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UM LUGAR ESPECIAL PARA UMA GALERA ALTO ASTRAL!
Sexta-feira, Dezembro 29, 2006 LISTAS DE ANO NOVO É tradiconal se fazer listas com os propósitos para o novo ano. Com algumas metas viáveis e corriqueiras e outras, muitas vezes inalcançáveis. Você fez lista e não conseguiu nem metade do que se propunha? Talvez tenha anotado coisas impossíveis mesmo, pelo menos no momento Que tal experimentar ser mais comedido nessa próvima lista? Algumas sugestões podemos lhe dar aqui: - Você é gordo como o tesco, e precisa eliminar 30 quilos (seus): - Calma, o que foi adquirido ao longo de vários anos, não pode sumir assim, de repente. Tente eliminar um terço disto, e já fez grande coisa; - Você quer um emprego melhor do que o atual, ou talvez, apenas um emprego: - Procure pensar grande, sim, mas não precisa visar a presidência da Microsoft. Um cargo de Presidente do Brasil já deve lhe dar um bom retorno; - Você quer trocar de carro, o seu Fusca 76 já tá dando problemas: - Um Fiat 147, ano 84, é um grande avanço, pelo menos você troca um "tudo atrás" (motor e tração) por um "tudo na frente"; - Você quer um empréstimo bancário: - Pense bem. Banco é um bicho traiçoeiro. Primeiro peça orientações à Yvonne. E assim por diante. Não espere milagres dos grandes, espalhafatosos, desses que provocam canonizações imediatas, mas busque pequenos milagres, desses que acontecem todo dia e recebem nomes variados, como sincronicidades, coincidências, prodígios da fé ou mesmo sorte. Nestes botamos fé. E não esqueça de acrescentar visitas rotineiras ao Nós por Nós, pois aqui você sempre aprende alguma coisa. Bem, se vai utilizar o que aprender, é outra história! De qualquer maneira, faça sua listinha e tenha um FELIZ ANO NOVO! 05:03 publicado no NPN às 05:03 Comments: H Quinta-feira, Dezembro 28, 2006 MÚSICAS Domingo passado estava ouvindo o rádio, desta vez FM, e tocou um punhado de músicas antigas. Até nem tão antigas assim, nada de Chico Viola, Trio de Ouro ou Noel Rosa. Despertou-ma a atenção quando ouvi "Ponha um arco-íris na sua moringa", com Paulo Diniz, dele e de Odibar. É uma composição marcada pela época, com linguagem e evocações típicas. Mas fiquei curioso com o verso final: "Charles precisa voltar, pra ficar". Quem será (ou era) esse Charles? Era o mesmo que o Jorge Ben (Benjor) cita em "Charles anjo 45"? É simbolismo para os exilados pelo regime militar, ainda fora do país na época? Era um simbolismo para o retorno à lei e a ordem sociais? Quem tiver uma resposta fundamentada, nos conte, por favor. Depois tocaram "Assassinaram o camarão", cujo título real é "Tragédia no fundo do mar", de Zezé e Ibraim, com Os originais do samba. Na letra, o guaiamu resolve dar uma de policial e vai investigar o caso, dizendo: "Vou dar um pau nas piranhas lá fora, vocês vão ver, elas vão ter que entregar", delatando sem querer (ou não) o método investigatvo vigente no país e, mostrando o preconceito contra as prostitutas, aqui "simbolizado" por piranhas. Na seqüência veio Toquinho & Vinícius cantando "Como dizia o poeta": "Quem já passou por esta vida e não viveu, pode ter mais mas sabe menos do que eu...". Aqui se nota o verso do Poetinha, "...mesmo o amor que não compensa è melhor que a solidão". Belo não?. Porém há muita letra onde o poeta escreve coisa esquisita; Lembrei de algumas. Em "O boi vai atrás", de João da Praia, sucesso em 1974, a atração é o refrão, em que o título complementa o verso "Aonde a vaca vai". Em 1975 foi lançada uma música que contrariava esse texto, asseverando que na terra do compositor "a vaca vai atrás do boi". Com efeito é essa a versão mais antiga do provérbio brasileiro, "Onde vai o boi, a vaca vai atrás". Mas convenhamos, desde que o leite venha puro, tanto faz, não é? Na música de Zé Kéti, "Malvadeza Durão", o refrão diz :"Morreu Malvadeza Durão, valente, mas muito considerado". Esse "valente" na letra não significa ousado, corajoso, mas briguento, explosivo, por isso que, mesmo assim, ele é "considerado". Mas não considerado por todo mundo, tanto que no final. se diz que "...e o criminoso ninguém viu". Ninguém viu ou é o famigerado "pacto do silêncio"? Em "Menina dos cabelos longos", de 1976, Agepê canta: "quero te levar pra longe, no primeiro bonde a gente pode partir". Bonde? Bonde é essencialmente urbano, normalmente associado com trilhos. Não ia chegar muito longe de bonde. "Perspectiva" de Antônio Carlos & Jocáfi, começa assim: "Pior não pode ser, doer mais que doeu não vai doer...". Lembrou? Não? Tudo bem, não é das mais cantadas da dupla. Mas nela é citado corretamente um dito popular, que é: "Quem tem com o que me pagar, não me deve nada", porém, o ditado é que deveria ser reformulado. Ora essa, se não me deve nada, que importa se tenha ou não com o que pagar? E ironia, eu sei, mas poderia ser mais objetivo, por exemplo: "Quem tem com o que me pagar, pagará mesmo sem querer" ou, sendo mais misterioso: "Quem tem com o que me pagar, não perde por esperar". Concluindo, a minha "ídola" Angela Rô Rô, compôs e canta "Amor, meu grande amor" em que colocou o verso: "Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça", que nos remete ao verso lapidar de Vinícius, "Que seja infinito enquanto dure". São dois lindos versos, que espero, quando o linguajar atual for ininteligível, ambos tenham uma tradução à altura, na nova linguagem. Abraço do tesco 00:49 publicado no NPN às 00:49 Comments: H Terça-feira, Dezembro 26, 2006 Amigos, Eu sempre gostei de um programa que passa no Canal People & Arts de nome "Os Dez Mais". Cada semana é um fato novo. Os dez maiores crimes insolúveis, as dez maiores obras de engenharia, as dez melhores lutas marciais e por aí vai. Há algum tempo, eu vi "Os dez maiores desastres naturais" e obviamente fiquei bastante impressionada. Uma desgraça atrás da outra, mas uma me deixou de boca aberta. Foi uma proliferação de pequenos ratos na Austrália. Eles simplesmente acabaram com a plantação de trigo de uma determinada região no interior daquele país que é o segundo maior exportador do mundo. Esses ratinhos vieram não sei de onde, destruíram tudo que encontraram pelo caminho, inclusive fiação elétrica, canos, portas de residências, móveis, roupas, ou seja, tudo o que se possa imaginar. Gente, eu vi os filmes que foram feitos - UMA CATÁSTROFE. Foi feita uma estimativa e chegaram a conclusão de que foram trilhões de ratos. A sorte é que eles não atacaram seres humanos e outros animais. Foram uns 10 dias de terror. Sem que as autoridades soubessem que medidas tomar para acabar com aquela epidemia, os ratos morreram todos de uma só tacada. Vou ser sincera com vocês: dá para pensar que foi alguma coisa ligada ao Apocalipse. As pessoas varrendo suas casas e quintais cheios de ratos mortos. Vieram do nada e morreram inexplicavelmente. Amigos, foram dez catástrofes e essa não mereceu um dos primeiros lugares, mas foi a que me causou frio no estômago. Contei