              Comments:                 Halo


Segunda-feira, Julho 24, 2006


Bom dia!!!

hoje acordei com saudades da Adélia..Adélia Prado...divirtam-se!!

beijos

Tatoo




Quero minha mãe

Adélia Prado


Abel e eu estamos precisando de férias. Quando começa a perguntar quem tirou de não sei onde a chave de não sei o quê, quando já de manhã espero não fazer comida à noite, estamos a pique de um estúpido enguiço. Sou uma pessoa grata? Às vezes o que se nomeia gratidão é uma forma de amarra. Entendo amor ao inimigo, mas gratidão o que é? Tenho problemas neste particular. Se aviso: passo na sua casa depois do almoço, acrescento logo se Deus quiser, não sendo grata, temo que me castigue com um infortúnio. Bajulo Deus, esta é a verdade, tenho o rabo preso com Ele, o que me impede de voar. Como posso alçar-me com Ele grudado à cauda? Uma esquizofrenia teológica, eu sei, quando fica tudo confuso assim, meu descanso é recolher-me como um tatu-bola e repetir até passar a crise, Senhor, tem piedade de mim. Até em sonhos repito, Senhor, tem piedade de mim, é perfeito. Sensação de confinamento outra vez, minha pele, minha casa, paredes, muro, tudo me poda, me cerca de arame farpado. Coitada da minha mãe, devia estar nesta angústia no dia em que me atingiu: ¿trem ordinário¿ Com certeza não suportava a idéia, o fardo de ter-que-dar-conta-daquela-roupa-de-graxa-do-meu-pai, daquele caldo escuro na bacia, fedendo a sabão preto e ela querendo tempo pra ler, ainda que pela milésima vez, meu manual de escola, o ADOREMUS, a REVISTA DE SANTO-ANTONIO. Mãe, que dura e curta vida a sua. Me interditou um reloginho de pulso, mas não teve meios de me proibir ficar no barranco à tarde, vendo os operários saírem da oficina, sabia que eu saberia o motivo. Duas mulheres, nos comunicávamos. Tá alegre, mãe? A senhora não liga de ficar em casa, não? Posso ir no parque com a Dorita? Vai chamar tia Ceição pra conversar com a senhora? Nem na festa da escola, nem na parada pra ver eu carregar a bandeira ela não foi. Não dava para ir de ¿mantor¿ porque era de dia com sol quente, gastei cinqüenta anos pra entender. Teve uma lavadeira, a Tina do Moisés, que ela adorava e tratava como rainha. Sua roupa acostumou comigo, Clotilde, nem que eu queira, não consigo largar. Foi um tempo bom de escutar isto, descansei de vê-la lavando roupa com o olhar perdido em outros sítios, sentindo e querendo, com toda certeza, o que qualquer mulher sente e quer, mesmo tendo lavadeira e empregada. Tenho sonhado com a mãe tomando conta de mim, me protegendo os namoros, me dando carinho, deixando, de cara alegre, meus peitinhos nascerem e até perguntando: está sentindo alguma dor, Olímpia? É normal na sua idade. Com certeza aprendeu, nas prédicas às Senhoras do Apostolado, como as mães cristãs deviam orientar suas filhas púberes. Te explico, Olímpia, porque pode te acontecer na escola, não precisa levar susto, não é sangue de doença. Achei minha mãe bacana, uma palavra ainda nova que só os moleques falavam. Coitadas da Graça e da Joana, que nem isso ganharam dela. Morreu antes de me ensinar a lidar com as incômodas e trabalhosas toalhinhas. mãe, mãezinha, mamãezinha, mamãe, e o reino do céu é um festim, quem escondeu isto de você e de mim?


Texto extraído do livro "Quero minha mãe", Editora Record ¿ Rio de Janeiro, 2005, pág. 41.


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Sábado, Julho 22, 2006


PROMOÇÃO NPN 35: RESULTADO
Pela extração de hoje, 22/07, da Loteria Federal,
as dezenas sorteadas não foram escolhidas.
A decisão fica adiada para a próxima extração, em 26/07.
Se ainda não se inscreveu, vá ao post do dia 16/07.


ADENDO AOS BRINDES DA PROMOÇÃO NPN 35


A DERROCADA
de DIAS GOMES

A trajetória de um militante comunista,
após ver ruir o socialismo soviético.

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Sexta-feira, Julho 21, 2006


MISCELÂNEA


Miscelânea hoje traz uma excelente (como sempre) crônica da Yvonne.
Enfoca um tema palpitante e atual, embora triste.



UMA SEGUNDA MORTE

Amigos,

   O julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos está ocorrendo
agora. Não tenho dúvidas que os três serão condenados. O que julgo incerto é se
eles cumprirão a pena. No país da impunidade tudo pode acontecer. Mas não é
sobre isso que eu queria falar e sim da segunda morte dos pais de Suzane. Como
se já não fosse suficiente os dois terem morrido a pauladas, agora os réus estão
promovendo um linchamento moral.

   E tome de histórias de abuso sexual por parte do pai e de surras por parte da
mãe. Como diria Nelson Rodrigues, ninguém pode colocar a mão no fogo por
família nenhuma, principalmente as de classe média com suas histórias de
violência escondidas entre quatro paredes, mas fica aqui a pergunta que não
quer calar: essa garota tem alguma característica de ter sido molestada quando
criança?

   Os familiares, amigos e empregados deram depoimentos favoráveis aos pais.
Todos foram unânimes em dizer que o casal era "super gente fina" e que havia
uma grande harmonia na família. Eles podiam estar enganados porque ninguém
sabe ao certo dos dramas que acontecem dentro de um lar, mas o que dizer do
irmão da Suzane? Em momento algum ele maculou a imagem dos pais e ele
fazia parte daquela família que, segundo os réus era completamente perturbada.

   Alguém uma vez me disse que se a família era normal, a Suzane também
seria uma pessoa normal. Ora, quem não conhece uma família em que todos
os integrantes vivem em total harmonia, têm os mesmos valores morais, são
pessoas íntegras e generosas, mas tem o fulano ou a sicrana que é a ovelha
negra? Sou uma pessoa sem nenhum conhecimento de psiquiatria, mas quase
garanto que essa moça é psicopata porque eu sei que uma das características
dessa doença é que a pessoa não sente arrependimento de nenhuma das suas
más atitudes.

   Ela não chorou no enterro, foi a um motel para garantir álibi, deu uma festa para
os amigos enquanto os corpos dos pais ainda não tinham esfriado, foi fingida na
entrevista do Fantástico, entrou com uma ação contra o irmão porque quer cuidar
do testamento e agora diz que foi abusada quando criança. Isso é gente?

   Os rapazes foram cruéis quando assassinaram o casal por motivo torpe, mas
ela foi muito pior do que os dois porque tramou o crime. Espero sinceramente que
esse trio tenha o castigo que mereça.

Beijocas

Yvonne

publicado no NPN às 01:13              Comments:                 Halo


Quinta-feira, Julho 20, 2006


AGATHA CHRISTIE

Ainda não li o "Assassinato no expresso do oriente", o livro mais conhecido de
Agatha Christie, mas ela é, sem dúvida, a primeira dama do romance policial,
no mínimo, em número de obras publicadas, que chega a 80.

Mas não trago dados biográficos, o que venho comentar é é sua técnica de
ocultar informações ao leitor, o que torna quase impossível solucionar o mistério
que se apresenta, antes do esclarecimento final de Monsieur Poirot.

Acabei de ler um quarto livro desta autora: "Os cinco porquinhos" e, naturalmente,
não descobri o assassino, senão nas duas últimas páginas, quando M'sieu Puret,
digo, Poirot, esclareceu o caso pra nós.

Já havia lido "O assassinato de Roger Ackroyd", "O caso dos dez negrinhos" e
"A aventura do pudim de natal". Nesse último elucidei alguma coisa
antecipadamente, por se tratar de contos, em que, forçosamente , alguns casos
têm que ser mais simples. Mas nos anteriores o leitor não tem a possibilidade
de descobrir o autor do crime, com base nas afimações apresentadas no decorrer
do livro.

Com isso, começo a desconfiar que Poirot consegue informações privilegiadas,
transmitidas por Madame Christie.