essa cultura inútil para vocês porque achei interessante. Esses maiores desastres não tiveram nada a ver com desequilíbrio na natureza, nem mesmo os ratos, mas é sempre bom refletir sobre o assunto. Na semana passada eu li que por causa do inverno ameno na Europa, os ursos não estão hibernando e é imprescindível que eles durmam durante esse período. Sempre me preocupei com problemas ecológicos e, no que me diz respeito, faço que tudo que é possível por um mundo melhor, mas é muito pouco. A cada ano que passa, o calor está ficando pior e ainda assim pouca coisa é feita para mudar essa situação. Praticamente todos os dias lemos nos jornais sobre chuvas, enchentes, desmoronamentos, seca, etc. Hoje, faz exatamente dois anos que aconteceu uma das piores desgraças dos últimos anos: o tsunami que não teve nada a ver com desequilíbrio ecológico porque o problema foi originado de uma falha da camada da terra, como existem duas no Golfo do México. Ainda assim, é bom pensar que já é tempo de cuidarmos melhor da nossa grande casa, se é que ainda temos tempo. Beijocas Yvonne 06:28 publicado no NPN às 06:28 Comments: H Domingo, Dezembro 24, 2006 FELIZ NATAL! 23:07 publicado no NPN às 23:07 Comments: H Sexta-feira, Dezembro 22, 2006 MISCELÂNEA MISCELÂNEA hoje com a desacreditada série VOCÊ ACREDITA? (4) VAMPIRO O mito é antigo e não nasceu em 1897, com a novela gótica "Drácula", do irlandês Bram Stoker (1847-1912), embora este seja o tipo mais divulgado em cinema, TV e literatura. Atribui-se a origem do nome do protagonista da novela de Stoker, à existência de Vlad Basarab, soberano da Valáquia (sul da Romênia) no século 15. Vlad intitulou-se Drakulea, para exprimir que era "Filho do Dragão", pois seu pai fundara a Ordem do Dragão, ordem militar para defender a Valáquia de invasores, e empalou mais de 40 mil inimigos, entre prisioneiros de guerra e opositores, ao longo de seu reinado. Mas na verdade, isso não deve ter relação com o mito do vampiro, exceto o nome Drácula. Para escrever esta novela, Stoker pode ter-se baseado também no que se dizia a respeito da Condessa Ersbet Bathory que teria vivido na Transilvânia (noroeste da Romênia) no final do século 16, que para manter-se jovem, segundo a lenda, se banhava no sangue de suas servas, a quem mandava assassinar. Porém, antes de Drácula, em 1871, foi publicado "Carmilla" do irlandês Sheridan Le Fanu (1814-1873), em 1847, "Varney, o Vampiro" ou 'O Banquete Sangrento", de Thomas Presket Prest e, quase 80 anos antes, em 1819, "O Vampiro", de John Polidori. Este último, particularmente, apresenta características marcantes do futuro personagem Drácula. A palavra vampiro deve ter surgido entre os sérvios ou entre os húngaros; antes do século 8, e é possível que derive do polonês upire, que designa sanguessuga. A predominância da lenda é forte e vívida no Leste Europeu, desde o sul da Polônia até os Bálcãs. Porém, fala-se de relatos de antes de 2.000 a.C., na Mesopotâmia, sobre entidades que perturbam os vivos e lhes retira o sangue, simbologia para a atividade vital. Essa idéia também aparece na mitologia grega, sob a figura das Queres, que faziam parte do séqüito de Ares, quando este ia para as batalhas. Eram seres alados (uma simbologia para seres espirituais), providos de garras e caninos longos, que retalhavam os moribundos e sugavam-lhes o sangue. A crença na vida após a morte é universal e quase tão antiga quanto o homem, e o motivo dos rituais estabelecidos para a morte é, precisamente, para que os mortos encontrem a "paz eterna", tão desejada. Qualquer alteração neste estado de paz entre os mortos, poderia, segundo a crença primitiva (e atual entre muitas pessoas), fazer com que os mortos retornem ao mundo dos vivos, com certeza trazendo complicações. Daí nasce o mito do vampiro, um ser que, embora morto, atua no mundo visível, de modo nefasto para todos. Em outubro passado, o professor Costas Efthimiou's, da Universidade da Florida, EUA, afirmou que a existência dos vampiros, no molde tradicional, não é possível, por causa do aumento da população vampiresca. Em dois anos e meio toda a população da Terra seria de vampiros. Isso desvia a questão para a idéia espiritualista (pode-se pensar em termos de outra dimensão). Vampiro seria espírito de gente morta que, por força de seus conceitos pessoais, passa a adquirir sua força vital chupando-a de gente viva, seja de amigos, parentes ou, de preferência, inimigos. Esta visualização de vampiros como entidades espirituais encaixa-se bem em quase todos os atributos do vampiro, como imortalidade, capacidade de voar, mudança de formas, enfraquecimento com a luz do dia, etc., e torna ridículas estas mesmas características, se atribuídas a entidades físicas. O argumento de que o vampiro só entra em nossa casa mediante convite se refere à idéia que a vítima acalenta pensamentos "pecaminosos" e, conseqüentemente, atrai, desse modo, as entidades vampirescas. A identificação do vampiro com algumas pessoas que se comportam como tais, de modo figurado, é possível, mas não caracteriza o objeto do mito. As conclusões nesta pesquisa são: 1 - Vampiros existem; 2 - Não são entidades físicas; 3 - Os rituais empregados para afugentá-los não têm eficácia, podendo dar certo em alguns casos; Leituras: VAMPIROS NÃO EXISTEM PRIMEIRO VAMPIRO BÍBLIA SATÂNICA SEDUTORA MORDIDA E você, acredita em quê? 10:58 publicado no NPN às 10:58 Comments: H Quinta-feira, Dezembro 21, 2006 IMPERMANÊNCIA "Eu não sou Ministro, estou Ministro" (Eduardo Porterla, quando era Ministro da Educação.) "Me deixa ver como viver é bom Não é a vida como está E sim as coisas como são" (Villa-Lobos/Russo/Bonfá) As duas citações são curiosas, se não filosoficamente, pelo menos lingüisticamente. A primeira foi dita pelo então Ministro da Educação do governo João Figeiredo, em 1980, e a segunda faz parte da letra da música "Meninos e meninas", do Legião Urbana. A maioria das línguas ocidentais não faz distinção entre os verbos ser e estar, A gente, que está acostumado com essa diferença, estranha, porém muitos povos convivem muito bem com essa questão. Mas essa dicotomia entre ser e estar nos lembra da transtoriedade das coisas dobre a Terra: Tudo passa, tudo flui. A verdadeira permanência é a impermanência. Lembro isso porque li uma frase na letra de outra música, também do Legião Urbana e dos mesmos autores (Peraí, não sou tiete desse grupo, nem ainda o estou ouvindo seguindo a recomendação que o Ivan da Luz fez em 04/08/2006, aqui em nosso blog. Apenas observei parte das duas letras porque eram citadas num livro). Na música "Quando o sol bater na janela do seu quarto", encontro "A humanidade é desumana". Do jeito que as coisas nos aparecem diariamente, seja pelas lentes de um fotógrafo, seja pela tela da TV, seja por notícias de jornais, revistas e sites, a frase não receberia nenhuma contestação. Mas realmente existem os poréns. Pode-se argumentar muita coisa para restituir às pessoas a fé nas pessoas, contudo as barbaridades se destacam e nosa enchem os olhos. Parece mesmo que a humanidade é desumana. Eu, todavia, asseguro que isso é oassageiro. A humanidade está desumana, mas não é assim. O futuro que nos aguarda não tem que ser necessariamente ruim, como se pode prever pelos fatos que acontecem atualmente. Muita água (que me perdoem os paulistanos por falar em muita água) vai rolar debaixo das pontes e muita modificação há de surgir. Claro, não vai ser da noite pro dia que a humanidade vai dar um salto para essa reconciliação total, com a natureza e entre si, a natureza não dá saltos, mas esse upgrade forçosamente vai aparecer. Já houve uma tremenda evolução dos primóirdios da humanidade até agora: Pelo menos, muito da selvageria que ERA A LEI, agora está fora da lei. E um dia a lei vai ser cumprida! Abraço do tesco 04:43 publicado no NPN às 04:43 Comments: H Quarta-feira, Dezembro 20, 2006 PAPAI NOEL EXISTE... E trabalha na xxxbanco xxxcard! Telefone toca. Quase oito da noite. - Alô! - Por favor, a senhora Anna? Ihhh... lá vem a ladainha... - Não tem ninguém com este nome aqui. - Desculpe, senhora, foi engano. Ufa! Livrei-me Toca o telefone novamente. - Alô! - Anna? - Sim. - Senhora Anna, aqui é o fulano de tal da XXXbanco XXXcard... Putz, que besta, caí nessa! - Primeiramente queria parabenizá-la pelo excelente relacionamento que a senhora tem no comércio da sua cidade. Principalmente com a Editora Abril. - Moço, se você está se referindo ao meu cartão de crédito, não se iluda, pois eu só utilizo o cartão para renovação automática das minhas assinaturas com a editora Abril. - E estamos trazendo para a senhora uma grande oportunidade. O cartão xxxbanco xxxcard. A senhora vai estar recebendo o cartão na sua residência e precisará apenas ligar para a central pedindo a ativação do cartão... - Moço, eu não quero o cartão, muito obrigada. - Basta que a senhora esteja me confirmando o seu endereço. - Moço, eu não quero mesmo o cartão, obrigada. - E então a senhora poderá contar com um cartão isento de anuidade para o resto da vida. - Moooooço.... - Com qual bandeira de cartão de crédito a senhora trabalha hoje? - Se vocês sabem do meu bom relacionamento com o comércio deve saber qual é a bandeira do meu cartão. - Pois então, a senhora poderá contar com a bandeira Mastercard a partir de agora e ainda pode escolher a melhor data para o vencimento, basta que a senhora me confirme o seu endereço. - Mooooço, nem se dê ao trabalho de mandar, pois eu não vou utilizá-lo, não insista, por favor. - Quando fica melhor para a senhora? No início do mês, no meio ou no final? - Isso não é relevante, visto que eu não vou ficar com o cartão. - Qual a data de vencimento do seu cartão? Será que ele é surdo ou o quê? - Por que, você vai pagar a fatura deste mês para mim? - O seu atual cartão lhe dá até 40 dias para pagar suas contas? - Siiiiiiiimmmm. - Como a senhora paga suas contas de água, luz, telefone? - Olha, eu pago no débito automático, mas a partir de agora vou retirar do débito automático e vou passar a encaminhá-las direto para a xxxbanco xxxcard, ou então para a sua residência, pois parece que vocês estão mesmo dispostos a me ajudar financeiramente. - Então, a senhora pode estar confirmando agora o seu endereço? Ah, não... cansei... - Moço, eu vou ter que ser ainda mais mal educada com você? - Perfeito, senhora. O xxxbanco xxxcard agradece a sua atenção e deseja um Feliz Natal. - Humpf! CANSEI TAMBÉM É impressionante a quantidade de cartões virtuais que tenho recebido ultimamente. Deve haver muitas pessoas que me amam por aí, pois todos os dias recebo uns 10 cartões virtuais no meu e-mail do hotmail, sempre com a seguinte frase: Alguém que lhe ama muito enviou um cartão. Este cartão foi enviado por alguém que te ama muito. Ou então recebo e-mail do suposto site "Namorando.com", com mensagens desse nível: ¿Talvez tenha sido por um olhar... Talvez por um sorriso... Talvez tenha sido por aquelas palavras ou talvez aquele instante contigo... Talvez um dia estaremos juntos e talvez tudo será esquecido... Talvez possa existir outros momentos e aí quem sabe... Nem tudo estará perdido... Pra sempre vou amar você !!! Estou lhe enviando uma mensagem de amor, por favor ouça minha mensagem, e espero que goste da pessoa que lhe enviou." ou então: "Estou a sua volta, e você não percebe, sempre estou te observando tudo o que você faz, eu quero te dizer algo, mas tenho medo de acontecer tudo errado, e ter que me desiludir, mas agora tomei uma certa atitude e irei me revelar no final do cartão virtual estará meu nome e será uma grande surpresa, espero que seja boa, pois minha paixão é tão intensa por você! Você é a pessoa mais perfeita que já vi! TE AMO!" Estou começando a me sentir o próprio gás da Coca-Cola. Mas, em contrapartida recebo mensagens assim de "uma grande amiga que me admira muito": "Desculpe-me por estar me metendo na sua vida, mas te considero uma grande amiga e te admiro muito para permitir que isso aconteça sem que você saiba. Não sei nem como lhe dizer isso, mas é preciso. Estão te traindo. E como uma imagem vale mais que mil palavras, veja as fotos do beijo. Uma grande amiga." E o pior é que eu nem posso brigar com o meu namorado, porque todo dia recebo uma dezena daquelas mensagens apaixonadas. Melhor deixar quieto, pois se essa grande amiga resolve contar pra ele das mensagens de amor que recebo... estou perdida. Sem contar que ultimamente eu recebo sempre um e-mail do submarino dizendo que meu pedido foi aprovado e que se, por acaso, eu não fiz pedido nenhum é para eu clicar no link e baixar as instruções de como corrigir esse engano. O meu título de eleitor já está sendo cancelado há quase 5 meses. O meu CPF também. O orkut vive mandando recados de que receberam uma denúncia de pornografia no meu profile (deve ser por isso que eu recebo tanta mensagem apaixonada!) mesmo que este endereço do hotmail nem esteja cadastrado no orkut. Sem contar as inúmeras promoções de Viagra, Ciallis, etc e tal que me mandam ininterruptamente a cada meia hora. Acho que vou aproveitar as promoções e fazer um estoque para depois revender. Alguém tem interesse? Garantimos discrição total! Ahhh, mas a melhor parte eu não contei ainda para vocês.... Só nesta semana eu já ganhei 7 (eu disse S-E-T-E) Chevrolet zerinho... Tudo porque a minha amiga Maria da Cunha Não-sei-das-quantas (sobre quem eu JAMAIS ouvi falar) cadastrou o meu e-mail numa promoção da Chevrolet. Nossa.... eu devo ser mesmo muito legal, para uma pessoa que eu nem conheço me cadastrar para ganhar um presentão (um não, SETE) desses... ELA AINDA ME MATA DE ORGULHO Criança de dois anos e madrinha babona na primeira tentativa de sair das fraldas (a criança, não a madrinha) - Ma, você quer fazer xixi? - Não. - Tem certeza? - Não telo. 10 minutos depois: - Ma, quer fazer xixi? - Nããão. - Mas já está na hora, vamos lá, vamos. - Não dindinha, não telo. - Está