Essa técnica de ocultar informações não é muito bem assimilada por meu cérebro,
que só consegue produzir histórias lineares, parcialmente previsíveis.
Deve ser por isso também, que não consigo escrever contos policiais, falta-me
conceber detalhes que, no final se revelem importantes para a trama, e eu não
queira criar a oportunidade de transmiti-los ao meu leitor.

Deduzo que minha mente criminosa não está suficientemente desenvolvida
(ai de mim!) para conceber um saboroso (!) crime, e escrever contos policiais.

Portanto meus leitores podem sentir-se seguros, a salvo de mais uma leitura sobre
crime. Acho que lhes basta a multitude de crimes que são diariamente (e
minuciosamente) informados em todos os meios de comunicação.

Por enquanto.


Abraço do tesco

publicado no NPN às 02:26              Comments:                 Halo


Quarta-feira, Julho 19, 2006


Caso eu já tenha publicado este texto, perdoem-me, mas acho-o muito interessante e creio que podemos tirar algumas lições dele.



SLOW DOWN
Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa.

Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada. Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles, com a maturidade da tecnologia e da necessidade, bem pouco se perde aqui.

Eu vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.

Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários.
Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles. Vou contar para vocês uma breve só para dar noção:

A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei:
"Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final." Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?"

Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta resposta na primeira semana. Deu para rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália ( o site, é muito interessante. Se puder, vejam-no. ). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar,saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.
A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição européia:

"A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser"."
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.

Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).
Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade.
Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress".
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.
Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.

Seria interessante que cada um de nós pensasse um pouco sobre isso...
Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?
Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?

No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde:
- "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos."
- "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango.
E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim.
Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.

Tempo todo mundo tem, por igual! Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon:
"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro"...


Tenham um bom dia, amigos!
Anna

publicado no NPN às 09:28              Comments:                 Halo


Terça-feira, Julho 18, 2006




Amigos,

Recentemente li um livro que gostei muito: "Quando éramos virgens" de Juliana Lins e Rosane Svartman. É muito interessante, escrito de forma bem prazerosa e não tem a pretensão de ser didático ou fonte de consulta para quem quer estudar o assunto.

Por razões que não vem ao caso mencionar aqui para não tornar o post muito longo, estou me interessando muito pelo tabu da virgindade. Tive a idéia de consultar amigas (virtuais ou não) solicitando que me contassem como teria sido a primeira vez delas. Não me senti a vontade com os homens porque sei que eles são bem mais discretos que nós e também poderia haver algum constrangimento. Muitas amigas simplesmente não responderam, fiquei sem saber se por vergonha ou por falta de tempo mesmo. Juntando os depoimentos que recebi, os do livro e mais outros que ouvi por toda a minha vida, consegui mais ou menos ter uma idéia sobre o assunto. Vejam bem, a MINHA idéia sobre o assunto.

É impressionante como os 16/17 anos têm algum tipo de poder sobre nós mulheres porque parece ser a idade limite para o início da vida sexual. A grande maioria começou com homens que julgaram especiais naquele momento, no entanto, algum tempo depois eles perderam a importância em suas vidas. Outra coisa que me chamou a atenção é que muitas mulheres ao terem a primeira relação, indagaram a si mesmas algo do tipo: "Então é isso o famoso orgasmo?". Gostaram porque sexo ainda que seja ruim sempre é bom, mas poderia ter sido melhor. Perfeitamente compreensível porque o corpo pode estar preparado, os hormônios podem estar a toda, mas ainda assim quem tem 16 anos é ainda criança em termos emocionais. Já o segundo namorado, esse sim me parece ser o grande felizardo.

Por mais livre que uma mulher seja, notei que o romantismo é imprescindível no primeiro relacionamento. Se não há um mínimo de carinho, nada funciona. Outra coisa, de minhas amigas, apenas duas se casaram com os únicos homens de suas vidas. Entretanto, quanto às demais, quando elas decidiram que tinha chegado a hora, não estavam pensando em casamento.

Um fato que achei interessante pelos depoimentos do livro é que os homossexuais ao narrarem suas histórias, foram bem carinhosos com as pessoas do sexo oposto com as quais tiveram a sua primeira relação. Foi igualmente prazeroso, ainda que algum tempo depois tenham constatado que aquele não é o caminho que queriam seguir. Já a primeira relação com pessoas do mesmo sexo foi cheia de dúvidas e culpas. Com o tempo, começaram a superar o problema.

Outra coisa, por puro preconceito de minha parte, não gosto de filmes pornôs. Nada contra quem gosta, mas eu não vejo mesmo. No entanto, fiquei pasma com o profissionalismo que existe nesse meio. Eu que pensava que era uma bagunça só, pelo livro descobri que não é nada daquilo que eu imaginava. A primeira vez de uma "atriz" é igualmente complicada e cheia de incertezas. Não só o "ator" é paciente e carinhoso, como também toda a equipe técnica. As meninas são muito bem orientadas sobre tudo que vai acontecer em suas vidas, caso decidam participar de um filme desse.

Falando em meninas, observo que hoje em dia existe um certo preconceito contra garotas que ainda são virgens. Eu que sou da época das "namoradas de fé" e das "que se pode transar", jamais poderia imaginar que isso fosse acontecer em tão pouco tempo. As moças são quase consideradas cidadãs de segunda categoria e são objeto de gozação por parte daquelas que já são mulheres. Logo, muitas delas só contam que ainda são virgens para as amigas do peito. Interessante, não?

No mais, é um momento bastante especial que ninguém esquece apesar de não significar mais nada algum tempo depois. Eu estou com os antigos pagãos que achavam que o sexo é um dos caminhos que aproximam o ser humano de Deus. Com o Cristianismo, isso acabou se modificando de uma forma tal que chegamos a um verdadeiro terrorismo religioso onde até olhar para o próprio corpo nu era pecado. Logo, de uma certa maneira a virgindade ainda é um tabu mesmo em um país como o nosso com pessoas que têm a sexualidade a flor da pele. Por essa razão quase todas as moças pensam bem antes de dar o primeiro passo. Para os rapazes não é tão difícil mas acredito que seja também um dia bastante aguardado. E viva o amor!

Beijocas

Yvonne






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Segunda-feira, Julho 17, 2006



Bom dia meus lindos!!

hoje, em homenagem à série de reportagens sopre o caso Von Richtofen, pra vcs, Bertolt Brecht!

um beijo


Tatoo


Aos que vierem depois de nós

Bertolt Brecht
(Tradução de Manuel Bandeira)


Realmente, vivemos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.

Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?

É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
[(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"

Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.

Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.


Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, ¿ espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.

Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.

E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.


Bertolt Brecht nasceu em Augsburg, Alemanha, em 1898. Em 1917 inicia o curso de medicina em Munique, mas logo é convocado pelo exército, indo trabalhar como enfermeiro em um hospital militar. Aquele que iria se tornar uma das mais importantes figuras do teatro do século XX, começa a escrever seus primeiros poemas e cedo se rebela contra os "falsos padrões" da arte e da vida burguesa, corroídas pela Primeira Guerra. Tal atitude se reflete já na sua primeira peça, o drama expressionista "Baal", de 1918. Colabora com os diretores Max Reinhardt e Erwin Piscator. Recebe, no fim dos anos 20, instruções marxistas do filósofo Karl Korsch. Em 1928, faz com Kurt Weill a "Ópera dos Três Vinténs". Com a ascensão de Hitler, deixa o país em 1933, e exila-se em países como a Dinamarca e Estados Unidos da América, onde sobrevive à custa de trabalhos para Hollywood. Faz da crítica ao nazismo e à guerra tema de obras como "Mãe coragem e seus filhos" (1939). Vítima da patrulha macartista, parte em 1947 para a Suíça ¿ onde redige o "Pequeno Organon", suma de sua teoria teatral. Volta à Alemanha em 1948, onde funda, no ano seguinte, a companhia Berliner Ensemble. Morre em Berlim, em 1956.