bem, quando você quiser, então, grite bem alto: Madrinhaaaaa, quero fazer xixiiiii! Para não ser repetitiva, a pequena criança foi interrogada mais umas 5 vezes e em todas elas disse não. Até que: - Dindinha! (num tom quase sussurrado) - Ma, a madrinha está no telefone, espera um pouquinho. - Dindinhaaaa! (num tom um pouquinho mais alto) A madrinha fazia sinal com as mãos para ela esperar um pouco mais. - Din-di-nhaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! (grito agudo) Telo faze xixi no pi-i-po!!! A madrinha larga o telefone e sai correndo arrastando a criança até o banheiro. Coloca-a no penico e fica apreensiva. A criança fica séria e coloca o dedinho indicador ao lado do rostinho e diz: - Cuta (tradução simultânea: escuta)! E ambas ouvem o tão esperado som do xixi caindo no penico... E a madrinha explode em aplausos, sorrisos e elogios enquanto aquela carinha mais fofa do mundo cheia de sorrisos olha para a madrinha dançando feito uma boba como quem diz: "eu consegui viu que legal?" Essa garotinha ainda me mata de tanto orgulho! Pessoas, não estarei aqui na próxima semana! Vou descansar um pouquinho e passar reveillón na casa de parte da família que é de Belo Horizonte. Ficarei por lá até a terça, dia 02. Mas no dia 03 eu volto! Então, aproveito para desejar a todos do blog um Natal cheio de paz, amor e fé. E que 2007 seja um ano MA-RA-VI-LHO-SO para todos vocês, e que o NPN tenha mais um ano de amizades cada vez mais queridas. Beijos Anna 09:08 publicado no NPN às 09:08 Comments: H Terça-feira, Dezembro 19, 2006 Amigos, a grande maioria de vocês sabe que houve um período neste país em que as crianças faziam um verdadeiro vestibular para entrar na escola pública que era infinitamente melhor do que a grande maioria de particulares. Graças a Deus eu tive essa sorte, pois estudei no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti que era o que poderia haver de melhor naquela época. Escola rigorosa e marcial que só me fez bem. No entanto, com relação à literatura não foi muito interessante. Pois bem, depois de mais de um mês finalmente acabei o livro "O amor nos tempos do cólera", de Gabriel Garcia Marques. É muito bom, só que não agüento ler uma história com capítulos e parágrafos longos e para culminar com poucos diálogos. Esse tem 426 páginas. Por esse motivo, lembrei-me dos livros em que era forçada a ler no ginásio e parei para pensar porque existem tantas pessoas que não gostam de leitura. Vou relacionar para vocês o que fui obrigada a ler dos 11 aos 14 anos: - Os Lusíadas, de Camões. Esse não foi adiante porque um grupo de mães foi falar com o professor que era impossível uma criança de 12 anos suportar uma leitura dessa. O professor abriu mão e indicou o abaixo. - Viagens à minha terra, de Almeida Garret. Gente vocês já leram essa chatice? Espero não estar ofendendo ninguém, principalmente os portugueses, mas esse também é um horror. - As pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Diniz. Outra mala sem alça para quem é jovem. - Vila dos Confins, de Mário Palmério. Esse eu gostei, mas não acho nem um pouco indicado para quem tem menos de quinze anos. Bom, li outros livros também muito bons e que gostei muito como "O homem nu", "O Feijão e o Sonho" e alguns outros, mas fica aqui uma sugestão: não seria bem melhor alguém enveredar pelo mundo da literatura com livros mais amenos? Não me joguem pedras, mas acredito que um Harry Porter teria um efeito bem melhor visto que é cheio de aventuras e prende a atenção do jovem leitor. Os livros do Monteiro Lobato também seriam uma excelente idéia por serem infanto-juvenis, inteligentes e com mil e uma tramas. Livro é que nem comida de neném. Nenhum recém-nascido pode nascer e comer camarão. Tem que beber leitinho, vitaminas, sopinhas batidas no liquidificador, alimentos mais sólidos e sem temperos fortes, até chegar a traçar um leitão à pururuca. O meu colégio era rigoroso, mas ainda noto essa tendência nos dias de hoje. Em nome de um pseudo-elitismo cultural, os professores exigem uma sofisticação literária de um jovem que não é amadurecido a esse ponto. O "trauma" me impede de ler "Os Lusíadas" até os últimos dias da minha vida. Eu sempre fui uma leitora voraz que começou a gostar de livros com nove anos de idade, mas não tinha condições de ler clássicos portugueses naquela época. Eu desconheço por completo o que vem a ser uma escola liberal em que os alunos participam de todo o processo de ensino e aprendizado. Talvez os professores tenham uma postura mais tolerante com relação a esse aspecto. Vocês passaram por alguma experiência do tipo? Mudando de assunto, gostaria de dizer que farei uma viagem ao Rio no período de 07 a 14 de janeiro e gostaria de combinar um encontro com os amigos blogueiros no dia 12 de janeiro à noite. Estou falando com muita antecedência para que as pessoas possam já anotar na agenda. Vou mencionar esse assunto quase todos os dias para que tenhamos uma lista de quem vai e quem não vai. Eu adoraria conhecer vocês e seria uma ótima oportunidade para todos nós estreitarmos o nosso vínculo de amizades. Beijocas Yvonne 07:12 publicado no NPN às 07:12 Comments: H Segunda-feira, Dezembro 18, 2006 Queridos amigos,
publicado no NPN às 06:21 Comments: H Sábado, Dezembro 16, 2006 PROMOÇÃO NPN 54: RESULTADO
publicado no NPN às 21:07 Comments: H Sexta-feira, Dezembro 15, 2006 MISCELÂNEA Gostar de mulher Rafael Martí Ainda nos meus tempos de graduação em jornalismo na Uerj, fui assistir a uma palestra do fotógrafo André Arruda, que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda. Em determinado momento da palestra ele relatava a sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase: "para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher". Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou. -- Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso - afirmou. O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher são necessários outros requisitos que são raros. Por isso a mulherada anda tão insatisfeita. Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente. Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso. Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo a não ser o de ver seu sorriso. É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente é assim porque seu homem não gosta de mulher. O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim com a qualidade do sexo que teve. Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida. O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade. "Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Morais no poema Para viver um grande amor. Para amar verdadeiramente uma mulher o homem deve ser totalmente fiel, amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher. Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Nós que gostamos de mulher é que conquistamos várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, do amor e em última instância do impenetrável universo feminino. Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade. Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês, por incrível que pareça, para um nacionalista e anti-imperialista convicto. É a Have you really loved a woman? do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer "você já amou realmente uma mulher?". Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dá-la apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita. Como se vê, gostar de transar com mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo. Precisa ser homem de verdade para isso. Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sensibilidade. Observação da Yvonne: O André Arruda era um dos comentaristas do Elas Por Elas, que deu origem ao Nós Por Nós 07:09 publicado no NPN às 07:09 Comments: H Quinta-feira, Dezembro 14, 2006 :BRINCADEIRA No domingo passado a LULU ON THE SKY publicou uma brincadeira que achei bem interessante. Consiste em responder um questionário utilizando títulos de música da banda preferida pelo respondedor. Ela usou músicas da Madonna, e ficou ótimo. Então eu copio a idéia, da qual ela também não cita o autor, e uso títulos de Creedence Clearwater Revival, excelente banda country, existente entre 1967 e 1972. Escolha uma banda ou cantor(a) favorito(a), e responda só com nomes de músicas dessa banda. 1. Você é homem ou mulher? Fortunate Son (Filho sortudo) 2. Descreva-se: Sweet Hitch-Hiker (Doce caroneiro) 3. O que as pessoas acham de você? Born To Move (Nascido para o movimento) 4. Descreva seu último relacionamento amoroso Have you ever seen the rain? (Você já viu a chuva?) 5. Descreva sua atual relação amorosa : Hey, tonight (Ei, hoje à noite!) 6. Onde queria estar agora? (wish I could) Hideaway ((Pudesse eu) No esconderijo) 7. O que pensa a respeito do amor? Who'll stop the rain? (Quem pode parar a chuva?) 8.. Como é sua vida? It's Just A Thought (É só um pensamento) 9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo? Long as I can see thr Light (Enquanto eu possa ver a luz...) 10. Escreva uma frase sábia: Someday Never Comes (Esse "algum dia" nunca chega) 11. Agora se despeça: I Put A Spell On You (Ponho um feitiço em você) Abraço do tesco 08:13 publicado no NPN às 08:13 Comments: H Quarta-feira, Dezembro 13, 2006 Dica valiosa para este Natal: Que tal ir à uma agência dos Correios e pegar uma das milhares de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas? Tem cada pedido inacreditável!! Tem criança pedindo um panetone, pirulito, uma blusa de frio para a avó ou material escolar. Repassem esta idéia, por favor, e vamos fazer um pouquinho por aqueles que não tem um feliz natal! Repassem para sua lista de e-mails essa informação, muita gente nem sabe da existência desse projeto. É só pegar a carta, de acordo com suas possibilidades, e entregar o presente em uma agência dos Correios até dia 20 de Dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega. Para maiores informações e até para sua participação, entrar em contato com a área responsável pelo desenvolvimento do projeto em seu estado (veja os números logo abaixo). ACRE (68) 3222-8066 ou 3223-4408 ALAGOAS (82) 3326-3132 AMAPÁ (96) 3223-0196 AMAZONAS-RORAIMA (92) 3621-8417 ou 3621-8418 BAHIA (71) 3346-2825 / 2826 BRASÍLIA (61) 3361-4059 ou 3234-4973 CEARÁ (85) 3255-7274 ou 3255-7118 ESPÍRITO SANTO (27) 3334-3158 GOIÁS (62) 3226-2034 / 2035 MARANHÃO (98) 3232-0262 ou 2107-2380 MINAS GERAIS (31) 3271-1094 ou 3271-1059 MATO GROSSO (65) 3901-2808 ou 3901-2811 MATO GROSSO DO SUL (67) 3389-5233 PARÁ (091) 3211-3140 PARAÍBA (83) 3216-3518 ou 3216-3640 PERNAMBUCO (81) 3425-3810 PIAUÍ (86) 3221-8410 ou 3221 3541/3543-R-224/226 PARANÁ (41) 3310-2360 ou 3310-2356 RIO DE JANEIRO (21) 2503-8110 / 8820 / 8872 RIO GRANDE DO NORTE (84) 3220-2405 RIO GRANDE DO SUL (51) 3220-8917 / 8910 RONDÔNIA (69) 3217-3664 / 3643 SANTA CATARINA (48) 3229-4345 / 4307 SERGIPE (79) 2107-6364 ou 2107-6353 SÃO PAULO - INTERIOR (14) 4009-3571 ou 4009-3510 SÃO PAULO - METROPOLITANA (11) 2112-8443 / 8444 / 8439 / 8445 TOCANTINS (63) 3215-1118 Obrigada, Edu, por me permitir saber desse projeto. E obrigada, Yvonne, que antes mesmo de eu pensar em colocar aqui já estava divulgando essa idéia através do e-mail. Beijo todos, Anna 15:19 publicado no NPN às 15:19 Comments: H Meus 15 anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha adolescência querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das arquibancadas, Debaixo das lajes de concreto! - Meus "15" anos? Adolescência querida? À sombra das arquibancadas? Está ficando maluca, mulher? - Sim, está tudo errado, eu sei... Tenho saudade dos meus 8 anos, da minha infância querida, à sombra das laranjeiras... mas tenho ainda mais saudade da minha adolescência, e você sabe disso, você é minha consciência, esqueceu? - Xiiiiii, senta que lá vem a história.... Vai começar a sessão... Confissões de ex-adolescente Ontem acordei sentindo saudade... Não saudade de um alguém, mas saudade de muitos alguéns, muitos amores, muitos lugares, muitas músicas, muitas amigos, muitas aulas... ¿ Peraí... muitas aulas? - É... ué? Porque o estranhamento? - Ninguém sente saudade de aulas, garota... - Pois eu sinto... Posso continuar minhas divagações, por favor? - Até pode, mas primeiro me diz de que aulas você tem saudade? - Das aulas de literatura que tinha no segundo grau... Ai! Aquelas aulas eram maravilhosas... Lembro-me da professora Eliseth sentada em cima da mesa dela contando histórias fabulosas sobre os autores e suas obras... Enquanto nós ficávamos espalhados desordenadamente pela sala de aula, sentados em grupos ou não. Lembro-me dela contando com tanto encantamento que nos fazia viajar no mundo em que ela estava contando e nos encantar tanto quanto ou mais ainda que ela... Foi ali que eu me apaixonei de verdade! - Puxa! Até eu senti saudades agora! - Ué... ninguém sente saudades de aulas, garota! - Mas você me convenceu... Quer dizer então que foi ali que você se apaixonou pelo L.C.? - Não, isso foi antes... ops, quer dizer, claro que não! Estou falando de literatura, ok? - Ahahahaha... quer dizer que você era mesmo apaixonada pelo L.C.? Você nunca admitiu isso!!! - E nem vai ser agora que eu vou admitir, ok? Agora vê se não me interrompe mais, por favor! Eu falava de saudade... Saudade, principalmente, de sensações! Acho que eu nunca mais na vida terei tantas e tão marcantes sensações quanto tive na adolescência. Todo dia era de uma carga emocional tão grande que era capaz de me fazer a pessoa mais feliz da Terra ou a mais infeliz do universo... Porque as tristezas eram sempre superdimensionadas, claro! Adolescente sofre com tanta intensidade que parece que vai morrer de tanta dor, é uma dor aguda demais, daquelas que parecem estar apunhalando de verdade o coração... Isso só porque o "fulaninho" ficou de ir falar com você na hora do intervalo das aulas e não foi. Só porque ele passou e não te viu (mas você aposta que ele fingiu que não viu) e isso dói tanto, mas tanto, que é necessário uma meia dúzia de amigas te abraçando, enxugando suas lágrimas para você se sentir um mísero pouquinho melhor... porque, afinal, você ainda precisa chegar em casa e colocar uma música beeeeem "de fossa" e chorar tudo, até dormir de cansaço. Aí, no dia seguinte você já estará bem novamente. Pronta para um novo amor! Eu era assim, cada dia me apaixonava perdidamente por alguém... Algumas paixões duravam bastante tempo, até alguns anos, mas não impedia que nesse meio tempo eu me encantasse por mais uma meia dúzia. Eu namorava tanto, mais tanto, que uma vez minhas amigas, fiéis escudeiras, me deram uma prensa daquelas, dizendo que eu andava magoando muita gente... Puxa, aquele dia eu sofri tanto... Elas ficaram sem falar comigo! (coisa de adolescente, é óbvio) É que era assim... Eu me apaixonava por alquém. Se eu desse sinais disso e ele não se manifestasse em uma semana, eu achava que o mundo havia acabado. E sofriiiiiia pra burro, e depois que eu cansava de sofrer (questão de uns longos e intermináveis 3 dias) decidia começar vida nova, dizendo que aquele idiota não merecia o meu amor nem as minhas abundantes lágrimas (porque eu sempre fui chorona mesmo). Naquela época chovia bem na minha horta... Aí eu resolvia aceitar o "amor meu grande amor" daquele garoto que vinha dando em cima de mim há algum tempo. Tempos bons aqueles... Sempre tinha algum candidato à vaga de "amor da minha vida"... Que se aproximava, me consolava, ficava amigo, não saía de perto, e quando menos eu esperava (mentira, na verdade eu sempre sabia onde ia acabar aquela amizade) rolava um clima e a gente ficava... Aí vinha a crise do "será que a gente está só ficando ou já estamos namorando?" E no meio dessa crise... era batata!!! Pronto, era só eu arranjar um namoradinho que o alvo principal (aquele idiota-que-não-merecia-meu-amor-e-nem-minhas-abundantes-lágrimas) vinha todo todo pro meu lado... E como mulher é burra desde a mais tenra idade, aquela paixão avassaladora voltava no primeiro olhar mais direcionado que ele me dava... Aí eu era bem sincera com o atualzinho que estava do meu lado, dizia que eu não podia continuar com ele porque eu era apaixonada por outra pessoa, e que eu gostava muito dele, mas seria enganá-lo demais continuar com ele. Aí rolava um namorico com aquele antigo idiota-que-não-merecia-meu-amor-e-nem-minhas-abundantes-lágrimas, que agora voltava a ser o amor da minha vida, o futuro pai dos meus filhos... E aí eu era a pessoa mais feliz do universo... Até que fazíamos uma sociedade não muito anônima... Ele entrava com o pé e eu com a bunda... Ou vice ¿versa... Pois acontecia muito de, em menos de uma semana de namorico, eu descobrir que ele não fazia o meu tipo, que ele não era aquilo que eu sonhava e que eu ia mais é ficar sozinha e curtir a minha vida... pelo menos naquele final de semana, até eu conhecer algum novo amor na festinha de sábado a noite, ou no lanche depois do cinema... Ai ai... Bons tempos aqueles!!! Mas ainda sinto mais saudade das amizades! Como eram intensas as amizades naquela época... Hoje, muitas vezes, elas parecem tão superficiais. Claro que eu tenho amigos e amigas de verdade, eu sei que tenho, mas naquele tempo era tudo mais intenso, mais avassalador, mas significante, mais marcante... Sinto falta da intensidade da minha adolescência, sabe que até da intensidade da dor da tristeza? Faz tempo que não sinto uma tristeza tão forte que chega a doer... - Olha lá heim? Não vai ficar aí pedindo para sofrer e depois se arrepender... - Eu sei... mas não estou pedindo para sofrer não... mas bem que queria voltar a ter sensações tão intensas quanto naquela época... - Você é louca... Sofria tanto por amor, por amizade, por tudo... E tudo o que você mais queria era crescer e ser adulta logo... E agora quer voltar para a adolescência? - Por um mês talvez... Será que não tem jeito? Mas queria voltar àquele tempo com todas as pessoas que viviam ao meu redor naquela época, minhas amigas, meus amigos, meus amores... - Esquece isso, sua louca... não dá! - Mas queria tanto voltar a sentir borboletas no estômago por alguém sem ter que pensar no amanhã... - Borboletas no estômago? - É, vai dizer que nem lembra mais dessa sensação? - Lembro sim... era tão emocionante! Mas o que vinha depois era sempre horrível! - O quê? - A síndrome do chicletes mascado... - Vixi, é mesmo... tinha até esquecido disso. Vamos voltar a falar de literatura, das aulas da Eliseth? - Tem certeza? - Tenho, por quê a pergunta? - Porque você vai acabar lembrando de mais alguns episódios amorosos daquela época e vai começar tuuuudo de novo e isso já seria papo para outro post... - Tem razão! Mas deixa eu publicar pelo menos a estrofe original a qual eu parodiei no início lááá em cima... - Ta bom... mas depois chega, ok? Ninguém agüenta mais ler tanta coisa! - Ta... fui! Ou melhor, fomos! Meus oito anos (Casimiro de Abreu) Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! ¿ Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é ¿ lago sereno, O céu ¿ um manto azulado, O mundo ¿ um sonho dourado, A vida ¿ um hino d'amor! Que aurora, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d'estrelas, A terra de aromas cheia As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! - Você publicou duas estofes a mais do que o prometido!!! - Ah... me deixa em paz, vai! Elas são tão lindas... Bom dia, amigos! Postado por Anna 09:51 publicado no NPN às 09:51 Comments: H Terça-feira, Dezembro 12, 2006 Amigos, outro texto escrito em novembro de 2003 que estou dividindo com vocês. Não estou bem certa, mas acho que já saiu aqui no Nós Por Nós há algum tempo.. Existem alguns dias que não tenho inspiração para escrever nada, mas como tenho um estoque pequeno, de vez em quando lanço mão de alguma crônica. Vejamos: Acabei de ler um artigo na revista Seleções a respeito do Elvis Presley e o seu empresário desde o início da carreira, um tal de Tom Parker. Esse cara teve a visão de que o Rei iria ser o que realmente foi para o mundo inteiro. Teve a oportunidade conhecer o cantor ainda novinho se apresentando em boates pequenas com mulheres histéricas por todos os lados por causa daquele rebolado tão característico dele. Fez contratos milionários, jogou Elvis para o estrelato e mesmo assim, no dia de sua morte, teve a preocupação de ir para Nova Iorque fazer contratos mais milionários ainda, já prevendo o estrondo das vendas de todos os seus discos. Só depois de resolver essa questão é que ele foi ao enterro. No artigo, o autor não menciona se ele foi um ladrão, mas deve ser difícil de acreditar que não, pois ele não teve dó nem pena do astro mesmo quando ele estava sofrendo muito em seus últimos anos de vida com um perigoso coquetel de anfetaminas e sedativos. Elvis foi uma laranja nas mãos de pessoas inescrupulosas que chuparam todo o suco possível e ainda comeram o bagaço. Com