O poema acima foi extraído do caderno "Mais!", jornal Folha de São Paulo - São Paulo (SP), edição de 07/07/2002, tendo sido traduzido pelo grande poeta brasileiro Manuel Bandeira.


publicado no NPN às 10:34              Comments:                 Halo


Domingo, Julho 16, 2006


PROMOÇÃO NPN 35
(REGULAMENTO NA COLUNA AO LADO, ABAIXO DOS PERFIS E DOS LINKS)
SORTEIO DOS LIVROS


A OSTRA E O VENTO
de MOACIR C. LOPES
"Marcela vivencia o seu desabrochar sexual numa ilha em que a
solidão só é afastada pela intransigência opressora do pai, um
faroleiro frustrado e autoritário, e a sabedoria impotente do seu
auxiliar". Fascinante mistério em que três pessoas desaparecem.


OS DENTES DA GALINHA
de STEPHEN JAY GOULD
Quatro artigos do grande divulgador científico,
sobre curiosidades da evolução animal.
(Livro pequeno e de 88 áginas).


INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo de dezenas, de 1 a 25.
As dezenas já estão determinadas para cada grupo.
Escolha um grupo que ainda esteja disponível!
A dezena vencedora será a do 5º prêmio da Loteria Federal de 22/07/2006,
Escolha, ATÉ às 18 h do dia 22/07,
e BOA SORTE!




PROMOÇÃO NPN 34 RESULTADO

Na extração de ontem, 15/07, da Loteria Federal,
a dezena do 5º prêmio foi 66, do grupo 17, escolhido pela
ANNA!

(Cuja vida tem trilha sonora)
NOSSOS PARABÉNS!

publicado no NPN às 21:45              Comments:                 Halo


Sexta-feira, Julho 14, 2006


MISCELÂNEA


A Miscelânea hoje apresenta o BUNDAS DE FORA:
Um espaço em que estão as contribuições dos leitores do Nós por Nós.
O nome refere-se a alcunha de alguns pequenos botecos do Rio, onde
fregueses ficam do lado de fora, mas não deixam de estar participando.


Colaboração do Manoel Carlos, do AGRESTINO, mostrando, no seu típico e elegante estilo,
um causo pra lá de hilariante.
Vale relembrar que não existe piada velha, o que existe é gente velha, que conhece a piada.


ATRAPALHADO
Manoel Carlos Pinheiro


Distinto senhor da sociedade interiorana viajou a Paris. Um misto de negócios e passeio.
Evidentemente não faltaram as compras, entre elas, presentes para os entes queridos.
Os perfumes e cosméticos prediletos da esposa, vestidos de griffe para as filhas, vinho
para o filho e para alguns amigos mais especiais. Para a sua afilhada, filha do melhor
amigo, resolveu comprar um finíssimo par de luvas. Para cada um dos presentes, ele
fazia um cartão com uma dedicatória e grudava junto.
Para a afilhada escreveu:

"Minha querida, em minha viagem, lembrei-me de ti e te trouxe uma lembrancinha,
símbolo do meu carinho. Mesmo sabendo que não tens o hábito de usar tal utensílio,
pois nunca vi. Creio que em uma ocasião especial poderás me dar o prazer de vê-la em ti.
Fiquei em dúvida quanto ao tamanho e à cor e me aconselhei com a balconista, a qual,
gentilmente a experimentou para que eu visse e lhe ficou muito bem.
Afirmou que esta cor não desbota nem mancha. Talvez fique um pouco larga na frente,
mas é para que os dedos possam movimentar-se com maior desenvoltura.
Antes de usá-la, recomenda-se colocar um pouco de talco para evitar o mau cheiro e,
após o uso, virá-la pelo avesso." .

Não entendeu quando o compadre e amigo rompeu a amizade de tantos anos.
Da mesma forma que não entendeu onde foi parar a calcinha de renda que trouxera,
às escondidas, para uma das meninas, a sua predileta, do Casarão de Dona Laurinda.

publicado no NPN às 01:38              Comments:                 Halo


Quinta-feira, Julho 13, 2006


Queridos leitores, meu novo conto é extenso, mas a maioria de vocês não gosta
da divisão em capítulos, por isso ouso publicá-lo integralmente. Se desanimarem
vendo seu tamanho, sugiro que leiam a metade hoje e o resto amanhã, pois me
parece um conto interessante.

Abraço do tesco



CAMINHO DO INFERNO

O X

Cheguei àquela cidadezinha à tarde, quase noite, o sol já não era visível, mas havia
bastante claridade, suficiente para observar as pacas indicativas naquela
encruzilhada. A estrada em que eu vinha, do sul, encurvava para noroeste, logo
depois do cruzamento, desviando-se da suave colina, encimada por uma casinha
rústica. A plaquinha indicava: Millskon - 70 km.

Ao meu lado, a placa mostrava a origem da minha cavalgada: Broliff - 120 km.
À direita a estrada se estendia levemente para nordeste, e a plaquinha desvendava
o nome da cidade, na verdade uma aldeia, que se via a pouco mais de um
quilômetro adiante: Moresti.

Na esquerda a estrada segue reta para oeste, por uns 100 metros, até cruzar um
regato, o mesmo que eu havia atravessado quase dois quilômetros atrás. Depois o
caminho começa a serpentear por entre as pequenas elevações, que vão se
tornando mais altas e mais pedregosas, rocha viva sem vegetação. A diferença
desse ramo da estrada é que a placa não diz o destino a que leva, nem a distância.
Em vez disso ostenta um grande X.

Ora, apesar de não ter galopado e a estrada não ser poeirenta, eu estava deveras
empoeirado, e ansiava por um banho quente, e nenhum x me atraía nessa ocasião.
Portanto dirigi minha montaria para Moresti.

Após ter-me instalado na hospedaria e ter tomado um demorado banho, dirigi-me
para o local do jantar. Apesar de simples e quase insípida, a comida me deixou
revigorado e animado. Puxei conversa com o garçom, um sujeito atarracado, calvo
e muito tagarela.

Em meio à conversa, lembrei-me da estranha placa na encruzilhada, e indaguei
sobre o fato. Aí o garçom empacou, ficou reticente e indefinido. O que eu entendi
do que ele disse, era que a estrada não levava a nenhum lugar conhecido.

- Como pode ser isso? Perguntei ¿ Ninguém teve a curiosidade de seguir por
essa estrada?
- Oh, sim, muitos foram.
- E então?
- Não voltaram.
- Não? Então devem ter encontrado o paraíso!
- Acredito que não. Existe um que voltou - um só - pelo que ele conta, ali mais
parece o caminho do inferno, Notou a casinha próxima ao cruzamento?:
- Sim, é bem visível pra quem vem do sul.
- Ali mora o Velho, ele seguiu o caminho quando era jovem.
- Qual o nome dele?
- Não sei. Acho que ninguém sabe. Os mais velhos da cidade sempre o chamaram
de Velho. Ele tem mais de cem anos.
- Irei falar com ele amanhã.

Assim terminou nossa conversa e fui para o meu quarto. Queria dormir cedo, pois
cavalgara o dia todo e estava cansado.

O Velho

Ao acordar, lembrei-me imediatamente do X da questão e da casa da colina, onde
morava o Velho. Depois de um rápido café, parti em busca de uma conversa
esclarecedora.

Quando cheguei na casa, o Velho estava sentado num banco comprido, para três
ou quatro pessoas, numa pequena varanda. Para um centenário, estava bem
conservado, não lhe daria mais que oitenta.

- Bom dia, meu Velho!
- Bom dia, filho! Aconselho a não seguir com a empreitada. Todos os que tentaram,
não lograram nenhum proveito.
Respondeu com voz pausada. Falava claramente e sem hesitação.
Fiquei intrigado com sua fala. Estaria mesmo falando comigo?

- Que empreitada, Velho?
- Ora, você tenciona seguir pelo caminho proibido. Ninguém vem aqui com outra
intenção. Tenho a experiência de 90 anos neste posto.
- Sim, tem razão. Fui atraído pela placa com o X. Por que não tiram a placa?
- Se tirassem a placa, alguns poderiam seguir o caminho sem advertência de
ninguém. Com a placa, sempre pedirão explicações e nós tentaremos impedir sua
loucura.
- É loucura seguir esse caminho?
- Sim, é. Ninguém volta. Ficam presos no inferno.
- Você voltou!
- Voltei para servir de aviso. Nestes noventa anos desde que voltei, não houve
outroretorno.
- Mas, porque é o inferno? Se é inferno para você, pode não ser para os outros.
- É um lugar de escuridão, sofrimento, medo, terror. Não pode ser bom para
ninguém.
- Bem, eu não tenho nada, nada perderei tentando ver por mim mesmo.
- Nada. A não ser a sanidade e a paz.
- É pouco para se perder. A aventura me chama. Cavalgarei para lá amanhã.
- Não. Tem que ir a pé. Os animais não seguem o caminho.
- Como não seguem?
- Eles se recusam. Não há como fazê-los ir adiante.
- Tentarei. Recomenda alguma coisa, Velho?
- Sim. Leve água suficiente, depois do riacho não há mais nenhuma fonte por
mais de trinta quilômetros.
- Trinta? E depois?
- Não sei, não passei disso. Daí pra frente é a escuridão. É onde as forças do
mal procuram nos aprisionar.
Havia sinceridade e convicção em sua voz. Mas isso não basta. Um homem
pode se enganar.

- Velho, sem querer ofender, isso não poderia ser produto de sua imaginação?
Uma pessoa sozinha pode criar ilusões e passar a acreditar nelas.
A resposta, que eu esperava defensiva, surpreendeu-me.
- Provavelmente é fruto da imaginação. Mas pode alguém andar sem a cabeça?
Bem, esse assunto é complexo. Desviei a conversa para coisas mais práticas.

- Então você chegou nesse ponto à noite?
- Sim, sempre se chega à noite, não importa o ritmo em que se ande. Foi uma
noite terrível, não consegui nem meia-hora de sono. Instalei-me sob a grande
árvore, mas os demônios não me deixaram dormir. Mesmo assim esperei o
amanhecer. O sol clareou o caminho para o lado de cá, mas não se via nada para
oeste. E a escuridão não abandonou a intenção de me aprisionar. Não tinha mais
escolha a não ser voltar.
- Então há uma divisão física? Um muro? Uma linha divisória?
- A separação é nítida. Mas não existe barreira sólida, só a escuridão.
- Preciso ver isso. ¿ Encerrei a conversa ¿ Obrigado, Velho, partirei amanhã cedo.

Providenciei tudo naquela tarde e ainda fui verificar a apregoada recusa dos
animais em seguir naquele caminho. E realmente foi o que aconteceu. Por mais
que focasse e procurasse conduzir o cavalo, ele não transpunha o riacho.
Naquela passagem, a água, límpida e lenta, não passava do tornozelo. Não
entendi a resistência do cavalo. Voltei à cidade e, novamente, recolhi-me cedo.

A jornada

No dia seguinte, levantei-me antes do sol, e estava no cruzamento quando ele
nasceu. Prossegui pelo caminho sem problemas, sob um sol brando, até ao
meio-dia. O caminho, verdadeiramente tortuoso, se elevava aos pouquinhos, e não
me cansou em excesso, mesmo em boa marcha. O dia transcorreu sem incidentes.

Por volta das cinco da tarde eu havia chegado a uma grande curva do caminho.
Uma curva para a esquerda, à direita pequena colina era encimada por uma árvore
de copa larga. A árvore não era grande, mas como era a única nas redondezas,
parecia enorme. Escurecia rapidamente, pois o sol ficava escondido pelas
elevações à oeste.

Rumei para a árvore, iria passar a noite sob ela. Ao chegar no topo da colina olhei
para o caminho que teia pela frente.. Após a curva, a vereda fazia duas curvas para
a direita, contornando o pequeno contraforte, e retomava o sentido para oeste.
Mais nada se via além disso. Uma densa e escura neblina fechava à visão a
seqüência do caminho. Resignei-me a isso e pus-me a a preparar o local para o
repouso noturno.

Abri a mochila e retirei os pães e o queijo, ainda frescos. A carne-seca e as
bolachas ficariam para os dias seguintes. Não havia gravetos suficientes para se
fazer uma fogueira, mas as noites não estavam frias, fazia um verão muito
agradável e ameno, sem extremos. A lua nasceria em breve, estava quase cheia.

Feita a refeição, recostei-me na árvore, à espera do nascer da Lua. Não se ouvia
nenhum som exterior. Aqueles barulhos típicos do fim de tarde em qualquer lugar
a céu aberto, não se ouviam por aqui. Grilos, cigarras, insetos diversos, mosquitos,
roedores, aranhas (aranha faz barulho?), aves voltando para os ninhos... Não
davam sinais de existência. Nem a brisa fazia com que as folhas farfalhassem.
Ea esquisito, apenas ouvia a minha respiração e minha digestão, e sem muito
esforço, ouviria o sangue correndo nas veias.

Em pouco mais de uma hora nesta calma, a Lua surgia, muito grande, radiante e
esplendorosa. Apesar de não ser ainda cheia - seria no dia seguinte ou no posterior
- não se notava defeito na sua esfericidade. Dominava a paisagem, iluminando tudo
à sua frente.

Quedei-me naquela quietude, e a lua foi-se elevando pouco a pouco, até diminuir
de tamanho quase à metade. Com tal claridade nos olhos, não poderia conciliar o
sono. Passei para o lado oposto a árvore e aproveitei para olhar o caminho no
oeste, esperando ver a neblina refletindo o luar, como um mar de prata. Qual o
quê? Naquela direção estava tudo escuro como uma noite sem lua e sem estrelas.
Que neblna era aquela que absorvia toda a luz?

Desliguei-me dessa questão e deitei-me para dormir. Seriam quase oito da noite e
eu poderia acordar cedo e bem refeito das canseiras daquele dia. Logo adormeci.

A noite do terror

Acordei quando a Lua passara um bocado do meio do céu. A copa da árvore era
larga, mas não espessa, e o luar se infiltrava por ela.Não foi, entretanto, a lua que
me acordou. Tivera um sonho curioso.

Numa planície escura, embora o Sol estivesse no céu, um sacerdote ou feiticeiro,
muito magro e de face ossuda, clamava para mim: "Venha para o mundo de agora,
aqui é o seu lugar!". Esse "agora" não era ouvido nitidamente, parecia haver um
eco quando era falado.
"Mundo de agora"? - Pensava eu, já acordado - Essa é boa! E onde é que estou
agora? Não dei importância ao sonho, e como a noite continuava calma, logo voltei
a dormir.

"Venha para o mundo de agora, aqui é o seu lugar!" O feiticeiro se aproximava,
enquanto eu começava a ouvir o som que fazia fundo ao seu chamado. Era como
se houvesse uma multidão ao longe, se lamentando e expressando uma agonia
dolorosa. Quase um canto monótono, entrecorrtado por "uis" e "ais". Além dos
gemidos havia gritos de "Pare!" e "Não!". Ouvi o feiticeiro mais perto, gritando seu
bordão. Acordei novamente, desta vez mais impressionado: O sonho tinha
continuado!

Meditei sobre isso, mas nao havia muito o que questionar: Sonhos são sonhos!
Apenas isso. Não podia me deixar influenciar por sonhos. Deixei a mente vaguear
por experiências mais agradáveis. Lembrei-me de minha infância e de minha
adolescência. Eu tinha onze anos e meu pai me levou à uma cidade grande.
Lá ouvi um pianista tocando a "Pequena Serenata" de Mozart. Nunca me
esqueci dela. Adormeci acompanhando aquela melodia: "
Tan, tan tan, tan tan tan tan tan tasn, tan..."

"Venha para o mundo de Hsgaroth, aqui é o seu lugar!", o feiticeiro estava cada
vez mais perto. E continuava com seu clamor imbecil. Agora eu ouvia melhor e o
"agora" se transformara em "Hsgaroth", sei lá o que era isso.

Os gemidos e lamentos não só continuavam, como ficavam mais altos. Aí apareceu
um fato novo: Ouvi nitidamente o ruflar de asas. Mais forte. Corujas? Ouvia também
rosnados, agressivos e furiosos. Comecei a ver, além do feiticeiro haviam formas
fantasmagóricas, meio se esquivando, meio se arrastando. Acordei deveras
assustado. Aquilo tinha continuidade demais para um sonho.

Levantei-me e tomei uma resolução. Continuaria a caminhar, mesmo à noite!
Tinha dormido umas cinco horas, e estava relativamente descansado. Caminharia
devagar e ao nascer o dia, já teria avançado um bom pedaço.