a casca, ainda fizeram um doce. Nem os caroços foram jogados fora, pois foram aproveitados para o plantio de novas mudas. Elvis e Marilyn Monroe morreram porque aceitaram fazer parte de uma engrenagem maldita que pega pessoas completamente desconhecidas, as lançam para o estrelato, as vampirizam retirando todo o sangue e depois jogam os ossos fora. Poucos são os grandes astros e estrelas que conseguem passar por uma fase dessa ilesos. Madonna, com o seu QI de quase 130, conseguiu entender esse esquema e o usou a seu favor. Seus amigos sempre foram unânimes em falar que ela não tem qualquer tipo de crise, consegue se reinventar a cada nova temporada e não tem dúvidas de que ela é um produto de marketing. Já a grande maioria das celebridades não consegue dar conta de toda essa purpurina que é arremessada em suas vidas e desanda a fazer besteiras. Descem ao inferno das drogas e poucos conseguem sair. Uma vez eu vi a Lisa Minelli cantando "Over de rainbow" e tive uma enorme pena dela. Sua mãe foi Judy Garland e estourou no filme "O Mágico de Oz" com apenas 14 aninhos. A partir desse momento, sua vida virou um verdadeiro tormento, tomando pela manhã anfetaminas para poder ficar elétrica e trabalhar e de noite calmantes para dormir e acordar no outro dia com mais anfetaminas. Sem amigos da idade dela, tendo aulas particulares nos estúdios, sem poder fazer as coisas que as adolescentes dessa idade costumam fazer. Com um ritmo desses ficou gordinha e lhe deram mais anfetaminas para ficar mais elétrica ainda e não pensar em comer. Qual o ser humano que poderia ficar equilibrado vivendo uma situação dessas praticamente uma criança? Essa música é muito linda e me sensibiliza muito apenas por sua beleza, mas sempre que eu a ouço, eu me lembro dessa maldade que fizeram com uma menina em nome da ganância dos pais e dos donos da MGM. "Over the rainbow" fala das maravilhas de algum lugar além do arco-íris. Algumas pessoas acreditam que, através dos seus trabalhos, como músicos, dançarinos, bailarinos, atores ou qualquer coisa que signifique fama, terão a oportunidade de viver além do arco-íris. Ledo engano, só conhecerão sanguessugas e pessoas como nós que hoje estamos histéricos gritando ao ver uma dessas celebridades e amanhã nem nos lembramos mais delas. Uma amiga minha de infância mais feia do que a necessidade fez uma linda filha, apesar de ser parecida com ela e o pai também feio. Foi uma boneca que apareceu na sua vida e uma felicidade só. Completamente deslumbrada, optou por iniciar a menina na carreira de modelo infantil. Eu textualmente disse para ela que, se continuasse com essa intenção, eu terminaria a minha amizade com ela, pois não agüentaria ver aquela menina que eu vi nascer entregue às feras, tal qual Judy Garland e tantas outras. Só depois de ser violentamente chantageada por mim e outras amigas é que deixou a idéia de lado. Anotem aí em suas agendas o nome Dakota Faning que será tal qual Drew Barrymore a próxima vítima desse crudelíssimo mundo hollywoodiano que eu tanto abomino. Para terminar, transcrevo aqui o último parágrafo do artigo sobre Elvis Presley e o seu empresário que está na revista Seleções deste mês. O jornalista britânico Christopher Hutchins entrevistou Tom Parker em 1993, quatro anos antes da morte do velho empresário. Elvis não era o filho que o Coronel (apelido dele) nunca teve? provocou Hutchins. "Tenho que ser honesto" respondeu Parker. "Nunca o vi como filho. Mas ele foi o sucesso que eu sempre quis." Beijocas Yvonne P.S.: Participem da promoção NPN 54 abaixo. Os livros são ótimos. P.S.2: Clark, por favor envie um e-mail para mim, pois o que tenho não existe mais. Quero saber do seu pai UPDATE: Através da Grace, tomei conhecimento de que o blog da Angel foi roubado. Nunca freqüentei esse blog, mas a sua ex-dona está muito aflita. Se vocês puderem deixar um recado para o dono devolver, seria bom. 07:30 publicado no NPN às 07:30 Comments: H Segunda-feira, Dezembro 11, 2006 PROMOÇÃO NPN 54: SORTEIO DE LIVRO
publicado no NPN às 00:14 Comments: H Sábado, Dezembro 09, 2006
21:15 publicado no NPN às 21:15 Comments: H Quinta-feira, Dezembro 07, 2006 NOVELAS Outro dia, dois colegas da sala vizinha conversavam sobre um assunto que eu pensei ser outro. Diziam: - Ele levou uma punhalada que o sangue esguichou. - Foi mesmo? mas quem foi? O da mercearia? - Foi esse mesmo. Perguntei que negócio foi esse e era a novela das sete. Sim, os homens também assistem e discutem as novelas. Afinal, muitos dos que escrevem, dirigem e interpretam as novelas, são homens. Atualmente não as assisto, por me dedicar mais à leitura, e à escrita também, Mas assisti, integral ou parcialmente, a boas novelas, seja pela trama, seja pelos artistas, seja pela comodidade (já estava em frente ao televisor, jantando), ou por tudo isso. Uma das primeiras novelas à que assisti grande parte, foi "Beto Rockfeller", em 1969, protagonizada pelo então iniciante, Luiz Gustavo, que contracenava com Bete Mendes, Plínio Marcos, Walter Foster, Maria Della Costa, Irene Ravache, e mais gente boa de cena. Ainda em 1969, outro bom espetáculo: "Nino, o italianinho", com os jovens Aracy Balabanian e Juca de Oliveira como par central. Aracy como a dona da fábrica e Juca como Nino, operário desta fábrica. Tony Ramos e Paulo Figueiredo interpretavam os irmãos de Nino. Uma novela estrelada por Paulo José, Flávio Migliaccio, Tônia Carrero, Sérgio Cardoso, Nívea Maria, Renata Sorrah, Elza Gomes, Marcos Paulo, Jpsé Roberto Pirilo, Marco Nanini, e depois completada com Leonardo Vilar. Que tal? Ela foi exibida em 1972 e se chamou "O Primeiro Amor". Foi apreciada também pela garotada, pois a dupla Shazam e Xerife (Paulo José e Flávio) iniciava ali suas trapalhadas, depois tornando-se um seriado no horário das 17. Leonardo Vilar substituiu Sérgio Cardoso, que faleceu no decorrer da gravação. Verifico agora que Rosamaria Murtinho, Aracy Balabanian, Suzana Gonçalves, Célia Biar e Murilo Nery, também faziam parte do elenco. Na seqüência desta novela do horário das sete na rede Globo, veio "Uma Rosa com Amor", estrelada por Marília Pêra e Paulo Goulart. Marília interpretava uma filha dum italiano (Felipe Carone), que num dos capítulos cantou "Ti voglio tanto bene", música que eu não conhecia e pela qual me apaixonei na hora. Bela recordação! Em 1973, "O Bem-amado" foi a atração, com Paulo Gracindo e Lima Duarte inesquecíveis em suas caracterizações. Não acompanhei esta, mas lembro-me de um caso engraçado referente à ela. Trata-se de "O Jogo da Vida" de 1981/82. Um colega contava suas aventuras nas folgas (trabalhávamos em turnos de 20 dias, com dez de folga). Dizia ele que havia ido a um motel com uma morena lindíssima, mas como estavam la às sete da noite, ele ligou a TV e assistiu, com a morena ao lado (ao lado!), o último capítulo de "O Jogo da vida". E depois saíram do motel! Pode? "Era o último capítulo, não tem todo dia e eu não podia perder, né?'