Coloquei a mochila nas costas e desci a colina. Ao contornar a grande curva do
caminho, deparei-me com a neblina. Realmente não deixava ver muita coisa, mas o
luar a penetrava suavemente, e meio metro ou um pouco mais à frente, podia ser
vislumbrado. Daria para seguir assim mesmo. Avancei cerca de cem metros, devagar
e sondando o terreno.

Mas eu não contava com o que se sucedeu. Um rumor igual ao dos sonhos,
começava a se fazer ouvir! Aquele canto monótono, composto por gemidos e
lamentos, alteava-se cada vez mais. Parei e fiquei à escuta. Ouvia ao longe os
rosnados. Então o feiticeiro também se fez ouvir. Repetia o mesmo refrão:
"Venha para o mundo de Hsgaroth...".
Sempre fui corajoso e não temia enfrentar aquilo, mas o que se seguiu
foi demais para toda a minha coragem.

O "flap, flap" de asas fez-se presente. Raciocinei: "Por aqui não vi roedores nem
pequenos animais, como é que agora aparecem corujas? Podem também ser
morcegos, mas esse barulho de asas é muito alto para morcegos. Só se forem
morcegos gigantescos". A perspectiva não me agradava. Não podia vê-los, e nesse
quesito eles tinham ampla vantagem sobre mim. Os rosnados também aumentaram.
Não tinha nenhuma margem para vitória se me defrontasse agora com predadores
noturnos. Voltei-me e retornei sobre meus passos.

Gritos de "Fuja!" e "Vá embora!" começaram a ecoar e o gelo correu pela minha
coluna vertebral. Soavam cada vez mais perto. Alcancei a grande curva, e ia quase
caindo sobre o contraforte rochoso da colina. Agora tomava o caminho que estava
livre de neblina. Gritos de "Vamos alcançá-lo!" surgiram. Aí desatei a correr. Não
era covardia nem medo sem fundamento, era questão de sobrevivência.

Corri por toda a madrugada e os gritos e os ruídos não me abandonavam. Cheguei
a observar vultos no ar e ouvi o barulho dos passos na perseguição. Corri
desesperadamente. Devo ter percorrido aqueles trinta e tantos quilômetros em
menos de duas horas. Quando já pensava em me estirar no chão e me entregar
ao destino, divisei uma faixa escura atravessando o caminho. Pensei: "Aquele
tronco não estava ali antes", mas não era tronco, era o regato!

"Meu Deus, estou salvo!", regozijei-me. Com redobrado vigor percorri aqueles cem
metros, mas parecia que não ia alcançar o regato.
Por fim, cruzei-o em grande velocidade, acho que nem molhei os pés. Só fui parar
próximo à placa do X. Todos os ruídos exteriores cessaram. Só o latejar das minhas
veias e o resfolegar da minha respiração eram ouvidos. Caí extenuado ao lado da
placa e ali fiquei desmaiado por mais de duas horas.

O guardião

Quando acordei, o Sol já despontava no horizonte e iluminava tudo. Senti um peso
enorme nas costas. Era a mochila, que eu nem me lembrara de jogar fora. Afinal, eu
corria para salvar a vida, não cabia transportar carga inútil. Mas já que ela estava
ali, ótimo. Retirei a mochila e fui até o regato, para saciar a sede terrível e para lavar
o rosto. Depois disso, ainda cansado daquela batalha travada com o desconhecido,
dirigi-me à estrada do sul, que tinha algumas árvores ao longo dela, e deitei-me
embaixo de uma. Dormi mais umas três horas.

Ao levantar, já às dez horas, levei o olhar para a colina da casinha do Velho. Vi ali
movimento. Iria lá dizer ao Velho que ele tinha toda a razão: O caminho para oeste
era o caminho do inferno. Chegando na casa, encontrei o delegado de Moresti.

- Bom dia. Ode está o Velho?
- Bom dia. O Velho morreu nesta madrugada. O garoto que traz suas provisões
semanais, o encontrou morto.
- Oh! Lamento.
- Já o levamos para a cidade, será enterrado à tarde.
Assenti, sem nada dizer.

- Mas, você não ia seguir o caminho? Perguntou ele.
- Sim, Segui, mas retornei. As coisas lá são como o Velho disse. Muito ruins.
- E que vai fazer agora?
- Não sei. - Respondi sinceramente, não sabia o que fazer daí pra frente.
- Por que não fica aqui mesmo, na casa do Velho? Ele não tinha parentes,
ninguém vai reclamar sua herança. Vim limpar a casa do material perecível e
fechá-la.
- Sim, pode ser. Não tenho pra onde ir.
- Trazíamos provisão semanal para o Velho, podemos continuar a trazê-la para
você. Aqui tem uma horta boa, muito produtiva. E o regato ali em baixo, é água
limpa e boa.
- Sim, é verdade.
- Agora, sem o Velho, necessitamos de um novo... guardião.
- Guardião...
- É. Um guardião do.. caminho do inferno.
Fiz uma pequena pausa para meditar e concordei.

- Sim. Ficarei. Serei o novo guardião do caminho do inferno.
É o meu destino. Depois de passar pelo que passei, meu lugar é aqui!

publicado no NPN às 01:25              Comments:                 Halo


Quarta-feira, Julho 12, 2006


Bom dia amigos!
Hoje, para vocês, um pouco de...


CULTURA INÚTIL



Cabelo farto

Ao longo da história, cabelo na cabeça sempre foi considerado um distintivo de força bruta masculina. Na Idade Média, se supunha que o cabelo tinha poderes mágicos, razão pela qual se cortavam mechas para guardar em camafeus e usar em cerimônias religiosas. No caso dos monges, raspar a cabeça era visto como sinal de humildade diante de Deus. Sansão perdeu sua força quando teve o cabelo cortado. Uma cabeça cheia de cabelos sempre representou a força e o poder do homem, razão da atração que exerce sobre as mulheres.
Cerca de 50% das mulheres conferem alta relevância ao fato do homem ter uma cabeleira farta, o que no entanto é uma baixa prioridade para muitas outras, muitas das quais acham atraentes cabeças calvas ou raspadas.

A hora e a vez dos carecas

A calvície masculina é hereditária, e sua causa é a superprodução de hormônios masculinos. Esses hormônios irrigam o sistema, desativando certas papilas capilares, em geral situadas no alto da cabeça. Devido aos níveis mais elevados de hormônio, os homens calvos são em geral mais agressivos e mais sexualmente excitados do que seus semelhantes não-calvos, o que faz da calvície um signo de masculinidade exacerbada. A masculinidade transmitida por uma cabeça calva acentua a diferença entre os sexos e é, por isso, um estímulo para muitas mulheres.
Foram feitas experiências usando imagens de cabeças masculinas - modificadas por computador, com graus variados de calvície ¿ que foram mostradas a voluntários que foram solicitados a dizer a impressão que causariam no ambiente de trabalho (mais uma daquelas pesquisas de super-utilidade pública!). Descobriu-se que, quanto mais calvo o homem, maior a impressão de poder e sucesso que ele transmite e menor a resistência potencial das pessoas à sua autoridade. Os homens com cabelos fartos, por outro lado, eram vistos como os menos poderosos e menos bem-remunerados (a quantidade de cabelos na cabeça é inversamente proporcional à quantidade de dinheiro no banco... muito fundamentada essa colocação!).
Uma cabeça calva é, portanto, uma poderosa vitrine de testosterona. Muitos homens sofrem com a calvície real ou potencial, e se sentem frustrados por não poderem fazer quase nada a respeito - a única maneira segura de evitar a calvície é a castração antes da puberdade (coisa que não é muito recomendada... melhor ser careca, creia-me!). Mas os calvos devem ter em conta que a compensação para a calvície é o reforço da sua aura de masculinidade e poder.

O engraçado é que só os homens contam piadas de carecas; mulheres raramente o fazem. Imagino que isso se deva, em parte, à solidariedade da mulher com o desconforto que a calvície traz aos homens e, agora que já tive a explicação científica da "carequice", em parte ao fato de a calvície ser um signo de masculinidade.

Agora posso compreender o ditado que dizia "É dos carecas que elas gostam mais!".
Dá licença que eu vou correndo espalhar a notícia na minha família onde desde o bisavô até os bisnetos homens são um pouco, muito ou totalmente carecas! Ah, sim.. E dos dois lados da família, heim? É muita masculinidade para uma família só!!! Hahaha

Beijos.

Informações e adaptações do texto de Allan e Barbara Pease.
Postado por Anna

publicado no NPN às 08:40              Comments:                 Halo


Terça-feira, Julho 11, 2006


Amigos, mais uma salada de frutas.
Beijocas
Yvonne


REPRESSÃO SEXUAL - Na semana passada, o Tesco escreveu um excelente post sobre
masturbação e Igreja Católica. No meu comentário, eu disse que nos dias de hoje, até
que a Igreja está bem boazinha e que problema maior deve ser viver em algum
daqueles países rigorosos do Oriente Médio. Pois bem, quero contar para vocês
uma história absurda. Meu pai foi representante de uma empresa francesa na Argélia
que era naquela época um país bem light. Estava um dia em uma recepção com
pessoas esclarecidas, quando a sua mulher caiu na besteira de perguntar as horas
para um garçom que estava servindo lá. Isso foi o suficiente para o cara achar que ela
estava doida para transar com ele e a partir desta noite ele começou a perseguí-la.
Ela trabalhava fora e foi obrigada a contratar um segurança. A coisa ficou tão perigosa
que o meu pai teve que solicitar o auxílio de não sei de quem para resolver o problema.
O garçom ficou preso por algum tempo, foi ameaçado de morte pela polícia local, até
que finalmente desistiu de "cortejar" a mulher do meu pai. Os franceses apesar de
terem sido crudelíssimos com os argelinos, levaram alguma modernidade para lá.
Ainda assim, mulher alguma podia se dirigir a um desconhecido para falar qualquer
coisa.
Uns dias depois do meu pai ter me contado essa história, eu perguntei a ele se
haveria a possibilidade do meu irmão ir morar lá. A resposta foi curta e rápida, algo
do tipo "Nem pensar". E o motivo é que ele poderia ser estuprado por ser jovem.
Como lá não existe bordel e os homens não podem ter sexo com as mulheres fora
do casamento, eles têm sexo entre si apesar da grande maioria não ser
homossexual. Nada contra, mas isso é vida?


RIVALIDADE - Quando criança morei em uma rua que era uma ladeira da sua metade
para cima. Nós tínhamos duas turmas: a de cima e a de baixo. As duas turmas eram
inimigas. Uma vez um senhor tentando acabar com aquele problema organizou um
campeonato de futebol com os meninos. Não me lembro mais o que houve, mas algum
garoto teve que sair da equipe dos "de baixo" e ele ingenuamente sugeriu colocar um
"de cima" no seu lugar. Foi uma confusão só. Ninguém pensou em trair a sua turma.
Por que essa história boba e tão fora de propósito? Porque me incomoda demais os
carinhos que os jogadores trocam entre si. Sei que estou falando uma besteira muito
grande, mas rival é rival. Os caras só faltam trocar beijos na boca depois que o jogo
acaba. Não acho legal essa globalização do futebol.
Todas as vezes que eu indagava ao meu marido em que time o fulano jogava, as
respostas eram invariavelmente as mesmas: Milan, Barcelona, Real Madri, etc.
Quase levei um susto quando ele falou que o Tevez joga no Corínthias e eu pensei
cá com os meus botões: se joga em time brasileiro, não deve ser um craque.
Esses caras jogam juntos, comem juntos, saem juntos, têm a mesma mulher que o
outro já teve (Suzana Verner, Ronaldo e Júlio César), ganham muita grana juntos,
fazem propaganda juntos (Santander) e de noite dormem em suas casas
esplendorosas ao lado de louras gostosérrimas. Fica a pergunta que não quer calar:
Para que se esforçar pelo seu país? Sei que ninguém merece ter o destino do pobre
Garrincha, o segundo maior jogador de todos os tempos em minha modesta opinião,
mas é tão difícil assim esquecer a grana e ter orgulho da própria camisa?


PROFISSIONAL DE SUSSEXO - O assunto é velho para muitos de vocês porque a Magui já comentou em
seu blog, mas até agora estou pasma
com as 18 dicas que o Ministério do
Trabalho deu para as prostitutas.
Leiam AQUI.
Vejam bem, nada tenho contra as
prostitutas e eu acho inclusive que é
dever de qualquer governo do mundo
dar o apoio necessário para quem
tem essa profissão, mas eu penso que
teria sido muito mais interessante se
o MT fornecesse dicas de segurança,
saúde, não exploração e coisas do
gênero. "Demonstrar capacidade de
realizar fantasias eróticas" foi um
pouco demais, não?


PRÁ TERMINAR - Vejam só a foto que
eu "roubei" do .Jacaré Banguela
Essa sempre é a imagem que os
estrangeiros tem das mulheres
brasileiras.
E o pior é saber disso e ser obrigada
a ficar calada.







ANIVERSÁRIO DA VIVA, NO DIA 7/7
PARABÉNS, VIVA!

(Concorrer com Copa do Mundo é fogo!)
MUITAS FELICIDADES!

publicado no NPN às 07:23              Comments:                 Halo


Segunda-feira, Julho 10, 2006




Bom dia, lindinhos!!

pra vcs: Rubem Fonseca, espero que gostem.

Beijinhos

Tatoo


Betsy

Por Rubem Fonseca



Betsy esperou a volta do homem para morrer.

Antes da viagem ele notara que Betsy mostrava um apetite incomum. Depois surgiram outros sintomas, ingestão excessiva de água, incontinência urinária. O único problema de Betsy até então era a catarata numa das vistas. Ela não gostava de sair, mas antes da viagem entrara inesperadamente com ele no elevador e os dois passearam no calçadão da praia, algo que ela nunca fizera. No dia em que o homem chegou, Betsy teve o derrame e ficou sem comer. Vinte dias sem comer, deitada na cama com o homem. Os especialistas consultados disseram que não havia nada a fazer. Betsy só saia da cama para beber água.

O homem permaneceu com Betsy na cama durante toda a sua agonia, acariciando seu corpo, sentindo com tristeza a magreza de suas ancas. No último dia, Betsy, muito quieta, os olhos azuis abertos, fitou o homem com o mesmo olhar de sempre, que indicava o conforto e o prazer produzidos pela presença e pelos carinhos dele. Começou a tremer e ele a abraçou com mais força. Sentindo que os membros dela estavam frios, o homem arranjou para Betsy uma posição confortável na cama. Então ela estendeu o corpo, parecendo se espreguiçar, e virou a cabeça para trás, num gesto cheio de langor. Depois esticou o corpo ainda mais e suspirou, uma exalação forte. O homem pensou que Betsy havia morrido. Mas alguns segundos depois ela emitiu novo suspiro. Horrorizado com sua meticulosa atenção o homem contou, um a um, todos os suspiros de Betsy. Com o intervalo de alguns segundos ela exalou nove suspiros iguais, a língua para fora, pendendo do lado da boca. Logo ela passou a golpear a barriga com os dois pés juntos, como fazia ocasionalmente, apenas com mais violência. Em seguida, ficou imóvel. O homem passou a mão de leve no corpo de Betsy. Ela se espreguiçou e alongou os membros pela última vez. Estava morta. Agora, o homem sabia, ela estava morta.

A noite inteira o homem passou acordado ao lado de Betsy, afagando-a de leve, em silêncio, sem saber o que dizer. Eles haviam vivido juntos dezoito anos.

De manhã, ele a deixou na cama e foi até a cozinha e preparou um café puro. Foi tomar o café na sala. A casa nunca estivera tão vazia e triste.

Felizmente o homem não jogara fora a caixa de papelão do liqüidificador. Voltou para o quarto. Cuidadosamente, colocou o corpo de Betsy dentro da caixa. Com a caixa debaixo do braço caminhou para a porta. Antes de abri-la e sair, enxugou os olhos. Não queria que o vissem assim.