.Sei não! Também assisti a "Roque Santeiro' com seus personagens impagáveis. Isso em 1985, já que a exibição em 1975 havia sido proibida pela censura militar. Com Lima Duarte e o bordão do Sinhozinho Malta: "Tô certo ou tô errado?" e o professor Astromar (Ruy Rezende) perguntando na porta da casa de Dona Pombinha (Eloísa Mafalda), "Posso penetrar?". Sem esquecer o Beato Salu (Nélson Dantas): "Mais fortes são os poderes de Deus!". Um primor de novela! Acompanhei a primeira versão da Globo de "sinhá Moça" em 1986. Empolgante aquela versão, esta segunda não me entusiasmou e não acompanhei. Em 1989 segui "Que rei sou eu?", hilariante trama com Antônio Abujamra, Tereza Rachel, Édson Celulari, Jorge Dória, Stênio Garcia e Dercy Gonçalves, entre outros. Mais recentemente (1999) mais ainda no século passado, acompanhei "Andando nas nuvens", tema excelente (paciente retornado do coma depois de 18 anos) ao meu ver, mal aproveitado. Mesmo assim com as boas atuações de Marco Nanini, Débora Bloch, Marcos Palmeira e Júlia Lemmertz. Boas novelas, sem dúvida, passaram e passam por nossa TV, não é à toa que são grandes detentoras de índices do IBOPE. E contam com artistas de ótima qualidade. Mas me falta paciência para a maioria das atuais. Fui um animado espectador de novelas, não sou mais. Fui. abraço do tesco 11:58 publicado no NPN às 11:58 Comments: H Quarta-feira, Dezembro 06, 2006 "Faltou clima" ou "Hoje não dá" Pego uma taça de vinho Branco, gelado Vou até a sala, olho pela janela A noite está linda, A lua parece me chamar Entro no quarto, ligo apenas a luz do abajour Coloco aquela camisola Folheio um livro, uma revista, mais outra... Quando percebo que não terá como fugir Ele está ali, na minha frente Uma música para entrar no clima Fecho os olhos ao sorver um pouco do vinho Busco na memória os bons momentos que já passamos juntos Tentando buscar algum auxílio Noites e mais noites Noites muito quentes Algumas nem tanto Noites agitadas Outras tão pacatas, tão singelas Minhas mãos começam a percorrer seu corpo Caminhos tão conhecidos e inúmeras vezes percorridos Mas que sempre me reservam novas experiências Tento algumas palavras... Mas elas parecem não surtir efeito Nem para mim, nem para você Hoje não houve reação química entre nós Você me pede atenção Pede que eu explore-o com as mãos Pede que eu tente mais algumas palavras... Mas hoje não vai dar... Entenda O problema não é com você Sou eu Viro para o outro lado Desculpe-me, teclado Mas hoje estou sem inspiração. Tenham um bom dia, amigos! Postado por Anna 08:25 publicado no NPN às 08:25 Comments: H Segunda-feira, Dezembro 04, 2006 PROMOÇÃO NPN 53: SORTEIO DE LIVRO
publicado no NPN às 00:43 Comments: H Domingo, Dezembro 03, 2006 PROMOÇÃO NPN 52: RESULTADO
23:01 23:05 publicado no NPN às 23:05 Comments: H Sexta-feira, Dezembro 01, 2006 MISCELÂNEA Miscelânea mais uma vez deixa o tesco falar, FASES Não sou poeta, portanto não posso determinar exatamente por quais fases passa um poeta. E nem se fosse poderia, pois isso é tão mutável quanto as atitudes e emoções humanas. Mas costumo -- ou costumava -- fazer alguns versos, juntá-los segundo algumas regras, e construir o que se chama de poemas. Se estes contém ou não, alguma coisa de poesia, isto é discutível e variável. Afinal, poeta é quem constrói poemas ou quem escreve poesia? Mas isso já é outro assunto. Assim, fazendo um apanhado dos meus poemas, traço um esboço do que poderia ser a seqüência de fases que são atravessadas por uma pessoa que constrói poemas. Uma primeira fase, muito comum nos jovens, é a fase de apaixonado, em que os poemas têm por tema e finalidade, o ser amado. Desta fase saem alguns dos poemas mais atraentes e vistosos aos olhos dos leitores, como também os mais ridículos e atrapalhados. Este, por exemplo, é de uma fase de enamorado: ADIVINHA! O que é mais bonito para mim?... O por-do-sol no horizonte de verdes colinas ou... teu sorriso? As folhas caindo do alto aos rodopios ou... teus cabelos que me cobrem quando me beijas? As nuvens, iluminadas pelo sol da manhã, deslizando no azul ou... tuas mãos quando me afagam carinhosamente? O marulho cristalino de um regato no segredo de um bosque ou... tua voz quando fala comigo? Alegres passarinhos trinando nos galhos, pousamdo num fofo relvado, voando suavemente numa clara manhã, espalhando suas cores no ar plácido de uma tarde cãlida ou... teus olhos a me fitarem com ternura aveludada? As ondas espumantes de um mar sob tempestade ou... teu corpo, totalmente vibrante, quando me enlaças apaixonadamente? ......Adivinha...! Vou dar-te uma pista: Se estás comigo só vejo a ti, se não estás, só penso em ti! (tesco - Recife, 1977) Como diria a Hebe: "Que gracinha!". Em uma fase dita madura, um construtor de poemas se voltaria para temas mais abrangentes, e começaria a notar que existem mais motivos pra se fazer um poema. E, muitas vezes, começa a se considerar um poeta e adepto da musa da poesia: Então a própria poesia é objeto do poema. Vejam este, por exemplo: ADORADA Deusa! Ó deusa loura da mitologia, Escultural Freia de Asgard; Rainha de Sabá do Mestre Haggard; Filha da tempestade, Ayesha da Magia! És Sita, Helena, Eurídice, Maria, Será tua ventura toda minha paga. Em minha cítara soará tua raga; Em todos os caminhos, por todos os meus dias. Perdoa-me, porém, comparar-te a esses mitos. Nenhuma reúne em si tanta beleza, . Tanta doçura, tanta luz, sabedoria Teu sacerdote sou a perpetuar teus ritos Insano fanático desta realeza Sou teu, só teu, Santíssima Poesia! (tesco - Aracaju, 1992) Não se pode negar que já existe aí um trabalho de pesquisa, pelo menos na memória. É a fase de obras mais rebuscadas, mesmo que o trabalho não resulte em belas obras. Numa terceira fase, o 'poemador" encontra, ou imagina, situações mais concretas, mesmo que duras. A ocasião de uma doença ou do confronto com a morte, por exemplo. Talvez nessa altura, ele já passa a considerar-se um Augusto dos Anjos, mesmo que não tenha anjos pra ajudá-lo a compor, nem ser augusto em nada. Nesta fase podem surgir poemas sobre acidentes, por exemplo, e os poemas saírem como verdadeiros acidentes. Não parece ser o caso desta minha composição, que não é tão má: CARINHO Só necessito teu carinho, gentil dama, Pois acalma este meu ser desesperado, Sempre sentir tua presença ao meu lado; Ver-te sempre solidária ao pé da cama. Sei como seria triste e desolado, Se não atendesses assim a quem te chama; Se não viesses amar a quem te ama. E me deixasses neste mundo isolado. É assim com tua presença feminil, Que eu já me encontro em paz e confortado, Nada me falta sob este céu de abril. E eis que já não temo mais ficar sozinho, Devo a ti o sentimento abençoado. Acaricia minh'alma o teu carinho! (tesco - Aracaju, 2003) Sim, pode ser e pode não ser. Tudo é possível sob os céus. Principalmente sob os céus do Brasil! Abraço do tesco 10:28 publicado no NPN às 10:28 Comments: H
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