Rubem Fonseca: de seu livro "Histórias de amor" (contos), editado por Cia. das Letras - São Paulo, 1997, pág. 09, extraímos o texto acima.

publicado no NPN às 10:47              Comments:                 Halo


Domingo, Julho 09, 2006


PROMOÇÃO NPN 34
(REGULAMENTO NA COLUNA AO LADO, ABAIXO DOS PERFIS E DOS LINKS)
SORTEIO DOS CDs:


Casa da Bossa
1-. O barquinho / Vagamente você -- Pery Ribeiro / Rosana
2-. Ilusão à toa -- Johnny Alf / Fafá de Belém
3-. Samba de verão -- Marcos Valle / Patrícia Marx
4-. Desafinado / Astronauta -- Wanda Sá / Zé Renato
5-. Tristeza de nós dois/ Estamos aí/ Batida diferente -- Leny Andrade / Emílio Santiago
6-. Pra você -- S´lvio César / Elba Ramalho
7-. Lobo bobo -- Wilson Simonal / Sandra de Sá
8-. Corcovado -- Os Cariocas / Ithamara Koorax
9-. Este seu olhar / Só m teus braços -- Nana Caymmi / Erasmo Carlos
10. Pimavera / Sabe você -- Alaíde Costa / Joyce
11. Nanã -- Zimbo Trio / Márcio Montarroyos
12. Chega de saudade -- Quarteto em Cy / Frejat
13. Samba em prelúdio -- Claudete Soares / Guilherme Arantes
14. Balanço zona sul -- Tito Madi / Cláudio Telles
15. Mocinho bonito/ Você e eu/ Fotografia -- Dóris Monteiro / Léo Jaime


Promoção Music & Gifts
1. - As rosas não falam -- Beth Carvalho
2. - Anos dourados -- Maria Bethania
3. - Brasil -- Gal Costa
4. - Aviso aos navegantes -- Lulu Santos
5. - Chorando no campo -- Lobão
6. - Admirável gado novo -- Zé Ramalho
7. - Dona -- Sá & Guarabira
8. - Totalmente demais -- Hanoi Hanoi
9. - Chão de giz -- Elba Ramaljo
10. Infinita highway -- Engenheiros do Hawaii
11. Lua e estrela -- Vinícius Cantuária
12. Tanta saudade -- Chico Buarque
13. Borbulhas de amor -- Fagner

INSCREVA-SE ASSIM:
Escolha apenas UM grupo de dezenas, de 1 a 25.
As dezenas já estão determinadas para cada grupo.
Escolha um grupo que ainda esteja disponível!
A dezena vencedora será a do 5º prêmio da Loteria Federal de 15/07/2006,
Escolha, ATÉ às 18 h do dia 15/07,
e BOA SORTE!

publicado no NPN às 20:56              Comments:                 Halo


Sexta-feira, Julho 07, 2006


MISCELÂNEA


VOCÊ ACREDITA? (1)
Coincidências: Por que acontecem?


"Às vezes penso em um determinado assunto e quando vejo, alguém está
falando comigo sobre aquele assunto".
(Yvonne, comentando no NPN em 23/06).

Em algum momento de nossas vidas aconteceu algo, num mesmo momento,
coincidindo com outra coisa parecida ou similar.

Isso nos intriga e, quando as coincidências acontecem, procura-se sempre
alguma explicação. Pouca gente se convence de que ocorram aleatoriamente.

Carl Gustav Jung (1875-1961) considerou que as coincidências de significado
têm um sentido maior e se relacionam com a nossa mente, denominando
o fenômeno de sincronicidade. Em 1950 Jung publicou um ensaio chamado
"Sincronicidade: Um Princípio de Conexões Acausais¿"
Em relação ao termo Jung assim se refere:
"Emprego, pois, aqui, o conceito geral de sincronicidade, no sentido especial
de coincidência, no tempo, de dois ou vários eventos, sem relação causal mas
com mesmo conteúdo significativo".

Quer dizer: As coincidências não têm aquela conhecida relação de causa e
efeito, não é uma coisa decorrendo naturalmente da outra, mas têm uma relação
de sentidos, de significados.

Teoria para explicar a sincronicidade

A teoria de Jung parte do pressuposto de que o universo é uno e indivisível
e que tudo nele é interligado por alguma vibração. Tudo como uma grande
teia cósmica. Assim, o que se passa dentro de nós no plano psíquico, teria
estrita relação com que ocorre fora, no plano físico. Nossa racionalidade, no
entanto, insiste em fazer a separação.

Essa teia vibracional, na hora em que a razão está menos ativa, em algum
momento de relaxamento, faz chegar ao consciente, informações que não podem
chegar pelos meios normais.

É uma explicação aceitável, mas poderíamos juntar-lhe um adendo sobre a
vibração que percorre essa teia. Teria que ser uma onda à qual apenas
determinadas pessoas sejam sensíveis, pois a informação que interessa a
uns não interessa a outros. Seria o caso de alguém pensar num amigo que
não vê há muito, e encontrá-lo ao sair na rua.

Acredito que tais ondas sejam específicas não para algumas pessoas, mas
para um tipo de assunto. O caso de alguém se lembrar de uma música antiga
e logo depois ouvi-la no rádio, ilustra bem essa idéia. A onda nostálgica traria
referência a uma época e cada um lembraria uma música ou outra coisa qualquer,
conforme sua sensibilidade. Somente as lembranças similares é que fariam parte
dessa coincidência.

Conseqüências da sincronicidade na nossa vida

Muitos acreditam que a sincronicidade é a vontade divina manifestando-se
na vida humana.

Outros crêem que a coincidência precisa ser decifrada, pois traz uma
mensagem importante para as vidas delas. Jung pensava que a compreensão
da mensagem transmitida pela sincronicidade pode surgir espontaneamente
e a isso deu o nome de insight.

Num texto sobre sincronicidade no site Soltando as amarras, diz Juliana Motter:
"...a cada vez que se manifesta (a sincronicidade) confirma a reconfortante
sensação de que nada na vida acontece por acaso".

Nuno Cobra, treinador físico e mental, diz no site Revista 02, edição 23:
"Acho exagero dizer que nada na vida é por acaso, é claro que existe uma
pequena margem de acaso e de fatalidade, mas fora desta margem, a
sincronicidade reina absoluta, fazendo com que você atraia para sua vida
tudo o que lhe é por direito e merecimento".

De um modo geral, as pessoas consideram as coincidências um fato positivo.

Com a palavra o leitor

E você, o que diz?
Que experiência marcante tem neste assunto?
Tem alguma teoria diferente?
Acha que a sincronicidade é uma parte importante no destino humano?
Crê que nada acontece por acaso?
Algo ou alguém está nos dirigindo?

Use seu espaço e meta-se a falar.



Abraço do tesco

publicado no NPN às 08:23              Comments:                 Halo


Quinta-feira, Julho 06, 2006


TABUS

A revista Cláudia, em março de 2005, publicou reportagem de Patrícia Zaidan, com
o título:
"Ainda existem tabus sexuais em pleno século 21? 12 ótimas respostas".
Um dos tabus focalizados foi o da masturbação. Transcrevo essa parte da reportagem.

"6. Hoje as mulheres se masturbam sem culpa?


Na tradição judaico-cristã, a masturbação era vista como perda de esperma
e da possibilidade reprodutiva.

Em 1620, ao escrever um livro médico, o ex-padre suíço Tissot chegou a
descrevê-la como algo que podia causar a morte. Essa versão reverberou
por séculos, embora não tenha impedido que os homens se dedicassem à
prática às escondidas.

Em 1953, o cientista Alfred Kinsey, da Universidade de Indiana, publicou
uma pesquisa atestando que as mulheres também se masturbavam.

Em 1992, o papa afirmou que a masturbação deixava de ser um pecado
mortal para ser um pecado menor, aceitável em situações especiais - caso
de presos e homossexuais, que, ao se manipularem, evitavam "um mal
maior".

Mesmo com as flexibilizações e com as descobertas de que o auto-
conhecimento físico colabora com a saúde sexual, a nossa cultura ainda não
vê com bons olhos a menina que se toca. As conseqüências da condenação,
muitas vezes, são a anorgasmia (falta de prazer sexual) e os problemas
relacionais.
A mulher que não explorou seus órgãos na adolescência pode demorar de
dois a cinco anos para aprender a ter prazer.

Oswaldo Rodrigues Jr, psicólogo, presidente da Associação Brasileira
para o Estudo da Inadequação Sexual (Abeis).
"


Vejam vocês o "grande avanço" da Igreja Católica, ao deixar de considerar
a masturbação como pecado mortal. Sorte de quem não morreu antes de 1992, né?

Esse " ..a nossa cultura ainda não vê com bons olhos..." falado pelo Dr. Rodrigues,
não se deve à outra coisa que aos funestos ensinamentos da Igreja.
Não era meu interesse falar da Igreja, mas parece que toda vez que se fala em
sexo, não dá pra deixar de citá-la. E sempre como má referência. .

Resta-nos torcer para que a sociedade livre-se de uma vez dessa perversa mania
das igrejas de quererem guiar a humanidade, reservando a isenção dos pecados
para elas, e condenando a nós, vis pecadores, a todas as danações possíveis.


Abraço do tesco

publicado no NPN às 00:46              Comments:                 Halo


Quarta-feira, Julho 05, 2006


Pessoal,
Desculpa a demora para postar hoje, mas cá estou eu!
Beijoca,
Anna


ELA HOJE - OU COMO NOS TORNAMOS ESCRAVOS DO TRABALHO

Tudo que ela faz ultimamente é correndo.
Acorda cedo, pula da cama sem nem poder espreguiçar, escova os dentes, troca de roupa, toma um copo de leite e põe-se a caminho do trabalho.
Para não perder tempo, enquanto está parada nos semáforos vai providenciando a maquiagem "basiquinha" de cada dia. Não basta estar presente em todas as reuniões, ainda tem que estar impecável.
No primeiro semáforo ela passa lápis preto nos olhos, no segundo passa rímel em um dos olhos, mas é interrompida por um integrante da associação de assistência ao não-sei-o-que que tenta lhe vender uma revistinha, como se não bastasse comprar, ela ainda ouve toda a explicação que o rapaz tem a dar.
O semáforo abre. No próximo ela passa batom.
Nesse meio tempo entre o rímel, o rapaz da associação e do batom, ela atende à duas ligações.
Três reuniões, dezenas de telefonemas e 3 horas depois, quando não consegue mais adiar a sua primeira incursão ao banheiro - por uma questão fisiológica, claro - naquela passada rápida em frente ao espelho descobre que esqueceu de passar rímel em um dos olhos. "Maldita associação", pensa ela.
Problema fácil de ser resolvido, em menos de um minuto o rímel está onde deveria estar a horas atrás. Ela volta para sua mesa onde dois celulares e um telefone fixo tocam desesperadamente. Atende um deles. Seu critério de decisão é baseado no som dos telefones, ela atende aquele que tocava mais alto. Enquanto resolve um problema via telefone, responde aos e-mails mais urgentes.
Mal percebe quando já passou da hora do almoço. Só lembra disso porque percebe que o escritório está muito vazio e silencioso.
Corre para almoçar, engole a comida enquanto anota coisas que não podem ser esquecidas na parte da tarde.
Volta para o escritório e embrenha-se novamente na selva de problemas que aguardam uma solução, sempre urgente.
Já passa das 19h quando alguém vem implorar a ela para que vá embora, pois este alguém quer fechar o escritório para poder ir finalmente embora.
Muito trânsito e uma hora depois consegue finalmente chegar em casa.
Ela toma um banho rápido, sem nem lhe conceder o tempo de passar um hidratante. Come algo às pressas enquanto vê o noticiário da noite. Só problemas, só desgraças... melhor desligar isso.
Ela liga o computador e põe-se a trabalhar até que o sono não lhe permite mais.
Arrasta-se até a cama já dormindo, sonha com o trabalho,acorda preocupada com problemas que têm que ser resolvidos no dia seguinte, acende o abajur e pega o bloco de notas e a caneta que ficam na cabeceira da cama para essas emergências, anota algumas idéias. Essa é a única forma de voltar a pegar no sono.
Quando o sono parece ter atingido o seu melhor, o despertador canta de galo e vai começar tudo de novo...
Faz falta um tempo para ela.
Faz falta poder tomar um banho sem pressa, mas até isso é impossível, não fosse só o tempo ainda tem a consciência que a acusa de estar gastando mais água do que o necessário, "O que será do planeta água sem água?
O que ela queria era não ter responsabilidades por um bom tempo. Ou então ser irresponsável mas levar a vida de uma forma mais leve.
Talvez aquele período em que a gente não trabalha e recebe por isso... como se chama mesmo? Férias! Isso, era disso que ela estava precisando. Talvez no ano que vem. Olhando pelo lado otimista, o ano que vem nem está tão longe.
E o pior é que hoje nem vai ter jogo do Brasil para poder ficar com parte da tarde livre.
O jeito é se conformar!

TENHAM UM BOM DIA!
Postado por Anna

publicado no NPN às 12:15              Comments:                 Halo


Terça-feira, Julho 04, 2006


Amigos, de volta à salada de frutas.


IMPERIALISMO AMERICANO - Para quem não entende de operação bancária, quando queremos enviar uma determinada importância de um cliente de um banco para outro localizado em outro país, é necessário que a ordem de pagamento transite através de um sistema de telecomunicação denominado SWIFT que vem a ser a sigla em Inglês de uma sociedade sediada na Suíça com a participação de praticamente quase todos os bancos do mundo. Porque contei essa historinha nada romântica sobre operações cambiais? Porque o presidente do mundo - George Bush, está forçando a SWIFT a fornecer informações a respeito de movimentações bancárias envolvendo grupos terroristas. Se por acaso eu estiver na lista das "Pessoas do Mal" e uma amiga minha me enviar um dindin qualquer, imediatamente ficará "comprovado" que estou recebendo recursos para algum atentado. Só que operações bancárias são sigilosas.
O "New York Times" sabedor dessa história, recebeu um monte de visitas de políticos pedindo para nada publicar em nome do combate ao terrorismo. Eles ouviram as argumentações e ainda assim decidiram levar o assunto ao conhecimento do povo americano. Fica aqui a pergunta que não quer calar: até quando o mundo vai agüentar o topete desse país? O que eles não perceberam é que nenhum medida vale a pena quando temos um monte de pessoas dispostas a sacrificar as próprias vidas em nome daquilo que julgam correto.
Os americanos só dobraram o Japão com seus kamikazes porque jogaram duas bombas atômicas naquele país. Será que é intenção deles repetir a dose? E depois não querem que o Irã enriqueça o urânio.


PATÉTICAS - Ontem vi umas moças esquisitas vestidas da cabeça aos pés e lembrei-me de um episódio ocorrido no Rio quando lá morava. Era um dia de sol maravilhoso e eu aproveitei para ir à praia. Tive a oportunidade de ver duas coisas bastante interessantes. A primeira delas foi a gravação de uma propaganda do bronzeador Copertone com umas moças lindas, bem bronzeadas e de parar o trânsito. Salve a beleza brasileira! Por outro lado, vi também uma das coisas mais deprimentes do mundo: três moças e um rapaz vestidos de Assembléia de Deus, cobertos do pescoço para baixo tentando doutrinar as ovelhas desgarradas que estavam ali perdidas (eu inclusive com uma lata de cerveja na mão) naquele mundo nojento de tentações. Acontece que, tirando o pessoal da propaganda que estava trabalhando, a praia tinha meia dúzia de gatos pingados que são aposentados, donas de casa e moradores do Flamengo, ou seja, só gente da área e bastante acostumada com o ambiente. Chegou a ser ridículo a mocinha querer me doutrinar quando eu estava ao lado de uma amiga batendo gostoso papo.
Quando eles viram que dali não ia sair nada, resolveram tomar banho de mar, todos vestidos. Foi patético ver aquelas moças bem feitas de corpo se esbaldando feito crianças ou interiorano que nunca viu o mar. Elas estavam mais felizes do que pinto no lixo. Essa senhora com quem estava conversando, no alto de sua experiência de vida, olhou para a minha cara e disse assim: "Essas meninas não resistem a uma cantada bem dada. Se algum homem chegar perto, elas vão cair em qualquer conversa fiada."
Essas pessoas resumem a vida em dois extremos: Jesus e o Diabo. Cá entre nós, de que adianta vender a palavra de Jesus quando se percebe nitidamente que o diabo está no corpo? As pobres moças vestidas causaram sensação maior do que as lindonas de biquíni. Enquanto essas últimas estavam tranqüilamente a trabalho mostrando seus corpos esculturais, as outras diziam com os olhos que estavam loucas para serem tentadas pelo diabo. O pior é que os homens por mais simplórios ou imbecis que alguns deles possam ser, conhecem de car